A INTERCESSÃO DOS SANTOS, A ALMA IMORTAL E OS TESTEMUNHOS ANTERIORES AO CONCÍLIO DE NICÉIA

Nos últimos anos, tem crescido a quantidade de protestantes que estão trocando as escrituras pelos escritos da época patrística, entretanto, tal patrimônio é único e exclusivo da fé católica (estendido também, às igrejas orientais). Por esse motivo, um problema que tem surgido com certa frequência no meio desse “anseio pelo estudo patrológico”, é a falta de discernimento em entender o que é dito por determinado pai primitivo e qual foi a decisão final da Santa Igreja Católica (alicerçada pelo magistério).

Como se já não bastasse o “livre exame” dos escritos sagrados, há agora, a livre interpretação dos escritos patrísticos e por consequência de uma má analise do que é lido, aparecem novos questionamentos a respeito do que cremos e aceitamos.

É sempre importante salientar que o estudo da tradição e dos escritos de nossos antigos pais, deve sempre seguir a regra final que compreende a decisão da Igreja. Sendo ela a “coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3,15), o corpo de Cristo, liderado por Pedro (Mt 16,18) e por todo o colegiado apostólico (Ef 2,20), aplica o “ligar e desligar” (Mt 16,19) para que  assim, nós, católicos, tenhamos a verdadeira doutrina de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

E qual o sentido de entender esse conceito?

Pois bem, voltemos ao início do cristianismo:

O segundo concílio oficial da Igreja (Nicéia – 325 d.C.) foi o canal utilizado por Deus para fazer com que através da “unidade” de todos os membros, fosse definida a consubstancialidade do “Filho com o Pai”. Posteriormente em Constantinopla I (381 d.C.), o Espírito Santo é oficializado como membro da trindade, sendo que, Ele deveria ser adorado e glorificado de igual modo como as outras duas substâncias. Se entrarmos no cerne da questão, entenderemos que houve a necessidade de um concílio, uma vez que, havia informações em desacordo que poderiam colocar a fé em risco e que isso poderia representar uma ameaça para todos os crentes.

E o que isso significa?

Significa que até o surgimento do concílio de Nicéia, nem todos os cristãos eram trinitarianos e que ainda que existissem grandes teólogos, a decisão final sempre foi e sempre será da Igreja.

Para se ter ideia, Orígenes que foi um dos grande apologistas do terceiro século, imortalista e crente de que as almas poderiam rogar em favor dos cristãos, em seu escrito,  “Sobre a Oração, 10” diz que nós não poderíamos rezar “nem ao próprio Cristo” (enfatizando a ideia de uma oração diretamente a DEUS-PAI). Sendo assim, como poderíamos creditar a existência do dogma da santíssima trindade, se não fosse pelo magistério da Igreja? Seria a Igreja Católica tão displicente ao ponto de ignorar as várias informações dos antigos padres, o mover devocional dos primeiros cristãos e criar conceitos que não existiam?

Atualmente, o crescente compartilhamento das obras patrísticas, tem levado não católicos a isolar alguns testemunhos em favor daquilo que eles desejam acreditar, esquecer tantos outros que contribuíram para o desenvolvimento da doutrina e o pior, destratar a decisão final da Igreja como algo irrelevante. É nesse sentido que muitos estão embrulhando pequenos pacotes de sofismas e cuidadosamente, tem disseminado inverdades sobre aquilo que é a crença desde o seio da Igreja primitiva.

A imortalidade da alma e a intercessão dos santos no período “pré-Niceno”, tem sido um desses novos questionamentos [entende-se por esse período, os testemunhos anteriores ao segundo concílio].

Muitos são os que têm procurado nos pais apostólicos e apologistas, motivos para se afirmar que a Igreja não acreditava na intercessão dos santos/imortalidade da alma. Outros, mais audaciosos, afirmam que anteriormente ao segundo concílio (Nicéia), não há qualquer testemunho que possa defender-nos em favor de tal doutrina. O que poderíamos dizer, sendo que, há de fato, alguns padres que parecem pensar o contrário? Clemente de Roma, em sua epístola à Igreja de Corinto, concede-nos um modelo de oração e tão pouco cita a “intercessão dos santos”.

Já aprendemos até aqui que é a Igreja, responsável pela decisão final, isto é, podemos e devemos encontrar opiniões distintas, porém, devemos compreender que a fé católica sempre será a responsável por afirmar aquilo que de fato é a verdade. A fé primitiva não nasceu com todas as doutrinas, conceitos e dogmas instantaneamente. Ficou (e fica até hoje) a cargo da Igreja entender aquilo que nasceu no mais profundo do intimo dos primeiros cristãos e posteriormente, defender a ortodoxia.

Diga-se de passagem, o primeiro registro que encontramos sobre a “intercessão dos santos” é muito anterior ao concílio de Nicéia e anterior a própria humanidade de Cristo.

Por volta dos anos 176-161 a.C. a história Macabaica é narrada e um fato é atestado: Onias e Jeremias que já estavam mortos, rezavam pela cidade santa.

2 Mc 15,12-14 – “Ora, este foi o espetáculo que lhe  coube apreçar? Onias, que tinha sido sumo sacerdote, homem honesto e bom, modesto no trato e de caráter manso, expressando-se com convenientemente no falar, e desde a infância exercitando em todas as práticas da virtude, estava com as mãos estendidas, intercedendo por toda a comunidade dos judeus. Apareceu a seguir, da mesma forma, um homem notável pelos cabelos brancos e pela dignidade, sendo maravilhosa e majestosíssima a superioridade que o circundava. Tomando então a palavra, disse Onias: <Este é o amigo dos seus irmãos, aquele que muito ora pelo povo e por toda a cidade santa, Jeremias, o profeta de Deus>”.

Independentemente da aceitação do livro por parte dos protestantes, devemos notar que estamos falando de um registro histórico e longe de defender qualquer afirmação doutrinaria, devemos encarar que a Igreja nasceu através da leitura de tais livros. Santo Irineu de Lião (130-202 d.C), em sua obra contra os agnósticos, diz:

Antes que os romanos estabelecessem o seu império, quando os macedônios mantinham ainda a Ásia em seu poder, Ptolomeu, filho de Lago, que havia fundado em Alexandria uma biblioteca, desejava enriquecê-la com os escritos de todos os homens, pediu aos judeus de Jerusalém uma tradução, em grego, das suas Escrituras. Eles, então, que ainda estavam submetidos aos macedônios, enviaram a Ptolomeu setenta anciãos, os mais competentes das Escrituras e no conhecimento das duas línguas, para executar o trabalho que desejava (…). Quando se reunião com Ptolomeu e confrontaram entre si as duas traduções, Deus foi glorificado e as Escrituras foram reconhecidas verdadeiramente divinas, porque todos, do início ao fim, exprimiram as mesmas coisas com as mesmas palavras, de forma que também os pagãos presentes reconheceram que as Escrituras foram traduzidas por inspiração de Deus” (Contra as Heresias; 3° livro 21,2).

Santo Irineu ainda acrescenta:

É, portanto, sólida, não forçada, única verdadeira, a nossa fé que sua prova evidente nas Escrituras, traduzidas da forma que dissemos, e é isenta de toda interpolação a pregação da Igreja. Ora, os apóstolos, que são bastante anteriores a esta gente, estão de acordo com a tradução mencionada acima e a nossa versão concorda com a dos apóstolos. Pedro, João, Mateus, Paulo, todos os outros apóstolos e seus discípulos anunciaram as coisas profetizadas na forma em que estão contidas na tradução dos anciãos”. (Contra as Heresias; 3° livro 21,3).

Sendo assim, a Igreja primitiva não só aceitava tal obra (Macabeus), como, usufruía do livro para fins doutrinários. O próprio Santo Irineu, no 2° Livro; 10,2 da mesma coleção, usa 2 Macabeus para dizer que “Deus criou do nada todas as coisas e as fez existir como quis” (2 Mc 7,28). Dessa forma, afirmar que não havia qualquer documento que já embasasse o que viria ser chamado de “Comunhão dos Santos”, não passa de mero sofisma.

Ainda sim, poderíamos encontrar testemunhos dos mais variados, seja ele em favor da comunhão dos santos ou de uma crença contrária. Trataremos aqui de expor quais são os aspectos importantes para a formulação da doutrina, iniciando pela bíblia e passando pelo período anterior ao concílio de Nicéia.

A Bíblia possui um testemunho robusto que corrobora com a crença da Igreja na “alma imortal” e como consequência, revela pequenos indícios da comunhão plena de todo o corpo que deve ser traduzida por nós como a “intercessão dos santos”. Há passagens que indicam propensões que com toda a certeza, foram utilizadas pelos antigos padres na intenção de, afirmar qual era a fé dos cristãos. Assim como no livro de 2 Macabeus –testemunho justo e verdadeiro – que revela Onias e Jeremias como os grandes intercessores, encontramos nos escritos do Apocalipse de São João alguns testemunhos, sendo eles:

– Os que morreram em Cristo, o servem de dia e de noite (Ap 7,10-15);

– As orações de “todos os santos” são oferecidas com um incensário (Ap 5,8 e Ap 8,3);

– As almas dos justos clamam por justiça (Ap 6,9-10);

– Os navegantes que integram as lamentações sobre a babilônia, solicitam que os céus (santos, apóstolos e profetas) se alegrem, pois, Deus julgou suas causas (Ap 18,20).

Já de São Paulo, temos as seguintes afirmações:

– Jesus Cristo voltará em companhia de todos os seus santos (1 Ts 3,13);

– Existe uma família que está no céu (Ef 3,14-18);

– Partir e estar com Jesus é muito melhor (Fl 1,23);

– Assim como João, Paulo afirma que estamos nós, vivos ou mortos, continuaremos procurando em como agradar a Deus (2 Cor 5,9).

O escritor da epístola aos Hebreus, segue semelhante pensamento:

– No céu, os espíritos (almas) dos justos chegaram à perfeição (Hb 12,22-24);

– Há uma nuvem de testemunhas (santos que já estão no céu) que nos cerca e nos acompanha (Hb 12,1-2).

No evangelho de São Marcos, lemos o seguinte relado:

– Moisés já havia morrido (Dt 34,1-12), porém, aparece a Cristo (junto de Elias) e de acordo com o relato bíblico, parecia entender a situação de Jesus (Mc 9,4).

Além de tais testemunhos bíblicos oriundos do I século da Igreja, encontramos apoio doutrinário em muitas outras informações que procedem anteriormente ao ano de 325 d.C. Seja sobre a alma imortal ou sobre a possibilidade de intercessão. Há visivelmente certa sensibilidade dos cristãos primitivos em aceitar a possibilidade de que o crente após a morte, não apenas conserve suas faculdades intelectuais, mas que também, possa rogar pelos habitantes da terra e ainda que seja de forma tímida, uma pequena compreensão em relação a solicitação dos fieis militantes que careceriam das orações dos mártires e heróis da fé, assim como de Maria Santíssima, Mãe de Deus.

Verifiquemos agora, quais são os testemunhos (alma imortal ou intercessão) e suas respectivas datas:

– Na “Carta a Diogneto” (199-200 [Século II]) é possível ler que:

alma imortal habita numa tenta mortal; também os cristãos habitam como estrangeiros em moradas que se corrompem, esperando a incorruptibilidade nos céus (Carta a Diogneto, 6,8)”.

– Por sua vez, “Atenágoras de Atenas (133-190 [Século II])” diz que:

Agora, como universalmente toda natureza consta de alma imortal e de corpo que foi a adaptado a essa alma (Sobre a Ressurreição dos Mortos, 15).

Todavia, se o Criador dos homens tem algum cuidado com suas próprias criaturas, em algum lugar se guarda a justa distinção entre os que viveram bem e os que viveram mal, isso acontecerá ou na vida presente, quando ainda vivem os que vivem conforme a virtude ou a maldade, ou depois da morte, na separação da alma e do corpo (Sobre a Ressurreição dos Mortos, 19)”. 

– Já “Teófilo de Antioquia (?-186 [Século II])”, afirma doutrina semelhante a respeito da alma:

E uma fonte subia da terra e regava toda a face da terra, e Deus formou o homem do pó da terra, e lhe insuflou alente de vida em seu rosto, e o homem foi feito alma vivente. É por isso que a alma é chamada imortal (Segundo livro a Autólico, 19)”.

– Da mesma forma “Justino de Roma (100-165 [Século I e II])”, enfatiza a imortalidade da alma:

Vede o fim que tiveram os imperadores que vos procederam: todos morreram de morte comum. Se a morte terminasse na inconsciência, seria uma boa sorte para todos os malvados. Admitindo, porém, que a consciência permanece em todos os nascidos, não sejais negligentes em convencer-vos e crer que essas coisas são verdade. (…) Os fenômenos que acontecem sob a ação dos que sabem essas coisas devem persuadir-vos de que, mesmo depois da morte, as almas conservam a consciência (I Apologia 18,1-6).

“Ele (Trifão) me perguntou: Qual a nossa semelhança com Deus? Será que a alma é divina e imortal, uma partícula daquela soberana inteligência, e como aquela vê a Deus, também é possível para a nossa compreender a divindade e gozar a felicidade que dela provém? Eu (Justino de Roma) respondi: Sem dúvida nenhuma” (Diálogo com Trifão 4,2).

“Digo, então, que as almas dos justos permanecem num lugar melhor e as injustas e más ficam em outro lugar, esperando o tempo do julgamento. Desse modo, as que se manifestam dignas de Deus não morrem; as outras são castigadas enquanto Deus quiser que existam e sejam castigadas” (Diálogo com Trifão 5,3).

“Já vos demonstrei que as almas sobrevivem através do fato de que a alma de Samuel foi evocada pela pitonisa, como Saul lhe havia pedido. Daí se vê que todas as almas de homens tão justos e profetas como Samuel podem cais sob o poder de potências semelhantes aquela que operava na pitonisa e pelos próprios fatos temos que confessar isso. Por isso, Deus nos ensinou por seu próprio Filho a lutar com todas as nossas forças para sermos justos e pedir, ao sair desse mundo, que nossa alma não caia em poder de nenhuma potência semelhante” (Diálogo com Trifão 105,4-6).

– Grande apologista da Igreja antiga, “Orígenes (185-253 [Século III])”, através dos seus escritos, demonstra a crença que já frutificava no mais intimo do coração dos cristãos:

Existe só um Deus supremo cujo favor se deve procurar e a quem se deve pedir que seja propício, buscando sua graça pela piedade e por todas as virtudes. E se Celso quiser, depois do Deus supremo, tornar propício outros protetores, deve compreender que, como o corpo que se desloca é seguido pelo movimento de sua  sombra, da mesma forma o favor do Deus supremo atrai a benevolência de todos os que o amam: anjos, almas, espíritos. Eles conhecem os que merecem o favor de Deus, e não contentes em conceder sua benevolência aos que têm este mérito, colaboram com os que querem prestar culto ao Deus supremo: cheios de benevolência com eles, oram e intercedem” (Contra Celso (Livro VIII), 64).

Depois dessas questões, vêm as da alma: dotada de inteligência e de vida próprias será tratada segundo os seus méritos depois que deixar este mundo: ou entrará na posse da vida eterna e herdará felicidade, se seus atos assim lhe fizerem jus, ou então será entregue ao fogo eterno” (Tratado sobre os Princípios [prefácio] 5)”.

Está certo comparar os seres celestes com os santos e os terrestres com os pecadores” (Tratado sobre os Princípios [10 – A Ressurreição], 2° livro, 2)”.

Depois de tudo isso, é preciso pensar que não pouco tempo decorrerá para que, depois da sua morte, seja mostrado aos homens que disso são dignos e o mereceram, a razão dos que se passa sobre a terra para que o entendimento de todos esses mistérios e a graça de um conhecimento completo os façam gozar de uma alegria indescritível” (Tratado sobre os Princípios [11 – As promessas], 2° livro, 6)”.

Depois da morte, recebemos a ciência e a compreensão dele, se as coisas acontecerem como desejamos; quando tivermos o saber completo das suas razões, então, compreenderemos de duas maneiras o que vimos sobre a terra. Da estadia nos ares pode-se falar, portanto, de modo semelhante. De fato, é minha opinião que os santos, ao deixarem essa vida, permanecerão num lugar situado na terra, aquele que a divina Escritura chama Paraíso, como se fosse num lugar de instrução, ou, por assim dizer, um auditório ou uma escola das almas, para serem instruídos acerca de tudo o que viram na terra, e para receberem também algumas indicações sobre o que verão depois, certamente nessa vida receberam alguma ideia das realidades futuras, mas ainda em parte, através de um espelho, em enigma, elas serão reveladas aos santos de maneira mais clara e mais luminosa” (Tratado sobre os Princípios [11 – As promessas], 2° livro, 6).

Deus tem paciência com certos pecadores, porque será para eles um benefícios, considerando a imortalidade da alma e a eternidade sem fim” (Tratado sobre os Princípios [1 – Sobre o livre arbítrio], 3° livro, 13).

Portanto, pensamos que, como já dissemos muitas vezes, sendo a alma eterna e imortal” (Tratado sobre os Princípios [1 – Sobre o livre arbítrio], 3° livro 23).

Oras, as potências celestiais são incorruptas e imortais: sem dúvida a substância da alma humana é incorrupta e imortal” (Tratado sobre os Princípios [Recapitulação sobre o Pai, o Filho e o ES], 4° livro, 9(36)).

O Sumo Sacerdote não é o único a se unir aos orantes, mas também os anjos […] como também as almas dos santos que já dormem” (Oração 11).

Agora, súplicas, ações de graça e apelos podem ser oferecidos para as pessoas sem impropriedade. Dois deles, ou seja, implorando e dando graças, pode ser oferecido não só para os santos, mas para pessoas sozinhas, em geral, ao passo que a súplica deve ser oferecida aos santos somente, deve haver encontrado um Paulo ou um Pedro que podem beneficiar-se e fazer-nos dignos para atingir autoridade para o perdão dos pecados” (Sobre a Oração 14,6).

– Da mesma forma, “Santo Inácio, Bispo de Antioquia (35-107 [século I e II])” escreve ao fim de sua epístola:

“O amor dos esmirniotas e dos efésios vos saúda. Em vossas orações, lembrai-vos da Igreja da Síria, da qual não sou digno de ser parte, pois sou o último dentre eles. Passai bem em Jesus Cristo, submissos ao bispo como ao mandamento, e igualmente ao presbitério. Todos, individualmente, amem-vos uns aos outros, de coração não dividido. Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus. Eu ainda estou exposto ao perigo, mas o Pai é fel, em Jesus Cristo, para atender a minha oração e a vossa” (Epístola aos Tralianos 13,1-3).

– Já no martírio de “Policarpo, Bispo de Esmirna (69 a 155 [Século I e II])”, o escritor menciona que mesmo após a sua morte, São Policarpo continuaria a rejubilar-se, juntamente com os apóstolos:

“Essa é a história do bem-aventurado Policarpo, que foi, juntamente com os irmãos de Filadélfia, o décimo segundo a sofrer o martírio em Esmirna. Contudo, apenas dele se guarda a lembrança mais do que dos outros, a ponto de até os próprios pagãos falarem dele por toda parte. Ele foi, não apenas mestre célebre, mas também mártir eminente, cujo martírio segundo o Evangelho de Cristo todos deseja imitar. Por sua perseverança, ele triunfou sobre o iníquo magistrado, e assim, foi cingindo com a coroa da incorruptibilidade. Juntamente com os apóstolos e todos os justos, na alegria ele glorifica a Deus, Pai todo-poderoso, e bendiz nosso Senhor Jesus Cristo, o salvador de nossas almas, guia de nossos corpos, e pastor da Igreja Católica no mundo inteiro” (Martírio de Policarpo 19,1-2).

– Ao falar sobre o reconhecimento dos próprios erros, “Clemente Romano (35-100 [Século I])” diz:

Portanto, supliquemos também nós pelos que se encontram em alguma falha, a fim de que lhe sejam concedidas moderação e humildade, e para que cedam, não a nós, e sim à vontade de Deus. Então, quando nos lembrarmos deles com espírito de misericórdia diante de Deus e dos santos, nossa oração produzirá frutos e será perfeita (1 Carta aos Coríntios 56,1).

– Um sermão anônimo, descoberto por volta do ano 130-150 [Século II] e atribuído a “Clemente Romano”, menciona a alegria das almas que se encontram no céu:

Um homem religioso não deve ficar deprimido por sentir-se infeliz no presente. Um tempo de benção e espera. Ele viverá de novo, no céu com seus antepassados, e se rejubilará numa eternidade que não conhece a tristeza” (2 Carta aos Coríntios 19,4).

– “Santo Irineu de Lião (130-202 [Século II])” é mais um dos padres apologistas a defender não apenas a imortalidade da alma, como também, a preservação das faculdades psíquicas e intelectuais dos cristãos após a morte:

“O Senhor ensinou clarissimamente que as almas não só perduram sem passar de corpo em corpo, mas conservam imutadas as características dos corpos em que foram colocadas e se lembram das ações que fizeram aqui na terra e das que deixaram de fazer. É o que está escrito na história do rico e de Lázaro que repousava no seio de Abraão. Nela se diz que o rico. Depois da morte, conhecia tanto Lázaro como Abraão e que cada um estava no lugar destinado. O rico pedia a Lázaro, ao qual tinha recusado até as migalhas que caíam de sua mesa, que o socorresse; com a sua resposta, Abraão mostrava conhecer não somente Lázaro, mas também o rico e ordenava que os que não quisessem ir para aquele lugar de tormento escutassem Moisés e os profetas antes de esperar o anúncio de alguém ressuscitado dos mortos. Tudo isso supõe clarissimamente que as almas permanecem, sem passar de corpo em corpo, que possuem características do ser humano, de sorte que podem ser reconhecidas e que se recordam das coisas daqui de baixo; que também Abraão possuía o dom da profecia e que cada alma recebe o lugar merecido mesmo antes do dia do juízo”. (Contra as Heresias; 2° livro 34,1).

“O que são os corpos mortais? Serão as almas? Mas as almas são incorporais em comparação aos corpos mortais. Com efeito, Deus soprou no rosto do homem o <sopro da vida e o homem se tornou alma vivente>: o sopro de vida é incorporal. Assim como não podem dizer que a alma é mortal porque o sopro de vida permanece – com efeito, Davi diz: <E a minha alma viverá para ele>, visto ser sua substância imortal – assim não podem dizer que o Espírito é corpo mortal. O que fica então para ser denominado corpo mortal a não se a obra modelada por Deus, isto é, a carne, aquilo que o Apóstolo declara que Deus vivificará? É está que morre e se decompõe e não a alma ou o Espírito. Morrer é perder a capacidade vital, ficar em seguida sem o sopro, sem a vida, sem os movimentos e decompor-se nos elementos dos quais teve início a existência.Ora, isso não pode acontecer com a alma, porque é sopro de vida, nem com o espírito por ser simples e não composto e por ser ele a vida dos que o recebem. Resta que a morte se manifeste na carne a qual, com a saída da alma, fica sem respiração e sem vida e lentamente se decompõe na terra de onde foi tirada. É esta, pois, que é mortal”. (Contra as Heresias; 5° livro 7,1).

“Tendo o Senhor ido entre as sombras da morte, onde estavam as almas dos mortos, e ressuscitando depois corporalmente, e depois de ressuscitado, sendo levado ao céu, indicou que o mesmo aconteceria com seus discípulos, pois, era para eles que o Senhor fez tudo isso: as almas deles irão a um lugar invisível estabelecido por Deus e ai ficarão até a ressurreição, à espera dela; depois reassumirão seus corpos numa ressurreição perfeita”. (Contra as Heresias; 5° livro 31,2).

– “São Cipriano (210-258 [Século III])”, Bispo de Cartago, testemunha de forma belíssima, qual era de fato a crença que já estava enraizada no mais intimo dos primeiros fiéis:

Lembremo-nos uns aos outros em concórdia e unanimidade. Que em ambos os lados sempre oremos uns pelos outros. Vamos aliviar o fardo e as aflições por amor recíproco, que se um de nós, com rapidez da condescendência divina for primeiro, o nosso amor possa continuar na presença do Senhor; e as nossas orações por nossos irmãos e irmãs não cessem com a presença da misericórdia do Pai ” (Carta 56,5).

– “Eusébio de Cesaréia (263-339 [Século III e IV])”, foi um grande historiador da Igreja. Responsável pela obra “História Eclesiástica” (concluída no ano de 326 d.C [século IV]), o Bispo de Cesaréia aponta alguns testemunhos anteriores a Nicéia que retratam a fé da Igreja, seja na alma imortal, quanto na intercessão dos santos.

Vejamos:

Santa Marcela, Santa Potamiena (Mártires – 202 d.C [Século III]) e São Basílides (soldado e mártir – 202 d.C [Século III])

“Enumera-se Basílides como o sétimo dos mártires. Ele levava ao martírio a célebre Potamiena, cuja fama até hoje é decantada entre os seus compatriotas. Depois de mil combates contra homens corruptos para defender a pureza do corpo e a virgindade pela qual ela se distinguia (pois, sem falar de sua alma, a beleza do corpo era nela qual flor que desabrocha), após mil tormentos e torturas terríveis, cuja narrativa é de arrepiar, foi com sua mãe Marcela, consumida pelo fogo. Narra-se que o juiz, chamado Áquila, depois de ter submetido seu corpo inteiro a duros tormentos, por fim, ameaçou-a de entregá-la aos gladiadores para desonrá-la. Mas ela refletiu por um instante e foi-lhe pedida uma decisão. Deu tal resposta que pareceu-lhes algo de ímpio. Enquanto ela falava, foi proferida a sentença e Basílides, um dos soldados a tomou e conduziu à morte. E como a multidão se esforçava por incomodá-la e insultá-la com palavras inconvenientes, ele afastava com ameaças os injuriadores e manifestava para com ela muita piedade e humanidade. Ela, porém, acolhendo a simpatia que lhe era demonstrada, exortava-o a ser corajoso, dizendo-lhe que o reclamaria, quando tivesse voltado para junto do seu Senhor e que, em pouco tempo, lhe retribuiria o que havia feito em seu favor. Tendo assim falado, sofreu corajosamente a morte. Derramaram pez fervente sobre as diferentes pares do corpo desde a extremidade dos pés ao alto da cabeça devagar, pouco a pouco. Assim foi o combate da ilustre jovem. Basílides, porém, não espetou muito tempo. Os companheiros de armas, por um motivo qualquer, exigiram dele um juramento. Ele declarou com energia que não lhe era permitido absolutamente jurar, porque era cristão e confessava-o abertamente. No princípio, acharam que ele estava gracejando; mas como perseverasse obstinadamente, levaram-no ao juiz, a quem ele confessou sua resistência, e ele mandou algemá-lo. Seus irmãos segundo Deus visitaram-no e perguntaram-lhe a causa deste ardor repentino e extraordinário. Narra-se ter ele respondido que três dias após seu martírio, Potamiena lhe aparecerá durante a noite, pusera-lhe uma coroa na cabeça e havia pedido uma graça ao Senhor, obtivera o objeto de seu pedido e que ele o receberia dentro do pequeno prazo. Então, os irmãos lhe deram sigilo do Senhor e no dia seguinte, após ter brilhado no testemunho pelo Senhor, foi-lhe decepada a cabeça”. (História Eclesiástica, 5° livro 5,1-6).

Orígenes (185-253 d.C [Século II e III])

“Apareceram ainda, na Arábia, no tempo a que nos referimos, introdutores de uma doutrina alheia à verdade. Asseveravam que a alma humana neste mundo, no momento final provisoriamente morre com o corpo, e com ele se corrompe, mas no futuro, por ocasião da ressurreição, com ele reviverá. Então, foi convocado um importante concílio. Orígenes novamente foi chamado, e após ter discursado perante a assembleia sobre a questão disputada, saiu-se de tal forma que alterou o modo de pensar do que primeiramente haviam sido iludidos”(História Eclesiástica, 6° livro 37).

Dionísio de Alexandria (? – 264 d.C [Século III]) e os “mártires protetores”

“Muitos, na mesma montanha da Arábia, foram reduzidos à escravidão por bárbaros sarracenos; entre estes, uns foram resgatados com dificuldade, e por elevado preço; os outros até agora não foram redimidos. Não é ocioso ter narrado isto, irmão, assim, podes conhecer as terríveis provas que nos atingiram. Aqueles, porém, que as experimentaram, sabem muito mais. Em seguida, linhas adiante, prossegue: <Deste modo, nossos santos mártires, agora sentados ao lado de Cristo, partícipes de seu reino, que julgam com ele e com ele proferem a sentença (Ap 20,4; 1 Cor 6,6), tornaram-se os protetores de alguns dos irmãos lapsos, que deviam prestar contas sobre a acusação de sacrifício; verificando sua conversão e penitência e considerando que esta poderia ser aceitável aquele que absolutamente não quer a morte do pecador, mas seu arrependimento (Ez 18,23; 33,1ss 2 Pd 3,9), eles os acolheram, congregaram, reuniram e participaram de suas orações e refeições;” (História Eclesiástica, 6° livro 42,4-5).

– No início do século XX, um antigo papiro egípcio foi “reencontrado” e nele, um testemunho fidedigno que atesta a crença primária dos cristãos primitivos. Em posse da “John Rylands Library de Manchester” a oração denominada de “Sub Tuum Praesidium (sob a vossa proteção)” é datada do ano 250 d.C [Século III] e atesta não apenas a crença na imortalidade da alma/intercessão dos santos, mas, uma fonte verdadeira que confirma a fé de que Maria Santíssima havia sido assunto aos céus:

“Sob a tua misericórdia nos refugiamos, ó Mãe de Deus. As nossas suplicas tu não rejeitaras na necessidade, mas, no perigo liberta-nos: tu só és casta, tu só és bendita”.

A oração pode ser vista através do link:

http://enriqueta.man.ac.uk/luna/servlet/detail/ManchesterDev~93~3~22419~100285:Christian-Prayer?sort=Reference_number%2CImage_sequence_number%2CCurrent_repository%2CContributor_role&qvq=w4s%3A%2Fwhat%2FReligion%3Bsort%3AReference_number%2CImage_sequence_number%2CCurrent_repository%2CContributor_role%3Blc%3AManchesterDev%7E93%7E3&mi=68&trs=80

Ou pode ser encontrada no: “Dicionário de Mariologia, Editora Paulus, verbete <liturgia>, pg 754”.

– No ano de 1958, um teólogo chamado “Lúcio Navarro”, nos presenteou com uma obra prima da apologia católica intitulada de a “Legítima Interpretação da Bíblia”. Tal autor foi o responsável por reunir algumas inscrições nas lápides que constam nas catacumbas que variam do século I (0 a 100) até os séculos II e III (101 a 300). A importância de tais inscrições mortuárias é de revelar a crença primitiva dos primeiros seguidores de Cristo, no que diz respeito não apenas à intercessão dos santos, mas também, a pequenos fragmentos do entendimento do que temos hoje sobre o purgatório.

Na página 541, parágrafo 378, o autor afirma sobre a “invocação dos santos”:

A devoção aos santos é tão lógica e natural, que ela não surgiu por um decreto ou ensino da Igreja, a qual nunca disse que a devoção a este ou aquele santo, mesmo a Maria Ss, fosse condição <sine qua non> para a salvação, como é o caso da fé, da observância dos mandamentos, da recepção dos sacramentos, pelo menos em voto. Surgiu espontaneamente, como um expediente que os fiéis, na sua intuição guiada pelo Espírito Santo, que está sempre orientando a Igreja, logo consideraram vantajoso e utilíssimo; e surgiu desde os primeiros tempos da Igreja, porque vem do tempo dos mártires. Naqueles três primeiros séculos de tremendas perseguições, era natural a honra, o carinho, a admiração com que os cristãos cercavam aqueles heróis que derramavam o seu sangue, davam a sua vida pela fé”.

O escritor Tim Dowley, em seu livro “Os cristãos, uma história ilustrada”, na página diz 17, afirma sobre as catacumbas de Roma:

No século I, os cristãos de Roma não tinham um cemitério próprio. As famílias que tinham terras sepultavam ali seus parentes; caso contrário, os cristãos usavam os mesmos cemitérios que os pagãos. O apóstolo Pedro provavelmente foi enterrado na grande necrópole pública da colina do Vaticano; o apóstolo Paulo, nunca necrópole na Via Ostiense. Na primeira metade do século II, os cristãos romanos começaram a sepultar seus mortos nos subterrâneos da cidade, e foi assim que surgiram as catacumbas (…). Aos poucos, essas áreas de sepultamento foram ficando maiores. A Igreja de São Calisto, por exemplo, administrava uma grande catacumba que servia de cemitério para sua comunidade”.

Sendo assim, passemos a cada inscrição e o local respectivo em que se encontra:

TÚMULO DE SÃO PEDRO

Localizado sob a Basílica de São Pedro, o tumulo possui diversas sepulturas e alguns mausoléus que tem uma data aproximada do ano 130 d.C (Século II). Lá, pode ser encontrada a seguinte inscrição:

“Ó Cristo, tem presentes a Marcelino pecador e a Jovino! Que sempre vivais em Deus”.

CEMITÉRIO DE SÃO PÂNFILO

São Pânfilo (250 a 309 d.C [Século III e IV]), presbítero de “Cesaréia” foi martirizado no inicio do século IV (decapitado). No cemitério que leva seu nome, encontramos a seguinte frase:

“Flávia Prima Amerânia, filha de Aurelino Sênio. O Senhor refrigere o teu espírito, cara pombinha”.

Em outro mosaico, no mesmo cemitério, há um pedido de intercessão:

“Mártires santos, bons, benditos, ajudai a Ciríaco”.

MUSEU CAPITOLINO

O Museu Capitolino foi fundado pelo Papa Sisto IV em 1471 e é atualmente, o museu público mais antigo do mundo. Nesse museu, é encontrado a seguinte prece:

“Ático, dorme em paz, seguro de tua salvação e pede solícito por nossos pecados”.

CATACUMBA DE SÃO CALISTO

Esse cemitério pode ser encontrado na Via Ápia. A data de construção dessa catacumba pode ser próxima do ano 150 d.C (Século II) e é uma referência ao “diácono Calisto”. Nessa catacumba, encontramos o seguinte pedido:

“Vicência, pede em Cristo por Febe e por seu esposo”.

VIA SALÁRIA

Antiga estrada romana que tem início em Roma. Tal trecho possui cemitérios antigos como as conhecidas catacumbas da “via Anapo” (final doséculo III [280 a 300] e início do século IV [301 a 320]). Aqui, há outro pedido de intercessão:

“Genciano. Fiel, em paz, que viveu 21 anos, 8 meses, 16 dias. Que em tuas orações rogue por nós, porque te sabemos em Cristo”.

CATACUMBA DE PRISCILA

Esse cemitério também se encontra na “Via Salária”. Assim como outras catacumbas, esse santo lugar foi utilizado para o sepultamento de cristãos entre o século II (101 a 200) e até o século IV. É nessa catacumba que há a mais antiga representação de Maria Santíssima através de uma pintura. Temos de lá a seguinte oração:

Anatólio o fez ao filho benemerente que viveu sete anos, sete meses e vinte dias. Teu espírito descanse em Deus. Pede por tua mãe”.

Todas as citações aqui apresentadas, podem ser encontradas no livro de Lucio Navarro nas páginas 542 e 543.

 Acesse (disponível em PDF):

http://www.obrascatolicas.com/livros/Apologetica/legitimainterpreatacaodabiblia.pdf

Ou, podem ser encontradas no livro de Engelberto Kirschbaum, Eduardo Junyent e José Vive, publicado pela “La Editorial Catolica”, chamado “La Tumba de San Pedro y las Catacumbas Romanas: los Monumentos y las Inscripciones”.

Acesse (disponível somente para compra [espanhol]):

https://www.amazon.es/CATACUMBAS-ROMANAS-Madrid-monumentos-inscripciones/dp/B00B4G4SB6

http://www.uniliber.com/titulo/La%20Tumba%20San%20Pedro%20las%20Catacumbas%20Romanas%20Los%20monumentos%20las%20inscripciones/

CONCLUSÃO

Ap 5,3 – “Outro Anjo veio postar-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro. Deram-lhe grande quantidade de incenso para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o alta de ouro que está diante do trono. E, da mão do Anjo, a fumaça do incenso com as orações dos santos subiu diante de Deus

Acreditar na imortalidade da alma, assim como na comunhão dos santos, é justamente entender que estamos nós, rodeados pela Igreja Celeste que nos acompanha em oração. É justamente isso que o escritor da epístola aos Hebreus ensina:

Hb 12,1a – “Portanto, também nós, com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor”.

Desde o início do mais primitivo cristianismo, tal verdade esteve intimamente ligada no mais intimo do coração daqueles primeiros cristãos. Perseguidos por amor ao Senhor, esse heróis e mártires da fé, tinham a plena certeza de que nem a morte os separaria do amor de Deus (Rm 8,38) e que esse amor seria estendido até mesmo na eternidade (Fl 1,23). Ainda que o tempo da ressurreição não tenha chegado, podemos e devemos confiar que o céu está repleto das almas (Hb 12,22-23) dos crentes que gozam da visão beatífica de Deus e que por esse motivo, podem interceder por todos nós.

Todos os batizados formam um único corpo (Ef 4,5) e todas as orações jamais serão interrompidas (2 Cor 1,112 Cor 5,9).

Tg 5,15b – “A oração fervorosa do justo tem grande poder”

“Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida” (São Domingos; Jordão da Saxônia, Lb.,93).

Escrito por: Érick Augusto Gomes



Categorias:Patrística, Santos

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