INTERCESSÃO DOS SANTOS E ANJOS

Credo Apostólico – “Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos”

INTRODUÇÃO

Há um frequente debate entre as mais variadas denominações cristãs e a Igreja Católica, quando a matéria do assunto refere-se a imortalidade da alma e a crença de que os justos (santos) que encontram-se ao lado de Deus, podem interceder por nós, vivos.

Ao contrário do que alguns pensam, a crença em uma “Igreja Celeste” que vive inteiramente a luz de Deus, não é uma doutrina inventada no catolicismo e tão pouco, adotada de outros credos, ao contrário, crer na comunhão dos santos, nada mais é que afirmar que nós cristãos, continuamos unidos intimamente pela oração, ainda que deixemos a mansão de nossos corpos (2 Cor 5,8), continuaremos plenamente “ligados”, já que o Cristo total é a cabeça do seu corpo místico e nós, formamos essa unidade muito bem sacramentada pela intercessão.

Crer na comunhão dos santos é ter a plena certeza na esperança da salvação de Jesus Cristo, onde Ele afirma nos evangelhos, com total certeza, que Deus não é Deus dos mortos e sim, um Deus de vivos (Mt 22,32).

Para uma melhor compreensão, o artigo está separado pelos seguintes tópicos:

A – Diferença entre mediação e intercessão.

B – Os Anjos são intercessores?

C – Qual o estado da alma após a morte? Sono ou Lucidez?

D – Os santos rogam por nós? São eles onipresentes?

E – Por que a Igreja venera Maria e os Santos?

F – Considerações finais: Formamos um único corpo, logo, uma única Igreja (Céu e Terra)!

A – DIFERENÇA ENTRE MEDIAÇÃO E INTERCESSÃO

Quando o assunto tratado é a intercessão dos santos, as palavras mediação e intercessão são frequentemente confundidas. Embora os dois verbos (mediar e interceder) possam possuir o mesmo significado, é importante afirmar que quando falamos do salvador e do papel do cristão ao “rezar por toda a comunidade”, estamos dizendo coisas totalmente diferentes.

As escrituras ensinam que existe um único mediador, que vem a ser Jesus Cristo, o Senhor:

1 Tm 2,5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo Homem”.

Cristo é nosso mediador, pois, mediou nossa Salvação e através da cruz, derramou seu sangue para a remissão e redenção total de toda a humanidade. Esse ato é chamado pela Igreja de “mediação de salvação” e essa mediação não é sinônimo do que acreditamos a respeito dos santos. Os santos são intercessores, não mediadores salvíficos. O único a padecer pelo gênero humano foi Jesus e é somente por ele que somos salvos. A intercessão (não mediação) é um ato que está claramente afirmado nas escrituras sagradas como um dever e prática de todo o cristão. São Tiago, líder da Igreja de Jerusalém, ao escrever sua epístola, coloca o dever do católico da seguinte forma:

Tg 5,16 – “Orai uns pelos outros para serdes curado. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”.

Como membros do corpo do Senhor, sabemos que nossa vocação primária é a intercessão. Somos ligados mutuamente por esse elo de amor deixado pelo próprio Deus e incentivado pelos apóstolos em suas exortações, através das epístolas. Por diversas vezes, Paulo solicita e roga para que muitos sejam alcançados, mediante a oração (intercessão) de todos os cristãos:

2 Cor 1,11 – “Vós colaboreis para tanto mediante a vossa prece; assim, a graça que obteremos pela intercessão de muitas pessoas suscitará a ação de graças de  muitos em nosso favor”.

Isto é, não existem meios para confundir a mediação salvadora do Cristo, com a intercessão feita por todos nós, cristãos. O catecismo da Igreja Católica (CIC 956) ensina que os que morrem na amizade de Deus, estão intimamente unidos com o Senhor e por isso, rogam por nós incessantemente. Jesus Cristo é o único mediador da nossa salvação, entretanto, a oração é a vocação de todo cristão e uma responsabilidade de todo o batizado.

B – OS ANJOS SÃO INTERCESSORES?

Ao contrário do que muitos pensam, os Anjos também são nossos intercessores. Embora não tenham as características da onipresença (atributo exclusivo de Deus), eles estão ligados intimamente ao Senhor. As escrituras definem o papel e responsabilidade dos seres angélicos da seguinte maneira:

  • Os anjos cuidam dos eleitos (Hb 1,13-14At 5,18-20);
  • Os anjos intercedem pelos justos (Jó 33,23-24Jó 5,1Tb 12,12Zc 1,12);
  • Os anjos nos assistem perante Deus (Lc 1,19).

O catecismo da Igreja, em seu parágrafo CIC336, ensina que os Anjos participam da caminhada de todo o cristão:

“Desde o seu começo, até a morte, a vida humana é acompanhada pela sua (anjo) assistência e intercessão. Cada fiel tem ao seu lado um anjo como protetor e pastor para guiar na vida. Desde este mundo, a vida cristã participa, pela fé, na sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus”.

Assim como a Igreja crê que os santos intercedem por nós, cremos que os anjos, incumbidos da missão divina, zelam por nós para que caminhemos dignamente na estrada rumo ao céu.

C – QUAL O ESTADO DA ALMA APÓS A MORTE? SONO OU LUCIDEZ? 

Mt 22,32 – “Eu sou o Deus de Isaque, o Deus de Abraão e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas sim de vivos”.

Talvez, uma das dúvidas mais frequentes que aterrorizam muitas pessoas, seja a condição  de temer o desconhecido após a morte do corpo. Embora a doutrina católica seja sólida quanto a isso, muitas outras confissões cristãs divergem a respeito do estado “intermediário“. Determinados seguimentos (adventistas e testemunhas de Jeová) afirmam que a alma morre junto do corpo ou que, encontra-se em estado de sono profundo. No entanto, outras confissões creem que a alma habita ao lado da Deus, porém, sem qualquer conhecimento de causa.

Se no evangelho de Mateus, sabemos que Jesus Cristo ensina que Deus é um Deus de vivos e não de mortos, como conciliar tantas crenças com a afirmação católica de que a alma é imortal?  Para entender essa discrepância, necessitamos retornar ao velho testamento. Algumas confissões, procuram utilizar passagens vetero-testamentárias para provar que após a morte física, entramos em um estado de sono profundo, entretanto, uma rápida análise dos textos bíblicos, mostrará que essa doutrina, não passa de sofisma.

Primeiro: devemos entender que os antigos patriarcas não possuíam o pleno conhecimento do destino daqueles que morriam. Por exemplo, no livro de Gênesis está escrito que após a morte o “sangue de Abel clamava por Deus” (Gn 3,18), enquanto o Salmista afirma que na morte “não há recordação de ti” (Sl 6,5). Um livro frequentemente utilizado por mortalistas é o Eclesiastes onde, vemos que Salomão escreve que na morte “não existe lembranças” (Ecl 9,6-8), porém, o mesmo rei  afirma desconhecer o destino de quem morre, já que, a sorte do defunto é comparada a sorte de um animal:

Ecl 3,19-21 – “Pois a sorte do homem e a do animal é idêntica: como morre um, assim morre o outro e ambos têm o mesmo alento; o homem não leva vantagem sobre o animal, porque tudo é vaidade. Tudo caminha para um mesmo lugar: tudo vem do pó e tudo volta ao pó. Quem sabe se o alento do homem sobe para o alto e se o alento do animal desce para baixo, para a terra?”

Não é justo e correto utilizar-se do velho testamento para defender algo que ainda não se possuía conhecimento pleno. Com o advento do Cristo, passamos a ter a certeza daquilo que ainda estava velado. Há abundancia de passagens no novo testamento que partilham da certeza de que, todo aquele que morre em estado de graça e na amizade de Deus, contempla a face do altíssimo e conserva suas faculdades psíquicas:

  • Na segunda epístola aos Coríntios, Paulo deixa claro que temos confiança em partir, deixar o corpo e ir habitar com o Senhor. O apóstolo completa seu raciocínio afirmando que estando neste corpo (vivo) ou fora dele (morto), nos esforçaremos por agradar-lhe (2 Cor 5,8-9);
  • Na epístola aos Filipenses, mais uma vez, Paulo manifesta seu desejo de partir e estar com Cristo, pois, para o apóstolo, sua satisfação seria muito melhor (Fp 1,23);
  • No evangelho segundo Lucas, lemos que o Rico e o Mendigo, morreram e ambos tiveram seus destinos confirmados: enquanto o rico, consciente estava em tormentos, o mendigo ao lado de Abraão (o qual falava com o rico), estava no “céu” (Lc 16,22-23 e 27);
  • Na crucificação descrita no evangelho de Lucas, vemos que nosso Senhor promete ao ladrão um destino incomparável após a morte: “E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23,42-43);
  • No evangelho segundo Marcos, encontramos mais uma prova da consciência da alma após a morte. Moisés estando morto, aparece junto a Elias e ambos, falam com Cristo sobre aquilo que deveria acontecer (Mc 9,2-8);
  • Na epístola de Pedro, o apóstolo registra que Cristo desceu ao Hades para pregar aos espíritos em prisão (1 Pe 3,18-19) e anunciar a boa nova aos mortos (1 Pe 4,6).

As almas não morrem e tão pouco dormem. Após a morte, há a separação da alma, essa por sua vez, volta ao Deus criador (Ecl 12,7) e nossa consciência é preservada, ainda que nosso destino não seja o céu (Lc 16,27-28).

D – OS SANTOS ROGAM POR NÓS? SÃO ELES ONIPRESENTES? 

Ap 8,3 – “E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de outro, e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as ORAÇÕES DE TODOS OS SANTOS sobre o altar de ouro, que está diante do trono”.

Como já vimos anteriormente,  intercessão (oração) é uma prática bíblica (Tg 5,16). Entendemos que todo aquele que morre em estada de graça, sua alma fica em pleno estado de consciência (Mc 9,2-8), uma vez que, cremos que Deus não é um Deus dos mortos, mas de vivos (Mt 22,32). Sendo assim, é possível que os santos possam nos ouvir? A Igreja Católica crê que os santos podem interceder por nós. O catecismo da Igreja, em seu parágrafo 956, ensina:

“Pelo fato de que os habitantes do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade (…) Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do ÚNICO MEDIADOR entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na Terra (…) Sua solicitude fraterna ajuda muito à nossa debilidade”. 

Inicialmente, devemos compreender que ninguém é onipresente, nem os anjos, nem os santos, muitos menos nós. Deus é o único que possui poder para tanto, porém, sabemos que fazemos parte de um único corpo e estamos ligados uns aos outros por meio da oração (Rm 12,5). É isso que São Paulo ensina aos Coríntios em sua segunda epístola:

2 Cor 1,11 – “Vós colaborarei para tanto, mediante a vossa prece: assim, a graça que obteremos pela intercessão de muitas pessoas, suscitará a ação de graças de muitos em nosso favor”.

Sendo assim, os santos estão ligados intimamente a Deus e por dividirem a “visão beatífica”, podem e devem interceder por nós, mas, esses méritos não representam uma “propriedade exclusiva deles” e sim do Cristo que entregou-se por nós. Exemplo claro, encontra-se no livro de Atos: São Paulo, em sua vida terrena não tinha o poder de estar em todos os lugares, entretanto, Jesus por seus méritos, permitiu que o apóstolo tivesse uma visão de um homem macedônio que lhe rogava e solicitava ajuda:

At 16,9-10 – “E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da Macedônia, e lhe ROGOU, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos. E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônica, concluindo que o Senhor nos chamava para lhe anunciarmos o evangelho”.

O que se deve a esse fato? Nosso Senhor opera através da Igreja que é o seu corpo místico, como estamos intimamente unidos, comungamos dos mesmos benefícios e a oração corresponde a essa comunhão. Dessa forma, professamos no credo que “cremos na comunhão dos Santos“. Na epístola aos Hebreus, a partir do capítulo 11 (onze), entendemos que o escritor menciona muitos patriarcas que haviam falecido na amizade de Deus e depois, concluindo no capítulo posterior (12,1), afirma que estamos rodeados por uma “nuvem” de testemunhas que nos acompanha:

Hb 12,1 – “Desse modo, cercamos como estamos de uma tal NUVEM DE TESTEMUNHAS, desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé”.

Essa nuvem é composta por quais pessoas? A resposta é simples: os santos de Deus! Essa mesma nuvem é como se fosse uma “manifestação portátil do espírito“, assim como, João narra no livro das revelações: “Fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor” (Ap 1,10). Além de afirmar a crença nesse mistério, o escritor de hebreus confirma a Igreja Celeste que faz sua estadia no céu até o grande dia da ressurreição:

Hb 12,22-23 – “Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; a universal assembleia e a Igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos ESPÍRITOS dos justos aperfeiçoados”. 

Tendo em vista as passagens já citadas, voltemos ao capítulo 16 (dezesseis) de Lucas. Ainda que seja uma parábola, sabemos que Jesus estava narrando uma história e a partir dessas palavras, podemos tirar algumas conclusões:

  • As almas em tormentos continuam a lembrar-se de sua vida terrena

Lc 16,23-24 – “E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que  molhe na água a pontado seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama”.

Lc 16,27-28 – “E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento”.

  • O rico, mesmo estando em tormentos, intercede por seus familiares, porém, sem êxito, já que estava em tormentos. Abraão é um dos que participa do enredo, sendo que, de acordo com as escrituras, ele foi o primeiro patriarca, anterior a Moisés e aos profetas. De acordo com o verso, Abraão sabia da existência de todos, inclusive da condição que o rico vivia na terra.

Lc 16,25 – “Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males, e agora este é consolado e tu atormentado”.

Lc 16,27-29 – “E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai , pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos”.

O Apocalipse é mais uma obra dos escritos canônicos do novo testamento, que revela o trabalho dos santos prestados à Igreja. Muitos imaginam que as “orações dos santos“, citadas algumas vezes por São João, retratam somente os habitantes da terra, porém, isso não faz qualquer sentido, uma vez que, o próprio livro menciona que as almas dos defuntos, mortos nas perseguições, clamavam a Deus:

Ap 6,9-10 – “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altas as ALMAS do que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com GRANDE VOZ, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo dominador, não julga e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”

Como já dito, a oração é o meio pelo qual todo o corpo está ligado. Cristo é a cabeça e nós os membros, independentemente do estado (aqui [terra] ou lá [céu]), continuaremos a interceder por toda a Igreja.

Ap 8,4 – “E a fumaça do incenso subiu com as ORAÇÕES DOS SANTOS desde a mão do anjo até diante de Deus”.

Dessa forma, cremos que na parusia, nosso Senhor Jesus Cristo, retornará com todos os seus santos:

1 Ts 3,13 – “Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos”. 

E – POR QUE A IGREJA VENERA MARIA E OS SANTOS? 

1 Tm 2,1 – “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças, por TODOS OS HOMENS”.

Rm 12,10 – “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em HONRAR UNS AOS OUTROS”.

Desde o início, a Igreja venera a vida daqueles que por amor, morreram em  favor dos projetos e sonhos de Deus. Reconhecer a santidade da criatura é glorificado o criador. Nos dois mil anos de existência, a fé católica sempre venerou com piedosa devoção, homens e mulheres que por amor a verdade, uniram-se perfeitamente a Cristo, através do martírio ou através de uma vida que exalava santidade. Um grande exemplo encontrado, figurado como o mais antigo martírio registrado pelos primeiros cristãos (pós era apostólica), trata-se da morte de Policarpo, Bispo de Esmirna.

A data do martírio pode variar entre 155-56 e 166-67, entretanto, o relato já atesta os atos venerativos dos primeiros cristãos, dentro do culto católico.

Abaixo, um trecho retirado do livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia:

“Alguns sugeriram, por conseguinte, a Niceta, pai de Herodes e irmão de Alce, que suplicasse ao governador para que não entregasse o seu corpo, ‘por temor’ disse ‘que se ponham a adorar este, esquecendo o Crucificado’. Disseram isto aconselhados e instigados pelos Judeus, que nos espiavam quando estávamos para tirá-lo da fogueira, porque não sabem que nós nunca poderemos abandonar nem Cristo, que sofreu a paixão para a salvação daqueles que no mundo inteiro são salvos, nem adorar algum outro. Porque a Ele, nós o adoramos enquanto Filho de Deus, ao passo que os mártires, os AMAMOS justamente enquanto discípulos e imitadores do Senhor por causa do seu insuperável amor pelo seu rei e mestre. Queira o céu que também nós possamos ser companheiros e condiscípulos deles! O centurião, então, vendo a contenda provocada pelos Judeus, fez colocar o cadáver no meio, segundo o seu hábito ordenou queimá-lo” [1]

F – CONSIDERAÇÕES FINAIS: FORMAMOS UM ÚNICO CORPO, LOGO, UMA ÚNICA IGREJA!

Ef 3,13-15 – “Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, que são a vossa glória. Por causa disto, me ponho de joelhos perante o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual TODA A FAMÍLIA NOS CÉUS E NA TERRA toma nome”.

Formamos uma única Igreja, logo, nossa missão é propagar a verdade de Cristo e viver a unidade até o dia da grande parusia de nosso Senhor.

Paulo ao escrever aos efésios, afirma a unidade presente e viva entre o “céu” e a “terra”. No capítulo posterior, ele afirma que a Igreja é formada por um único corpo, um único Senhor, uma única fé e apenas um batismo para a remissão dos pecados.  (Ef 4,5). Estamos unidos pela fé e pela oração e é nesse sentido que a Igreja Católica caminha rumo a estrada que nos guiará até a vida eterna.

1 Cor 12,12 – “Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são UM SÓ CORPO (…)”. 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia de Jerusalém; Editora: Paulus; Ano: 2006

[1] Editora Paulus, História Eclesiástica, Livro 4, 15,1-43

Escritor por: Érick Augusto Gomes



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