REFUTANDO O CACP: DESMASCARANDO O TEXTO = A “IDOLATRIA” CATÓLICA

INTRODUÇÃO 

Quem nunca foi confrontado com a seguinte frase: “vocês católicos, são idólatras! Fazem imagens para adorar. Ter imagens é idolatria, a bíblia condena”.

É comum que esse questionamento sempre seja o ponto de partida de uma discussão teológica e ainda que o tema comentado não seja esse, no fim, o debatedor sempre procurará retornar a falar sobre as questões dos ícones e imagens.

A grande problemática é que todos os sofismas lançados contra a fé católica, sempre estão carregados de mentiras e de um cenário ainda pior: a falta de conhecimento. Falar sobre aquilo que não se vive, ou sobre aquilo que nunca viveu, sempre é a tarefa apropriada dos propagadores de discursos alheios à verdade.

Lembro-me de que enquanto era protestante (presbiteriano), tinha um sério problema com as questões da arte sacra, porém, ao perceber a profundidade espiritual que cada ícone e imagem possuíam e de como esses objetos sagrados me elevavam em um momento de intimidade com o Senhor, aprendi a entender aquilo que à Igreja sempre ensinou desde os tempos primitivos e por fim, passei a observar o quanto importante elas (imagens) eram para os judeus no período vétero-testamentário.

Ao contrário do que cremos e pensamos, a ideologia protestante está longe de entender qual o real significado do uso de imagens e ícones e é nesse sentido que nasce mais um artigo de refutação contra os textos do CACP (centro apologético cristão de pesquisas). Em mais um desses infelizes comentários feitos pelos “apologistas” do CACP, deparei-me com um texto intitulo de: “desmascarando a idolatria católica romana”.

Pretendemos aqui, refutar (mais uma vez) os cansativos (e repetitivos) argumentos contra o uso das representações sacras.

OBSERVAÇÕES

Assim como os demais textos da seção de refutação, este artigo seguira as seguintes diretrizes:


REFUTAÇÃO

1 – O segundo Mandamento contém promessa, mas, por outro lado, maldição até aos descendentes de quem o transgride. Se é vedada a fabricação desse tipo de imagens, incabível o argumento de que poderiam ser usadas como retratos. Ao esculpi-las (“Não farás…”) o artífice já é um transgressor da Lei de Deus. E quem as compra se transforma em cúmplice dele. 

Um ídolo pode ser uma imagem, entretanto, nem todo ícone, pintura e imagem pode ser caracterizada como um ídolo. Quando falamos sobre idolatria, é necessário entender que essa ação só ocorre a partir do momento em que alguém deposita sua confiança em qualquer coisa, creditando que aquilo é um deus. Quando São Paulo escreve aos Colossenses ele alerta: “Mortificai (…) a cobiça que é uma idolatria” (Cl 3,5). Especificamente neste verso, o apóstolo não está afirmando que um altar estava sendo erguido, junto de uma imagem para assim dizer que a “cobiça” era cultuada e sim, que a vontade imoderada de se possuir riquezas era um ato de profunda idolatria, já que o sentimento poderia sobressair ao amor de Deus.

É muito claro que as escrituras no velho testamento, possuem dois pontos distintos sobre o uso de ícones e imagens. Mentiroso é aquele que tenta justificar o não uso de imagens sacras, alegando que para o povo hebreu, todas as representações seriam apenas símbolos. Tudo aquilo que é encontrado no tabernáculo ou no templo, possui profundo significado, assim como na Igreja Católica que continua a perseverar nesse costume tão antigo.

De fato, o segundo mandamento proíbe a fabricação de ídolos, porém, não proíbe a fabricação de imagens, a não ser que elas sejam tratadas como uma entidade divina com poderes superiores ao único Deus. O mesmo “artífice” que produz um ídolo pode ser o mesmo artífice que constrói obras direcionadas a Iahweh:

Ex 26,1 – “Farás o tabernáculo com dez cortinas de linho fino retorcido de púrpura escarlate e de carmesim, sobre as quais alguns querubins serão artisticamente bordados“. 

O segundo mandamento proíbe, por exemplo, a fabricação de semelhanças (animais), porém, toda a ritualística judaica continha animais esculpidos dentro de seus locais de cultos. No templo construído por Salomão, encontramos doze imagens de touros (1 Rs 7,232 Cr 4,32 Cr 4,4) e até mesmo, imagens de anjos com faces humanas (Ez 41,18-19)  que poderiam ter certa herança com a antiga tradição da mesopotâmia.

Isto é, se constatamos que através das escrituras que a presença iconográfica era muito presente para o povo judeu, por que ainda há aqueles que continuam exigindo que as imagens sejam tratadas como objetos de cunho idolátrico? A Santa Igreja Católica, apoiada pela tradição e pela própria bíblia, entende que o uso de objetos sacros, não só ajudam no florescer da espiritualidade como, ensina-nos a relembrar-nos os heróis da fé que por amor a nosso Senhor Jesus Cristo, morreram ou viveram vidas de perfeita santidade.

Diferente até mesmo dos hebreus que possuíam imagens fundidas com características animalescas, nós católicos, representamos homens e mulheres que são exemplos de conduta para todo cristão que deseja caminhar na estrada da cruz.

Hb 13,7 – “Lembrai-vos de vossos guias que vos pregaram a palavra de Deus. Considerai como souberam encerrar a carreira e imitai-lhes a fé”.

Dizer que não existe respaldo bíblico para o uso de imagens, é o mesmo que rasgar as varias passagens que compravam a presença desses objetos na liturgia do povo israelita. Um pouco de sinceridade com os textos sagrados, permitirão encontrar as seguintes provas:

Tabernáculo (Moisés)

  • Pinturas nas cortinas e véus do templo com imagens de querubins (Ex 26,1 e 26,31);
  • Confecção de duas imagens de querubins fundidos com ouro para serem colocados na extremidade do propiciatório (Ex 25,18);
  • Imagens de chifres no tabernáculo (Ex 27,2);
  • Velas acesas perante as tábuas da Lei (Ex 27,20-21);
  • Incenso queimado no altar (Ex 30,1);
  • Objetos sagrados, onde as pessoas que os tocavam, eram “santificadas” (Ex 30,29).

Templo (Salomão)

  • Duas imagens de querubins no oráculo (1 Rs 6,23);
  • As paredes (internas e externas) eram entalhadas de anjos e palmas (1 Rs 6,29);
  • As portas eram entalhadas e cobertas de ouro com querubins, palmas e flores (1 Rs 6,32);
  • Doze touros no templo (1 Rs 7,23);
  • Almofadas e Juntas havia imagens de leões, bois e querubins (1 Rs 7,29);
  • Nas placas do templo, esculpidos, haviam, querubins, leões e palmas (1 Rs 7,36);
  • Objetos sagrados (1 Rs 8,4 e 1 Cr 22,29).
  • Havia figuras de bois e duas fileiras do mesmo animal (imagens fundidas) (2 Cr 4,3);
  • Havia outros 12 bois: três que olhavam para o norte, três que olhavam para o ocidente, três que olhavam para o sul, e três que olhavam para o oriente (2 Cr 4,4);
  • Querubins esculpidos nas paredes (2 Cr 3,7);
  • Querubins bordados nas cortinas (2 Cr 3,14).
  • Acima da porta, no interior do templo e por toda a parede (dentro e fora) estava coberto por figuras (Ez 41,17);
  • Haviam dois querubins, sendo que os mesmos estavam ESCULPIDOS da seguinte forma: Um lado da face era humano e o outro lado era de um leão (Ez 41,18-19);
  • Na parede do templo, do piso até a porta, mais representações de querubins (Ez 41,20);
  • Algumas portas do templo também tinham figuras de querubins (Ez 41,25).

Toda essa arte sacramental não se tratava somente de símbolos e sim, de um retrato fiel de um povo que acreditava que o local de culto deveria ser uma cópia fiel do paraíso divino. As imagens e ícones possuem essa função: transformar um local de culto, ainda que impróprio e pobre por conta da mão do homem, em algo que eleve o espírito humano na intenção de contemplar as realidades celestes. O escritor da epístola aos Hebreus, entendeu isso ao dizer que Moisés, procurou estreitar essas duas realidades:

Hb 8,5 – “O culto que estes celebram é, aliás, apenas a imagem, sombra das realidades celestiais, como foi revelado a Moisés quando estava para construir o tabernáculo: Olha, foi-lhe dito, faze todas as coisas conforme o modelo que te foi mostrado ao monte [Ex 25,40]”. 

É um argumento pobre e vazio afirmar que a “fabricação de imagens e ícones” contraria o segundo mandamento. É claro que o povo judeu, pecou em diversos momentos ao fabricar ídolos colocando-os acima de Deus: isso é idolatria. Possuir imagens e ícones que nos recordam dos mais de dois mil anos de história, nada mais é que garantir a própria tradição hebraica que mantinha seus locais de culto “semelhantes ao céu” (Hb 8,5). Basta ver que nas catacumbas, já existia o costume primitivo de pintar as paredes e transformar à Igreja em um local de profunda espiritualidade.

Assim como a escritura fala aos ouvidos o amor de Deus, as imagens e ícones retratam através das cores, o evangelho puro de Jesus Cristo, Rei de todo o universo.

Veja também:

http://www.catacombe.roma.it/it/percorsi_criptapapi.php

http://www.catacombe.roma.it/it/percorsi_criptacecilia.php

http://www.catacombe.roma.it/it/percorsi_cubicoli.php

http://noticias.terra.com.br/ciencia/italia-catacumbas-cristas-reabrem-apos-cinco-anos-de-restauracao,fb4610d19c172410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

2 – Venerá-las é mais sério do que muitos pensam.

Ainda que alguns segmentos insistam em dizer que venerar é o mesmo que adorar, insisto em afirmar que há sim, diferenças claras entre as duas palavras e que a condição de suas ações é que determinará se você está ou não adorando algo.

Enganam-se aqueles que pensam que nós veneramos apenas as imagens, ao contrário, veneramos aquilo que é sagrado e consagrado a Deus: ícones, imagens, o altar, os locais sagrados de culto e a escritura sagrada. Tudo aquilo que é oferecido ao Senhor, deve ser venerado por sinal de respeito e amor as coisas santas.

Ao verificar as escrituras, percebemos que a veneração está muito presente na vida dos antigos patriarcas, dos profetas e posteriormente na vida de cada cristão. Vemos por exemplo que Jeremias compôs uma lamentação fúnebre para Josias (2 Cr 35,25-26) e que essa “veneração” ao rei já morto, tornou-se um costume em toda a Israel. Paulo diz que “louva” os cristãos de Corinto por lembrar-se dele (1 Cor 11,2), assim como reivindica esse louvor para si (2 Cor 12,11). Jacó prostrou-se perante seu irmão Esaú por sete vezes (Gn 33,3), Josué e os anciãos ajoelharam-se perante a arca da aliança que possuía duas imagens de anjos (Js 7,6). Débora é exultada como a “mãe de Israel” (Jz 5,7), o profeta Natã prostra-se perante Davi (1 Rs 1,23)

Todas essas atitudes venerativas não são perigosas, uma vez que ninguém, está trocando a glória de Deus e creditando a homens ou objetos e sim, estão honrando aquilo que é sagrado ou que teve um caminho santo.

Ao venerar uma imagem, um ícone ou a própria escritura, manifestamos através desses objetos externos, todo o nosso amor. Quando beijo a bíblia, não estou beijando as páginas, ou a tinta do papel e sim, estou venerando todo o amor ali escrito e todas as palavras de salvação que encontram-se nesse livro sagrado. Isto serve para toda a arte sacramental da Igreja que nos remete, unicamente ao amor salvador de Jesus Cristo. As imagens além de uma representação do evangelho em cores, relembra-nos de todos os santos e santas de Deus que morreram pela construção do Reino de Deus.

Tudo a ponta para o Cristo e a Igreja sempre entendeu isso, tanto que, como já falado, o uso da arte sacra é primitivo.

O catolicismo diz que Deus não condena imagens como as católicas, mas ídolos, no sentido, como vimos, de objetos aos quais o povo atribui vivência. Todavia as encontradas na Igreja Romana são ídolos.  Ainda que não o fossem, a reprovação bíblica atinge ídolos (Êx 32; 2 Rs 21.11; Sl 115.3-9; 135.15-18; Is 2.18; At 15.20; 21.25; 2 Cor 6.16) e imagens (Êx 20.1-6; Nm 33.52; Dt 27.15; Is 41.29; Ez 8.9-12).

Não é o catolicismo que diz que “Deus não condena imagens” e sim, a própria escritura. Usando as próprias palavras do autor da afirmação, podemos declarar sem sombra de dúvidas que o velho testamento, possui inúmeras provas de imagens e objetos que eram atribuídos pelo povo hebreu com total vivência. No item anterior, colocamos mais de 20 (vinte) passagens que comprovam a utilizam de ícones e imagens por parte do povo judeu, sem que esses objetos, fossem caracterizados como idolátricos.

Ainda sim, há outro exemplo que pode ser citado sobre a ordenança do próprio Senhor, na confecção de imagens. Está no livro dos números:

Nm 21,8-9 – “Iahweh respondeu-lhe [para Moisés]: Faze uma serpente abrasadora e coloca-a em uma haste. Todo aquele que for mordido e a contemplar viverá. Moisés, portanto, fez uma serpente de bronze e colocou em uma haste; se alguém era mordido por uma serpente, contemplava a serpente de bronze e vivia”.

Vamos entender a situação: O próprio Deus, aquele que outrora havia condenado a confecção de imagens dá uma ordem a Moisés: “Faça uma imagem de uma serpente”. Na atual situação, os israelitas já haviam sido condenados pela fabricação do bezerro de ouro (Ex 32) e fazer uma imagem, não seria uma solução agradável. Para uma nação que tinha propensões idolátricas, seria fatal fundir uma imagem de um animal.

Será que o Altíssimo não tinha conhecimento de que essa cobra, poderia causar uma tragédia? Sim, entretanto, a cobra foi feita, mostrando mais uma vez que o problema não se está em “ter” uma imagem e sim, no tratamento e na intenção que você dá ao objeto. Enquanto o povo venerava a cobra com piedade para afastar as doenças, não houve quaisquer problemas, entretanto, ao transformá-la em um deus (noestã) e ao cultuarem como uma divindade, a imagem foi destruída pelo rei Ezequias (2 Rs 18,4)

É interessante afirmar que esse acontecimento (destruição da cobra) foi aproximadamente 400 anos (716 a.C) após Moisés ter elevado-a em uma haste. Ainda que a serpente tenha sido destruída posteriormente, a imagem da cobra que o novo testamento, simboliza o Cristo na cruz (Jo 3,14), foi venerada e sua simbologia utilizada de maneira correta por quase 4 (quatro) séculos.

Sendo assim, não é difícil entender o porquê do próprio Deus permitir a utilização de imagens por parte do povo: enquanto cada um dos símbolos encontrava-se em seu devido lugar, facilitando a ordem cultual dos hebreus e transformando o templo em um verdadeiro “céu na terra”, as imagens e ícones eram permitidos e essa tradição estendeu-se para a Igreja primitiva que continuou a embelezar os locais onde eram celebradas as primeiras missas.

A Igreja não ensina que uma imagem ou ícone deve ser adorado, ao contrário, o ensino correto da fé católica está em manifestar que através de toda a arte sacramental, nós possamos lembrar-nos dos heróis da fé e com eles, adorar o único e verdadeiro Deus. Assim como as escrituras ensinam o evangelho, as imagens refletem um evangelho visual. Como é magnífico rezar na presença das imagens e saber que cada pessoa ali representada no altar, entregou sua vida ao Senhor, seja pelo martírio ou na busca constante pela santidade.

Ó feliz lembrança que ajuda-nos a recordar dos heróis da fé! Que sejamos dignos de venerarmos com toda piedade os ícones e imagens da Igreja do Cristo, ela que caminha nas estradas rumo ao céu, antecipa através de toda a sua arte sacra, mesmo que de forma imperfeita, um pouco da realidade do paraíso celeste.

Glória a Cristo Rei!

Escrito por: Érick Augusto Gomes



Categorias:Refutações

9 respostas

  1. Não encorei em nenhuma das passagens imagens de pessoas que já morreram atribuindo a essa pessoa uma divindade, ou uma intercessora ou intercessor, muito menos encontrei nos relatos biblios dizes que garatem que quem ja morreu pode fazer algo por alguém. HEBREUS 9.27

    • Olá amado irmão, pax!

      Fico muito feliz com o seu comentário. É importante saber que existem protestantes que visitam esse site (ainda que a intenção não seja de aprendizado).

      Como você não deixou o seu nome, te chamarei apenas de “RS”.

      Caríssimo RS;

      A primeira informação que veio a minha mente ao ler o seu pequeno texto foi: “Será que essa pessoa, leu o artigo? Será que ele percebeu que o seu próprio comentário já está refutado nas linhas acima?”

      Posso dizer-te que a resposta eu já sabia: com quase 100% de certeza, não, você não leu.

      Se tivesse lido ao menos os primeiros parágrafos, pouparia-te de escrever tal comentário e ao contrário, você poderia ter usado o espaço para realizar uma pergunta inteligente.

      Não foi o caso, sendo assim, procurarei responder o seu questionamento a fim de que você cresça na fé.

      Vamos por partes:

      1 – A Igreja Católica não ensina que Maria Santíssima ou os Santos sejam divindades dotadas de poder sobrenaturais, entretanto, a própria bíblia ensina que aqueles que seguem a Jesus Cristo, farão prodígios e sinais (Mc 16,17; Jo 14,12; At 8,6; At 15,12; Rm 15,18-19; 2 Cor 12,12);

      2 – Todos nós somos intercessores (2 Cor 1,11, 1 Tm 2,1 e Tg 5,16). Todos nós que fomos batizados em Cristo, somos integrados em um único corpo (1 Cor 12,12) e nem a morte nos separará desse amor (Mt 22,32 e Rm 8,38-39), logo, após a morte física e vivos no Senhor (2 Cor 5,8-9 e Fp 1,23), continuaremos a comungar de todo o corpo através da oração (Ap 5,8, Ap 6,9-10 e Ap 8,3-4).

      3 – Usar Hb 9,27, apenas demonstra a insuficiência de conhecimento bíblico. A passagem relata o juízo particular e não a ação dos santos que pode ser vista claramente na escritura (Hb 12,1; Hb 12,22-23 e Ap 7,13-15).

      4 – Por fim, o velho testamento está recheado de passagens que afirmam a aprovação do uso de imagens. Basta verificar a quantidade de informações que constam neste texto. Ressalto, para sua ciência, que tanto o tabernáculo, quanto o templo de Salomão, foram construídos seguindo um molde mostrado pelo próprio Deus (Ex 25,40 e Hb 8,5) e qual era esse modelo? Simples: ainda que de forma imperfeita, um retrato do céu. Você verá nesses textos uma completa iconografia angélica (Cf: Ez 41,17-25). Nós, cristãos, vivemos no tempo da graça, na era do Cristo salvador, logo, nossas Igrejas precisam retratar o “modelo do céu”. Os santos, viveram anteriormente a nós e conquistaram a coroa da vitória através do martírio ou de uma vida irrepreensível. São testemunhos vivos da presença de Deus em um mundo infestado de maldade. Estão no céu. Aguardando a ressurreição, intercedem por nós e são merecidamente honrados através de inúmeras imagens e pinturas que enfeitam nossas Igrejas fazendo que assim, tenhamos uma plena noção de como é a Jerusalém celeste e um imenso respeito venerativo (Hb 13,7) por essas pessoas.

      Rogo a Deus que derrame infinitas bençãos em sua vida.

      Grande abraço!

      Érick

  2. A IDOLATRIA EVANGÉLICA AO PASTOR VON HELDER
    Von Helder chutou a santa. Fato público e notório. E pode ser visto em larga escala na Internet.
    Sugestões:
    Em 28/09/2015, no endereço eletrônico:


    Em 30/10/2015: http://noticias.gospelmais.com.br/chutar-santa-bispo-von-helde-retorna-brasil-70683.html
    O gesto de Von Helder foi uma espécie de “libertação” para muitos grupos evangélicos.
    É verdade que alguns condenaram a bravata de Von Helder. Felizmente, a maior parte dos evangélicos prega o respeito a fé alheia.
    Entretanto, alguns grupos encheram-se de orgulho e satisfação por conta da suposta ousadia.
    E outros que não tiveram coragem de bater palmas, face ao clamor público, calaram-se de forma vergonhosa ou fizeram ainda pior escrevendo e publicando artigos com aprovação ou apoio disfarçados.
    Através de uma das páginas do inacreditável “Ministério Apologético Evangélico CACP” podemos observar a indiferença para a violência sofrida pelos católicos:
    PUBLICAÇÃO DO CACP EVANGÉLICO: http://www.cacp.org.br/um-chute-na-idolatria-o-caso-von-helde/
    Disponível em 30/10/2015
    Não é difícil concluir que ao integrar a página do dito CACP, naturalmente, os responsáveis pela publicação concordam com o teor do artigo que nem mesmo tem autoria definida.
    E neste sentido, não se conhecendo a autoria, não há como ignorar que a estrela ali é o texto.
    É óbvio que o CACP não quer destaque para o autor, mas sim para o que foi escrito.
    O título do artigo exposto no site do CACP não só é uma aprovação tácita do seu teor, mas é também sugestivo: “Um chute na idolatria”
    Aliás, comentando sobre o livro do “herói” evangélico Von Helder que leva o mesmo nome, o próprio site confessa que o título “Um chute na idolatria” é de fato sugestivo.
    Texto exposto no CACP: “O livro por sinal leva um título bem sugestivo: “UM CHUTE NA IDOLATRIA” – Von Helde – Universal Produções.”
    Não há como o CACP negar que o título “UM CHUTE NA IDOLATRIA” e a exposição do artigo naquele site indicam uma indisfarçável bajulação ao Pastor Von Helder e sua abominável empreitada.
    Até aí nenhuma surpresa. Afinal de contas estamos falando do CACP. E, neste caso, o CACP é sem dúvida alguma um nome ainda mais sugestivo.
    O texto é recheado de “pérolas”, ao estilo de outros “’super super” pastores evangélicos, especialmente aqueles que costumam agir como Pop Stars na TV.
    Em uma destas observações “preciosas” constantes do texto, podemos notar o seguinte comentário:
    “…o “chute na santa”, onde o bispo da IURD, pregando contra a idolatria bateu numa imagem da “santa”, comprada por ele mesmo, a fim de provar que aquele objeto não passava de um ídolo de barro. A ICR achou isso uma ofensa e então seguiu-se todo um alvoroço, erigido pela mídia televisiva liderada pela Rede Globo. O episódio do pastor que “chutou” a santa foi o álibi esperado pela Igreja católica para desencadear uma campanha de “desagravo” e promoção da imagem no país.”
    Nosso comentário:
    Pelo que se lê nas entrelinhas, percebe-se com clareza que o texto não condena Von Helder em momento algum.
    Pelo contrário, o texto zomba da justa indignação Católica.
    Em uma total inversão de valores, o texto não faz qualquer menção ao desatino do pastor.
    E de forma dissimulada, mostra-se contrário a reação católica.
    Texto exposto no site CACP condenando a reação católica:
    “A ICR achou isso uma ofensa e então seguiu-se todo um alvoroço erigido pela mídia televisiva liderada pela Rede Globo. O episódio do pastor que “chutou” a santa foi o álibi esperado pela Igreja católica para desencadear uma campanha de “desagravo” e promoção da imagem no país.
    O texto repugnante cita ainda que:
    “Passados nove anos, certos padres começaram (como sempre acontece na Igreja Católica) a criar lendas mentirosas para tirar vantagens daquele episódio.”
    E nós perguntamos:
    Os padres? Quais padres? Os padres mentindo como sempre? Mas quem são eles? São todos os padres? No mundo inteiro? Todos os padres mentiram em 2.000 anos de história?
    De fato, trata-se de um autêntico texto com o marca do CACP.
    Um texto que não prova o que diz.
    Um texto que não cita nomes.
    Um texto sempre genérico.
    Um texto que se cala diante da vileza.
    Um texto que não socorre o agredido.
    Um texto que faz pouco caso da justiça.
    Um texto que se deleita com Von Helder.
    Sem adentrar em todo o texto publicado pelo CACP, que é um verdadeiro lixo do ponto de vista moral, é de se notar o orgulho e a soberba que ali desfilam absolutos:
    “E o pior de tudo é que o autor ou autores destas barbaridades irresponsáveis não levou em conta que este mesmo pastor, após 4 anos daquele incidente, escreveu um livro arrasador contra as imagens e a idolatria católica. Inclusive narrando toda a história daquele episódio. O livro por sinal leva um título bem sugestivo : “UM CHUTE NA IDOLATRIA” – Von Helde – Universal Produções. Agora, como ele voltaria para o catolicismo, se após 4 anos escreveria um livro contra esta mesma igreja? Aliás, isto foi muito bem explicado pelo pastor Didini, quando disse que atualmente o pastor Helde dirige uma igreja bem sucedida nos EUA.”
    O texto flui com toda sua inerente autossuficiência quase que colocando Von Helder no pedestal “…escreveu um livro arrasador contra as imagens e a idolatria católica.”
    E o texto ainda cita mais de uma vez outro “ícone” produzido por Macedo:
    “Se não bastasse foi chamado o pastor Ronaldo Didini, na época pastor da Igreja Universal.”
    E, outra vez:
    “…., isto foi muito bem explicado pelo pastor Didini quando disse.”
    Honestamente, é preciso falar mais alguma coisa sobre o CACP, que tem toma como referência os ajudantes de Edir Macedo ???
    Finalmente, o CACP expõe uma verdade.
    Depois de acusar genericamente os padres, naturalmente, sem citar nomes como é sua rotina, eis a confissão: “E o pior de tudo é que o autor ou autores destas barbaridades irresponsáveis…”
    Ou seja, quem escreveu o texto apadrinhado pelo CACP, admite que não conhece a autoria do texto supostamente católico.
    O autor diz que não sabe se é um ou se são diversos os autores do suposto texto católico.
    E embora não saiba quem escreveu, soube sugerir quer foram os “Padres”!
    E ainda conclui que está prática mentirosa é rotina entre católicos…
    Curiosos ainda, mas não surpreendente em se tratando de CACP, é a classificação que deram ao texto como “barbaridades irresponsáveis”, ao mesmo tempo que se calaram para o ato de Von Helder.
    O site se mostrou afrontado para o texto cuja autoria ele mesmo confessa que desconhece.
    E calou-se para a investida do pastor cuja origem e DNA todos conhecem.
    E, sendo assim, exatamente porque o texto em questão é arrogante, pretensioso e impreciso é que está exposto no site do CACP.
    Literalmente feitos um para o outro.
    O texto exposto no site do CACP diz ainda que: “Mas o propósito deste artigo não foi defender ninguém, ou justificar a ação tomada pelo bispo, mas tão somente mostrar que os padres católicos não mudaram.”
    Entendemos perfeitamente.
    Ora, não se pode exigir que galinha forneça leite ou que vaca ponha ovo.
    Cada qual produz o que lhe é próprio. E assim conhecemos a árvore pelos frutos.
    Sem dúvida, o texto do CACP realmente não poderia condenar o ataque de Von Helder pois….
    FALTA-LHE CORAGEM: “Mas o propósito deste artigo não foi defender ninguém, ou justificar a ação tomada pelo bispo.”
    FALTA-LHE APREÇO PELO O QUE É RETO E JUSTO: “…mas tão somente mostrar que os padres católicos não mudaram.”
    FALTA-LHE SINCERIDADE QUANDO ele próprio se esforça em dizer que todas as denominações evangélicas são parecidas. Vejam os esforços do site para defender uma improvável “unidade” entre evangélicos. Disponível em 26/10/2015 – http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=3564
    Mas o que diz a Bíblia afinal ?
    “Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada.” Lucas 1:48
    A PROFECIA BÍBLICA INDICA: “…todas as gerações me chamarão bem-aventurada.” E COMO SABEMOS, TAL PROFECIA SE CUMPRE NA IGREJA CATÓLICA.
    Testemunhos de Santa Isabel: “Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Lucas 1, 41-42
    SANTA ISABEL REPLETA DO ESPÍRITO SANTO AO OUVIR A SAUDAÇÃO DE MARIA !!!.
    Testemunho de Santa Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.” Lucas 1, 42
    MARIA BENDITA ENTRE TODAS AS MULHERES !!!
    Testemunho de Santa Isabel: “E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?” (Lucas 1, 43)
    SANTA ISABEL HONRADA PELA VISITA DE MARIA !!!
    Testemunho de São João Batista narrado por Santa Isabel: “Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.” Lucas 1,44
    A CRIANCINHA SALDOU DE ALEGRIA NO VENTRE DE ISABEL COM A VOZ DE MARIA !!!
    E O SENHOR JESUS?
    QUAL FOI SUA ÚLTIMA DETERMINAÇÃO?
    DE QUEM ELE LEMBROU EM SEU ÚLTIMO MOMENTO?
    O QUE ELE DISSE A SÃO JOÃO EM SEU MOMENTO DE MAIOR SOFRIMENTO?
    “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí o teu filho’.
    Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe’. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
    Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.
    Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca.
    E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” João 19, 26-30
    E MUITO DIFERENTE DE VON HELDER e do CACP, João, o discípulo mais amado, e, obediente, levou Maria para sua casa.
    E que Von Helder e CACP não se esqueçam que mesmo antes do cristianismo, as imagens consagradas já mereciam respeito:
    Lv 22,1-3: “ O Senhor disse a Moisés: “Dize a Aarão e a seus filhos. que respeitem as coisas santas que os israelitas me consagram e não profanem o meu santo nome. Eu sou o Senhor.” Dir-lhes-á:. Todo homem de vossa linhagem e de vossa descendência, que se aproximar das coisas santas consagradas ao Senhor pelos israelitas, com uma imundície, será cortado de diante de mim. Eu sou o Senhor”.
    Lv 22,9: “Observarão minhas leis, para que não caiam em pecado e não morram por ter PROFANADO AS COISAS SANTAS. Eu sou o Senhor que as santifica”.
    Js 7,11: “ Israel pecou. Violou a aliança que eu lhe ordenei. Apossou-se de coisas consagradas, roubou-as, escondeu-as e as colocou junto de seus bens”.
    Conclusão:
    Para o CACP já não é mais “Só a Bíblia” ou Sola Scriptura. Vale também o livro do pastor.
    Para o CACP não servem o Catecismo da Igreja Católica ou os Concílios de Trento ou Éfeso. Mas serve a bravata de Von Helder.
    Para o CACP são desprezíveis os testemunhos dos cristãos primitivos. Mas são relevantes os ensinos de Didini.
    Para o CACP devem ser descartados a tradição e o magistério da Igreja. Mas devem ser assimiladas as publicações da Universal Produções.
    E eles do CACP se acham gente grande, professores e “doutores” que querem ser levados a sério. Querem ensinar sem nunca terem aprendido.
    Portanto,
    “Deixai-os; são cegos condutores de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.” Mateus 15:14
    Em relação a Santíssima Virgem, permaneçam os súditos, discípulos, admiradores e aduladores de Von Helder fazendo as obras de Von Helder.
    E, permaneçam os nossos irmãos católicos fazendo as obras de Santa Isabel, São João Batista e São João.
    O texto evangélico deve ser consultado antes que o CACP o tire do Net: http://www.cacp.org.br/um-chute-na-idolatria-o-caso-von-helde/ disponível ainda em 06/11/2015
    Não admitimos ataques pessoais ou à honra e à dignidade de qualquer pessoa Não toleramos o cerceamento religioso. Repudiamos deboches ou zombarias.Acreditamos na liberdade de expressão e limitamos o debate às questões de fé e doutrina. Concordamos que é lícito e justo ao CACP aderir a fé que lhe pareça mais conveniente, inclusive assimilar, divulgar, ensinar e apoiar as doutrinas de Von Helder, Didini e de quem mais lhe parecer adequado.
    Autor: André Melkis– Autorizada a divulgação com os devidos créditos

  3. O CACP é uma seita que milita especialmente contra o catolicismo. Artigos de católicos refutam Aureo Ribeiro e Paulo Cristiano principais algozes da fé católica e que ocupam papéis de destaque na seita. Sobretudo, Von Helder que chutou a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi tomado pela seita como herói.

  4. Olha meu caro antes que você me diga se eu li sum postagem, quero dizer que li sim por completo, e observei a velha tentativa de usar passagens da biblia fora do seu contexto , como o vez satanás em Mateus 4.1:11, citando versos da bíblia fora do seu contexto para tentar a Jesus, sem ofensas e claro, mais quero te informar esse é meu objetivo desté meu comentário , que primeiramente concordo que a passagem na bíblia onde Deus manda Moisés fazer alguns ícones, como já citado pelo nobre, vou mais longe , quando Deus instruiu Moisés a fazer estes ícones, Deus pediu que o fizesse da forma que Deus o havia revelado , Exodo 25:9 Conforme tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.Exodo 25:40 Atenta, pois, que o faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte. Então observamos uma grande diferença aqui, Deus mandou , mais Ele não está se contradizendo o que Ele mesmo proibiu em êxodo 20, Pois o propósito de Deus mandar Moisés fazer ulguns ícones , seria para simbolizar o que estaria por vim, isto é o nova aliança , em Cristo , e o que o Apóstolo Paulo fala em hebreus Hebreus 8:5 Os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais; como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faz tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou.Hebreus 9:5 E sobre a arca os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório, das quais coisas não falaremos agora particularmente.Hebreus 10:1 PORQUE, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exacta das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. Então a todo um contexto relacionado aí, e outra regra simples Deus ordenou , coisa que no novo testamento não vimos , e outra me aponta um Esraelita se prostando e referenciando estes ícones , não há um caso se quer, diferente do catolicismo hoje, e outra questão é que nós Cristão temos a igreja primitiva como nosso modelo, já imaginou o apóstolo Paulo, Pedro e os demais cristão carregando em uma haste um ícones (imagens de esculturas ) pelas ruas kkkkk, como isso seria possível se eles por onde passavam condenavam tais práticas entres os pagãos , e pregavao a conversão dos ídolos ao Deus vivo, e outra coisa Jesus e os apóstolos guase não falou sobre a idolatria entre o povo Hebreus , pois os mesmos já tinham aprendido na pele o castigo que tiveram por causa deste pecado, sofreram nos cativeiros da Síria e dos Babilonia , e outra como pregar aos pagãos contra uma prática que os mesmos estão fazendo, não venha me dizer que há diferença entre suas devoções e as das deles que isso é apelar para minha inteligência , e sobre a imagem da serpente você também tenta se apoiar nessa passagem , mais não há respaldo algum aí, e os Esraelita não venerar am este ícone como você disse não , Deus não mandou ninguém venerar ou adorar ese ícone não ; satanás sempre irar tentar mudar a glória de Deus em estes ícones pois ele sabe que assim o povo se afastará do Deus vivo todo poderoso , Romanos 1:22-25
    [22]Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
    [23]E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
    [24]Pelo que também Deus os entregou às concupiscências, de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
    [25]Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bem-dito eternamente. Amen.

    • Bom, querido Fracilio, boa noite, pax!

      Obrigado pela visita e pelo comentário.

      Acho que você está confundindo de site. Quem pega um texto fora de contexto e usa como pretexto, são as seitas protestantes, não a nossa Santa Igreja Católica.

      Infelizmente, apesar de nosso nobre irmão dizer que “leu” o artigo, duvido muito, pois tudo o que você falou, está muito bem esclarecido e refutado, inclusive na tréplica ao seu amigo RS (comentário acima).

      Quem tira êxodo 20,4 do contexto são os protestantes.

      Vocês parecem esquecer-se de que o povo antigo, no caso, o egípcio, era idólatra por natureza, tinham seus deuses animais, o falcão Hórus, Nut, Geb, a vaca Bat, o chacal Anúbis, dentre milhares.

      Da mesma forma que em 1 Coríntios 10,14, vocês tiram do contexto: São Paulo exorta o povo de corinto (que também cultuava os deuses), a deixar de cultuar seus deuses mortos e de viver suas paixões (visto que a cidade era um antro de prostituição e pecado). Como você mesmo disse, temos que ler o texto todo, não só a palavra que vos interessa.

      É claro que Deus condena a adoração a esses falsos deuses, mas no caso dessa passagem, essa “idolatria” não está somente relacionada a imagens.

      Alguns protestantes só enxergam as imagens dos santos dentro da palavra idolatria, esquecendo que muitas vezes, colocam até a Bíblia Sagrada como objeto de adoração, ao invés de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

      Vale lembrar que Jesus encarnou-se, não se “encadernou”. Muitos evangélicos (ou “desigrejados” que ainda não cortaram o cordão umbilical do que aprenderam com os pastores) não percebem que às vezes, eles cometem um pecado de idolatria com a escritura maior até do que eles acham que os católicos têm com as imagens.

      Outra coisa: como já citado no artigo, em nada difere do que você disse. Tudo que Deus mandou fazer, era uma “sombra” do que havia de surgir no futuro. Agora, qual a diferença das imagens dos querubins, para a imagem de uma pessoa que viveu muito mais intensamente os mandamentos de Deus que eu ou você (lC 20,34-36; Mt 22,30)?

      Deus não fala o modelo de como fazer apenas aquelas imagens, Ele dá as coordenadas para que tudo que fosse sagrado pudesse ser feito. O “futuro” que você diz é A PARTIR DE JESUS, não parou com Jesus, tanto que ele deixou os discípulos para continuar sua igreja. Se fosse parar em Jesus, não precisaríamos dos apóstolos.

      Você questiona se um israelita da época cultuava ícones, bom, basta refrescar sua fraca leitura de Atos 17,23 em que os gregos, já tinham um altar (imagem) a um “deus” desconhecido. Engraçado, não vejo Paulo, admoestando essa imagem cultuada. Muito pelo contrário:

      “Percorrendo a cidade e considerando os monumentos do vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: A um Deus desconhecido. O QUE ADORAIS SEM CONHECER, EU VO-LO ANUNCIO!”.

      Mesmo que me diga: “Ah, é um Deus que não habita em templos feitos por “, esse velho jargão, não foi isso que ele quis dizer. Atenas, como o próprio capítulo diz, assim como toda a Grécia, era tomada pela idolatria, mas não por ter imagens, apenas, e sim por ACREDITAR EM FALSOS DEUSES como Zeus, Hércules, Ares, Etc.

      Paulo quis dizer que Deus não vive em templos desses falsos deuses. Por isso, Paulo apontou para aquela imagem do altar e fixou sua opinião que AQUELE ERA O DEUS ÚNICO E VERDADEIRO, mas não mandou destruir aquela representação.

      Agora, se o tal israelita que você diz é o Judeu de hoje, desculpe-me, eu não me importo nem um pouco com o que ele gosta ou deixa de gostar, adora ou deixa de adorar.

      Minha religião é cristã e não farisaica. A religião dele está parada no Antigo Testamento, assim como muitas seitas protestantes.

      Outra informação importante: claro que Jesus e os apóstolos falam pouco sobre a idolatria no novo testamento. Óbvio, eles conheceram o CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, JESUS. Portanto não seria a confecção de imagens que os tiraria do caminho. Excetuando-se algumas cidades que precisavam ser convertidas ainda, como Corinto, Atenas, como citado acima, os Cristãos já acreditavam em um ÚNICO DEUS; “Pai, Filho e Espírito Santo”. Aí você me diz: “pois é, aí eles não precisariam de imagens e não há relatos de Pedro e Paulo com imagens em procissão”.

      Grande erro. Há milhares de citações de “procissões com imagens no AT”, mas olha que curioso:

      1.º – “A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores e os espalhavam pelo caminho, MULTIDÕES que O PRECEDIAM e os que o SEGUIAM gritavam: Hosana ao Filho de Davi…” (Mt 21, 8-9).

      Parece que temos uma procissão aqui, no novo testamento, certo?

      2.º – “Enquanto o levavam, tomaram um certo Simão de cirene, que vinha do campo, e impuseram-lhe a cruz para levá-la ATRÁS de Jesus. GRANDE MULTIDÃO DO POVO O SEGUIA, como mulheres que batiam no peito e se lamentavam por causa dele” (Lc 23, 26-27).

      Estranho. Pensei ter visto outra procissão aqui, ou não?

      3.º a) “Ao descer da montanha, SEGUIAM-NO MULTIDÕES NUMEROSAS” (Mt 8,1).

      b) “Jesus, ouvindo isso, partiu dali, de barco para um lugar deserto, afastado. Assim que as multidões o souberam, vieram das cidades, SEGUINDO-O a pé” (Mt 14, 13).

      c) “Depois disso , ele andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. OS DOZE o acompanhavam, assim como ALGUMAS mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena da qual haviam saído sete demônios, Joana, mulher de Cuza, o procurador de Herodes, Susana e VÁRIAS outras, que o serviam com seus bens” (Lc 8, 1-3).

      O apostolado de Jesus foi uma PROCISSÃO contínua. A palavra procissão NÃO EXISTE NA BÍBLIA CATÓLICA, MAS EXISTE NA PROTESTANTE. curioso isso.

      Na bíblia protestante, ela só existe para deturpar outra passagem contra a verdadeira idolatria (Is 45,19), contra FALSOS DEUSES, contra a IMAGEM DE FALSOS DEUSES.

      O fato de “não estar escrito na Bíblia” não retira a importância sagrada de uma coisa ou outra. A SOLA SCRIPTURA é uma criação humana, e não Divina. A palavra Trindade, por exemplo, também não existe na Bíblia, mas, se você for inteligente, você crê em Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

      “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.” (João 21,25).

      Então, se não estão escritas essas coisas que Jesus fez, logo, pode não ser dado crédito?
      Misericórdia! Por que estou segundo Jesus, então? Ele fez muito mais coisas que não merecem crédito do que coisas que merecem!

      O católico tem o dever de manifestar publicamente a sua fé, lembrando-se das terríveis palavras de Jesus Cristo: “De fato, aquele que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e de minhas palavras, também o filho do Homem se envergonhará dele quando vier na glória do seu Pai com os santos anjos” (Mc 8, 38).

      Fazemos procissões sim, para a Honra e Glória de Deus, e nós fazemos isso honrando e imitando (1 Cor 11, 1 – 1 Coríntios, 4, 16) os Santos Mártires que morreram na promessa de Cristo e os que viveram com plenitude das virtudes do Nosso Senhor e Salvador!

      Agora, veio-me à cabeça: e a tal marcha para Jesus? Seria o que? Uma micareta? Um show? Um Ctrl + C, Ctrl V?

      Não deveria acontecer porque, seguindo a lógica protestante, não existe na Bíblia NENHUMA PASSAGEM que menciona a Marcha para Jesus.

      Não seria isso “idolatria” ou “marchalatria”? Aí vocês diriam “É para Jesus; portanto, não é idolatria”

      Qual procissão Católica não É PARA HONRA E GLÓRIA DE JESUS?

      Veja outro erro seu. Caso você não saiba, a maioria das pessoas da época de Jesus eram semi ou completamente analfabetas. ALÉM DO SIMPLES FATO DA BÍBLIA AINDA NÃO EXISTIR (nem o Tenak Judaico estava pronto).

      Logo, se fazia necessária outra alternativa de evangelização. Qual seria? Bom, uma delas é a tradição oral vinda dos Apóstolos (2 Tes 2,15), (2 Cor 11,2) (2 João 1,12) (não confunda com tradição dos homens – fariseus, essa interpretação protestante é rasa e vergonhosa), pois Jesus não escreveu uma linha sequer, tudo foi falado. a primeira carta foi escrita cerca de 18 anos depois de Cristo. Outra forma de evangelização foi por meio de que, que ironia, das IMAGENS! Se você for à Terra Santa, berço da Igreja Católica primitiva, você encontrará catacumbas e caverna cheias de ícones e imagens da época (sim, os cristãos eram perseguidos e realizavam a liturgia às escondidas no início). O mais chocante para os protestantes é que há muitos, muitíssimos ícones e imagens espalhadas lá, e o mais intrigante é um que tem os escritos traduzidos aproximadamente assim:

      “Pedro e Paulo, rezem por nós”. Os dois já haviam morrido há algum tempo.

      Imagens são recordações e material evangelizador desde o AT e presente sim no NT e na Igreja Católica primitiva. Não tentem tirar a bíblia da história porque, ao fazer isso, você estará idolatrando um livro e seu próprio ego com suas interpretações pessoais.

      Falando em interpretação pessoal, se vocês admitem que qualquer um é livre para interpretar a escritura conforme o Espírito Santo Ilumina, comece a ter a humildade de aceitar a interpretação de 2000 anos do Sagrado Magistério e da Tradição Apostólica.

      Portanto, não me venha querendo dar uma de conhecedor das Tradições Sagradas da Igreja de Cristo, pois para conhecê-la, você teria que estudar, no mínimo uns 40 anos, no mínimo em 3 línguas diferentes (além da portuguesa, que pelo que se nota, está bem deficiente), cultura e história dos locais, contexto e Pais da Igreja para que você possa ter alguma autoridade para discutir. Sem isso, meu caro, tudo que você disse é interpretação pessoal sua e de seu pastor favorito (que você tem ou já teve, mas não admite (2 Timóteo, 4, 1 -4))” e isso sua Bíblia (imagem – muito idolatrada – da palavra de Deus pelos evangélicos) não permite, caso não saiba (2 São Pedro, 1, 20 – 21).

      Nós, do apostolado, damos ouvidos à Tradição Sagrada, conforme a própria Igreja ensinou (2 São Pedro 1,19; 1 Cor 11,2; 2 Tes 2,15; 2 João 1,12).

      Rogo a Deus que derrame infinitas bençãos em sua vida.

      Grande abraço!

      Marcus Vinícius

    • “observei a velha tentativa de usar passagens da biblia fora do seu contexto , como o vez satanás em Mateus 4.1:11, citando versos da bíblia fora do seu contexto para tentar a Jesus,”

      A passagem na verdade é essa:

      Mateus 4, 6. Se és Filho de Deus, lança-te abaixo,

      Seu comentário só mostra a necessidade de uma autoridade de interpretação, se ela é {necessária} então sola scriptura é falso, pois a bíblia nao seria a única autoridade.

      • Perfeito, Priscila!

        Se nem um versículo nosso “irmão” acerta, quanto mais interpretar um texto.

        Érick

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