REFUTANDO O CACP: “O FALSO DOGMA DA VIRGINDADE PERPÉTUA DE MARIA”

“Maria, uma virgem não profanada, virgem tornada inviolável pela graça, livre de toda mancha do pecado” (Sermão 22,30 – Ambrósio de Milão [337 d.C]).

INTRODUÇÃO

O cristianismo é a religião do milagre. Se você crê nisso e entende que as regras naturais jamais poderiam ser aplicadas por aqueles que seguem a Cristo, deve saber que a fé é um combustível fortíssimo para entendermos que esse mundo, não nos pertence. A vinda de Jesus trouxe-nos a esperança. O catecismo da Igreja Católica no parágrafo 2466, ensina:

Em Jesus Cristo, a verdade de Deus se manifesta plenamente. Cheio de graça e verdade, Ele é a luz do mundo”.

O projeto de Deus para a salvação do gênero humano culminava no envio de seu único filho para regenerar os homens de seus pecados (Jo 3,16), entretanto, para que a luz chegasse até nós, seria necessária a mediação de uma criatura que estivesse preparada para receber tal missão. São Paulo em sua carta aos Gálatas, afirma que ao chegar à plenitude do tempo, enviou Deus o seu filho, “nascido de mulher” (Gl 4,4). Essa mulher cheia de graça (Lc 1,28) e já prefigurada pelos antigos profetas (Is 7,14), é filha de Sião (Zc 2,14Is 12,6), é a mãe de Deus (Lc 1,43) – Maria Santíssima.

Maria, no qual o anjo disse: “Encontraste graça junto de Deus” (Lc 1,30), foi a primeira e única mulher que concebeu uma criança sem contato com qualquer homem. Esposa do Espírito Santo e tomada pela sombra do altíssimo (Lc 1,35), Nossa Senhora inaugura o período messiânico através do seu generoso sim (Lc 1,38), afinal, para Deus nada é impossível (Lc 1,37). A concepção virginal do filho de Deus é professada no credo apostólico (“nascido da virgem Maria”) e é dogma de fé para todos os cristãos, assim como a virgindade perpétua dessa mãe amorosa. Desde o início dos séculos, a Igreja afirma que Maria permaneceu virgem “antes, durante e depois do parto”. Não apenas a fé católica, mas também às Igrejas Ortodoxas professam em pé de igualdade esse mistério, entretanto, há aqueles que continuam a desacreditar, seja por teimosia ou falta de fé. Como se já não bastasse, defender a honra de Nossa Senhora contra ataques ateístas que desmerecem o milagre da concepção virginal, somos convidados a defender essa mesma virgindade de muitos que se dizem cristãos. Sendo assim, é nessa intenção que nasce mais um artigo em defesa da fé de nossos antigos pais.

Nesse novo texto, confrontaremos os argumentos levantados contra a verdade de 2000 mil anos e daremos respostas a todas as alegações e acusações de mais um líder protestante. Como de costume, selecionei os principais argumentos, sendo que, minhas respostas estarão em preto e as do pastor em vermelho.

Rogo que a Virgem Santíssima, mãe dos cristãos, mãe da Igreja, interceda por você que irá acompanhar-me nas palavras aqui colocadas.

Obs 1: O texto aqui referido é do “pastor Esequias Soares da assembleia de Deus de Jundiaí/SP“.

Obs 2: link na integra: http://www.cacp.org.br/o-falso-dogma-da-virgindade-perpetua-de-maria/#viewreplies

REFUTANDO AS ACUSAÇÕES

1 – A recente descoberta arqueológica do ossuário de “Tiago, irmão de Jesus, filho de José”, epígrafe encontrada no sarcófago, em Jerusalém, e noticiada em todo o mundo, afeta entre outros os católicos romanos e ortodoxos. O Tiago do ossuário, encontrado pelos arqueólogos, é identificado no Novo Testamento como o “irmão do Senhor” (Gálatas 1.19). A descoberta despertou em todo o mundo o interesse sobre os irmãos de Jesus.

Definitivamente, a descoberta desse ossuário não afeta ortodoxos e tão pouco a nós, católicos. Desde que os cristãos peregrinam na terra, nos últimos dois mil anos, sempre existiram pessoas de dentro e de fora da Igreja que procuraram motivos para escarnecer e desmerecer os mistérios da fé católica. Chega a ser cômico, o autor desse texto, bradar aos sete ventos que essa descoberta possa incomodar-nos. Se assim fosse, teríamos que ficar amedrontados por muitos outros escritos e pseudo-documentos que colocariam a nossa e até mesmo a fé dos protestantes em cheque.

Vejamos:

– Em 6 de Abril de 2006, foi revelado ao mundo o “evangelho segundo Judas”. Uma cópia redigida na língua copta oriunda dos textos escritos em grego. O documento foi escrito há cerca de mil e setecentos anos (1700) e passou boa parte do tempo perdido em uma caverna no deserto egípcio. O conteúdo? Diferente dos evangelhos sinóticos que apontam Judas como traidor, o novo evangelho aponta Iscariotes como o discípulo mais fiel de Jesus e pasmem: ele entrega o Senhor porque ele próprio (Jesus) havia pedido.

Ainda que a obra seja milenar, deveríamos dar crédito para algo tão herético e que contradiz tudo aquilo que aprendemos?

– Um documento intitulado de “evangelho perdido”, descoberto na biblioteca britânica e traduzido do aramaico, revela algo estranho aos olhos da fé cristã: Jesus teria se casado com Maria Madalena e tido filhos. O manuscrito possui quase mil e quinhentos anos (1500).

Um documento milenar que revela assuntos heréticos e contrários à fé, deve ser digno de crédito por aqueles que creem em Jesus?

– O historiador Michael Paulkovich em seu livro “A fábula de Cristo”, afirma ter analisado 126 textos da época em que é atribuída a vida de Jesus e, não ter encontrado qualquer referência para acreditar que Ele de fato tenha existido.

Ainda que “126 textos” tenham sido analisados, você deixaria de crer na existência do Senhor por conta disso?

– Em 1980, foi encontrada uma tumba em Jerusalém, onde, de acordo com o geólogo Aryeh Shimron, há os restos mortais de Jesus e toda a sua família, incluindo sua possível esposa (Maria Madalena) e filho (Judá).

Ora, se o pastor, escritor do artigo, dá crédito para a inscrição de um mortuário, por que também não acreditar nessa descoberta?

Sendo assim caros leitores, qual a relação dessas informações com o possível ossuário de Tiago?

Não é a primeira vez que um achado arqueológico faz frente às crenças genuinamente cristãs. A grande verdade é que a mídia secular, tem um interesse grandioso em destruir o cristianismo e a Igreja Católica sempre tem sido o principal alvo dos inimigos do Reino de Deus. Infelizmente, muitos protestantes acabam por contribuir com essa degeneração. O suposto ossuário de Tiago é verídico? Pois bem, já foram feitos centenas de testes e desde 2002 a relíquia tem sido posta a prova e de fato, a caixa é correspondente à época em que Jesus viveu. Negar esse fato é ir contra as provas já apresentadas, porém, a inscrição pode ser analisada de acordo com o que já foi mencionado acima. Há inúmeros documentos antigos que procuram retratar uma história diferente daquela que cremos e por que no caso do ossuário onde está escrito “Tiago, irmão de Jesus, filho de José”, deveria ser diferente?

Será que toda a patrística que defendeu esmagadoramente que Jesus foi o único filho de Maria, estaria errada? Ainda que a bíblia mencione que Cristo tinha “irmãos”, não há em qualquer lugar a afirmação que esses irmãos tenham sido filhos de Maria ou José. Alias, não há nenhuma passagem que afirme que “Tiago era filho de José” e para desespero dos teólogos evangélicos, nem o próprio Tiago, em sua epístola, afirma ser irmão de Jesus (Tg 1,1) e tão pouco Judas, irmão de Tiago, afirma qualquer parentesco com o Senhor (Jd 1,1).

Isso é, uma simples lápide, pode mudar o curso da história? O suposto evangelho de Judas, o evangelho perdido, os 126 textos analisados por um historiador ou os supostos ossos de Jesus e sua família, mudaram?

É triste dizer que para alguns cristãos (não católicos), acreditar em algo só é possível quando isso faz parte do interesse em destruir a fé universal. Por exemplo, os mesmos que defendem com total vigor a frase da caixa mortuária, são os primeiros a renegar a veracidade do Santo Sudário (há provas abundantes de sua veracidade) que é uma prova viva da existência de Nosso Senhor Jesus Cristo e são os únicos a não se importar com um manuscrito datado do ano “250 d.C” que foi encontrado em uma Igreja Ortodoxa Copta no terceiro século, onde, diz:

Debaixo de tua misericórdia nós nos refugiamos ó Mãe de Deus, nossas preces não desprezes nas nossas necessidades, mas dos perigos, livra-nos. Única pura, única abençoada”.

O pedaço que restou do pergaminho está em posse da Universidade de Manchester na Inglaterra.

Como se vê, a escolha do que acreditar ou não, sempre estará seguindo um critério básico: se a Igreja Católica crê, obviamente eles estarão remando contrariamente a nós.

2 – A mídia internacional lembrou que os católicos rejeitam a crença de que Maria gerou outros filhos além de Jesus, e que nunca teve irmãos; e que os protestantes ensinam o contrário, que Maria gerou mais filhos depois de Jesus.

Os protestantes não ensinam o contrário. A não ser que o responsável pelo texto esteja referindo-se aos atuais.

Ainda que os tais reformadores tenham levado a Igreja a centenas de divisões, não podemos negar que todos eles, sem exceções, eram devotos de Maria e defendiam sua dignidade. Ainda que pentecostais e protestantes históricos falem com certa paixão de Lutero, Calvino e outros; poucos sabem do amor que esses homens nutriam pela Mãe do Salvador.

Em 1537, Martinho Lutero em seu “sermão na festa da visitação”, diz sobre Maria:

Maria é a mulher mais elevada e a pedra preciosa mais nobre do cristianismo depois de Cristo. Ela é a nobreza, a sabedoria e a santidade personificadas. Nós não poderemos jamais honrá-la o bastante”.

Já em seu “sermão sobre João” (1-4, 1534-39), o ex-monge continuava seguindo a mesma linha de pensamento da Santa Igreja Católica:

Cristo era o único filho de Maria. Das entranhas de Maria, nenhuma criança além dEle”.

Zwingli compartilhava do mesmo pensamento de Lutero. Em seu “Corpus Reformatorum” (Opera 2,189), ele afirma:

Estimo grandemente a Mãe de Deus, a virgem Maria, perpetuamente casta e imaculada”.

João Calvino, o responsável pela linhagem das denominações presbiterianas, procura explicar a passagem de Mt 1,25 da seguinte maneira (João Calvino. Sermão sobre Mateus 1,22-25, 1562):

Houve certas pessoas que quiseram sugerir a partir desta passagem [Mt 1,25] que a Virgem Maria teve outros filhos além do Filho de Deus, e que José se relacionou intimamente com ela depois; mas que estupidez! O escritor do evangelho não teve a intenção de registrar o que aconteceu depois; ele simplesmente quis deixar bem claro a obediência de José (…). Ele, portanto, nunca coabitou com ela nem compartilhou de sua companhia. Além disso, Nosso Senhor Jesus Cristo é chamado o primogênito. Isso não é porque houve um segundo ou um terceiro filho, mas porque o escritor do Evangelho está destacando sua precedência.

Parece improvável que os iniciadores do protestantismo, tivessem a mesma opinião dos ensinos atuais dos chamados evangélicos, sendo assim, como dizer que o protestantismo afirma ao contrário?  Talvez, seja mais fácil e correto assumir que as ramificações e seitas posteriores é que passaram por modificações. Dizer que Maria Santíssima possuía outros filhos, além de estar em desacordo com a bíblia (a escritura não indica que qualquer “irmão do Senhor” seja filho de Maria), tradição e informações oriundas dos próprios reformadores, é heresia profunda.

3 – A Bíblia nos diz que, no começo, os irmãos de Jesus não criam nele (João 7.3-5). Eram quatro irmãos – Tiago, José, Judas e Simão – e algumas irmãs (Marcos 6.3). Depois da ressurreição de Jesus, seus irmãos aparecem na comunidade dos discípulos (Atos 1.14). Tiago tornou-se líder da Igreja de Jerusalém e presidiu o Concílio de Jerusalém (Atos 15.13-19). Josefo, Hesipo e Eusébio de Cesaréia falam de sua justiça e piedade e também da maneira brutal como foi assassinado em Jerusalém.

Um fato incontestável nos escritos do novo testamento é a afirmação de que Jesus Cristo tinha irmãos e irmãs, porém, não há qualquer confirmação que tais pessoas eram de fato, irmãos uterinos, isto é, filhos de Maria e José. Ainda que o novo testamento aponte os tais irmãos (Mt 13,55Jo 7,3At 1,14), encontramos lacunas ao identificar ligações maternas ou paternas para Tiago, José, Judas e Simão. Além de não existir nenhuma passagem onde os “irmãos” sejam mencionados como filhos de Maria ou José, tanto Tiago, como Judas, autores de uma epístola cada, se quer identificam-se como filhos da Mãe do nosso Senhor. Talvez, a única exceção seja para Judas que afirma ser “irmão de Tiago” (Jd 1,1).

A grande verdade é que somente Jesus Cristo é o único chamado de “filho de Maria” (υιός):

Mc 6,3a – “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria?

Se tivéssemos que considerar o uso da palavra “irmão” no ambiente hebreu para filhos da mesma mãe, teríamos que aceitar alguns absurdos que iriam contra a própria racionalidade. No livro de crônicas, lemos que Uriel, filho de Caat, possuía cento e vinte (120) irmãos (1 Cr 15,5) e que Obed-Edom, filho de Iditum e Hosa, tinha um total de sessenta e oito (68) irmãos (1 Cr 16,38).

A palavra utilizada no original grego para irmão é  αδελφός (adelphos), sendo que , seu uso corresponde a ligações amplas de parentesco (Gn 13,8Gn 29,15 e Lv 10,4). Ainda que a tradução seja colocada como “irmão”, sempre devemos levar em consideração que o ambiente da época em que as famílias viviam, era um sistema “tribal” de moradia, onde, todos os familiares moravam próximos ou nas mesmas casas. Possivelmente, esse seja o motivo da constante presença de toda a família de Jesus em algumas de suas aparições públicas (Mt 12,46).

Tiago, o chamado justo e Bispo de Jerusalém é o filho da “outra Maria” (Mc 15,40Mc 16,1). Ele é identificado pelo evangelista Marcos como o “menor”. O parente do Senhor não deve ser relacionado com os outros dois apóstolos que possuíam o mesmo nome (Mt 10,2-3), uma vez que, ele não havia acreditado em Jesus (Jo 7,5) e só passou a ter fé quando o mesmo Cristo revelou-se a ele através de uma aparição (1 Cor 15,4-7).

Jesus, por se o único filho daquela que era e é “cheia de graça” (Lc 1,28) aos pés da cruz, vendo a mulher (Gn 3,15) na qual ficou submetido por trinta anos e sabendo que Ele era o único que habitou em seu santo ventre, entregou-a ao apóstolo São João para que ele por fim, cuidasse daquela que foi a primeira cristã e que se  tornou pela graça, mãe de todos nós.

Jo 19,26 – “Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: <Mulher, Eis teu filho!> Depois disse ao discípulo: <Eis tua mãe!> E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa“.

Se Maria tivesse tido outros filhos, jamais seria entregue  aos cuidados de um apóstolo que tão pouco era parente do Senhor.

4 – É evidente que o nome Tiago era muito comum na época, da mesma forma o era também o nome de Jesus. Josefo menciona cerca de treze personagens chamados Jesus. O historiador judeu diz que certa vez  o sumo sacerdote Anano reuniu o conselho “diante do qual fez comparecer  Tiago, irmão de Jesus, chamado o Cristo, e alguns outros” (História dos Hebreus, CPAD, livro 20.8.856). O nome José também era muito comum e encontramos vários personagens na Bíblia com esse nome. 

Essa é uma das partes do texto do interlocutor que eu não iria colocar aqui, uma vez que, não há informações a serem refutadas, a não ser, algumas colocações, porém, um fato chamou-me a atenção: o responsável pelo artigo usa Flávio Joséfo (historiador Judeu) para relatar um fato histórico onde ele, cita a presença de Tiago perante as autoridades da época. Para entender o contexto, vejamos o trecho da obra “Antiguidades Judaicas”, onde, temos a seguinte informação:

Assim ele reuniu o sinédrio dos juízes, e trouxe diante dele  o irmão de Jesus, o que era chamado Cristo, cujo nome era Tiago e alguns outros“.

A importância de trazer esse trecho para os leitores é de justamente, fazer um comparativo com aquilo que nos é passado pelos próprios escritores bíblicos.

Observe: quantas vezes os supostos irmãos uterinos de Cristo são chamados de “irmão de Jesus” nas escrituras? A resposta é apenas uma: nenhuma.

O motivo?

Embora tenhamos relatos sucintos sobre o ciclo familiar de Jesus, é justo e correto afirmar que para os padrões da época, possivelmente, Cristo possuía muitas pessoas que faziam parte de sua família. Para os escritores do novo testamento, tais pessoas, estavam integrados em um grupo distinto e gozavam de especial reputação, isto é, o uso do termo “irmãos do Senhor“, caracterizava-se como uma espécie de título honorífico atribuído desde o inicio na Igreja primitiva.

O judeu Flávio Josefo não era cristão e tão pouco conhecia profundamente o ministério de Jesus, sendo assim, por não nutrir qualquer conhecimento sobre sua história, ao se referir sobre Tiago, o chama como “irmão de Jesus“, diferente de toda a literatura bíblica que coloca claramente tão título para os parentes sanguíneos do Cristo (At 1,15 e 1 Cor 9,5).

5 – Não era usual alguém usar o nome de seu irmão junto ao seu. Nessa epígrafe do ossuário de Tiago, só se justificaria tal uso se esse irmão fosse alguém muito famoso. Esse vínculo de Tiago com seu irmão não deixou dúvida alguma para os peritos de que se trata mesmo de Tiago, que pastoreou a Igreja de Jerusalém, irmão de nosso Senhor Jesus Cristo, e que José, pai de Tiago, é o mesmo “José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo” (Mateus 1.16).  O ossuário se encontra no Canadá para mais análise.

O suposto ossuário de Tiago entra na lista de achados arqueológicos que procuram, entre todos os objetivos, polemizar algo que à Igreja crê desde o início dos séculos. Assim como temos a epígrafe de Tiago na caixa mortuária, temos certo evangelho perdido que narra um possível casamento de Jesus com Maria Madalena, um evangelho de Judas que compartilha de profunda gnose e até mesmo, uma tumba encontrada em Jerusalém com os supostos ossos de Jesus.

A grande questão é que dentre todos os exemplos, o ossuário é convidativo para os protestantes, pois, vem de encontro com aquilo que nós católicos acreditamos, do contrário, penso que o dono desse artigo, teólogo do CACP, estaria do lado oposto. Infelizmente, essa não é a realidade.

Ainda sim, devemos levar em consideração que embora o ocidente cristão sempre tenha visto nos irmãos do Senhor, familiares e parentes próximos, o oriente que também crê na virgindade perpétua de Maria, vê nesses “irmãos”, filhos de um primeiro casamento de São José. O próprio proto-evangelho de Tiago que é um documento antiquíssimo que remonta aos primeiros séculos da Igreja, menciona que José ao ser incumbido da missão de casar com Maria, já era viúvo e tinha filhos de seu primeiro casamento (Proto-Evangelho Tg 9,1-3).

Isso é, se levarmos em consideração a lápide na caixa mortuária como verídica e olharmos para a tradição oriental que é digna de veneração e também aceita por nós, católicos, não teríamos qualquer problema em acreditar na possível paternidade do pai adotivo de Jesus em relação a seus “meios-irmãos”.

6 – Tiago é a forma grega do nome hebraico Taa’qob – Jacó. Alguns deles estão no Novo Testamento e muitas vezes se torna difícil identificá-los. Um deles é o filho de Zebedeu, irmão de João (Mateus 4.21). Os dois irmãos foram chamados por Jesus para fazerem parte de seu colégio apostólico (Mateus 10.2; Marcos 3.13; Lucas 6.14; Atos 1.13). Este Tiago foi degolado por Herodes Agripa I, em 44 d.C. (Atos 12.2). O outro Tiago é filho de Alfeu, também um dos doze apóstolos. é identificado como filho de Alfeu apenas quatro vezes em todo o Novo Testamento (Mateus 10.2; Marcos 3.18; Lucas 6.15; Atos 1.13). Seria ele o mesmo que é chamado de Tiago, o Menor, em Marcos 15.40? Até hoje ninguém deu de maneira concreta e decisiva a resposta final. Tanto uma resposta como outra pode estar correta. Aparece ainda um Tiago, pai ou irmão de Judas, pois o texto grego diz literalmente “Judas de Tiago” (Lucas 6.16; Atos 1.13).

Não é tarefa difícil identificar os “Tiagos” mencionados no novo testamento. Ainda que o interlocutor afirme o contrário, uma rápida análise dos evangelhos revela-nos com certa facilidade, tais nomes e ainda indica os “irmãos do Senhor” como membros de sua família, porém, sem qualquer relação filial com Maria Santíssima, mãe única de Jesus (Mc 6,3).

Vejamos quais são e quem são os “Tiagos”:

 – Tiago, filho de Zebedeu.

Apostolo e irmão de João, o “amado” (Jo 21,20). Sempre aparece nos relatos junto a Pedro (Mc 5,37); foi morto à espada por Herodes (At 12,2).

 – Tiago, filho de Alfeu

Assim como o “Tiago de Zebedeu”, Tiago, filho de Alfeu também fazia parte dos doze (Mt 10,3). De fato, seu nome aparece apenas quatro vezes no novo testamento, sendo que, sua última aparição com o título de “filho de Alfeu” é em At 1,13.

 – Tiago de “Judas”

Na lista colocada pelo evangelista São Lucas, o penúltimo apóstolo é mencionado como “Judas, filho de Tiago” (Lc 6,16). Não sabemos se esse Tiago de Judas é o filho de Alfeu, porém, em caso negativo, teríamos aqui, outro Tiago.

– Tiago o “menor” (irmão do Senhor)
Por fim, chegamos ao Tiago denominado menor que era o irmão do Senhor. Este, não foi apóstolo, uma vez que, não acreditou no Senhor (Jo 7,5). Só passou a seguir o Cristo após uma aparição do ressuscitado (1 Cor 15,4-7). Sabemos pela própria escritura que Maria, a mãe do Senhor, tinha também uma irmã chamada de Maria ou, talvez, sua cunhada (Jo 19,25). Essa irmã é a que aparece aos pés da Cruz sendo identificada pelos evangelistas como a mãe de “Tiago e Joset” (Mt 27,55-56 e Mc 15,40). Em outros relatos, ela aparece como a “outra Maria” (Mt 28,1), em outros somente como a mãe de Tiago (Mc 16,1 e Lc 24,10) ou em alguns como a mãe de Joset (Mc 15,47).

Além do testemunho bíblico que indica essa parenta da mãe do Cristo como mãe dos irmãos (primos) de Jesus, podemos identificar outra prova escriturística a respeito de “Joset”, também apresentado como irmão de Tiago.

No evangelho de Marcos está escrito: “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão”? (Mc 6,3).

Lendo o relato do mesmo evangelista no ato da crucificação, encontramos o seguinte texto: “E também estavam ali algumas mulheres olhando de longe. Entre elas, Maria de Magdala, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de Joset e Salomé” (Mc 15,40-41).

No fim do mesmo capítulo, lemos: “Em seguida, rolou uma pedra, fechando a entrada do túmulo. Maria de Magdala e Maria, mãe de Joset, observaram onde ele fora posto” (Mc 15,47).

Observem que Marcos usa a variação de Joset para as três situações, isto é, embora em um primeiro momento os “irmãos do Senhor”, sejam colocados em companhia do Cristo, verificamos mais adiante que de fato, eles eram filhos da irmã (ou cunhada) de Maria Santíssima. Ao que tudo indica, São Marcos apropria-se do uso do nome para identificar que de fato esse Joset,  é filho da outra Maria.

E aos que possam criar objeções e alegar que o escritor poderia ter usado essa variação para qualquer homem com tal nome, teriam que responder a duas questões:

1 – Por que São Marcos, ao falar de “José de Arimatéia” no mesmo capítulo, não continua a usar a variação “Joset” e não a forma habitual “Iosef”? (veio José de Arimatéia, ilustre membro do conselho [Mc 15,43]);

2 – No novo testamento, temos um total de 8 (oito) pessoas chamadas José. O uso do nome “Joset” aparece somente nas três passagens indicadas acima (Mc 6,315,40-4115,47). Seriam essas indicações apenas coincidências ou a prova viva de que Jesus de fato, possuía primos?

Pois bem, as respostas já estão expostas nesse tópico!

7 – A Igreja Católica, que deveria pregar o nome de Jesus para mundo, está, no entanto, substituindo-o pelo de Maria. Ultimamente, até os filmes sobre a vida de Jesus estão eivados de mariolatria. Já não se fazem filmes como antigamente. O filme Maria, Mãe de Jesus, como também o filme Maria, Filha de Seu Filho, são uma apologia ao culto de Maria e à oração em seu nome. Isso é idolatria e como tal é condenada pela Bíblia (Lucas 11.27-28; João 2.4; 1 Timóteo 2.5). Esse último filme foi exibido no Brasil por uma rede de TV na mesma semana da descoberta desse ossuário.

Leiamos o que está escrito no parágrafo 161 do “Catecismo da Igreja Católica”:

É necessário, para obter esta salvação, crer em Jesus Cristo e naquele que o enviou para nossa salvação. Como, porém, sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11,6) e chegar ao consórcio dos seus filhos, ninguém jamais pode ser justificado sem ela, nem conseguir a vida eterna, se nela não permanecer até o fim (Mt 10,22; 24,13)”.

O desconhecimento e a falta de sabedoria, talvez, seja uma das maiores mazelas do protestantismo.

A Santa Igreja Católica anuncia o nome de Jesus Cristo a mais de dois mil anos. Além de ser a maior obra caritativa do mundo (mantém asilos, leprosários, orfanatos, hospitais), foi a responsável pela criação do sistema universitário durante a idade média, onde, difundiu o conhecimento por todos os continentes.

Nos últimos 20 séculos, a fé católica tem propagado a verdade, tem rezado por todos os povos e tem adorado em espírito e em verdade o Cristo que vive no meio de nós, através da sua presença viva na eucaristia. A Igreja passou por diversos problemas e sofreu muitos golpes de seus inimigos, sendo que, nenhuma instituição se manteria de pé se não estivesse firmada na verdade do Senhor. É o Espírito Santo que sopra como brisa suave e mantém intacta a mais antiga Igreja Cristã do mundo.

Mas, o problema continua sendo “Maria”. Aquela mulher (Gl 4,4) que nos trouxe o salvador, não é vista com bons olhos por muitos hereges, contrariando assim, as palavras do próprio evangelho: “Maria, então, disse: Minha alma engrandece o Senhor e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada” (Lc 1,47-48).

Maria Santíssima não é um ser divino, ao contrário, é uma criatura. A esse respeito, São Luiz Maria Grignion de Montfort em seu livro “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, faz a seguinte colocação:

Confesso com toda a Igreja que Maria é uma pura criatura saída das mãos do Altíssimo. Comparada, portanto, à majestade infinita ela é menos que um átomo, é antes, um nada, pois só Ele é ‘Aquele que é’” (Ex 3,14).

Entretanto, sabemos que Nossa Senhora, ao participar do projeto de salvação do Senhor todo poderoso, passou a não ser somente a Mãe de Deus (Lc 1,43) e sim, mãe da Igreja (Jo 19,26-27), logo, mãe de todos nós, cristãos.

A própria escritura ensina que devemos “honrar pai e mãe” (Ex 20,12) e que somos convidados a “lembrar-nos de nossos guias na fé” (Hb 13,7), sendo assim, como deixaríamos de venerar essa puríssima Mãe que contribuiu plenamente com o projeto de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo? Além de que, se o próprio Jesus, sendo o Verbo encarnado, manteve-se submisso aos cuidados de sua mãe por 30 (trinta) anos, por que nós, cristãos, não poderíamos? Idolatria é negar a verdade compartilhada pela Igreja.

Maria não é deusa, mas como criatura perfeita e imaculada moldada pelo próprio Pai, tornou-se pela graça, Mãe de toda a Igreja. Afinal, não é a própria bíblia que ensina que há duas descendências (serpente e mulher = Gn 3,15 e Ap 12,17)? Sendo assim, os que renegam sua maternidade, seguem os passos de Jesus Cristo?

Enfurecido por causa da Mulher, o dragão foi então guerrear contra o resto dos seus descendentes, os que observam os mandamentos de Deus e mantém o testemunho de Jesus”.

Maria não é adorada e sim venerada porque Ela é a “nova arca da aliança”:

– Na arca da antiga aliança, o próprio Deus se manifestou (Ex 25,22Nm 7,89). No ventre de Maria, o Deus vivo habitou (Mt 1,23;Jo 1,14);

– Na arca da antiga aliança, Deus habitava e demonstrava sua glória através de uma nuvem ou sombra (Ex 40,341 Rs 8,10Ex 10,3). Por sua vez, Maria foi tomada pela sombra do altíssimo (Lc 1,35) e o Verbo se fez carne (Mt 1,23);

– No velho testamento, a arca carregava a antiga aliança de Deus (Ex 25,16). Maria Santíssima carregou dentro si a nova aliança (Hb 12,24);

– Na arca da aliança, estava à vara de Arão (Nm 17,25Hb 9,4), símbolo do sacerdócio. Jesus, o grande sumo sacerdote, foi construído no ventre santo de Maria (Hb 4,14);

– A arca continha o maná, isto é, o pão descido dos céus para alimento dos hebreus (Ex 16,33). Maria, sacrário vivo, teve dentro de si, o próprio pão que desceu do céu para a nossa salvação (Jo 6,51), o verdadeiro e único maná que se da por nós (Jo 5,54).

Os judeus tinham muitos motivos para tratar a Arca da Aliança com respeito e veneração. Até das mãos dos Filisteus, eles acreditavam que Arca poderia livrá-los (1 Sm 4,3-7). Sendo Maria, a “nova arca”, somos convidados a declarar sua bem aventurança até a parusia do Cristo.

OBS: o filme a “Paixão de Cristo” de Mel Gibson é de orientação católica. Líder em bilheteria, o filme foi um dos mais aclamados relatos já feitos sobre o sofrimento de Nosso Senhor. O responsável pelos ataques a Mãe de Deus, deveria atualizar-se! Além de que, já está sendo trabalhada a continuação (http://pt.aleteia.org/2016/06/14/mel-gibson-prepara-sequencia-de-a-paixao-de-cristo/) e eu creio que muitos cristãos (católicos ou não) irão prestigiar a obra.

8 – A Igreja Católica pôs Maria no status divino. O livro As Glórias de Maria, publicado em mais de 80 línguas, e em português pela Editora Santuário, é de autoria de Afonso Maria de Liguori, canonizado pelo papa. Essa obra é a maior apologia ao culto de Maria. Afirma Liguori: “Nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria, do que se chamarmos por Jesus” (pág. 208). “A Santa Igreja ordena um culto peculiar à Maria” (pág. 130). “Muitas coisas… são pedidas a Deus, mas não são recebidas; são pedidas a Maria e são obtidas”, pois “Ela… é também Rainha do Inferno e Senhora dos Demônios” (págs. 123 e 127). Como ainda ousam dizer que são cristãos? Maria hoje rejeitaria essas honra e glória que os marianos lhe atribuem, mas que pertencem exclusivamente ao Senhor Jesus.

A obra “Glórias de Maria” é talvez, um dos mais belos escritos sobre a virgem santíssima. Elaborado por S. Afonso de Ligório, doutor da Igreja, o livro procura trazer ao leitor os benefícios que a intercessão da Mãe do Salvador pode conceder aqueles que solicitam seu patrocínio e seus rogos. É triste afirmar que grande parte dos protestantes, tem usado frases recortadas e até mesmo adulteradas, para assim, desmerecer a obra de Ligório, caso esse, não muito diferente do criador do texto aqui refutado. A Santa Igreja Católica, não colocou em Maria um status de divindade, entretanto, deu continuidade a uma antiga tradição já firmada pelo próprio judaísmo, onde, a Mãe do Rei, também era a Rainha de toda a nação.

Jesus Cristo é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (Mc 15,18Ap 19,16) e sendo ele, descendente da raiz de Davi (Mq 5,2Mt 1,1-3), fez-se cumprir a profecia e foi nEle que encontrou-se o tão esperado “Rei de Israel” e é nesse sentido que Nossa Senhora é chamada e aclamada como Rainha. Percebam que dos 15 (quinze) reis do reinado de Judá, em todos eles, os escritores bíblicos faziam questão de citar suas respectivas mães (1 Rs 14,22; 1 Rs 15,1; 1 Rs 15,10; 1 Rs 22,42; 2 Rs 8,26; 2 Rs 12,2; 2 Rs 14,2; 2 Rs 15,2; 2 Rs 15,33; 2 Rs 18,22 Rs 21,1; 2 Rs 22,1; 2 Rs 23,31; 2 Rs 23,36 2 Rs 24,18). Além de que, antes de todos esses monarcas, Salomão, homem cheio de sabedoria, venerava a sua própria mãe, a rainha Betsabéia:

1 Rs 2,19 – Betsabéia foi, pois, à presença do rei Salomão para lhe falar de Adonias e o rei se ergueu para ir ao seu encontro e se prostrou diante dela; depois sentou-se no trono e mandou colocar um assento para a mãe do rei e ela sentou-se à sua direita”.

Sendo assim, de forma justa e entendendo que o próprio Cristo, entregou sua própria Mãe para que pela graça, se tornasse mãe de todos nós (Jo 19,26-27), sabendo pela própria bíblia que Maria é a Mãe de Deus (Lc 1,43) e seguindo um de seus próprios pedidos pessoais manifestado no evangelho de São Lucas – “Todas as gerações me chamarão de bem-aventurada (Lc 1,48) – a Igreja Católica carinhosamente, venera a mãe do salvador com honra de Mãe (Ex 20,12Ef 6,2) e com títulos de Rainha (Ap 12,1).

E é sempre nesse sentido que Santo Afonso, interpreta a mariologia dentro de seu livro. De fato, a leitura pode parecer estranha aos olhos dos que não enxergam, porém, são palavras obrigatórias para todo o cristão. Para uma melhor compreensão da obra, dividi por tópicos as quatro frases colocadas pelo pastor e após as refutações, presentearei o leitor com muitas outras frases de Santo Ligório, onde, ele afirma diretamente a salvação de Jesus. É uma pena que tais informações, nem sempre sejam passadas as claras para que todos possam ver a verdade.

Para isso, utilizarei a versão do livro “Glórias de Maria” de número 11ª da edição italiana, editora Santuário.

8.1 – Afirma Liguori: “Nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria, do que se chamarmos por Jesus” (pág. 208). 

No próximo tópico (número 9), estarão expostas várias citações do CIC (Catecismo da Igreja Católica), onde, apresentamos várias afirmações sobre a salvação de Jesus Cristo, sua luz, sua paixão por todo o mundo e sua mediação entre Deus e os homens. A fé católica ensina diretamente que nossa salvação está no nome do Senhor Jesus (CIC 74) e que por nenhum outro, compete que sejamos entronizados ao paraíso celeste (CIC 161).

Sendo assim, analisemos a frase que consta no livro em sua totalidade, para assim, entendermos o teor da afirmação dessa grande doutor católico:

Pg 208 – “Isso motiva então as palavras de Eádmero ao afirmar que nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria, do que se chamarmos por Jesus. Pelo que Hugo de S. Vítor nos adverte que se os nossos pecados nos fazem ter medo de nos chegarmos para Deus, cuja Majestade infinita ultrajamos, não devemos recear de recorrer a Maria; pois, nada nela existe que inspire terror. É verdade que é santa, imaculada, rainha do mundo e Mãe Deus, mas é uma criatura e filha de Adão, como nós

Ao verificamos a frase, identificamos alguns pontos importantes:

1 – Não é Santo Afonso que afirma e sim, “Eádmero” e “Hugo de S. Vitor”;

2 – Através do texto completo, fica claro que a intenção de Santo Ligório é expor que nossas faltas e pecados são tão perniciosos que, seria um ultraje apresentar-nos perante a majestade divina e por esse motivo, indica a intercessão de Maria Santíssima, uma vez que ela, é uma criatura como nós e que como uma pura Mãe, roga a Jesus Cristo para que tenhamos o perdão e salvação eterna, mediante ao sangue puro do Redentor;

3 – A mariologia apresentada pelo santo nesse parágrafo, assemelha-se claramente as “Bodas de Caná da Galiléia”. O vinho havia acabado e a hora de Jesus ainda não havia chegado (Jo 2,4), porém, Maria intercede pelos noivos (Jo 2,3) e ainda que parecesse inoportuno qualquer sinal vindo do Cristo, o filho atende a solicitação da mãe (Jo 2,6-8).

4 – São Paulo ao escrever aos Romanos, diz: “E a vós, nações, eu digo: enquanto apóstolo das nações, eu honro o meu ministério, na esperança de provocar ciúme dos de meu sangue e de salvar alguns deles” (Rm 11,13-14). Paulo diz que tem esperança de causar ciúmes dos que fazem parte de seu sangue (judeus) e por consequência, salvar alguns deles. É claro que o apóstolo não é o responsável por salvá-los (só Cristo pode salvar-nos!), porém, ele pode produzir essa salvação mediante a sua participação na construção do Reino.

É dessa forma que esse trecho do livro de Santo Afonso deve ser interpretado: solicitamos a intercessão da Virgem Maria, para que assim, não nos percamos e possamos dignamente alcançar a salvação vinda da Cruz!

2 Cor 1,11 – “Vós colaborareis para tanto mediante a vossa prece; assim, a graça que obteremos pela intercessão de muitas pessoas suscitará a ação de graças de muitos em nosso favor”.

8.2 – “A Santa Igreja ordena um culto peculiar à Maria” (pág. 130).

Vejamos o texto original que se encontra na página 113 (não 130 – percebe-se ai, o quão profundo foi o interlocutor em olhar a obra):

Pg 113 – “A Santa Igreja bem a nós, seus filhos, ensina com quanto zelo e quanta confiança devemos recorrer sem cessar a esta nossa amorosa protetora. Pois, é ordem sua que lhe tribute um culto particular”.

 O culto peculiar ao qual Santo Afonso diz é o que é ensinado pela Igreja no que implica a “veneração” não só de Maria Ss., mas também dos Santos e Santas de Deus.

O único que é digno de ser adorado é o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, tanto que, o ápice da adoração que vive no coração de toda Igreja, está centrada no mistério eucarístico, onde, o Cristo se faz presente nas espécies do pão e vinho (Jo 6,55-56Lc 22,19-201 Cor 10,16; 1 Cor 11,27-30) . O sacrifício eucarístico consiste na profunda adoração feita a Deus e é especificamente nesse ponto que se difere o entendimento católico e protestante: Para eles, cantar uma música ou solicitar a intercessão é caracterizado como adoração, porém, para nós católicos, o culto de “latria” está ligado ao sacrifício do Cristo. Não há sacrifico eucarístico por meio de Maria ou dos Santos.

Maria Santíssima é venerada com especial devoção por toda a Igreja e isso, não é um fato isolado de época e sim, algo que vem desde o seio primitivo da fé. Assim como os judeus veneravam a antiga Arca da Aliança, a mãe do Senhor é venerada por nós como o sinal vivo da “Nova Arca da Aliança”.

A bíblia atesta diferenças entre as ações de adoração a Deus e o louvor que é dirigido a outras pessoas. No livro de Juízes, Débora é exultada como a “Mãe de Israel” (Jz 5,7), em 1 Crônicas, lemos que toda a Israel dançava perante a Arca e faziam aclamações (1 Cr 15,27-28), já em 2 Crônicas, o profeta Jeremias compõe uma lamentação para o Rei Josias que já havia morrido (2 Cr 35,25). Daniel por sua vez, mostrou ousadia ao atribuir honra e glória ao rei Nabucodonosor (Dn 2,37).

Todos esses casos, retratam certa espécie de culto, uma vez que, a definição da palavra pode representar o significado não apenas de homenagem, mas também de paixão ou amor externo por alguém. Sendo assim, o culto peculiar a Virgem, tão incentivado pela Igreja tem caráter venerativo. Até porque, nós veneramos Maria por conta de sua relação com Jesus Cristo, nosso Senhor. A mãe só é honrada, porque o filho a honrou e nunca separadamente. O fundamente mariológico sempre está ligado com o fim último que é Jesus Cristo.

8.3 – “Muitas coisas… são pedidas a Deus, mas não são recebidas; são pedidas a Maria e são obtidas” (pág. 123)

Vamos ao texto completo e sem recortes (outro trecho onde nem a própria página correta foi respeitada):

Pg 118 – “Muitas coisas se pedem a Deus, e não se alcançam. Pedem-se a Maria, e conseguem-se. Como pode ser isso? Responde Nicéforo que isto acontece, não porque Maria seja mais poderosa que Deus, mas porque Deus determinou honrar assim sua Mãe”.

Propositalmente, o fragmento recortado (ou copiado de algum site, quem o sabe?) do famigerado pastor, é colocado com o pretexto de passar aos leitores que Santo Afonso estava ali, concedendo poderes a Maria Santíssima, porém, com o texto completo, é possível perceber que o grande doutor da Igreja não está dizendo que a mãe do salvador tenha mais poderes que o próprio Deus e sim, afirmando que a forma com que nosso Senhor honra a Maria, por ter sido Ela a mãe do Verbo encarnado, é atendendo a todas as suas intercessões que são carinhosamente dirigidas ao seu filho em favor de todos os cristãos.

Como já mencionado nesse artigo, o fim último de toda a devoção é o próprio Deus, sendo assim, o fundamento final de todas as respostas de orações, ainda que passem pelas mãos imaculadas de Maria Santíssima, tem como origem a própria Trindade Santa.

8.4 – “Ela… é também Rainha do Inferno e Senhora dos Demônios” (pg  127).

Encontramos nesta pagina a seguinte citação:

Pg 123 – “Ela é também a Rainha do Inferno e senhora dos demônios, pois que os subjulga e doma, diz S. Bernardino de Sena. Daí vem ser Maria chamada de terrível como um exército de batalha (Ct 6,4)”.

Maria foi à primeira cristã. Uma vez que ela aceitou a missão de conceber o Verbo de Deus e de nutrir a Jesus durante 30 (trinta) anos, podemos afirmar que ela não só subjulgou o demônio como o domou, afinal, satanás foi derrotado na Cruz e Jesus só veio ao mundo por intermédio do ventre santo de Maria.

Ap 12,17a – “Enfurecido por causa da Mulher, o dragão [antiga serpente] foi então guerrear contra o resto dos seus descendentes (…)”.

Também lemos em Apocalipse que aqueles que pertencem a Deus, são sacerdotes do altíssimo e reinarão com Ele (Ap 5,10 e Ap 20,6). Sendo Maria, a “Rainha Mãe”, eleita para carregar em seu ventre o verdadeiro Rei de Israel e sabendo que ela já participa da glória celeste e sendo honrada com o poderio de intercessão para com os filhos de Altíssimo, não há porque encontrar qualquer incoerência na frase de São Bernardino (sim, a frase não é de Santo Afonso e foi apenas citada por ele em seu livro).

Sendo assim, é por isso que essa boa Mãe é chamada de “co-redentora”: Maria participa do projeto de salvação do Pai concedendo ao mundo o seu “sim” e por consequência, derrotando o mal.

8.5 – Frases de Santo Afonso de Ligório que não são informadas pelo pastor. 

Assim como prometi, estarei colocando nesse artigo, algumas frases do livro de Santo Afonso para apreciação dos leitores. Normalmente, quando Santo Ligório é citado por protestantes e de mais pessoas contrárias à fé, copiam frases de outros sites, recortam ou adulteram o contexto correto para passar uma impressão incorreta da obra. O livro é sobre as glórias de Maria, certo? Mas, será que Jesus Cristo, nosso Senhor, é citado pelo doutor?

Leiam por si só, aquilo que nunca é mencionado:

Pg 35 – “Por conseguinte, estão sujeitos ao domínio de Maria os anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra, porque tudo está também sujeito ao império de Deus”.

Pg 45 – “O pecado, quando privou a nossa alma da divina graça, a privou também da vida. Estávamos, pois, miseravelmente mortos, quando veio Jesus, nosso Redentor, com excessiva misericórdia e amor, restituir-nos a vida pela sua morte na cruz. Ele mesmo declarou: Eu vim para elas (as ovelhas) terem a vida, e para a terem em maior abundância (Jo 10,10)”.

Pg 45 – “<Em maior abundância>, porque, dizem os teólogos, Jesus Cristo com a redenção trouxe-nos maior bem, do que Adão mal nos causou com seu pecado. Assim, reconciliando-nos com Deus, se fez Pai das almas da nova Lei da graça como já estava profetizado por Isaías ao chamá-lo de <Pai do futuro e príncipe da paz (Is 9,6)>”.

Pg 56 – “Maria não quis dizer nem uma só palavra a favor do Filho, para não impedir a sua morte, da qual dependia a nossa salvação”.

Pg 57 – “O Filho não veio a terra senão para salvar-nos, como Ele mesmo protestou: <Eu vim salvar o que tinha perecido (Lc 19,10)>. E para salvar-nos despendeu até a própria vida, fez-se obediente até a morte na cruz”.

Pg 72 – “Apadrinhando-me com Santo Anselmo, ouso dizer a voz e a vosso divino Filho: Ou apiedai-vos de mim, dulcíssimo Redentor meu, perdoando-me”.

Pg 104 – “Depois que Deus criou a terra, criou também dois luzeiros. Um maior, isto é, o sol, para que alumiasse de dia, outro menor, isto é, a luz, para que brilhasse à noite (Gn 1,16). O sol, diz o Cardeal Hugo, é figura de Jesus Cristo, de cuja luz goza, os justos que vivem no dia da divina graça”.

Pg 120 – “Minha mãe, se devo ter a graça de não poder amar no outro mundo a meu Senhor, cuja amabilidade eu reconheço, obtende-me ao menos a graça de amá-lo neste mundo com todas as minhas forças” – Testemunho de São Francisco de Sales.

Pg 130 – “Que seja Jesus Cristo único Mediador de justiça e reconciliar-nos com Deus, pelos seus merecimentos, quem o nega?”.

Pg 133 – “Nós confessamos que Deus é a fonte de todos os bens e o Senhor absoluto de todas graças. Confessamos também que Maria não é mais que uma pura criatura e que, quando obtém, tudo recebe de Deus gratuitamente. Mais que todas as outras, esta sublime criatura na terra também o honrou e amou, sendo ela escolhida para Mãe de seu Filho, o Salvador do mundo”.

Pg 134 – “Não há dúvida, confessamos que Jesus Cristo é o único medianeiro de justiça, porque seus méritos nos obtêm a graça e a salvação”.

Pg 151 – “É verdade, sentado agora à direita de Deus Pai, no céu, reina Jesus e tem supremo domínio sobre todas as criaturas e também sobre Maria”.

Pg 163 – “Foi para dispersar-nos todas as misericórdias possíveis, afirma S. Bernardo, que o eterno Pai, além de Jesus Cristo, nosso principal advogado (…). Não há dúvida, Jesus é o único medianeiro de justiça entre Deus e os homens, o único que em virtude dos próprios méritos nos pode obter graça e perdão, e de acordo com suas promessas também o quer”.

Pg 167 – “Mas, o que deve fazer um pecador que tem a desventura de viver presentemente na inimizade de Deus? Precisa encontrar um medianeiro que lhe obtenha o perdão e o faça recuperar a perdida amizade com Deus. Como medianeiro deu-te o próprio Senhor seu Filho, Jesus Cristo, que pode atender a teus desejos. Que coisa haverá que um tal filho não consiga junto ao Pai? Mas, ó meu Deus, por que aos homens parece tão severo esse misericordioso Salvador, que, enfim, por salvá-los deu a sua vida? Assim pergunta o Santo. Por que julgam terrível quem é tão amável? Que temeis, pecadores sem confiança? Ofendeste a Deus, é verdade, mas sabeis que Jesus pregou à cruz vossos pecados, com suas próprias mãos que os cravos transpassaram. Assim purificou nossas almas e satisfez com morte divina justiça”.

Eis aqui, algumas das frases do livro as “Glórias de Maria”!

Aqui fica a pergunta, caros irmãos: o que é mais fácil, denegrir um livro escrito por um doutor da Igreja, sem qualquer conhecimento ou lê-lo e compreender qual é o ensino transmitido?

Ao que parece, muitos escolhem a primeira opção.

9 – A Bíblia ensina que somente Jesus salva. Ele mesmo disse: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).“Em nome de Jesus Cristo (…) e em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual nós devamos ser salvos” (Atos 3.6 e 4.12).

Seria desnecessário dizer que a “bíblia” nasceu na Igreja Católica, afinal, foi através de concílios como Hipona, Cartago III e IV, Éfeso, Trullo, Nicéia II, Constantinopla IV, Laterano, Florença e Trento que o cânon tem sua formação.

Isto é, se “a bíblia ensina” é porque de fato, a fé católica não só compartilha como afirma.

Nos últimos dois mil, a Igreja ensinou e continuará ensinando que o único caminho para a salvação é Cristo Jesus. O próprio “Catecismo da Igreja Católica” já refuta todos os sofismas do interlocutor:

Jesus Cristo deve ser anunciado em todos os povos.

CIC 74 – “Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade (I Tm 2,4), isto é, de Jesus Cristo. É preciso, pois, que Cristo seja anunciado a todos os povos e a todos os homens, e que dessa forma a Revelação chegue até as extremidades do mundo”.

Jesus Cristo é o centro de toda a liturgia.

CIC 662 – “Como sumo sacerdote dos bens vindouros (Hb 9,11), ele (Jesus) é o centro e o ator principal da liturgia que honra o Pai nos céus”.

Jesus Cristo é a cabeça da Igreja.

CIC 782 – “Este povo tem por Chefe (Cabeça) Jesus Cristo”.

Jesus é a verdade e a luz.

CIC 2466 – “Em Jesus Cristo, a verdade de Deus se manifesta plenamente. “Cheio de graça e verdade”, Ele é a luz do mundo”.

Jesus é o único mediador.

CIC 2593 – “A oração de Moisés responde a iniciativa do Deus vivo para a salvação do seu povo, prefigura a oração de intercessão do único mediador, Jesus Cristo”.

A fé para crer no Cristo.

CIC 161 – “É necessário, para obter esta salvação, crer em Jesus Cristo e naquele que o enviou para nossa salvação. Como, porém, sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11,6) e chegar ao consórcio dos seus filhos, ninguém jamais pode ser justificado sem ela, nem conseguir a vida eterna, se nela não permanecer até o fim (Mt 10,22; 24,13)”.

Não há dúvidas que Jesus Cristo está no centro de todo ano litúrgico da Igreja!

10 – A Igreja Ortodoxa mantém um argumento, proveniente do terceiro século, que José era viúvo antes de se casar com Maria e trouxe filhos do seu primeiro casamento. Logo, esses irmãos de Jesus seriam enteados de Maria. Seu principal argumento em defesa dessa tese é a crença, tanto dos católicos ortodoxos como também dos católicos romanos, da perpétua virgindade de Maria.


Não só a Igreja Ortodoxa, como também a Igreja Católica, aceita o argumento de que São José poderia ter tido filhos de um casamento anterior, sendo assim, o pai adotivo do Cristo seria o guardião de “Nossa Senhora”.

O proto-evangelho de Tiago é uma das provas que afirma essa tradição (vide tópico n°5 [Prot0-Evangelho Tg 9,1-3]).

Dessa forma, a escrita na caixa mortuária não tem qualquer impacto sobre a crença na virgindade perpétua de Maria Santíssima.

11 – É verdade que Jesus nasceu de uma virgem e que foi concebido pelo Espírito Santo no ventre de Maria (Mateus 1.18,20,23; Lucas 1.34-35), mas também o é que, depois do nascimento de Jesus, Maria teve mais filhos. A Bíblia diz que José “não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de Jesus” (Mateus 1.25). Ela se manteve virgem “até”, é o que diz o texto sagrado.

O “Dicionário de Mariologia”, editora Paulus, página 1326, através do verbete “virgem”, nos traz o seguinte texto:

Mt 1,25 soa literalmente assim: <E ele [José] não a conhecia, enquanto não (éos oû) deu à luz um filho>. Seria de concluir que, depois do nascimento de Jesus, José tenha consumado o matrimônio com Maria que, por conseguinte, teria tido outra prole. Krämer levanta a hipótese de que a partícula conjuntiva grega éos oû de Mt 1,25 corresponde à aramaica ‘ad di, que pode significar eis que, como por exemplo em Dn 2,34; 6,25; 7,4 e no Talmud hierosolimitano Berakot 14b: <Rabino akiba ainda não havia ultimado o Shema, e eis que [‘ad di] morreu>. Poderemos, portanto, traduzir Mt 1,25 da maneira seguinte: <E, mesmo sem havê-la conhecido, eis que (até que) ela deu à luz um filho”.

Uma das grandes bases argumentativas do protestantismo na tentativa de afirmar que Maria tivesse tido relações carnais com José, é a passagem onde São Mateus coloca a partícula “Até que” no capítulo 1, verso 25. Entretanto, após o nascimento de Jesus, a passagem em si não supõe, nem implica que houvesse qualquer contato por parte dos dois. O texto acima, tirado do dicionário de mariologia da editora paulus, transmite uma verdadeira exegese do texto bíblico, diferente do interlocutor do texto aqui refutado, onde ele, o faz de forma pobre e com uma grande dose de sofismo.

Ainda sim, para não recorrermos exclusivamente à citação aqui mencionada na ideia da refutação, passaremos aqui, alguns versos bíblicos que estão carregados do uso do “até que” ou “enquanto não”, sem que isso possa implicar em uma interpretação posterior ao texto, isto é, confirmando a ação passada sem que indicasse um ato no futuro.

Vejamos algumas referências:

Gn 28,15 – “Eu estou contigo e te guardarei em todo lugar aonde fores, e te conduzirei a esta terra, porque não te abandonarei enquanto não tiver realizado o que te prometi”.

Nota: Se tivéssemos que levar em consideração a interpretação do texto concedida pelo pastor, teríamos que acreditar que o Senhor estaria com Jacó somente até o cumprimento das promessas, porém, sabemos que Deus continuou a proteger a Jacó, ainda que as promessas tenham sido cumpridas.

2 Sm 6,23 – “E Micol, filha de Saul, não teve filhos até o dia da sua morte”.

Nota: Seria um absurdo pensar que após a morte de Micol, ela pudesse gerar filhos. Nesse verso, vemos claramente que a partícula “até” apenas indica uma ação ocorrida no passado (a filha de Saul não teve filhos) e não algo que ocorreria no futuro. Faça o seguinte exercício: Compare Mt 1,25 com 2 Sm 6,23 e observe se há algum sentindo em acreditar que Maria tivesse tido filhos após o nascimento de Jesus.

Sl 110,1 – “Oráculo de Iahweh ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu ponha teus inimigos como escabelo de teus pés”.

Nota: Será que após a vitória do Rei sobre seus inimigos, ele não poderá sentar-se ao lado do Senhor? Claro que não! Ele continuará sentado à direita de Iahweh, mesmo que seus inimigos já tenham sido dissipados.

Mt 28,20 – E ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

Nota: Cristo deixou-nos uma promessa e será que ela só seria valida até a consumação dos séculos? Nada mais, além disso? De forma alguma! Jesus continuará conosco e seu reino não terá fim!

A conclusão não se torna árdua, mediante as provas apresentadas. Usar o “até” da passagem de Mt 1,25 para indicar uma ação posterior, só demonstra a fragilidade do argumento do acusador.

OBS: Lembrando que João Calvino em seu “Sermão sobre Mateus 1,22-25, 1562”, já havia refutado tal alegação (tópico número 2).

12 – E Jesus é o seu “primogênito”. Isso é confirmado na passagem paralela de Lucas 2.7. Logo, outros filhos vieram em seguida, e isso não diminui Maria em nada, pois a Bíblia considerada honrada uma mulher casada ser mãe de filhos.

Outra falha de interpretação. O pastor comete um erro grotesco ao interpretar “primogenitura” como o “primeiro filho”.

Como já escrito no artigo “Virgindade de Maria Santíssima”, o uso do termo primogênito, pode implicar tanto na criação de um único filho, como de fato, o primeiro entre outros irmãos, porém, no caso de Maria Santíssima, o uso da palavra pelo evangelista São Mateus, foi feita de forma corriqueira, isto é, o termo não está sugerindo que Maria tivesse tido outros filhos e sim:

1 – Atestando o nascimento de Jesus como herdeiro daquela que é cheia de graça;

2 – Indicando o cumprimento da lei mosaica, onde, o “primogênito” deveria ser consagrado/resgatado a Deus (Ex 34,19Nm 18,15-16).

Basta olhar as próprias escrituras para assim, entender o teor do argumento. De todos os 73 livros que a bíblia possui, raríssimas são às vezes em que a palavra “unigênito” é colocada para indicar um único filho. O uso, por exemplo, pode ser visto em Gn 22,12 ou em Jo 3,16. Já na passagem de Zc 12,10, o filho unigênito é também chamado de primogênito:

Derramarei sobre à casa de Davi e sobre todo o habitante de Jerusalém um espírito de graça e de súplica, e eles olharão para mim a respeito daqueles que eles transpassaram, eles o lamentarão como se fosse a lamentação por um filho único; eles o chorarão como se chora sobre o primogênito”.

O paralelismo usado pelo escritor no livro de Zacarias, indica a definição muito usada pela literatura hebraica em relação ao termo primogênito, uma vez que, ele pode ser tanto usado para uma, como para mais crianças. De qualquer forma, a totalidade de vezes em que os escritores bíblicos mencionam um único filho ou uma prole, sempre recai para o uso de primogênito.

O “Dicionário de Mariologia”, editora Paulus, página 1327, através do verbete “virgem”, revela-nos uma importante informação:

Nas antiguidades bíblicas do peseudo-Fílon (séc. I d.C.) a filha de Jefté é chamada tanto de primogênita quanto de unigênita (39,11). E um epitáfio sepulcral, datado de 28 de janeiro de 5 a.C., descoberto em 1922 na necrópole judaica de Tell El Yehudieh, faz a jovem defunta (Arsinoe) dizer: <Mas a sorte, nas dores de parto do meu filho primogênito, me levou ao termo da vida>. Embora está jovem mãe tenha morrido no primeiro parto, o seu filho é chamado igualmente de primogênito”.

Como forma de conclusão, encontramos no livro do Ex 13,2, o porquê há o uso corrente da palavra primogênito para o único filho:

Consagra-me todo primogênito, todo o que abre o útero materno, entre os filhos de Israel. Homem ou animal serão meus”.

Isto é, aquele que abre o útero é o destacado com a primogenitura, seja ele o primeiro ou o único.

Em Ex 12,29 lemos que o “Senhor feriu todos os primogênitos da terra do Egito, desde o primogênito do Faraó”, sendo assim, no contexto aplicado a essa passagem, todos os primogênitos, não seriam necessariamente o primeiro, mas também, o único filho. Não há indícios de que o Faraó possuísse outras crianças, entretanto, seu único filho também é chamado de primogênito.

Além de que, de acordo com o apóstolo São Paulo; “A mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito” (1 Cor 7,34).

A virgindade é algo agradável aos olhos de Deus e Maria, como a primeira cristã, cumpriu de forma bela a vontade do Senhor. Filhos são bênçãos vindas do altíssimo, entretanto, pensem: Se Nossa Senhora, ao dar a luz ao próprio Verbo de Deus, cumpriu plenamente a vocação de sua maternidade e alcançou o ápice da alegria, existiria algum motivo em desejar outras crianças?

Maria não precisaria sentir-se realizada com outros filhos, uma vez que, ela gerou o próprio Deus e encerrou-se nEle (Lc 1,38).

13 – Jerônimo, no século quarto, propôs que a palavra irmão significa parentesco próximo. “primo”, por exemplo. Mas não é isso que o Novo Testamento revela. Os Evangelhos mostram de maneira simples e natural a família de Jesus: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele” (Marcos 6.3). Não é natural interpretar essa expressão dos moradores de Nazaré a respeito de Jesus e sua família de outra maneira.

São Jerônimo não propôs e sim, inspirado pelo Santo Espírito, escreveu um “tratado contra Helvídio” onde, refuta todas as acusações contra a dignidade da Santíssima Virgem. Para quem se interessar na leitura, segue o link:

http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/a_virgindade_perpetua_de_maria.html

Em relação aos irmãos de Jesus, como já exposto nos demais tópicos, tratavam-se de parentes próximos ou talvez, filhos de um antigo casamento de São José. A grande proximidade de todos eles nos cenários em que Maria e Jesus aparecem, deve-se ao fato da estrutura familiar da época, onde, era comum que tios, tias, primos, primas e irmãos vivessem se não juntos, próximos. Jacó ao dirigir-se ao Egito, está acompanhando de todos os seus filhos, junto de netos e noras (Total de 66 pessoas [sem contar as mulheres de seus filhosGn 46,8-26).

É importante salientar que a presença de Maria Santíssima, sempre acompanhada de seus familiares, é uma consequência lógica da não presença de seu marido. Muito provavelmente, José já havia morrido (ou estava acamado) quando Jesus iniciou sua pregação pública.

Fato esse que difere em um dos poucos relatos da infância do Cristo, onde, ao subir para a festa da páscoa em Jerusalém, a sagrada família (Jesus, Maria e José) fazia-se reunida (Lc 2,41-42).

14 – Há ainda outras passagens nos Evangelhos mencionando os irmãos de Jesus (Mateus 12.46-50; 13.54-56; Marcos 3.31-35; Lucas 8.19-21). A palavra grega para primo é anepsios, que aparece em Colossenses 4.10, na versão Almeida Revista e Atualizada -“primo de Barnabé” – e também nas versões NVI, Brasileira, e Almeida Revisada.

De fato, São Paulo em sua carta aos Colossenses emprega o uso de ανεψιός (anepsiós) para designar Marcos, como primo de Barnabé, porém, em relação a esse uso, podemos refutar tal argumentação com apenas quatro tópicos:

1 – Em toda a literatura neo-testamentária, há um único uso dessa palavra, sendo que é a da epístola dirigida aos Colossos. Dessa forma, observamos que não há qualquer outro uso para os demais livros. Se há primos ou irmãos, o termo corrente sempre é αδελφός (adelphos).

2 – Os evangelhos foram escritos em um ambiente semita e por esse motivo, os escritores mantiveram o uso habitual de um termo que correspondesse adequadamente à língua falada na época do Senhor: o aramaico/hebraico. Tanto o hebraico, quanto o aramaico, não possuíam palavras que definissem graus de parentesco, sendo assim, “AHA” (aramaico), “AH” (hebraico) estão em plena conformidade com “adelphos” (grego).

3 – Se por um lado os evangelhos mantiveram os escritos adequados ao ambiente semita, São Paulo o apóstolo, ao escrever suas epístolas, dirigia-se a pessoas que viviam em um ambiente “grego-romano” e por esse motivo, poderia adequadamente usar uma palavra que se adequasse ao entendimento dos receptores. Se assim não fosse, encontraríamos “anepsiós” (primo) nos evangelhos, epístolas católicas (Tiago, João, Pedro, Judas) e até mesmo em outras cartas paulinas, porém, o único uso desse termo está limitado a Cl 4,10. Sendo assim, como afirmar algo que está restrito a um único verso da escritura?

4 – A septuaginta (versão dos Setenta) conhecia tanto o grego, quanto o hebraico e ainda sim, ao fazer traduções de parentescos mais largas (primos, por exemplo), usou o termo “adelphos”. Basta verificar as traduções do livro de Tobias. Devido a sua aparência muito similar com a de seu pai, Tobias é confundido por Raguel (parente de Tobit, pai de Tobias) e inicialmente é chamado de primo (Tb 7,2) e logo após de irmão (Tb 7,4). Nesses dois casos, as traduções se cruzam e as palavras transmitem o mesmo significado: parentesco. Seja Tobit primo ou irmão de Raguel, pouco importa, o que deve ser levado em consideração é o uso amplo do termo.

É muito claro afirmar que a conservação do termo grego que se assemelhasse ao original semítico (αδελφός) deve-se ao fato de que os “irmãos do Senhor” (seus parentes do sexo masculino), representavam um grupo distinto dos demais apóstolos e como já mencionado nos tópicos anteriores, todos eles gozavam de uma reputação especial (At 1,141 Cor 9,5).

Sendo assim, o uso de “anepsiós” em uma única passagem dos 27 livros do novo testamento, não tem qualquer cunho obrigatório para os demais textos. 

15 – A descoberta do ossuário de “Tiago, irmão de Jesus, filho de José” confirma a veracidade histórica do Novo Testamento, a mensagem que pregamos e que deixa cada vez mais os católicos em dificuldades.

O artigo aqui exposto demonstra a veracidade do argumento católico. A única dificuldade está no interlocutor, uma vez que ele, renega uma verdade de fé afirmada e defendida a dois mil anos. Negar a virgindade perpétua de Maria nada mais é que assumir atitude contrária ao cristianismo e colocar-se contra o próprio Jesus que habitou nove meses em um ventre santo e sem mácula.

Lembre-se que pessoas contrárias à fé cristã, são os primeiros a levantar-se contra o Senhorio do Cristo, sua ressurreição, sua salvação e seu nascimento virginal.  Compactuar com informações que desmerecem a Mãe de Deus, apenas fortalecerão a mídia secular que procura a cada dia, destruir a Igreja.

Repousemos na verdade que vive através da fé católica!

O corpo de Virgem é uma terra que Deus trabalhou, as primícias da massa adamítica divinizada em Cristo, a imagem verdadeiramente semelhante à beleza primitiva, o barro amassado pelas mãos do Artista divino” (André de Creta / Sermão da Dormição de Maria 1).

Escrito por: Érick Augusto Gomes



Categorias:Mariologia, Refutações

11 respostas

  1. DESMASCARANDO PAULO CRISTIANO DO CACP E SEUS ATAQUES CONTRA SÃO LUCAS E CONTRA SÃO PAULO

    Paulo Cristiano escreveu um artigo repulsivo, onde pretendeu atribuir a São Lucas e a São Paulo o ensino herético do Sola Scriptura.
    Seus esforços em distorcer as Escrituras refletem o desespero de alguém que não consegue viver pela doutrina que pretende impor aos demais.
    Sobre São Paulo, Paulo Cristiano diz: “Gostaríamos de alistar aqui quatro textos que formam uma unidade contextual e prova que Paulo ensinava a necessidade das Escrituras ao invés de seguir as tradições humanas, são eles Mt 16:18 + I Cor 1:10-13 + I Cor 3:5-17 + I Cor 4:6.”
    Disponível em 23/10/2015 – http://www.cacp.org.br/paulo-lucas-e-sola-scriptura/

    Paulo Cristiano afirma que os textos fornecidos sugerem “uma unidade contextual” e “prova” que Paulo ensinava a necessidade das Escrituras, ao invés de seguir tradições humanas.
    Como desmascarar as distorções de Paulo Cristiano ?

    Primeiro ponto:

    Paulo Cristiano cria o conceito de “unidade contextual” para justificar a doutrina que pretender impor aos demais.
    Todavia, não usa a mesma “unidade contextual” quando quer se esquivar da doutrina que deveria praticar.
    Por exemplo: No próprio texto que escreveu ele ignora o contexto para justificar sua rebeldia contra o Papa.

    Ele citou: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” [Mt 16:18]
    E Paulo Cristiano parou por aí.
    Não interessou a Paulo Cristiano prosseguir e eventualmente se auto condenar na dita “unidade contextual” que inventou para impor doutrinas humanas aos demais, senão vejamos:

    Depois de ter dito a Pedro “…tu és Pedro”, conforme visto acima, Jesus também disse a Pedro:
    Apascenta minhas ovelhas. João 21, 15-17
    Confirma teus irmãos na fé. Lucas 22, 32
    A ti darei as chaves do céu. Mateus 16, 19

    Deste contexto, seguramente Paulo Cristiano não gosta.
    O contexto sugere, sem sombra de dúvida, a autoridade de Pedro sobre os demais apóstolos.
    Mas o truque de Paulo Cristiano não passou desapercebido.

    Segundo ponto:

    Paulo Cristiano diz que São Paulo ensinava a necessidade das Escrituras, ao invés de seguir tradições humanas.
    Ora, a Igreja Católica também ensina que as Escrituras são superiores às tradições humanas.
    E Paulo Cristiano sabe disso.
    O que Paulo Cristiano tentou fazer foi confundir tradição apostólica com tradição humana.
    Uma aparente “pequena” distorção que causa enorme confusão doutrinária.
    E não por acaso, Paulo Cristiano omitiu o texto que condenaria seu ardil:
    “Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” 2 Tessalonicenses 2:15

    Terceiro ponto:

    Paulo Cristiano repete a tática e cita: “3. “11 Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” [1Cor 3.11]”
    Paulo Cristiano tenta sugerir um contexto onde Jesus Cristo teria instruído a suficiência da Escrituras.
    Como se a transmissão oral fosse no caso outro fundamento que ultrapassaria os ensinos do Senhor Jesus.
    Mais uma vez Paulo Cristiano citou apenas um texto fora do contexto que lhe interessava.
    Ele não citou: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.” João 21:25

    O texto em questão está ensinando que o próprio Jesus disse e fez muitas outras coisas, as quais não foram escritas.
    Mas o texto não diz que estas coisas que Jesus disse ou fez não foram transmitidas.
    Por certo foram transmitidas, pois como sabemos Jesus Cristo não fez e nem disse nada que não devesse ser aproveitado.
    Ademais, o próprio Jesus não mandou pregar a Bíblia. Jesus mandou anunciar o evangelho: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”Marcos 16:15

    A parte final do texto de Paulo Cristiano sobre São Paulo é patética.

    Paulo Cristiano faz um esforço colossal para empurrar goela abaixo doutrina que não encontra amparo na Bíblia e que não convenceria o mais humilde e menos letrado dos filhos de Deus.
    Paulo Cristiano picota textos e versículos e junta os pedaços, com o objetivo de criar uma fábula, onde ele “magistralmente” conclui:
    “Jesus disse, “sobre esta pedra edificarei a Minha igreja” e Paulo recomendou ao edifício que é a igreja a não exceder as Escrituras.”
    Paulo Cristiano atribui a Jesus e a São Paulo doutrinas que eles nunca ensinaram.
    E curiosamente, Paulo Cristiano constrói sua doutrina pessoal com palavras soltas e pequenos trechos de contextos que lhe condenam.

    Sobre São Lucas, Paulo Cristiano se superou.

    Paulo Cristiano tentou usar a seu favor um texto que condena exatamente a falsa ideia que ele pretende ensinar.
    Vejamos:
    Paulo Cristiano diz, por exemplo: “…se a tradição oral pudesse por si mesma transmitir a certeza das coisas, não haveria necessidade de Lucas colocar em forma escrita o evangelho!”

    Mas o esquecido Paulo Cristiano desconsiderou o que ensina o próprio texto que ele citou:
    “Visto que muitos têm empreendido fazer uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, segundo no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também a mim, depois de haver investido tudo cuidadosamente desde o começo, pareceu-me bem, ó excelentíssimo Teófilo, escrever-te uma narração em ordem. Para que tenhas plena certeza das coisas em que foste ensinado.” [Lucas 1.1-4]

    O texto bíblico diz que foram escritos tudo aquilo que antes havia sido transmitido oralmente. “…segundo no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculare…”

    Exatamente o que foi escrito é o que foi transmitido de forma oral.
    Qual é a confusão produzida por Paulo Cristiano ?
    O que ocorre é que para Paulo Cristiano o importante não é ser verdadeiro, mas basta estar escrito.
    Se Jesus pessoalmente lhe falasse, Paulo Cristiano correria para pegar caneta e papel para anotar.
    E por certo quando tivesse chegado de volta já teria perdido metade do sermão do Senhor.
    E se alguém lhe contasse o que o Senhor pediu ele pediria provas: “Onde está escrito ?”
    Ao invés de guardar no coração as palavras de Jesus, ele precisa ler, e pelo jeito também precisa “interpretar”.
    Lucas está dizendo que tudo o que foi escrito é o que foi ensinado oralmente.
    Tudo que foi escrito na Bíblia, algum dia foi pregado oralmente.
    Paulo Cristiano quer transmitir a ideia de que a Bíblia caiu formatada e encadernada do céu.

    Conclusão:

    Paulo Cristiano julgou que suas distorções e truques não seriam notados.
    Sobretudo, propositalmente ele confunde Sola Scriptura com “Tem que estar escrito.”
    O Sola Scriptura, especialmente desenvolvido e defendido pelos reformadores, em tese significa a suficiência das Escrituras.
    Entretanto, o que Paulo Cristiano está nos dizendo é que o mesmo ensino, idêntico em gênero, número e grau, uma vez transmitido de forma oral, só vale se estiver sido escrito posteriormente.

    Se a tese de Paulo Cristiano estiver certa, então tudo que Jesus fez e disse, se não estiver escrito, não terá valor algum.
    “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.” João 21:25

    Para Paulo Cristiano tem que estar escrito.
    Aquilo que Jesus não escreveu, não serve para Paulo Cristiano.
    Paulo Cristiano esqueceu ainda:
    “Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.” 1 Timóteo 3, 15

    A Igreja, NO SINGULAR, tão e somente a IGREJA, é coluna e sustentáculo da verdade. Somente a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade.

    De fato as escrituras são úteis, tal como elas próprio afirmam:

    “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” 2 Timóteo 3:16

    Mas útil é uma coisa. Suficiente é outra.
    As Escrituras são úteis, proveitosas. Mas não são suficientes.

    Mas Paulo Cristiano fingiu que não conhece o texto.
    Para recordar São Paulo, tão citado por Paulo Cristiano: 2 Tessalonicenses – Capítulo 2 – Versículo 15

    “Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.”

    Por isto é que o eunuco da rainha exclamou: “E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.” Atos 8:31

    Se ninguém explica, não há como entender.

    E também não adianta ler como Paulo Cristiano, que nada entende. E quando entende, esconde, deturpa e fatia as Escrituras a seu bel prazer.

    E nem se pode interpretar como também faz Paulo Cristiano.
    A própria Bíblia condena “interpretações”: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.” 2 Pedro 1:20

    Por isto tudo se diz que a fé vem pelo ouvir e não pela leitura da Bíblia:
    “Mas nem todos deram ouvidos ao Evangelho. Pois Isaías disse: Senhor, quem creu a nossa mensagem?
    Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir vem pela palavra de Cristo.” Romanos 10:16,17

    Paulo Cristiano não vive a tal da “unidade contextual” que prega para os demais:
    Observem o contexto de Romanos 16:17, João 17:21, Efésios 4:4-6, 1 João 2:19, 2 Pedro 2:1,2

    O contexto em questão condena a divisão do corpo de Cristo. Condena as seitas, os pretensos doutores que saíram do meio dos cristãos. O texto exorta ainda os cristãos a se manterem unidos em torno de uma só fé e um só batismo.
    Será que Paulo Cristiano observa o contexto acima ou aceita que existam milhares de denominações evangélicas divergentes entre si ?
    Seu conceito tosco de “unidade contextual” é apenas uma arma que ele lança contra seus oponentes. Paulo Cristiano não vive pela doutrina que prega.

    Resumo:

    Paulo Cristiano interpreta a Bíblia quando ela própria o proíbe de fazê-lo. 2 Pedro 1:20
    Paulo Cristiano ignora a Igreja que pela Bíblia é coluna e sustentáculo da verdade. 1 Timóteo 3, 15
    Paulo Cristiano acha que ler é melhor do que ouvir e assim afronta as escrituras. Romanos 10:16,17
    Paulo Cristiano acha que as escrituras são suficientes quando elas dizem de si mesmo que são úteis. 2 Timóteo 3:16
    Sobretudo, Paulo Cristiano ignora a transmissão oral que a Bíblia ensina. 2 Tessalonicenses – Capítulo 2 – Versículo 15

    Não por acaso a Bíblia, diversas vezes, diz: “Quem tem ouvidos que ouça.”
    A Bíblia não diz: Quem sabe ler que leia.
    Pelo contrário. A Bíblia diz:

    “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.”

    Sr. Paulo Cristiano, não se esqueça de duas coisas:
    Não somos ministros da letra.
    E a letra mata.

    Também não se esqueça do conselho do apóstolo Pedro, que ao contrário do que o senhor tentou fazer parecer condenou os idólatras da letra:
    “E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.” 2 Pedro 3:15,16

    Sobretudo, não se esqueça do que ensinou Jesus Cristo:
    São João 14,
    21. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.
    22. Pergunta-lhe Judas, não o Iscariotes: Senhor, por que razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?
    23. Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada.
    24. Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou.

    Entendeu Sr. Paulo Cristiano ?
    Quem ama Jesus guarda suas palavras. E ele não disse palavras que estejam escritas.
    E o mesmo Jesus conclui: “…palavra que tendes ouvido…”
    Ele não disse “Palavra que tendes lido.”

    Se Paulo Cristiano tiver algum interesse na verdade, sugerimos consultar: http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/1269-a-morte-da-qsola-scripturaq
    Disponível em 04/11/2015
    Não admito ataques a honra e dignidade do Sr.Paulo Cristiano. Reconheço seu direito de professar a fé e crenças que mais lhe pareçam adequadas.

    Autor: V.De Carvalho – Divulgação autorizada com os devidos créditos

    • Pax!

      Ótimo comentário!

      Que Deus abençoe!

      • Somente alguém muito ignorante ou com muito ódio seria capaz de dirigir contra mãe do Salvador do gênero humano ofensas e acusações, e, atribuir-lhe fatos e situações que não ocorreram.
        Ninguém duvidou da Santidade de Maria.
        Nem mesmo os protestantes históricos ousaram, se não vejamos:
        Lutero, pai do protestantismo:
        Ao referir-se a Mt 1,25, observa: “Destas palavras não se pode concluir que, após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto” (Obras de Lutero, edição Weimar, tomo 11, pg. 323).
        “O que são as servas, os servos, os senhores, as mulheres, os príncipes, os reis, os monarcas da terra, em comparação com a Virgem Maria, que, além de ter nascido de uma estirpe real, é também Mãe de Deus, a mulher mais importante da Terra? No meio de toda a Cristandade ela é a jóia mais preciosa depois de Cristo, a qual nunca pode ser suficientemente exaltada; a imperatriz e rainha mais digna, elevada acima de toda nobreza, sabedoria e santidade”.
        “É uma doce e piedosa crença esta de que a alma de Maria não possuía o pecado original; assim, sua alma estava completamente purificada do pecado original e embelezada com os dons de Deus, por ter recebido de Deus uma alma pura. Portanto, desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo o pecado” (Martinho Lutero, “Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus”, 1527).
        Calvino, seguido hoje pela maioria das denominações evangélicas nas Américas:
        “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)
        “Proclamava uma tão grande dádiva de Deus, que não era lícito silenciá-la…Reconhecemos que este dom foi altamente honroso para Maria. De boa vontade, seguimo-la como mestra, e, obedecemos aos ensinamentos e preceitos da Virgem” ( Calvini Opera 45,38)( Obra de Calvino 45,38)
        JOHN WESLEY:
        “Creio que Jesus foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”
        ZWINGLIO:
        “Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”)

    • Se tiver interesse pode publicar. Se não tiver, agradeço o espaço. Este senhor e o CACP do qual ele é um dos chefes, tem por único objetivo atacar a fé católica.
      Peço licença para colocar neste site mais dois artigos refutando este CACP.

  2. O que eu posso dizer com a leitura dos dois texto(A acusação e a refutação): é evidente a superioridade dos apologistas católicos, enquanto um sustenta argumentos em cima de conjecturas e ao mesmo tempo usando da não ou má compreensão da doutrina católica bem como a desonestidade intelectual ao pinçar partes dos escritos dos doutores da Igreja tanto tirando do contexto o parágrafo/frase como também da própria obra em si. Coloca um descoberto em estudo mas rejeita todo o mais já encontrado sobre a história da Igreja tanto em N´s bibliografia que demonstram claramente que a Fé da Igreja sempre foi católica como também os achados arqueológicos que comprovam isso.

  3. AUREO RIBEIRO, O AUTO PROCLAMADO PASTOR, O SEU CACP, E SEUS TRUQUES PARA ATACAR A FÉ CATÓLICA
    Resposta ao autoproclamado pastor Aureo Ribeiro, por suas acusações contra a fé católica e contra os católicos.
    O artigo infame deste senhor pode ser visto em 01/10/2015, no endereço http://www.cacp.org.br/a-diferenca-entre-um-catolico-e-um-evangelico/
    Vamos aos nossos comentários:
    O Sr. Aureo começa da pior maneira possível:
    Disse ele: “Como pregador do Evangelho do Senhor Jesus há 29 anos e um defensor da fé bíblica (permitam-me assim chamar, pois falar fé cristã ficaria muito genérico).”
    Ele consegue criar uma teologia nova que divide a fé em duas espécies. A fé bíblica e a fé cristã.
    Trocou as bolas. Primeiro veio Jesus.
    “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele.
    Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. ”Colossenses 1:15-17
    Todas as coisas vieram depois de Jesus. Inclusive a Igreja.
    E só muito tempo depois veio a Bíblia que foi dada ao mundo pela Igreja que ele despreza.
    E, aproximadamente, 1.700 anos depois que a Igreja Católica deu ao mundo a Bíblia é que veio o CACP de Aureo.
    Aureo inverteu tudo.
    Ainda segundo Aureo: “…fé cristã ficaria muito genérico”.
    Ora, a tal da fé bíblica defendida por ele é que costuma ser genérica.
    Temos visto por aí milhares denominações que “praticam” a fé bíblica e que divergem entre si.
    E se todas divergem entre si, é óbvio que cada denominação “lê” a Bíblia diferente da outra.
    Ou seja, cada qual tem a sua peculiar e particular “fé bíblica”.
    O que não é genérico de modo algum é a fé cristã condenada pelo Sr.Aureo.
    Não dá para crer na Bíblia sem antes crer em Jesus Cristo, pois como vimos Jesus Cristo vem antes de todas as coisas.
    Primeiro se crê em Jesus e em tudo que ele disse.
    E se cremos em tudo que Jesus disse, cremos na Igreja que ele fundou sobre Pedro(Mateus 16, 18).
    E se cremos em tudo que Jesus disse, cremos na autoridade que deu ao apóstolo para apascentar o rebanho(João 21, 15-17) e confirmar a todos na fé(Lucas 22, 32).
    E cremos ainda que Pedro recebeu o poder de ligar e desligar na terra(Mateus 16, 19).
    Quem não gostou do que Jesus disse a Pedro costuma dizer que tem “fé bíblica” para justificar sua rebeldia e que na prática significa dizer que tem fé apenas na parte da Bíblia que gosta.
    O fato é que crendo em Jesus, cremos na Igreja.
    E crendo na Igreja, então podemos crer na Bíblia, pois ao contrário do que imagina o Sr.Auero, a Bíblia não caiu do céu e nem foi Jesus que entregou um exemplar ao herege e homicida Martinho Lutero.
    Aliás, não por acaso, Jesus mandou anunciar o Evangelho. Jesus não mandou ter “fé bíblica.”
    “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16, 15
    Logo a seguir Aureo lança uma acusação: “muitos católicos no Brasil são apenas católicos na teoria, suas vidas não provam a fé que comungam. ”
    Respondemos:
    É verdade. Muitos católicos no Brasil e no mundo são apenas números.
    Mas como bom evangélico Aureo só vai até metade do texto ou do pensamento. Só vai sempre na parte que lhe parece favorável.
    Ele esqueceu de dizer que são estes “ex-católicos”, ou como ele chama “católicos na teoria”, que irão ingressar em uma das 60.000 seitas evangélicas divergentes e contraditórias entre si.
    Os maus católicos de hoje serão os evangélicos de amanhã, tal como profetizou o Santo Católico:
    “Não acrediteis que os bons podem deixar a Igreja, não é o trigo que o vento carrega. O Furacão não arranca as árvores que tem sólidas raízes, ao contrário são as palhas vazias que a tormenta agita. São as árvores vacilantes que a força do turbilhão abate, contra estes o apóstolo João manifesta a sua repulsa dizendo: ‘Saíram do nosso meio mas não eram dos nossos, pois se fossem realmente dos nossos, teriam permanecido conosco.’” 1 Jo 2,19 (São Cipriano de Cartago 258 d.C).
    Os bons católicos permanecem na única igreja que Jesus fundou. “Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.” 1 Timóteo 3,15
    Igreja no singular.
    E igreja que não é evangélica.
    Aureo, em tom de falsa piedade, também diz: “precisa-se denunciar o estrago que estão fazendo nos dias atuais para essa mesma igreja.”
    É evidente que ninguém acredita na preocupação de Aureo com o destino da Igreja Católica. Mas podemos dizer para ele que temos de Jesus a garantia da qual ninguém pode duvidar:
    E Simão Pedro, respondendo, disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” Mateus 16,16-18
    Isto tudo foi dito por Jesus a Pedro. Nenhum pastor evangélico ouviu tais palavras de Jesus.
    Uma pena que Aureo e cia duvidaram e alguns fundaram novas igrejas não autorizadas pelo Senhor.
    Mas já que escutam homens como Calvino, Lutero e Macedo, talvez devessem ter escutado Napoleão:
    “Para fundar Igrejas duas coisas são necessárias. A primeira morrer na cruz e tal os homens não querem. A segunda é retornar dos mortos e tal os homens não podem.”
    Os evangélicos gostam de repetir: “Só Jesus cura, salva, liberta.”
    Mas poderiam também dizer: “Só Jesus cura, salva, liberta e SÓ JESUS TEM AUTORIDADE PARA FUNDAR IGREJAS.”
    Mas ainda sobre sua “preocupação” com a Igreja Católica, o desmemoriado Aureo esqueceu de que as unções do chulé, da meia, da vaca, da vassoura, da galinha, do zoológico, da prosperidade financeira, da confissão positiva, da troca de anjo da guarda, da transferência de unção, entre tantas outras, não estão sendo implementadas pela Igreja Católica, mas exclusivamente pelo segmento evangélico.
    Não vi no Sr.Aureo preocupação alguma com o ESTRAGO (palavra dele) que estas doutrinas causam no meio evangélico. Ou será que não causam ?
    Trata-se de mais um evangélico que, embora negue com palavras, assume que placa de igreja “salva”.
    Logo a seguir, como legítimo evangélico, o Sr. Aureo não só usa e abusa de sofismas e termos genéricos, mas também lança mão das meias-verdades tão assumidas por quase todos no meio, se não vejamos:
    “A história da igreja de Jesus na terra deve parte a padres e monges católicos.”
    Eis a pérola produzida pelo Sr. Aureo:
    Como o protestantismo surgiu no mundo 1.500 anos após o início da era cristã, e como a história da Igreja, segundo Aureo, se deve apenas em parte aos padres e monges, na prática o que ele está ensinando é que a “verdadeira” Igreja de Jesus Cristo só surgiu no mundo completa a partir da reforma protestante.
    Ora, a teoria descabida e pavorosa do Sr. Aureo faz de Jesus um mentiroso, pois ele havia dito que as portas do inferno não prevaleceriam contra sua Igreja.
    Na cabeça do Sr. Aureo, as portas do inferno prevaleceram sobre a Igreja.
    Vejam o que ele disse: “…houve um desvio ao longo da história…”
    E Jesus teria mentido também, quando disse: “…Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” Mateus 28, 20
    Para o Sr. Aureo, quem corrige tudo é Lutero.
    Outra fantasia dele: “…que veio ser corrigido, pelo menos se iniciou a correção, por Lutero nos séculos XIV e XV.”
    Imagina se Jesus precisaria de Lutero para alguma coisa…
    Eis Martinho Lutero, GURU do Sr. Aureo: “Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela? Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer” (Lutero, Tischredden, Conversas à Mesa, N* 1472, edição de Weimar, Vol. II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martim Lutero, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15).
    E como é pretensioso o Sr. Aureo, ao mesmo tempo em que se contradiz.
    Ele diz no final da última frase: “…pelo menos se iniciou a correção…”
    Iniciou a correção?
    Quer dizer que ainda não acabou?
    Ou acabou?
    E se acabou, quando acabou?
    Quem terminou o que Lutero começou ?
    A Igreja ainda está sendo vencida pelo inferno?
    E quem está corrigindo a Igreja agora?
    É o Edir Macedo?
    O Malafaia ?
    Tudo é jogado no ar pelo Sr.Aureo de qualquer jeito sem profundidade, sem documentos, sem provas e sem respaldo bíblico.
    Poupe-nos, Sr. Aureo, de sua doutrina, que faz de Jesus um mentiroso.
    Vossa doutrina está muito longe do DEUS VIVO, ONIPOTENTE, ONIPRESENTE, ONISCIENTE, que tudo pode, que tudo vê, que tudo sabe e que trouxe todas as coisas a existência.
    Vossa doutrina está mais próxima do Reverendo Moon que, como o senhor, acreditava que a obra de Jesus não foi completa.
    A diferença é que Moon dizia de si próprio ser o “messias”, que iria completar a obra de Jesus. E o senhor diz que Lutero “iniciou” o conserto.
    Pelo menos Moon sabia quem iria “terminar” o serviço. O senhor nem isto sabe.
    Enquanto o senhor diz que os monges e padres construíram apenas parte da história da igreja, o protestantismo histórico ensina diferente:
    Charles Buder (Protestante), em sua “Horae Biblicae”, diz: “Pelas escritas sagradas que contêm a Palavra de Deus, e pelas tradições, nós estamos endividados, sob a Providência, pelo zelo e esforço dos padres e monges da Igreja de Roma”.
    O Sr. Aureo acredita, sem dúvida, na salvação pela placa de igreja.
    Disse ele: “Não existe igreja evangélica, histórica ou não, pentecostal ou não, enfim, quaisquer que sejam as designações, em que uma pessoa não seja transformada.”
    Para ele, tanto faz a denominação ou o evangelho que se prega em cada denominação. O importante é pertencer a uma igreja qualquer que desfile com o rótulo evangélico.
    “Evangélico” parece ser a palavra mágica chave: “Não existe igreja evangélica…em que uma pessoa não seja transformada.”
    Se ele estiver certo, tanto faz que Malafaia pregue em favor da Prosperidade, ou que Soares pregue a confissão positiva. Ou mesmo que Macedo pregue em favor do aborto e Santiago negue a divindade de Cristo. A salvação para o Sr. Aureo se dá pelo rótulo religioso com o qual cada crente desfila.
    Aureo ignorou a Bíblia, que jura defender. O ensinamento bíblico é o seguinte:
    “A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. “ Tiago 1, 27
    E ninguém está salvo de véspera porque passeia por aí como evangélico: “Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.” Mateus 24, 13
    O texto do Sr. Aureo é de uma soberba e arrogância tão grandes, que ele distorce até mesmo os números e fatos que todos conhecem.
    Disse o Sr. Aureo: “Quando ela passa a integrar a membresia da igreja, batiza-se e deseja compromisso com o grupo, sua vida é mudada. Ela deixa de viver em sensualidades, abandona o cigarro, a bebida, os bailes, as drogas, as desonestidades, a roubalheira, e tantas outras coisas erradas e passa a ter nova vida.”
    Ora, qualquer pessoa que assume compromisso de qualquer ordem muda de vida. Todo compromisso firmado demanda mudança, seja para pior se o compromisso for espúrio, seja para melhor se o compromisso for louvável.
    Mudar de vida não é privilégio de religião alguma, mas de uma decisão particular. Pode até passar pela religião, mas não necessariamente vem através dela. Quantas pessoas que conhecemos, que são meros “religiosos” de fachada?
    O Sr. Aureo quis fazer parecer que, quando se tira carteirinha de crente, a vida muda para melhor como em um passe de mágica. Factóide repugnante !!!
    Ainda na mesma frase, o Sr. Aureo diz que a pessoa deixa a sensualidade. Mais uma vez ele aposta na mudança de vida automática.
    Ora, conhecemos pessoas que não são religiosas e levam vidas mais santas do que supostos “religiosos” praticantes. Tudo mundo sabe disto. A quem o Sr. Aureo quer enganar?
    E podemos ver estas pessoas “religiosas” em todas as religiões, inclusive no protestantismo.
    Adiante, ainda na mesma frase ele acrescenta que a pessoa abandona o cigarro, a bebida, os bailes etc…
    Eis de novo a fé na aparência do Sr. Aureo.
    Não estou dizendo que ele tem uma fé de aparência. Quem vai julgar isto é DEUS. Não façamos como Aureo, que pensa que conhece o coração de cada católico.
    Estou dizendo que ele julga a fé dos demais pelo que vê ou pelo que pensa ter visto.
    Ele não se importa com o conteúdo. O importante é que não se fume ou não se vá ao baile, por exemplo.
    Mesmo que o fumante cumpra a disposição bíblica de visitar órfãos e viúvas (Tiago 1:27) e mesmo que ele persevere até o fim (Mateus 24:13) e ainda que ele creia e seja batizado(Marcos 16:16), a salvação para esta pessoa, segundo o Sr. Aureo, parece vir pelo abandono do cigarro e dos bailes.
    Lamentável que ele associe transformação de vida, não às mudanças no coração do homem, mas às mudanças de hábitos, rotinas, roupas novas e demais sutilezas que possam ser vistas pelos demais.
    Que bom que Jesus reprova a fé de aparências:
    “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações. Por isso serão castigados mais severamente. “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês.” Mateus 23,14-15
    Sobre a Salvação pelo Rótulo encarnada pelo Sr. Aureo, sugerimos consulta ao nosso artigo: http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?num=2114
    Por certo o Sr. Aureo é daqueles evangélicos que cobram doutrinas literais quando querem condenar as doutrinas católicas.
    Certamente ele pede que os católicos lhe provem pela Bíblia a Assunção de Maria, O Purgatório e o Batismo infantil.
    Por outro lado o Sr. Aureo não é tão literal quando quer condenar doutrina alheia.
    Seguramente, esquiva-se do literalismo para justificar porque não reza o Pai Nosso que Jesus mandou e porque descarta as doutrinas claras da Confissão dos Pecados ao sacerdote, Eucaristia, a Fundação da Igreja sobre Pedro e a Bem Aventurança de Maria.
    E sendo literal apenas para as coisas que lhe interessam, é de se estranhar que o Sr. Aureo não tenha nos provado pela Bíblia que, para ser salvo, a pessoa tem que parar de fumar, de beber cerveja e de frequentar bailes.
    Vamos agora aos dados que o Sr. Aureo finge não conhecer:
    1)Pesquisa no Reino Unido aponta que suicídio entre protestantes é três vezes maior.
    Disponível em 02/10/2015 – http://bizarricesprotestantes.blogspot.com.br/2013/04/pesquisa-no-reino-unido-aponta-que.html
    2)Estudo aponta que evangélicos se suicidam mais que católicos
    Disponível em 02/10/2015 -http://izidoroazevedo.blogspot.com.br/2012/04/estudo-aponta-que-evangelicos-se.html
    3)Abuso sexual: evangélicos em pior situação que os católicos?
    Disponível em 02/10/2015 – http://ultimato.com.br/sites/maosdadas/2013/10/02/abuso-sexual-evangelicos-em-pior-situacao-que-os-catolicos-1/
    ) Líderes evangélicos aparecem na lista de site de adultério Ashley Madison
    Disponível em 02/10/2015 – http://padom.com.br/lideres-evangelicos-aparecem-na-lista-de-site-de-adulterio-ashley-madison/
    5)Série de suicídios de pastores acende alerta entre cristãos; Estudos apontam para altos índices de depressão entre líderes evangélicos
    Disponível em 02/10/2015 -http://noticias.gospelmais.com.br/serie-suicidios-pastores-acende-alerta-depressao-63378.html
    6) Metade dos pastores evangélicos nunca leu a Bíblia toda, aponta estudo
    Disponível em 02/10/2015 -http://noticias.gospelmais.com.br/ler-a-biblia-toda.html
    7)Pornografia, Traição e Sexo no Meio Evangélico e Dia dos Namorados Crentes
    Disponível em 02/10/2015 -http://portugues.christianpost.com/news/dia-dos-namorados-pastor-esclarece-sobre-sexo-traicao-e-pornografia-dos-crentes-evangelicos-1978/
    8)Católicos são mais generosos que evangélicos e mais dispostos a compartilhar sua renda
    Disponível em 02/10/2015 -http://noticias.gospelprime.com.br/catolicos-sao-mais-generosos-que-evangelicos-e-mais-dispostos-a-compartilhar-sua-renda/
    9)30% dos clientes de sex shop são evangélicos
    Disponível em 05/10/2015 – http://noticias.gospelprime.com.br/clientes-sex-shop-evangelicos/
    Se apreciasse a justiça como convém, bastaria o Sr. Aureo sugerir aos seus leitores e/ou seguidores uma breve consulta na Internet sobre escândalos entre protestantes.
    Sugestão de procura sobre escândalos protestantes: Disponível em 02/10/2015 – http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/
    Retomando o texto do Sr. Aureo
    “Vejamos: quem lota os bailões de carnaval, de funk? Quem lota as passeatas gays? Quem lota as passarelas do samba na época do carnaval? Quem lota os presídios? Quem lota os campos de futebol em que há matanças? Quem enche os bolsos de cantores de toda estirpe, em shows regados a bebidas e sexo? Qual a religião da maioria das pessoas que vão às praias oferecer louvor à Iemanjá?
    Não é possível que existam tantos umbandistas. Ou as pesquisas do IBGE estão erradas.”
    Aureo pergunta quem lota os bailes de carnaval e de funk ?
    E nós respondemos: Quem gosta de carnaval e funk. Sejam quais forem suas religiões. E frequentar ou não tais eventos não torna ninguém melhor ou pior.
    Quando ocorrem as tragédias no Brasil, são exatamente estes que fumam, bebem e dançam que socorrem vítimas e fazem doações e disponibilizam tempo. E também são estes que dançam e que fumam que participam das campanhas que visam acudir aos mais necessitados.
    E quando católicos ajudam, eles não perguntam a religião de quem está sendo assistido.
    Outros fazem a “obra” do pastor. Pagam dízimos, trízimos e mantêm-se alheios às necessidade alheias.
    Aliás, segundo um destes pregadores, incluído pelo Sr. Aureo no grupo de “transformados”, ajudar os pobres desvia recursos da Igreja:
    Disponível em 02/201/2015 – http://questionabrasilsp.blogspot.com.br/2015/07/ajudar-os-pobres-e-desviar-dinheiro-de.html
    Católico fazendo caridade não é novidade para ninguém. Muito menos para muitos evangélicos e seus pregadores astutos, que não se cansam de dizer que Boas Obras não levam ninguém para o céu.
    Gostam de sugerir que nós católicos trocamos Jesus pelas boas obras, o que é totalmente falso.
    Praticamos caridade porque cremos nas palavras de Jesus:
    “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.
    Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
    E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
    E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
    E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
    Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
    Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
    Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
    E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. Mateus 25:35-46
    Com vossas palavras, acusações e venenos, sois nossas testemunhas.
    Aureo pergunta quem lota as passeatas gays?
    E nós respondemos: Cada qual cuida de sua vida. Se há igrejas que casam pessoas do mesmo sexo, essas igrejas são exclusivamente evangélicas. Ou o Aureo ainda não sabe disto? É claro que ele sabe.
    Não vamos polemizar, porque não nos cabe julgar pessoas gays ou heterossexuais. O que sabemos é que por enquanto casamento gay só em Igrejas Evangélicas!
    Aureo pergunta quem lota os presídios?
    E nós respondemos: Quem comete crimes.
    Tem de tudo. Nem o catolicismo e nem o protestantismo favorecem o crime ou incitam ao crime.
    A sugestão do Sr. Aureo de que os católicos são criminosos é simplesmente abominável.
    Atribuir maior propensão ao crime por conta desta ou daquela vertente cristã é o mesmo que dizer que a fidelidade a Jesus Cristo não compensa.
    Aureo pergunta quem lota os campos de futebol onde há matanças ?
    E nós respondemos: Do que ele está falando ? Mantanças em campo de futebol ? E desde quando é crime frequentar estádios ? Matanças em estádios do Brasil?
    Um caso isolado deixa de ser exceção para virar regra?
    E alguém perguntou a religião de agressores e agredidos?
    Em seu compêndio de sandices e acusações toscas, Aureo ainda sugere que nós católicos frequentamos com assiduidade shows regados a sexo e bebidas.
    É uma acusação tão genérica e desprovida de censo, que resta-nos imaginar que ele está seguindo ao pé da letra a máxima de Lutero, pai de todas as seitas
    evangélicas:
    “ Que mal pode haver se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da Igreja (luterana)?”
    Mas por que alguns pregadores não querem diversão para os cristãos ?
    Ora, cigarro, bebida, festas e futebol custam dinheiro. Mais gastos com lazer, menos recursos para ofertas.
    O crente precisa ser retirado do mundo, para que possa fazer a “obra” do pastor, que ele pensa que é a obra de DEUS.
    Constantemente essas seitas e seus membros enfatizam que o fim do mundo está próximo, e assim conseguem que seus fiéis fiquem indiferentes às questões sociais, para mergulharem com profundidade nos projetos de “salvação” das denominações, que normalmente envolvem doações financeiras;
    Sugerimos para consulta o nosso artigo: https://afeexplicada.wordpress.com/2012/11/10/as-seitas-que-militam-contra-o-catolicismo/
    Aureo prossegue: “Qual a religião da maioria das pessoas que vão às praias oferecer louvor à Iemanjá? Não é possível que existam tantos umbandistas.”
    E nós respondemos:
    Aqui Aureo se superou.
    Quem oferece louvor a Iemanjá é quem crê em Iemanjá.
    Agora se este mesmo cidadão que crê em Iemanjá também entra em Igreja Católica, acende vela, dá pulinhos, isto tudo é lá problema dele. Talvez também espie como o Aureo o programa do Macedo ou o do Santiago na TV.
    E nós com isso ???
    Cada pessoa tem o direito de praticar e assumir a crença ou religião que lhe pareça mais favorável.
    Aureo ainda manda perguntar: “…pergunte aos deputados que não são evangélicos qual a religião deles?”
    Ele, de fato, acredita que o bom e o ruim dependem da religião. O típico sujeito que acredita, de fato, que a placa de igreja faz toda a diferença. Sem maiores comentários.
    Aureo também pergunta: “Quem enche aquelas procissões feitas pelo Candomblé na Bahia? Quem defende o aborto na mídia, hoje em dia, como está fazendo?
    Quem? Evangélicos? “
    Nossa resposta: Só alguém sem qualquer noção para ignorar que “bons” e “maus” existem em todos os lugares e vertentes. Virtudes e defeitos de caráter não são e nunca foram privilégios desta ou daquela religião.
    Ademais, se alguém quer frequentar procissões de Candomblé na Bahia, não tenho nada a ver com isto. Ninguém se torna melhor ou pior porque frequenta procissões de Candomblé na Bahia.
    Sobre o aborto, lamento que muitos que se dizem católicos defendam tal aberração.
    Mas recordo que apenas no meio evangélico é que temos pregador favorável ao aborto. E com grande prestígio. E também referência para todos no meio evangélico e o qual Aureo fingiu não conhecer.
    Aliás, se Aureo estiver certo, Edir Macedo está salvo. Pois como ele mesmo diz, todos os evangélicos, históricos ou não têm suas vidas transformadas.
    Exceto o Sr.Aureo que crê nas histórias do pastor, pouco provável que Edir Macedo tenha tido sua vida transforada quando se sabe que ele prega em favor do aborto.
    No Sr.Auero que crê em tudo que os “mestres” da TV dizem se cumpre: “E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” 2 Timóteo 4:4
    Aureo Ribeiro, em tom teatral, ainda pergunta: “…devo lembrar que são essas mesmas pessoas que lotam os templos do padre Marcelo Rossi, do padre Fábio Melo, que lotam os encontros da Canção Nova, e de outros tantos eventos católicos. Como pode?”
    Pelo menos ele admite que os eventos católicos lotam.
    E sugere que esses eventos são frequentados por pessoas que também frequentam candomblé na Bahia, umbandistas, devotos de Iemanjá e que defendem o aborto.
    Respondemos:
    Como assim ???
    Aureo entrevistou cada uma das pessoas que lá estiveram, e perguntou o que elas fazem ou o que fizeram ultimamente, e ainda pediu que cada uma delas opinasse sobre o aborto?
    Só pode ser piada. Será que o autonomeado pastor Aureo está querendo tomar o lugar de Rene Terra Nova ou Neusa Itioka ?
    Aureo encerra de forma triunfal. Não iremos reproduzir suas últimas palavras, que representam um resumo das acusações já lançadas sobre os católicos.
    Tampouco daremos importância aos seus “desafios” bravateiros que, ao mesmo tempo que são lançados, logo a seguir são esquecidos:
    “concluo este pequeno artigo dizendo que discutir com apologista católico é desnecessário, pois eles representam uma igreja que não transforma vidas.”
    Em uma linguagem bem evangélica, Aureo quis dizer: Quero discutir, mas não acho necessário. Ele quer falar. Mas não quer ouvir. Ele quer falar para ele mesmo.
    E para ser ainda mais evangélico, termina: “…e aí tudo perde a finalidade.”
    Ou seja, falou, falou, não disse nada e não queria nada. Tudo que fez não serve para nada e não tinha finalidade alguma.
    Concluímos:
    Pelos frutos conhecemos a árvore.
    Que Aureo não se esqueça: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça. João 7, 24
    Autor: André Melkis – Livre divulgação mencionando-se o autor

  4. DESMASCARANDO A MENTIRA, A IDOLATRIA EVANGÉLICA E A BAJULAÇÃO AO PASTOR VON HELDER VIA CACP
    Von Helder chutou a santa. Fato púbico e notório. E pode ser visto em larga escala na Internet.
    Sugestões:
    Em 28/09/2015, no endereço eletrônico:


    Em 30/10/2015: http://noticias.gospelmais.com.br/chutar-santa-bispo-von-helde-retorna-brasil-70683.html
    O gesto de Von Helder foi uma espécie de “libertação” para muitos grupos evangélicos.
    É verdade que alguns condenaram a bravata de Von Helder. Felizmente, a maior parte dos evangélicos prega o respeito a fé alheia.
    Entretanto, alguns grupos encheram-se de orgulho e satisfação por conta da suposta ousadia.
    E outros que não tiveram coragem de bater palmas, face ao clamor público, calaram-se de forma vergonhosa ou fizeram ainda pior escrevendo e publicando artigos com aprovação ou apoio disfarçados.
    Através de uma das páginas do inacreditável “Ministério Apologético Evangélico CACP” podemos observar a indiferença para a violência sofrida pelos católicos:
    PUBLICAÇÃO DO CACP EVANGÉLICO: http://www.cacp.org.br/um-chute-na-idolatria-o-caso-von-helde/
    Disponível em 30/10/2015
    Não é difícil concluir que ao integrar a página do dito CACP, naturalmente, os responsáveis pela publicação concordam com o teor do artigo que nem mesmo tem autoria definida.
    E neste sentido, não se conhecendo a autoria, não há como ignorar que a estrela ali é o texto.
    É óbvio que o CACP não quer destaque para o autor, mas sim para o que foi escrito.
    O título do artigo exposto no site do CACP não só é uma aprovação tácita do seu teor, mas é também sugestivo: “Um chute na idolatria”
    Aliás, comentando sobre o livro do “herói” evangélico Von Helder que leva o mesmo nome, o próprio site confessa que o título “Um chute na idolatria” é de fato sugestivo.
    Texto exposto no CACP: “O livro por sinal leva um título bem sugestivo: “UM CHUTE NA IDOLATRIA” – Von Helde – Universal Produções.”
    Não há como o CACP negar que o título “UM CHUTE NA IDOLATRIA” e a exposição do artigo naquele site indicam uma indisfarçável bajulação ao Pastor Von Helder e sua abominável empreitada.
    Até aí nenhuma surpresa. Afinal de contas estamos falando do CACP. E, neste caso, o CACP é sem dúvida alguma um nome ainda mais sugestivo.
    O texto é recheado de “pérolas”, ao estilo de outros “’super super” pastores evangélicos, especialmente aqueles que costumam agir como Pop Stars na TV.
    Em uma destas observações “preciosas” constantes do texto, podemos notar o seguinte comentário:
    “…o “chute na santa”, onde o bispo da IURD, pregando contra a idolatria bateu numa imagem da “santa”, comprada por ele mesmo, a fim de provar que aquele objeto não passava de um ídolo de barro. A ICR achou isso uma ofensa e então seguiu-se todo um alvoroço, erigido pela mídia televisiva liderada pela Rede Globo. O episódio do pastor que “chutou” a santa foi o álibi esperado pela Igreja católica para desencadear uma campanha de “desagravo” e promoção da imagem no país.”
    Nosso comentário:
    Pelo que se lê nas entrelinhas, percebe-se com clareza que o texto não condena Von Helder em momento algum.
    Pelo contrário, o texto zomba da justa indignação Católica.
    Em uma total inversão de valores, o texto não faz qualquer menção ao desatino do pastor.
    E de forma dissimulada, mostra-se contrário a reação católica.
    Texto exposto no site CACP condenando a reação católica:
    “A ICR achou isso uma ofensa e então seguiu-se todo um alvoroço erigido pela mídia televisiva liderada pela Rede Globo. O episódio do pastor que “chutou” a santa foi o álibi esperado pela Igreja católica para desencadear uma campanha de “desagravo” e promoção da imagem no país.
    O texto repugnante cita ainda que:
    “Passados nove anos, certos padres começaram (como sempre acontece na Igreja Católica) a criar lendas mentirosas para tirar vantagens daquele episódio.”
    E nós perguntamos:
    Os padres? Quais padres? Os padres mentindo como sempre? Mas quem são eles? São todos os padres? No mundo inteiro? Todos os padres mentiram em 2.000 anos de história?
    De fato, trata-se de um autêntico texto com o marca do CACP.
    Um texto que não prova o que diz.
    Um texto que não cita nomes.
    Um texto sempre genérico.
    Um texto que se cala diante da vileza.
    Um texto que não socorre o agredido.
    Um texto que faz pouco caso da justiça.
    Um texto que se deleita com Von Helder.
    Sem adentrar em todo o texto publicado pelo CACP, que é um verdadeiro lixo do ponto de vista moral, é de se notar o orgulho e a soberba que ali desfilam absolutos:
    “E o pior de tudo é que o autor ou autores destas barbaridades irresponsáveis não levou em conta que este mesmo pastor, após 4 anos daquele incidente, escreveu um livro arrasador contra as imagens e a idolatria católica. Inclusive narrando toda a história daquele episódio. O livro por sinal leva um título bem sugestivo : “UM CHUTE NA IDOLATRIA” – Von Helde – Universal Produções. Agora, como ele voltaria para o catolicismo, se após 4 anos escreveria um livro contra esta mesma igreja? Aliás, isto foi muito bem explicado pelo pastor Didini, quando disse que atualmente o pastor Helde dirige uma igreja bem sucedida nos EUA.”
    O texto flui com toda sua inerente autossuficiência quase que colocando Von Helder no pedestal “…escreveu um livro arrasador contra as imagens e a idolatria católica.”
    E o texto ainda cita mais de uma vez outro “ícone” produzido por Macedo:
    “Se não bastasse foi chamado o pastor Ronaldo Didini, na época pastor da Igreja Universal.”
    E, outra vez:
    “…., isto foi muito bem explicado pelo pastor Didini quando disse.”
    Honestamente, é preciso falar mais alguma coisa sobre o CACP, que tem toma como referência os ajudantes de Edir Macedo ???
    Finalmente, o CACP expõe uma verdade.
    Depois de acusar genericamente os padres, naturalmente, sem citar nomes como é sua rotina, eis a confissão: “E o pior de tudo é que o autor ou autores destas barbaridades irresponsáveis…”
    Ou seja, quem escreveu o texto apadrinhado pelo CACP, admite que não conhece a autoria do texto supostamente católico.
    O autor diz que não sabe se é um ou se são diversos os autores do suposto texto católico.
    E embora não saiba quem escreveu, soube sugerir quer foram os “Padres”!
    E ainda conclui que está prática mentirosa é rotina entre católicos…
    Curiosos ainda, mas não surpreendente em se tratando de CACP, é a classificação que deram ao texto como “barbaridades irresponsáveis”, ao mesmo tempo que se calaram para o ato de Von Helder.
    O site se mostrou afrontado para o texto cuja autoria ele mesmo confessa que desconhece.
    E calou-se para a investida do pastor cuja origem e DNA todos conhecem.
    E, sendo assim, exatamente porque o texto em questão é arrogante, pretensioso e impreciso é que está exposto no site do CACP.
    Literalmente feitos um para o outro.
    O texto exposto no site do CACP diz ainda que: “Mas o propósito deste artigo não foi defender ninguém, ou justificar a ação tomada pelo bispo, mas tão somente mostrar que os padres católicos não mudaram.”
    Entendemos perfeitamente.
    Ora, não se pode exigir que galinha forneça leite ou que vaca ponha ovo.
    Cada qual produz o que lhe é próprio. E assim conhecemos a árvore pelos frutos.
    Sem dúvida, o texto do CACP realmente não poderia condenar o ataque de Von Helder pois….
    FALTA-LHE CORAGEM: “Mas o propósito deste artigo não foi defender ninguém, ou justificar a ação tomada pelo bispo.”
    FALTA-LHE APREÇO PELO O QUE É RETO E JUSTO: “…mas tão somente mostrar que os padres católicos não mudaram.”
    FALTA-LHE SINCERIDADE QUANDO ele próprio se esforça em dizer que todas as denominações evangélicas são parecidas. Vejam os esforços do site para defender uma improvável “unidade” entre evangélicos. Disponível em 26/10/2015 – http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=3564
    Mas o que diz a Bíblia afinal ?
    “Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada.” Lucas 1:48
    A PROFECIA BÍBLICA INDICA: “…todas as gerações me chamarão bem-aventurada.” E COMO SABEMOS, TAL PROFECIA SE CUMPRE NA IGREJA CATÓLICA.
    Testemunhos de Santa Isabel: “Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Lucas 1, 41-42
    SANTA ISABEL REPLETA DO ESPÍRITO SANTO AO OUVIR A SAUDAÇÃO DE MARIA !!!.
    Testemunho de Santa Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.” Lucas 1, 42
    MARIA BENDITA ENTRE TODAS AS MULHERES !!!
    Testemunho de Santa Isabel: “E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?” (Lucas 1, 43)
    SANTA ISABEL HONRADA PELA VISITA DE MARIA !!!
    Testemunho de São João Batista narrado por Santa Isabel: “Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.” Lucas 1,44
    A CRIANCINHA SALDOU DE ALEGRIA NO VENTRE DE ISABEL COM A VOZ DE MARIA !!!
    E O SENHOR JESUS?
    QUAL FOI SUA ÚLTIMA DETERMINAÇÃO?
    DE QUEM ELE LEMBROU EM SEU ÚLTIMO MOMENTO?
    O QUE ELE DISSE A SÃO JOÃO EM SEU MOMENTO DE MAIOR SOFRIMENTO?
    “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí o teu filho’.
    Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe’. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
    Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.
    Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca.
    E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” João 19, 26-30
    E MUITO DIFERENTE DE VON HELDER e do CACP, João, o discípulo mais amado, e, obediente, levou Maria para sua casa.
    E que Von Helder e CACP não se esqueçam que mesmo antes do cristianismo, as imagens consagradas já mereciam respeito:
    Lv 22,1-3: “ O Senhor disse a Moisés: “Dize a Aarão e a seus filhos. que respeitem as coisas santas que os israelitas me consagram e não profanem o meu santo nome. Eu sou o Senhor.” Dir-lhes-á:. Todo homem de vossa linhagem e de vossa descendência, que se aproximar das coisas santas consagradas ao Senhor pelos israelitas, com uma imundície, será cortado de diante de mim. Eu sou o Senhor”.
    Lv 22,9: “Observarão minhas leis, para que não caiam em pecado e não morram por ter PROFANADO AS COISAS SANTAS. Eu sou o Senhor que as santifica”.
    Js 7,11: “ Israel pecou. Violou a aliança que eu lhe ordenei. Apossou-se de coisas consagradas, roubou-as, escondeu-as e as colocou junto de seus bens”.
    Conclusão:
    Para o CACP já não é mais “Só a Bíblia” ou Sola Scriptura. Vale também o livro do pastor.
    Para o CACP não servem o Catecismo da Igreja Católica ou os Concílios de Trento ou Éfeso. Mas serve a bravata de Von Helder.
    Para o CACP são desprezíveis os testemunhos dos cristãos primitivos. Mas são relevantes os ensinos de Didini.
    Para o CACP devem ser descartados a tradição e o magistério da Igreja. Mas devem ser assimiladas as publicações da Universal Produções.
    E eles do CACP se acham gente grande, professores e “doutores” que querem ser levados a sério. Querem ensinar sem nunca terem aprendido.
    Portanto,
    “Deixai-os; são cegos condutores de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.” Mateus 15:14
    Em relação a Santíssima Virgem, permaneçam os súditos, discípulos, admiradores e aduladores de Von Helder fazendo as obras de Von Helder.
    E, permaneçam os nossos irmãos católicos fazendo as obras de Santa Isabel, São João Batista e São João.
    O texto evangélico deve ser consultado antes que o CACP o tire do Net: http://www.cacp.org.br/um-chute-na-idolatria-o-caso-von-helde/ disponível ainda em 06/11/2015
    Não admitimos ataques pessoais ou à honra e à dignidade de qualquer pessoa Não toleramos o cerceamento religioso. Repudiamos deboches ou zombarias.Acreditamos na liberdade de expressão e limitamos o debate às questões de fé e doutrina. Concordamos que é lícito e justo ao CACP aderir a fé que lhe pareça mais conveniente, inclusive assimilar, divulgar, ensinar e apoiar as doutrinas de Von Helder, Didini e de quem mais lhe parecer adequado.
    Autor: André Melkis– Autorizada a divulgação com os devidos créditos

  5. ARTIGO PARA LIVRE DIVULGAÇÃO:

    RENATO VARGENS E INRI CRISTO DESMASCARADOS PELOS SANTOS CATÓLICOS, A BÍBLIA, O EXEMPLO DE SÃO MAXIMILIANO KOLBE E OS ENSINOS DO DOUTOR ANGÉLICO E DE SANTO AGOSTINHO

    Defesa católica contra os apontamentos de INRI CRISTO e RENATO VARGENS a respeito da Santíssima Mãe de DEUS

    INRI CRISTO E RANATO VARGENS condenando o poder intercessor da Santíssima Virgem Maria:

    INRI CRISTO: “Se ela fosse verdadeiramente mãe de DEUS como ensina a proscrita igreja romana em suas espúrias orações (Ave Maria – “santa Maria mãe de DEUS”), ela teria intimidade com o ALTÍSSIMO…”

    Disponível em 07/08/2015: http://www.inricristo.org.br/index.php/pt/curiosidades/humanidade-precisa-saber/229-verdade-virgem-maria-cristo

    Renato Vargens declarou: “Maria não pode fazer absolutamente nada pela humanidade. ” Disponível em 07/08/2015 em http://www.renatovargens.blogspot.com.br/2009/10/falsos-atributos-sobre-maria.html

    INRI CRISTO E RENATO VARGENS duvidando da santidade de Maria mãe de Jesus Cristo redentor do gênero humano:

    INRI CRISTO também disse: “- Maria, genitora de Cristo há dois mil anos, foi uma mulher pecadora igual às demais, sujeita às fraquezas e falhas inerentes aos seres humanos. ” Disponível em 29/09/2015 em http://www.inricristo.org.br/index.php/pt/curiosidades/humanidade-precisa-saber/229-verdade-virgem-maria-cristo

    Renato Vargens: “Maria nasceu em pecado, viveu em pecado…” Disponível em 07/08/2015 em http://www.renatovargens.blogspot.com.br/2009/10/falsos-atributos-sobre-maria.html

    Mas o que dizem os SANTOS?

    Citaremos apenas alguns:

    São Lourenço de Brundisio: “Que pode faltar ao homem que tem a Maria por onipotente advogada diante de Deus onipotente? ”

    São Boaventura: “Todos aqueles que se empenham em divulgar as glórias da Virgem Santíssima, têm o Céu assegurado.”

    São Francisco de Sales: “Ninguém terá a Jesus Cristo por irmão, que não tenha a Maria Santíssima por Mãe.”

    São Bernardino de Sena: “Deus outorgou à Santíssima Virgem tanta graça que mais é impossível conceder a uma criatura, exceto Jesus Cristo.”

    São Luís Maria Grignion de Monfort: “Ainda não se louvou, exaltou, honrou, amou e serviu suficientemente a Maria Santíssima, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço Ela merece.”

    São Bernardo: “Por vós, ó Maria, se encheu o céu e se despovoou o inferno.”

    Santo Cura d’Ars(São João Maria Vianney): “O Coração de Maria é tão terno conosco, que o de todas as mães não são mais que pedras de gelo ao lado do Seu.”

    Santo Antônio Maria Claret: “Ditoso quem invoca Maria Santíssima, quem recorre ao Imaculado Coração de Maria com confiança, porque alcançará o perdão dos pecados, a graça e, por fim, a glória do Céu.”

    São Pedro Crisólogo: “Ó Virgem Santíssima, Vosso Criador foi concebido por Vós!”

    Santo Eutímio: “Depois de Deus tudo podes, e teu Filho, Deus e Senhor de todos nós, Te concede tudo como à Mãe, pois com toda a justiça se rende a tuas entranhas maternais.”

    São João Bosco: “Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio, tendes na devoção à Maria Santíssima.”

    Santa Teresa d’Ávila: “Eu ficaria de bom grado na terra até o fim do mundo, sofrendo os piores tormentos, só para conseguir o merecimento de uma Ave-Maria.”

    São Francisco de Assis: “Quando digo Ave, Maria, os céus sorriem, os anjos rejubilam, o mundo se alegra, treme o inferno e fogem os demônios. Vós sois, ó Maria, a filha do altíssimo Pai Celestial, a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e a Esposa do Divino Espírito Santo.”

    São Padre Pio: “Descansa o teu ouvido no Seu coração materno e escuta as Suas sugestões, e assim sentirás nascer em ti os melhores desejos de perfeição.”

    Santo Alberto Magno: “Não há meio mais seguro para vencer os ataques do inferno do que recorrer à Maria Santíssima.”

    E a Bíblia ? O que ela diz ?

    a) “Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada.” Lucas 1:48

    A PROFECIA BÍBLICA INDICA: “…todas as gerações me chamarão bem-aventurada.” E COMO SABEMOS, TAL PROFECIA SE CUMPRE NA IGREJA CATÓLICA.

    b) Testemunhos de Isabel: “Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Lucas 1:41-42

    ISABEL REPLETA DO ESPÍRITO SANTO AO OUVIR A SAUDAÇÃO DE MARIA !!!.

    c ) Testemunho de Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.” Lucas 1, 42

    MARIA BENDITA ENTRE TODA SAS MULHERES !!!

    d) Testemunho de Isabel: “E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?” (Lucas 1, 43)

    d.1 ISABEL HONRADA PELA VISITA DE MARIA !!!

    d.2 A que “Senhor” Isabel se refere, ela sendo uma judia e conhecendo somente um Deus? Mãe de Deus, como se cumpre na Igreja Católica.

    e) Testemunho de Isabel: “Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.”

    Lucas 1:44

    A CRIANCINHA SALDOU DE ALEGRIA NO VENTRE DE ISABEL COM A VOZ DE MARIA !!!

    Um grande exemplo recente de amor à Santíssima Mãe de Jesus Cristo em contraste com os deboches e as agressões que assistimos por aí, podem ser notados em São Maximiliano Kolbe.

    Aliás, muito diferente da dupla RENATO VARGENS E INRI CRISTO que não enxergam utilidade e santidade em Maria, o Santo Católico ensina:

    São Maximiliano Kolbe – O Santo de Auschwitz:

    “A Imaculada transformou muitos em santos (todos aqueles que a Ela recorreram). A falta de devoção a Ela é um mau sinal.”

    “Pela Imaculada atingirás a santidade. Portanto recorre a Ela em todas as necessidades.”

    “Permite ser conduzido por Ela com amor e recorre a Ela em todas as dificuldades e dúvidas.”

    “Venerando a Imaculada, veneramos de modo todo especial o Espírito Santo.”

    “Confiando-nos ao Coração da Mãe, nós nos aproximamos do Coração do Filho.”

    “A Imaculada é o esplendor do amor divino nas nossas almas e a forma de nos aproximarmos do coração de Jesus.”

    E temos também dois expoentes da fé católica que caminham na mesma direção:

    Santo Agostinho:

    “Tudo quanto pudermos dizer em louvor de Maria Santíssima é pouco em relação ao que merece por sua dignidade de Mãe de Deus.”

    “As orações de Maria Santíssima junto a Deus têm mais poder junto da Majestade Divina que as preces e intercessão de todos os anjos e Santos do Céu e da Terra.”

    “O fato de ser Mãe de Cristo traz a Maria lugar único no mistério da redenção, já que por meio dela é que veio ao mundo o Salvador. Essa cooperação na obra da Salvação faz de Maria, espiritualmente, a Mãe de todos os homens.”

    “A admirável santidade de Maria é fruto da graça de Deus que a cumulou, em vista de sua missão. A Virgem Maria representa o que de mais digno, puro e inocente poderia oferecer esta nossa terra a DEUS, a fim de que o Filho de Deus se dignasse baixar até ela.”

    São Tomás de Aquino (Doutor Angélico):

    “A Bem-aventurada Virgem Maria é o modelo e o exemplo de todas as virtudes.”

    “A Virgem Maria ultrapassa os Anjos em sua intimidade com o Senhor.”

    “Eu daria toda a minha ciência teológica pelo valor de uma única Ave-Maria.”

    “A Bem-aventurada Virgem é o modelo e o exemplo de todas as virtudes. Nela achareis o modelo da humildade. ”

    Concordamos com aqueles que amam a mulher honrada na Bíblia.

    E, repudiamos as doutrinas daqueles que desprezam a mulher amada pelos santos. As doutrinas da dupla VARGENS/INRI CRISTO não nos servem.

    Vamos prestar atenção no que disse Jesus em seu momento final de agonia sem igual:

    Palavra do SENHOR:

    “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.

    Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

    Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.

    Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca.

    E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” João 19:26-30

    E, finalmente, façamos como João.

    O discípulo mais amado, e, obediente, levou Maria para sua casa.

    Conclusão: Pelos frutos conhecemos a árvore.

    Repudiamos ataques a honra e dignidade das pessoas. Limitamos o debate às questões de fé e doutrina. Não admitimos cerceamento religioso e ataques pessoais.

    Autor: Dani Acioli com a colaboração de Bel Dantas – Livre divulgação mencionando-se o autor

  6. O NÃO HÁ COMO ERRAR O QUE SE DEVE PENSAR E DIZER SOBRE A SANTÍSSIMA MÃE DO NOSSO SALVADOR JESUS CRISTO

    1) Contra Maria

    Contra Maria estão Malafaia da Bíblia da prosperidade, Macedo que prega a favor do aborto, Santiago que prega a heresia de Ário, RR Soares que prega a confissão positiva, Terra Nova que prega o perdão do homem a DEUS e a regressão ao útero materno…

    Estão ainda contra Maria, o pastor Marcos Pereira e o casal Hernandes cujas doutrinas dispensam comentários.

    Estão também contra Maria o Reverendo Moon que nega que a obra de Cristo tenha sido perfeita e que foi recebido com pompas na Assembleia de Deus.

    Também advogam contra Maria o pastor Pororoca, Neusa Itioka, Sarah Sheeva, Valadão com grito de leão, Valnice que previa a volta de Jesus em 2007 e a denominação que disse que João Paulo II era a besta do Apocalipse.

    E contra Maria também temos as denominações Bola de Neve, Florzinha de Jesus, a Igreja Jesus é Lindo e Cheiroso e tantas outras com nomes estranhos.

    E quem é por Maria ?

    Advogam por Maria Isabel que, de acordo com a Bíblia, estando repleta do Espírito Santo disse: “De onde me vem a honra de receber a visita da mãe do meu Senhor.”

    E como sabemos o Senhor é DEUS e não há outro.

    Também advogam a favor de Maria João Batista que de acordo com a Bíblia estremeceu de alegria no ventre de Isabel tão logo ouviu a saudação de Maria.

    E João, o discípulo mais amado que ouviu do Senhor as seguintes palavras: “Eis a tua mãe.”

    E de acordo com a Bíblia, daquele momento em diante o mais amado dos discípulos levou Maria para sua casa.

    A favor de Maria está a Igreja primitiva com Santo Efren, Santo Ambrósio, Santo Atanásio. São Bernardino, São Bernardo.

    A favor de Maria estão São Tomás de Aquino o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios.

    A favor de Maria estão Santo Agostinho, São Francisco de Assis, São Francisco de Sales, Santa Teresinha de Lesieux e todos os Doutores assim reconhecidos pela Igreja.

    A favor de Maria está Ratzinger, reconhecido até mesmo pelos protestantes históricos como o maior teólogo da atualidade.

    A favor de Maria estão até mesmo os reformadores Lutero, Calvino e Wesley.

    Uma pena que os pastores não deixam que os crentes conheçam os escritos dos reformadores !

    Como foi dito, não há como errar.

    Enquanto Malafaia e cia estão contra a Virgem Maria, é certo que todos devem ser a favor daquela que pela Bíblia deverá ser proclamada como Bem Aventurada por todas as gerações. Ora, em que Igreja se cumpre a profecia da bíblia ?

    Não tem como errar. Pela Bíblia devemos ficar com aqueles que honram a mulher que ouviu do anjo do Altíssimo DEUS: “Ave Maria”.

    A única criatura que foi reverenciada por um anjo. Até Abraão prostrou-se diante de um anjo. O mesmo fez João no Apocalipse.

    Fiquemos com a Bíblia que nos ensina pela boca do Anjo do Altíssimo DEUS:

    “achastes graça diante de DEUS.”

    E, finalmente, só posso crer em um Jesus Cristo pró Maria.

    Afinal de contas quem pode melhor cumprir o mandamento que seu próprio pai deu à humanidade: “Honrar pai e mãe”?

    Só um depravado consegue enxergar em Jesus um filho que não cumpre o mandamento dado pelo seu Altíssimo pai.

    Quem tem ouvidos que ouça.

    2) A Favor de Maria, os Pais Evangélicos

    Lutero, pai do protestantismo:
    Ao referir-se a Mt 1,25, observa: “Destas palavras não se pode concluir que, após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto” (Obras de Lutero, edição Weimar, tomo 11, pg. 323).

    “O que são as servas, os servos, os senhores, as mulheres, os príncipes, os reis, os monarcas da terra, em comparação com a Virgem Maria, que, além de ter nascido de uma estirpe real, é também Mãe de Deus, a mulher mais importante da Terra? No meio de toda a Cristandade ela é a jóia mais preciosa depois de Cristo, a qual nunca pode ser suficientemente exaltada; a imperatriz e rainha mais digna, elevada acima de toda nobreza, sabedoria e santidade”.
    “É uma doce e piedosa crença esta de que a alma de Maria não possuía o pecado original; assim, sua alma estava completamente purificada do pecado original e embelezada com os dons de Deus, por ter recebido de Deus uma alma pura. Portanto, desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo o pecado” (Martinho Lutero, “Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus”, 1527).

    Calvino, seguido hoje pela maioria das denominações evangélicas nas Américas:

    “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)
    “Proclamava uma tão grande dádiva de Deus, que não era lícito silenciá-la…Reconhecemos que este dom foi altamente honroso para Maria. De boa vontade, seguimo-la como mestra, e, obedecemos aos ensinamentos e preceitos da Virgem” ( Calvini Opera 45,38)( Obra de Calvino 45,38)

    JOHN WESLEY:
    “Creio que Jesus foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”

    ZWINGLIO:

    “Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”)

    3) A Favor de Maria, os “PAIS DA IGREJA”

    IRENEU- “A Virgem Maria… sendo obediente à sua palavra, recebeu do anjo a boa nova de que ela daria à luz Deus” (Santo Irineu, Bispo de Lion, Discípulo de Policarpo, 180 d.C. – Contra Heresias);

    SANTO ALEXANDRE – “Jesus Cristo … teve um corpo gerado, não em aparência, mas verdadeiramente, derivado da Mãe de Deus” (Santo Alexandre, morto em 328 – antes do concílio de Éfeso de 431);

    SANTO EFRÉM – “A obra prima da Sabedoria de Deus tornou-se a Mãe de Deus” Santo Efrém que viveu na Síria em 373 (antes do concílio de Éfeso).

    4) Conclusão

    Quem concorda com Malafaia, Macedo, Soares, Santiago, Terra Nova, Hernandes, Valadão, Marcos Pereira, Valnice, Pororoca e Itioka ?
    Ora, concordam com eles Vargens, Portella e Zibordi.

    E quem concorda com todos eles ???
    Abner Ferreira e INRI CRISTO.

    A propósito, segue O DISCURSO DE CERTOS PASTORES EVANGÉLICOS NAS PALAVRAS DE INRI CRISTO: “Maria, genitora de Cristo há dois mil anos, foi uma mulher pecadora igual às demais, sujeita às fraquezas e falhas inerentes aos seres humanos. Se ela fosse verdadeiramente mãe de DEUS como ensina a proscrita igreja romana em suas espúrias orações (Ave Maria – “santa Maria mãe de DEUS”)…” Disponível na Internet em 18/03/2015: link

    E assim perguntamos:

    COM QUEM VOCÊ FICA ?

    COM A IGREJA PRIMITIVA QUE HONRA MARIA OU COM OS TELEGUIADOS DE PASTORES (zumbis) QUE DESPREZAM A MÃE DO SALVADOR ?

    VOCÊ FICA COM A IGREJA QUE CHUTA A SANTA OU COM A IGREJA QUE CUMPRE A PROFECIA BÍBLICA DA BEM AVENTURANÇA DE MARIA ?

    “…DE HOJE EM DIANTE TODA AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO DE BEM AVENTURADA…”

    Dani Acioli com colaboração de Claudio Maria – Livre divulgação com os devidos créditos

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