REFUTANDO O CACP: O QUE É A HÓSTIA?

INTRODUÇÃO

É comum que a falta de fé seja um empecilho para crer em milagres, entretanto, se você considera-se cristão, já deixo um aviso: é impossível crer no Cristo e não aceitar que existam sinais misteriosos. Ainda que possam parecer estranhos frente à razão humana, um “sinal” é algo que não pode ser explicado, a não ser pela luz da fé.

Essa fé, muitas vezes usadas como muleta para apoiar-se em doutrinas inexistentes e alheias a verdade escriturística (sola fide), às vezes, parece escapar do coração dos descrentes. É assim que o pastor Rinaldi do site cacp (centro apologético cristão de pesquisa), quer responder uma questão que foge de seu conhecimento teológico.

Como já dito em muitos outros artigos, trabalho com a verdade e é nela que repouso, sendo assim, trataremos de responder dignamente, todos os pontos levantados pelo “pastor” (à reposta começar a partir do título “resposta apologética”).

[Para acessar o texto na integra, entre no link abaixo:]

http://www.cacp.org.br/o-que-e-a-hostia-pr-rinaldi-responde-a-questao/

REFUTAÇÃO

  • As respostas do pastor estarão na cor vermelha. As minhas, serão seguidas na cor padrão do site.

“Esta doutrina é contrária ao bom senso e ao testemunho dos sentidos — o bom senso não pode admitir que o pão e o vinho oferecidos pelo Senhor aos seus discípulos, na Ceia, fossem a sua própria carne e o seu sangue, ao mesmo tempo em que permanecia em pé diante deles vivo, em carne e osso”. 

O primeiro erro do pastor é atrair para si, o uso do “bom senso”, uma vez que, o cristianismo não é a religião do senso, do sentido ou do racional. Ao contrário, aderir a Jesus, significa acreditar em milagres e em ações que desafiam as leis da física, matemática e etc. Alguém que quer encarar o cristianismo com bom senso, minhas sinceras desculpas: jamais poderá ser chamado de cristão.

Ou o bom senso, admitiria que:

Jesus mudasse água em vinho (Jo 2,1-11)? Ou curasse do filho de um funcionário real (Jo 4,46-54)? Ou curasse um paralítico na piscina de Betesda (Jo 5,1-9)? Ou curasse um cego de nascença (Jo 9,1-41)? Ou multiplicasse alguns pães para mais de cinco mil pessoas (Jo 6,1,15)? O bom senso admitiria que Jesus, andasse sobre o mar (Jo 6,16-21)? O testemunho dos sentidos permitiria que um homem já morto, fosse ressuscitado (Lázaro – (Jo 11,1-44))? Um exorcismo realizado (Lc 4,33-35)? Ou a sogra de Pedro ser curada (Lc 4,38-39)? A cura de um leproso (Lc 5,12-13)? A cura de um paralítico (Lc 5,17-25)? A cura de um homem de mão aleijada (Lc 6,6-10)? A cura de um empregado de um oficial romano (Lc 7,1-10)? A ressurreição do filho da viúva de Naim (Lc 7,11-15)? Uma tempestade, poderia ser acalmada (Lc 8,22-25)? Um homem, dominado por uma legião de demônios, poderia ser liberto (Lc 8,27-35)? A filha de Jairo curada (Lc 8,41-56)? A cura de uma hemorroíssa (Lc 8,40-56)? A cura de um menino endemoniado (Lc 9,38-43)? Um exorcismo de um “demônio mudo” (Lc 11,14)? A cura da mulher encurvada (Lc 13,11-13)? A cura de um hidrópico (Lc 14,1-6)? A cura de dez leprosos (Lc 17,11-19)? A cura de um mendigo cego (Lc 18,35-43)? A cura da orelha cortada do empregado do Sumo Sacerdote (Lc 22,50-51)? A cura de dois cegos (Mt 9,27-31)? Curar a filha endemoniada da mulher Cananeia (Mt 15,21-28)? A cura de um surdo-mudo (Mc 7,31-37)? A cura de um cego (Mc 8,22-26)?

O bom senso e o testemunho dos sentidos, admitiria alimentar mais de quatro mil pessoas (sem contar mulheres e crianças) com apenas sete pães e alguns peixes (Mt 15,32-38)? Ou quem sabe, um Deus que nasceria de uma virgem (Lc 1,34), faria qualquer sentido?

Milagres, milagres e milagres! Mistérios que não nos cabe entender, mas que, aceitos com fé, fazem de nós, autênticos cristãos. Aprendemos nas escrituras que:

1 – A fé é a certeza das coisas que não se podem ver e o firme fundamento das coisas que se esperam (Hb 11,1).

2 – Porque para Deus, nada é impossível (Lc 1,37).

Sendo assim, frente a tantos milagres e provas do poder Deus (para Ele, tudo é possível!), como desacreditar do maravilhoso mistério da eucaristia, onde o próprio Jesus, instituiu na noite em que foi traído? Cristo não afirmou que o pão e o vinho consagrados eram um mero simbolismo e sim, manifestou uma única verdade: “Isto é o MEU CORPO”; “Isto é o MEU SANGUE” (Mt 26,26-28).

O fato de Jesus Cristo estar ali naquele momento e oferecer o seu próprio corpo para os apóstolos, não altera em nada o milagre, afinal, assim como na “multiplicação dos pães”, nosso Senhor pode multiplicar-se, sem se dividir. A Igreja sempre entendeu esse “sacrifício incruento” como o ápice do culto cristão, tanto que, há abundantes provas escriturísticas e oriundas da tradição que comprovam a fé no dogma da presença real do Senhor, nas espécies do pão e do vinho.

E manifesto que Jesus, segundo seu costume, empregou uma linguagem simbólica, que queria dizer: este pão que parti representa meu corpo que vai ser partido por vossos pecados; o vinho neste cálice representa meu sangue, que vai ser derramado para apagar os vossos pecados.

Mas, qual é esse costume, se não, a falha interpretação do pastor Rinaldi em querer atribuir, uma doutrina alheia à verdade e que jamais foi questionada pela Igreja? Vamos há alguns fatos importantes:

1 – Nosso Senhor Jesus Cristo, não disse frases subjetivas ao afirmar que o pão e vinho oferecidos eram seu corpo e sangue. As palavras foram claras: “ISTO é o meu corpo”; “ESTE cálice é o novo testamento do meu sangue” (Lc 22,19-20).

2 – São Paulo, ao escrever aos Coríntios, não afirma que a ceia vivida, era um mero simbolismo, ao contrário, o apóstolo coloca uma série de fatores que analisados a luz de uma verdadeira interpretação bíblica, nos leva a verdade da “presença real do Cristo” nas espécies do pão e do vinho. Vejamos:

2.1 – “Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor” (1 Cor 11,27) – Jamais, alguém torna-se réu de algo, se a ação for meramente simbólica, isto é, tomar parte do banquete cordeiro, indignamente, fará com que tornemo-nos reais culpados do corpo e sangue do Cristo uma vez que, ELE se faz presente como sacramento vivo. Paulo entendia isso e procurou passar aos cristãos de corinto às consequências de tomar parte da eucaristia da forma errada.

2.2 – “Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” (1 Cor 11,29) – É possível, comer algo para a própria condenação, tratando apenas de uma ação meramente simbólica? O memorial instituído por Jesus Cristo é a manifestação real de sua presença e tomar a eucaristia de forma indigna, é sinal da autocondenação, uma vez que, NÃO DISCERNIR o corpo do Cristo, pode causar graves problemas espirituais.

2.3 – “Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem” (1 Cor 11,30) – Nesse verso, São Paulo dá a sentença final para aqueles que tomam o corpo do Senhor sem discerni-lo: doença, insônia e falta de força. Seria possível, tais sentenças, se acreditássemos que nas espécies do pão e do vinho, existisse apenas um simbolismo?

3 – A crença na presença de Cristo na eucaristia é uma crença não apenas bíblica e sim, primitiva. Os primeiros padres da Igreja, afirmaram com total veemência essa verdade. Santo Inácio de Antioquia, Bispo do primeiro e segundo século da era cristã (+- 100 ou 107 d.C) em sua epístola aos Efésios, diz:

“Para obedecermos ao Bispo e ao presbítero numa concórdia indivisível, partindo um mesmo pão, que é o remédio da imortalidade, antídoto contra a morte, mas vida em Jesus Cristo para sempre” (Epístola aos Efésios IX, 20).

Santo Irineu de Lião em sua obra intitulada de “contra as heresias” (+- 180 d.C), afirma:

“Quanto a nós, nossa maneira de pensar está de acordo com a Eucaristia e a Eucaristia confirma nossa doutrina. Pois lhe oferecemos o que já é seu, proclamando como é justo, a comunhão e a unidade da carne e do Espírito. Assim como o pão que vem da terra, ao receber a invocação de Deus, já não é pão comum, mas a Eucaristia, feita de dois elementos, o terreno e o celeste, do mesmo modo os nossos corpos, por receberem a Eucaristia, já não são corruptíveis por terem a esperança da ressurreição”. (Contra as Heresias, livro IV 18,5 – Editora Paulus).

São Justino (+-165 d.C) em sua obra intitulada de “Diálogo com Trifão”, afirma com veracidade, o que é a eucaristia para nós, católicos:

Este alimento se chama entre nós Εχαριστα (Eucaristia), da qual a nenhum outro é lícito participar, senão ao que crer que nossa doutrina é verdadeira, e que foi purificado com o batismo para o perdão dos pecados e para a regeneração, e que vive como Cristo ensinou. Porque estas coisas não as tomamos como pão comum nem bebida comum, mas ao contrário, assim como o Verbo de Deus, havendo de encarnado em Jesus Cristo nosso Salvador, se tornou carne e sangue para a nossa Salvação, assim também nos é ensinado que o alimento eucaristizado, mediante a palavra (verbo) de nosso oração precedente d’Ele – O alimento de que nossa carne e nosso sangue, se nutrem com arranjo para nossa transformação – é a carne e o sangue daquele que Jesus que se encarnou”. (Primeira Apologia 66).

Quem está com a verdade? São Paulo, Santo Inácio, Santo Irineu e São Justino ou o frágil argumento protestante?

Não há ninguém, de mediano bom senso, que compreenda, no sentido literal, estas expressões simbólicas do Salvador: Eu sou a porta, eu sou a videira, eu sou o caminho (…) é um memorial como se lê em 1 Coríntios 11.25—26; o Senhor Jesus usou muitas palavras de forma figurada: Eu sou a luz do mundo (Jo 8.12); Eu sou a porta (Jo 10.9); Eu sou a videira verdadeira (Jo 15.1).

De fato, tais expressões são simbólicas, porém, aos analisarmos as palavras do Cristo, principalmente em João 6, onde Jesus, faz um discurso direto, anterior a fundação da eucaristia, entendemos claramente que a presença do Senhor nas espécies do pão e vinho, seriam sacramentos vivos na manutenção da fé e esperança da Igreja.

1 – “Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido. Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo” – (Jo 6,13-14) – Antes do discurso preparatório da eucaristia, Jesus realiza a multiplicação dos pães, concedendo aos discípulos, a perfeita orientação que de que Ele pode realizar aquilo que aos olhos do homem é impossível. Jesus transforma poucos pães em alimento para uma grande multidão.

2 – “E, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram a Jesus, andando sobre o mar e aproximando-se do barco; e temeram” – (Jo 6,19) – Nosso Senhor, ao caminhar sobre o mar, desafia as leis da física e mostra, mais uma vez, que Ele é o DEUS de TODAS as coisas.

3 – “Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece e mim e eu nele” – (Jo 6,53-56) – Por fim, Jesus inicia seu discurso pré-eucarístico. Uma rápida análise da passagem através de uma leitura sincera fará com que percebamos que o Cristo, não estava utilizando de linguagens meramente simbólicas e sim, reais e verdadeiras.  Nosso Senhor discursava para uma plateia de judeus e sabia que para todos eles, comer a carne humana, seria um sinal de canibalismo, fato esse, proibido severamente nos escritos do velho testamento (Gn 9,4), entretanto, Jesus quer chamar a atenção para um sinal que será perpetuado durante todos os séculos: sua morte de cruz e seu corpo que será oferecido em sacrifício pela remissão dos nossos pecados. Como sinal vivo dessa memorial, o salvador faz uma analogia entre a sua carne e o pão. Outrora servido aos antepassados em forma de mana (Ex 16,35), todo aquele que se alimentou desse pão morreu (Jo 6,49), entretanto, a carne oferecida em alimento no tempo da graça nos concederá a vida eterna.

Jo 6.51 – “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá para sempre. O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo”.

É nesse sentido que Jesus afirma que sua carne e seu sangue são verdadeiros alimentos. É impossível dizer que as palavras ditas pelo Senhor, foram meramente simbólicas e aqui, coloco alguns motivos:

3.1 – O messias afirma que todo aquele que “come a sua carne e bebe seu sangue” permanece nEle e Ele permanece no crente (Jo 6,56). Não há simbolismos nessa afirmação. Jesus deixa claro que alimentar-se dele é sinal de vida eterna (Jo 6,54).

3.2 – O grego, língua original dos escritos do novo testamento, concede-nos uma leitura correta do fato. A palavra colocada na passagem de Jo 6,54 (Trogo / τρώγων) é traduzida literalmente pelo significado de mastigar e triturar.

Vejamos os textos originais:

Jo 6,55

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”.

ὁ τρώγων μου τὴν σάρκα καὶ πίνων μου τὸ αἷμα ἔχει ζωὴν αἰώνιον, κἀγὼ ἀναστήσω αὐτὸν τῇ ἐσχάτῃ ἡμέρᾳ·

trogo

Esse verbo colocado pelo evangelista João em seu relato, tira qualquer dúvida do simbolismo afirmado pelos protestantes. Jesus falava que de fato, a sua carne seria alimento para os cristãos.

3.3 – Os judeus entenderam a literalidade das palavras de Jesus, uma vez que, ao fim do discurso, todos ficaram escandalizados (Jo 6,60-62) e a partir daquele momento, deixaram de seguir o Cristo pelo fato de entenderam, que o salvador não falava de simbolismos ou coisas fantasiosas e sim, sobre algo que era real: “A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele” (Jo 6,66).

3.4 – Posteriormente ao seu pré-discurso eucarístico, na última ceia, ao instalar o memorial de sua paixão, Jesus poderia ter usado outras palavras ao dizer que o pão e o vinho eram seu corpo. Se tudo fosse apenas uma simples refeição de lembranças, Cristo teria dito: “Este pão simboliza o meu corpo”, “este pão representa” ou talvez, “este pão significa”. Ao contrário, todos os relatos das palavras do Senhor, afirmam para um discurso direto e real: “ISTO É O MEU CORPO” (Mt 26,26Mc 14,22Lc 22,291 Cor 11,23).

A razão humana não pode admitir tampouco o pensamento de que o corpo de Jesus, tal qual se encontra no céu (Lc 24.39; Fp 3.20), esteja nos elementos da Ceia. Como se admitir que Jesus desça aos altares romanistas revestido do corpo que teve sobre e terra, a se deixe prender nos altares católicos. 

Já discutimos nos tópicos acima que a “razão humana”, jamais poderá ser um padrão argumentativo para alguém que diz carregar o nome de cristão.  Jesus Cristo e posteriormente os apóstolos, fizeram centenas de milagres que olhando pela razão e bom-senso, seriam impossíveis. Se levássemos em consideração as palavras do pastor Rinaldi, não poderíamos acreditar nas escrituras, afinal, de Gênesis a Apocalipse, não há espaço para a razão e sim, há espaço “somente para a fé”, espaço somente para milagres e mistérios que nem sempre, são compreendidos aos nossos olhos.

Sendo assim, mediante aos argumentos até aqui apresentados, seja pela escritura, seja pelos mais diversos santos da Igreja, como continuar se opondo a verdade?

“Reconhecer” o Cristo através do pão eucarístico é uma marca crucial da verdadeira Igreja do Senhor (Católica). Fugindo um pouco das passagens que retratam de forma direta a presença do Salvador nas espécies do pão e vinho, encontramos no evangelho de São Lucas, um trajeto que termina na partilha do pão e no reconhecimento de Jesus.

Enquanto dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús e enquanto conversavam (Lc 24,14), Jesus apareceu a eles, porém, não identificaram que ali estava o messias. Ao cair da noite, Cristo ficou com eles e sentou-se à mesa. Ao abençoar o pão e parti-lo, as vendas caíram de seus olhos e o salvador foi reconhecido:

Lc 24,30-31 – “E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu. Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes”.

Jesus estava o tempo todo com eles, porém, não haviam entendido quem era aquele homem a quem, inflama os corações. Entretanto, ao partir do pão, ao partir da eucaristia, o Senhor foi reconhecido mediante ao pão e logo após, desapareceu, deixando a refeição necessária para que eles se nutrissem do sacramento mais sublime da Igreja.

Lc 24,35 – “E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles fora conhecido no partir do pão”.

Já não era necessário que Jesus estivesse fisicamente ali com eles, para que assim, sentissem a sua presença: O Cristo foi reconhecido através do pão e se fez presente no alimento ali oferecido.

A Ceia é uma ordenança e não Eucaristia; era usado pão e não hóstia; Jesus chamou na última Ceia os elementos de pão e vinho, sem dar qualquer motivo para se crer na transubstanciação.

A ceia é um sacramento: é sagrado, santo, puro, sinal do amor de Deus. A ceia é eucaristia (εὐχαριστία – ação de graça). A hóstia é uma mistura feita de “farinha e água” e o seu resultado é o pão ázimo. É de uma grande incoerência e ignorância dizer que a hóstia não é pão.

Transubstanciação é um termo “técnico” que a Igreja utilizou para definir o mistério da presença real de nosso Senhor Jesus Cristo nas espécies do pão e do vinho. Não só a Igreja Católica, mas em pé de igualdade, a Igreja Ortodoxa também crê na presença real do filho de Deus nesse sacramento.

O protestantismo abandonou essa verdade e nega algo instituído pelo próprio Salvador.

Como já visto no decorrer desse texto, há provas bíblicas em abundancia que confirmam a eucaristia.

Adorar a Eucaristia é um ato de idolatria.

Adorar a Nosso Senhor Jesus Cristo, presente vivamente nas partículas do pão e do vinho eucarístico, não é um ato de idolatria e sim, um ato de profunda adoração ao salvador do mundo. O pastor Rinaldi, comporta-se como os judeus que ouvindo os ensinos do Messias e discordando de sua posição, o abandonam para acomodarem-se as suas próprias convicções.

Não deixemo-nos enganar por falsos profetas que propagam inverdades nunca aceitas pela fé católica. Santo Agostinho, doutor da Igreja, ao comentar sobre a eucarística, deixa-nos o ensino real, aceito desde o cristianismo primitivo:

Engrandeça o senhor nosso Deus (Salmo 98, 5). Engrandecei-o verdadeiramente, engrandecei-o bem. Vamos louvá-Lo, vamos engrandecer Aquele que forjou a própria justiça que temos; que operou em nós, Ele prórpio. Pois quem, além d’Ele que nos justifica, praticou a justiça em nós? Pois de Cristo é dito, que justifica o ímpio. (Romanos 4, 5)… E, prostre-se diante escabelo de seus pés, porque Ele é santo. Diante do que nós nos protramos? O Escabelo de seus pés. O que está sob os pés é chamado de um escabelo, em grego ποπδιον , em latim Scabellum ou Suppedaneum. Mas considere, porém, irmãos, que ele nos ordena a prostrar-nos. Em outra passagem das Escrituras é dito, O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. (Isaías 66, 1) Ele, em seguida, manda-nos adorar a terra, já que em outra passagem isto é dito, o que é escabelo de Deus? Como, então, devemos adorar a terra, quando a Escritura diz abertamente, que você deve adorar o Senhor, o seu Deus? (Deuteronômio 6, 13). No entanto, aqui ele diz, prostravam-se diante escabelo de seus pés, e, explicando-nos o escabelo de seus pés é, ele diz: A terra é o meu escabelo. Estou em dúvida, eu temo adorar a terra, pois Aquele que fez o céu e a terra pode me condenar; novamente, tenho medo de não adorar o escabelo do meu Senhor, pois o Salmo me manda, prostravam-se diante escabelo de seus pés. Eu pergunto, o que é escabelo de seus pés? E a Escritura diz-me, a terra é o meu escabelo. Hesitando, eu me viro a Cristo, uma vez que eu estou aqui procurando Ele próprio: e descubro como a Terra pode ser adorada sem impiedade, e como o escabelo de seus pés pode ser adorado sem impiedade. Pois Ele tomou sobre Si terra da terra; porque a carne é da terra, e Ele recebeu a carne da carne de Maria. E PORQUE ELE ANDOU AQUI NA PRÓPRIA CARNE, E QUE DEU A PRÓPRIA CARNE, PARA NOS COMERMOS PARA NOSSA SALVAÇÃO, E NINGUÉM COME ESSA CARNE, A MENOS QUE TENHA ADORADO PRIMEIRO: descobrimos em que sentido tal um escabelo de nosso senhor pode ser adorado, E NÃO SÓ ISSO, NÃO PECAMOS EM ADORAR, MAS PECAMOS EM NÃO ADORAR..” (Sobre o Salmo 98, 8).

Escrito por: Érick Augusto Gomes



Categorias:Refutações

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