O CRISTÃO E O RESPEITO

Introdução

Todo aquele que odeia seu irmão é homicida; e sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele” (1 Jo 3,15).

Nós dizemos que amamos a Deus, nós cremos em seu amor, cremos em sua palavra e acreditamos que deste mundo, não levaremos absolutamente nada (apenas as nossas boas obras).

Se assim pensamos, o que nos falta para abrirmos nossos corações e criarmos ambientes onde o respeito e o amor pelo próximo seja o nosso primeiro passo para evangelização? No relato que se segue, comento sobre as minhas experiências em comunidade e desenvolvo reflexões que serão pertinentes na vivência diária de todo cristão que deseja alcança a “nova Jerusalém” (Ap 21,1).

Quais são ações voltadas para a prática de respeito ao próximo?

Se alguém disser: <amo a Deus>, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso: pois quem não ama seu irmão, a quem vê, a Deus, a quem não vê, não poderá amar” (1 Jo 4,20).

Atualmente, moro no município de Jundiaí, interior de São Paulo. Em minha caminha cristã, seja em comunidade, quanto no meio secular, tenho propriedade para registrar algumas ações que visam o respeito e amor ao próximo.

No que diz respeito a “fé cristã”, atualmente, minha diocese fornece subsídios para três entidades que buscam resgatar o respeito de pessoas que até então, estavam desacreditadas da própria vida. São elas:

  1. Casa Santa Marta: abriga pobres, usuários de droga. Fornece alimentação e vestuário;
  2. Missão Belém: além de abrigar os pobres da cidade, possui um trabalho fortíssimo com idosos rejeitados;
  3. Vicentinos: Talvez, uma das maiores instituições católicas de ajuda ao necessitado do mundo. Na cidade de Jundiaí, os vicentinos trabalham em duas frentes: ajuda aos necessitados e asilo para idosos.

Respeitar o próximo, não reflete simplesmente na educação, mas também, nas ações que possam trazer alívio e conforto para os prediletos de Deus. Todos nós, somos convidados a ajudá-los seja através das coletas que os beneficiam nas missas realizadas, ou, com nossos esforços pessoais.

Em relação a caminhada secular (sociedade em geral), tenho interagido em diversas campanhas na empresa na qual trabalho (DHL Supply Chain), sendo as de maior destaque:

  1. Campanha de Páscoa (compra de ovos para crianças carentes);
  2. Campanha do Agasalho (auxiliando instituições que forneçam abrigo e conforto para os marginalizados);
  3. Campanha de adoção de crianças (dia da criança e natal): “apadrinhar” crianças e assim, trazer a alegria através da compra de um brinquedo.

Tais ações, fortalecem o laço do evangelho de Jesus Cristo e testemunham a fé, a esperança e a caridade (virtudes teologais).

Onde percebemos tais ações em nosso meio?

Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os profetas” (Mt 7,12).

O respeito é uma das bandeiras que deve ser rigorosamente levantada por todo aquele que evoca para si o nome de “cristão”. Embora sempre estejamos falando de “amar ao próximo como a nós mesmos” (Mc 12,31), nem sempre, percebemos tais ações em nosso trabalho, estudo e Igreja. Isso,  deve-se ao fato de ainda não estarmos em perfeita sintonia com as palavras de Jesus: “Em verdade vos digo: todas as vezes que deixastes de fazer a um desses mais pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer” (Mt 25,45).

Entretanto, diariamente, podemos perceber a quantidade de pessoas que respeitando o seu semelhante, procuram frutificar o reino de Cristo na pessoa de seus irmãos. Percebemos isso em diversas situações onde o respeito e a solidariedade mútua, tem sido importante; por exemplo, na defesa da vida (para esse caso, protestante e católicos tem selado alianças valiosas).

Em minha vivência paroquial, percebo ações respeitosas para com todos quando alguns grupos e pastorais, trabalham em pró de toda a sociedade, independente da orientação religiosa de cada família, fazendo assim com que muitos, tenham acesso a necessidades básicas. Além de tais ações, a comunidade na qual participo, juntamente de outras frentes que auxiliam os pobres, promovem encontros no salão paroquial que visa justamente, conceder alimentos aos que mais precisam. Sendo assim, o respeito está claramente presente no caminhar da Igreja que participo.

Qual a nossa contribuição pessoal?

“(…) No mesmo amor, numa só alma, num só pensamento, nada fazendo por competição e vanglória, mas com humildade, julgando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fl 2,2-3).

Somos filhos de Deus e cremos no Cristo que na plenitude dos tempos, nasceu da virgem para a nossa salvação (Gl 4,4). Acreditamos no verbo que se fez carne (Jo 1,1), no filho unigênito do Pai (Jo 3,16) e dessa forma, se faz necessário seguir seu exemplo de entrega para com toda a humanidade (Mt 26,28).

Como cristão católicos, é importantíssimo que contribuamos com o nosso testemunho individual. Seria incoerente se cobrássemos respeito de nossos irmãos e não aplicássemos essa regra de vida em nossa caminhada. Ainda que possamos apresentar diferenças em nossos “estilos de vida”, devemos prezar pela boa convivência para que assim, consigamos juntos, promover a paz e a justiça a todos os povos.

Durante a minha caminhada paroquial, tenho procurado (ainda que de forma imperfeita), acolher a todos dentro do meu trabalho comunitário (catequese de adultos). Ajudar os necessitados sem nunca negar o pão (Mt 25,40), contribuir com formações para auxiliar no crescimento espiritual de todos os irmãos, rezar pelos aflitos, encorajar os desanimados e acima de tudo, respeitar com carinho a história de cada homem.

É possível participar de alguma ação voltada ao respeito em nossas comunidades?

Tratem a todos com o devido respeito: amai os irmãos, temei a Deus, tributai honra ao rei” (1 Pd 1,17)

Participar de uma comunidade paroquial exige determinação e pró-atividade. Ir às missas dominicais, embora seja o nutriente necessário para o alimento do corpo (Jo 6,55) e do espírito (1 Pd 1,3-5), para um cristão católico, as ações devem transcender a “” e atender ações práticas que possam mostrar os frutos de sua relação com Deus e com os irmãos (Tg 2,17).

Na vivência de “Igreja”, o respeito é um dos alicerces que alavancam os trabalhos e refletem o amor mútuo entre todos, afinal, o próprio Cristo assim ensinou: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12,31), dessa forma, como membros de um único corpo (1 Cor 12,12), sempre será possível participar, seja de forma mínima ou por uma via superior de ações que visam o respeito de todos.

Atualmente, elaboro encontros para a “catequeses de adultos” e nesses últimos 4 (quatro) anos, vivi experiências incríveis através do respeito e tolerância nas mais diversificadas situações. Trabalhar com adultos, através de um plano de ensino, em grande parte dos casos, é uma tarefa árdua devido à complexidade de alguns casos (ex: pessoas que desejam receber os sacramentos, mas, vivem em situação matrimonial irregular).

Para cada situação, é necessário que o trabalho seja sempre pautado com base no respeito para que assim, cada homem, cada mulher, seja acolhido dentro das suas possibilidades. O maior sinal de respeito vem do próprio Senhor ao ensinar um precioso ensino: “felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

Dessa forma, seja através de grupos sociais, pastorais, trabalhos na liturgia, secretaria, acolhida e catequese, tudo deve ser feito para a maior glória de Deus sendo que servi-lo, também significa estar a serviço do irmão de forma respeitosa.

Antes, santificai a Cristo, o Senhor, em vossos corações, estando sempre prontos a dar razão da vossa esperança (…). Fazei-o, porém, com mansidão e respeito, conservando a vossa boa consciência” (1 Pd 3,15-16).

Conclusão

Como quereis que os outros vos façam, fazei também a eles” (Lc 6,31).

O respeito ao próximo deve estar penetrado no coração de cada pessoa e para todos aqueles que auxiliam na propagação do reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, isso, deve ser matéria de fé.

Saibamos que a conversão não vem pela força e sim pelo espírito (Zc 4,6), dessa forma, peçamos ao Senhor para que sejamos dignos de sua palavra, tementes ao seu amor e caridosos para com todos os nossos irmãos.

Referências

JERUSALÉM. Bíblia Católica. Local: Paulus, 1998.



Categorias:Reflexões

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