TEMA 07 – MÃE DE DEUS

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Data: 19/02/2018 à 24/02/2018.

1 – Por que Maria é chamada de “Mãe de Deus”?

R: Jesus Cristo é o grande “Eu sou” (Ex 3,14Jo 8,58). Verbo encarnado (Jo 1,1), Emanuel – Deus Conosco (Mt 1,23). Nosso Senhor, enquanto homem, manteve sua essência divina. A Igreja chamou esse mistério de “união hipostática” (verdadeiro Deus e verdadeiro Homem). Sendo Maria, Mãe segundo a encarnação (não segundo a eternidade), Ela é verdadeiramente “Mãe de Deus“.

2 –Há base bíblica para esse dogma?

R: Sim. Em Lucas 1,43 lemos:

E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?

Isabel estava repleta do Espírito Santo ao proferir essas palavras. Não havia outro Deus para a prima de Nossa Senhora que não fosse o único Senhor de Israel. A “Mãe do Senhor (Hebraico – Adonai / Grego (Kýrie))“, Maria Santíssima, sempre foi aclamada dessa forma, antes mesmo da própria Igreja.

3 – O dogma é cristológico?

R: Sim. Venerar Maria com o título de “Mãe de Deus“, significa defender a unidade humana e divina de Jesus.

Com este dogma, é possível derrubar quatro heresias:

Arianismo: crença de que Cristo não existia antes do tempo.
Nestorianismo: crença de que em Cristo, só havia a natureza humana.
Monofisismo: crença de que em Cristo, só havia a essência divina.
Monotelismo: crença de que em Cristo, só havia uma única vontade (divina).

Em todas as heresias citadas acima, só há uma único fundamento: descaracterizar a perfeita união hipostática de Nosso Senhor. Logo, afirmar que Nossa Senhora é verdadeiramente Mãe de Deus, significa refutar todas as objeções contra a pessoa do Cristo.

4 – Hebreus 7,3 – invalida o dogma?

R: Não. O escritor de Hebreus compara Melquisedeque (Gn 14,8) com a pessoa do Cristo. Essa analogia ocorre pelo fato de que o “Rei e Sacerdote de Salém“, possuía um ministério não compreendido pelas escrituras: não há registro de sua genealogia, não se sabe quem foi seu pai ou sua mãe. Entretanto, realizou um sacrifício com “pão e vinho” simbolizando dessa forma, o primeiro sacerdócio.

Jesus é eterno e por ser o “Deus consubstancial ao Pai, gerado e não criado“, fora do tempo, não poderia possuir grau de parentesco. A comparação na epístola está correta.

Entretanto, dentro de tempo e submetido ao cronos, Jesus encarnou-se através do ventre santo da Virgem Maria. Em sua missão, a natureza humana e divina (união hipostática) se faziam presentes (Jo 1,1; Mt 1,23; Lc 1,43) e Ele era corretamente aclamado como verdadeiro homem e verdadeiro Deus, logo, afirmar que Maria não foi a “portadora de Deus” (Theotókos), seria cair no erro ariano.

Maria é Mãe de Deus.



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