TEMA 09 – FUNDAMENTOS DA EUCARISTIA

O grupo ACCATÓLICA (whatsapp) é constituído de pessoas que desejando aprender a verdade, reúnem-se através dos meios digitais a fim de defender a fé e descobrir as ferramentas apologéticas”. 

Deseja participar? Contate-nos (menu principal).

Data: 23/04/2018 – em debate.

EUCARISTIA NO VELHO TESTAMENTO

Assim como os demais itens da revelação, a eucaristia está presente no período vétero-testamentário e passa a ser entendida de forma perfeita através da instituição da “nova Páscoa” realizada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vejamos abaixo as referências ao sacramento eucarístico:

– Gn 14,-17-18 – Melquisedec, “Rei de Salém” (futura Jerusalém, onde Cristo seria crucificado) oferece um sacrifício através do “pão e do vinho“. Jesus Cristo é chamado de sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedec (Hb 5,10).

– Ex 16,4 – O “maná descido dos céus” foi prefigurado nas palavras de Jesus e direcionado a si próprio: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá para sempre” (Jo 6,51).

– Ex 24,8 – Nosso Senhor Jesus ao estabelecer a “nova aliança” que seria vivida no memorial da eucaristia, usa as mesmas palavras (Mt 26,28) de Moisés ao firmar o compromisso com os israelitas: “Eis, disse ele, o sangue da aliança que o Senhor fez convosco“.

– 1 Rs 2,7 – O banquete era um sinal de unidade e o Rei Davi estabeleceu em seu testamento essa ordenança para os que haviam estado ao seu lado.

– Is 25,6-8 – O profeta Isaías anuncia o “banquete divino” preparado por Deus onde será oferecido a todos os povos.

– Is 66,20-21 – Na antiga lei judaica, os levitas eram os responsáveis por realizar os trabalhos no templo (ex: sacrífico). Profeticamente, Isaías afirma que todas as nações trarão ofertas ao Senhor e dentre eles, alguns seriam escolhidos como sacerdotes para realizar as oblações. A eucaristia, ainda que de forma subjetiva, está contemplada nesta visão uma vez que o padre é o responsável direto pelo sacrifício.

– Zc 14,20-21 – Na antiga Israel, apenas o sacerdote oferecia e tomava parte do sacrifício a Deus. Zacarias afirma que “todos tomaram parte do sacrifício“. Na eucaristia, todos os cristãos participam planamente das realidades celestes.

– Ml 1,11 – Profecia eucarística: Do nascente ao poente será oferecido um sacrifício de incenso e uma oferenda pura a Deus (Santo Irineu usou esse argumento em sua obra “Contra as Heresias” [IV livro] 17,5).

EUCARISTIA NO NOVO TESTAMENTO

– Epístola de S. Paulo aos Coríntios (1  Cor 10,16 – 55 d.C) – São Paulo afirma que cálice e o pão que tomamos parte é a real comunhão com o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo.

Epístola de S. Paulo aos Coríntios (1  Cor 11,23-26 – 55 d.C): O apóstolo reafirma as palavra do Senhor ao instituir a eucaristia: “Tomai e comei: isto é o meu Corpo”. 

Epístola de S. Paulo aos Coríntios (1  Cor 11,27 – 55 d.C): Seria apenas um mero simbolismo? Definitivamente, não. Aos olhos de Paulo e da Igreja Primitiva, comer o pão e beber do cálice de forma indigna, torna o receptor “réu do corpo de Jesus“.

– Epístola de S. Paulo aos Coríntios (1  Cor 11,28 – 55 d.C):Quem come sem discernir o corpo, bebe para a própria condenação”.

– Evangelho de S. Marcos (Mc 14,22-23 – 64 d.C), S. Mateus (Mt 26,26-28 – 70 d.C) e S. Lucas (Lc 22,17-20 – 80 d.C): “Isto é o meu corpo, Isto é o meu sangue”. Os três evangelistas registraram as mesmas palavras de Jesus: “ISTO ou “ESTE“. Não há a intenção de afirmar um simbolo, mas, uma verdade. Marcos, Mateus e Lucas, curiosamente, mantém a mesma estrutura eucarística. Seria isso, uma mera coincidência? De forma alguma. Os escritores procuram reafirmar a crença primitiva da presença real de Jesus nas espécies do pão e do vinho. Se assim não fosse, os evangelistas usariam termos como: “Este pão simboliza o meu corpo”, “este pão representa” ou talvez, “este pão significa”.

– Evangelho de S. Lucas (Lc 22,17-20 – 80 d.C): Os discípulos de Emaús, caminhavam com o Cristo, porém, a princípio, não o identificaram. Posteriormente, Jesus, ao partir o pão (eucaristia), é reconhecido.

– Evangelho de S. João (Jo 6,54-57 – 95 d.C): João escreve seu evangelho por volta dos ano 90 e 100. As Igrejas já estavam estabelecidas e era necessário compartilhar as palavras de Jesus. O apóstolo amado recorda o momento onde o Cristo afirmava que a sua “carne é verdadeira comida e seu sangue é verdadeira bebida”. 

EUCARISTIA NA PATRÍSTICA

Acesse o texto “A Eucaristia e os Testemunhos Primitivos da Igreja” através do link:

https://accatolica.com/2017/08/20/a-eucaristia-e-os-testemunhos-primitivos-da-igreja/

Encontre mais 30 citações dos primeiros séculos que comprovam a fé na presença real nas espécies do pão e do vinho.

EUCARISTIA NOS ORIGINAIS

Jo 6,55

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”.

ὁ τρώγων μου τὴν σάρκα καὶ πίνων μου τὸ αἷμα ἔχει ζωὴν αἰώνιον, κἀγὼ ἀναστήσω αὐτὸν τῇ ἐσχάτῃ ἡμέρᾳ·

trogo

Este verbo colocado pelo evangelista João em seu relato, tira qualquer dúvida do simbolismo afirmado pelos protestantes. Jesus falava que de fato, a sua carne seria alimento para os cristãos.

Os judeus entenderam a literalidade das palavras de Jesus, uma vez que, ao fim do discurso, todos ficaram escandalizados (Jo 6,60-62) e a partir daquele momento, deixaram de seguir o Cristo pelo fato de entenderam, que o salvador não falava de simbolismos ou coisas fantasiosas e sim, sobre algo que era real: “A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele” (Jo 6,66).



Categorias:Grupo ACCATÓLICA

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: