SANTO AGOSTINHO NEGOU A CANONICIDADE DO LIVRO DA SABEDORIA?

Entre os dias 01 e 02/06/2018, estive em debate com um “apologista” protestante (página “Apologética Protestante”) cujo nome, será preservado (irei chamá-lo de “~T”) pelo apostolado ACCATÓLICA. Há ainda outro protestante que surge em meio ao debate. Ele, por sua vez, será apresentado como “~J”.

É importante ressaltar que fui bloqueado ao menos três vezes pela dita página sendo que o moderador, me reintegrava a cada momento que ele conseguia descobrir uma nova resposta. Por fim, ao refutá-lo por definitivo, fui expulso e tive meus comentários apagados. Entretanto, sabendo que isso poderia acontecer, copiei toda a conversa para publicá-la no site e compartilhá-la para todos aqueles que possuem interesse pela verdade.

OBS 1: Os textos de “~T” estarão em vermelho e de “~J” em azul.

OBS 2: Link da página: https://www.facebook.com/ApologeticaProtestanteBR/

Acompanhe:

~T – “Santo Agostinho, em sua obra “Predestinação dos Santos”, narra um fato que demonstra a não canonicidade do livro de Sabedoria, considerado pela Igreja Católica como livro canônico, mas claramente com uma canonicidade tardia, pois até os dias de Agostinho esse livro não era canônico. Isso corrobora com a tese protestante de que esse livro, na verdade é apócrifo sendo uma adição tardia da igreja romana. A Igreja Católica adicionou livros em sua bíblia para poder corroborar com suas falsas doutrinas. Notem também que Agostinho relata que seu argumento foi negado porque sua citação não estava nas Escrituras, vejam claramente a aplicação do Sola Scriptura nos tempos de Agostinho.”

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Érick – “A Igreja Católica adicionou”. É risível. Vocês se esquecem dos Coptas e Ortodoxos que usam a septuaginta. Aliás, ambos perderam a comunhão com a fé ocidental muito antes do Concílio de Trento.

Enfim, não vale nem a pena perder tempo com um post desse.

De qualquer forma, eu perdi a conta de quantas citações patrísticas coloquei neste artigo a respeito da LXX e do seu amplo uso na antiga Igreja.

Digitei todas elas dos livros que possuo, nada de Ctrl C da internet.

https://accatolica.com/…/a-septuaginta-e-os…/

~T – Mas parece que Agostinho, um dos dois maiores doutor da Igreja católica descorda de você. Vai vê ele ignorava essa informação que você tem e os que questionaram a ele também, você que vive 16 séculos depois dele é que tem as informações precisas a sabe mais do que um doutor da igreja em sua própria época.

Érick – Poxa vida, eu esperava um comentário mais interessante. Por isso, eu disse que não valeria a pena perder tempo.

De qualquer forma, vai ai um último comentário:

1 – É a Igreja que tem autoridade para definir se um livro é ou não inspirado.

2 – Não sei se você leu o que escrevi, mas, a Igreja Ortodoxa (Oriental) e os Coptas (Egípcios) também usam a LXX. O errado aqui são vocês, não nós.

3 – Poderia citar até mesmo os livros do NT que citam os livros deuterocanônicos, mas, façamos o seguinte: entre no link que te passei. Clemente Romano que escreveu sua epístola aos coríntios (por volta do ano 81-96 d.C) cita, por exemplo, a história de Judite (1 Cor 55,4-5);

4 – Se você olhar no link do artigo, há várias obras de Santo Agostinho, sendo que delas, ele cita ao menos 15 vezes o livro da Sabedoria (fora Eclesiástico, Tobias e etc).

5 – Por fim, acho que tem alguma coisa erra em sua interpretação. Isso que dá, ler algo sem o auxílio do magistério. Eu nem iria colocar isso aqui para você não passar vergonha, mas, ai vai:

– Quem não considera o livro como “canônico“, não é Agostinho e sim “Próspero e Hilário” (responsáveis direito pela resposta do santo). Leia de novo: “Este argumento aduzido também por mim, nossos irmãos não aceitaram, CONFORME DISSESTES, POR TER SIDO TOMADO DE UM LIVRO NÃO CANÔNICO“.

Eles afirmam isso, não o Doutor de Hipona.

Isso fica ainda mais claro quando o próprio Agostinho no capítulo 27 da obra (página 46 da editora “projeto castelo forte”), diz:

Sendo verdade tudo isto. não deveria rechaçar a sentença do LIVRO DA SABEDORIA, cujas palavras têm MERECIDO SER PROCLAMADAS NA IGREJA DE CRISTO HÁ TANTOS ANOS COM APROVAÇÃO DOS QUE, NA MESMA IGREJA, O TÊM LIDO, e serem ouvidos com a veneração devida à AUTORIDADE DIVINA TANTO POR BISPOS COMO PELOS FIÉIS“.

Já no capítulo 29 (página 49 da editora “projeto castelo forte”), o santo diz:

O LIVRO DA SABEDORIA, que mereceu ser LIDO NA IGREJA DE CRISTO HÁ TANTOS ANOS e no qual se encontra esta sentença, NÃO DEVE SER DESPREZADO porque contraria AQUELES QUE SE ENGANAM“.

De verdade, acho melhor você apagar o post.

~T – Todos os livros apócrifos tem palavras que podem ser consideradas canônicas, o livro de Enoque, que é apócrifo tanto para católicos e protestantes, foi citado por São Judas, São Pedro e São João, nem por isso é um livro canônico. Agostinho não quis dizer que o livro de sabedoria era canônico ao dizer que o mesmo livro tem partes que contêm autoridade. 

Érick – Meu Senhor, a ignorância reina por aqui.

Pela última vez.

Leia de novo, meu caro. Leia DE NOVO:

Capítulo 27 da obra (página 46 da editora “projeto castelo forte”), diz:

Sendo verdade tudo isto. não deveria rechaçar a sentença do LIVRO DA SABEDORIA, cujas palavras têm MERECIDO SER PROCLAMADAS NA IGREJA DE CRISTO HÁ TANTOS ANOS COM APROVAÇÃO DOS QUE, NA MESMA IGREJA, O TÊM LIDO, e serem ouvidos com a veneração devida à AUTORIDADE DIVINA TANTO POR BISPOS COMO PELOS FIÉIS“.

Já no capítulo 29 (página 49 da editora “projeto castelo forte”), o santo diz:

O LIVRO DA SABEDORIA, que mereceu ser LIDO NA IGREJA DE CRISTO HÁ TANTOS ANOS e no qual se encontra esta sentença, NÃO DEVE SER DESPREZADO porque contraria AQUELES QUE SE ENGANAM“.

Isso só mostra o quanto vocês fogem da verdade, caro “~T“.

Vocês mentem descaradamente e ainda, persistem no erro.

É bom que não apague o post, afinal, é importante que todos vejam o tipo de “apologética” que se pratica aqui.

~T – Pra que diabos ele teria que ratificar a autoridade de um livro que já era reconhecido como canônico na igreja? Põe a cabeça pra funcionar meu chapa! Não tou falando que Agostinho não reconhecia o valor do livro de Sabedoria, estou falando que Agostinho relata que foi questionado a ele a canonicidade do livro de Sabedoria, isso é um fato e vc não pode negar. Agostinho disse que seu testemunho não foi aceito pelos irmãos pq os irmãos não aceitavam a canonicidade, Agostinho não está a narrar sua opinião pessoal sobre o livro, mas um fato histórico de que os irmãos (leia-se os teólogos da época) não reconheciam a canonicidade do livro, consegue entender ou tenho que desenhar? O debate vai ficar aí pra que vejam os erros que vcs estão cometendo. E outra, eu estou tratando vcs com respeito, se começarem a falar como moleques, serão banidos. Único aviso. 

Érick – Primeiro erro do seu post: “Santo Agostinho – atesta – a não canonicidade do livro“.

Agostinho apenas afirma que duas pessoas não acreditavam que o livro era canônico, mas isso, não reflete a opinião do santo. Aqui, você foi muito experto. Faz um post cheio de pompa para atrair aqueles que não leram o livro e, não conhecem as afirmações de Agostinho sobre a LXX.

Segundo erro: “Considerado pela Igreja Católica como livro canônico, mas claramente com uma – canonicidade tardia –

O próprio Agostinho refuta seu texto na mesma obra que você, quer sugerir aquilo que não está exposto:

Sendo verdade tudo isto. não deveria rechaçar a sentença do LIVRO DA SABEDORIA, cujas palavras têm MERECIDO SER PROCLAMADAS NA IGREJA DE CRISTO HÁ TANTOS ANOS COM APROVAÇÃO DOS QUE, NA MESMA IGREJA, O TÊM LIDO, e serem ouvidos com a veneração devida à AUTORIDADE DIVINA TANTO POR BISPOS COMO PELOS FIÉIS” (Predestinação dos Santos, 27 – página 46)

O LIVRO DA SABEDORIA, que mereceu ser LIDO NA IGREJA DE CRISTO HÁ TANTOS ANOS” (Predestinação dos Santos, 29 – página 49).

Se você sabe que Agostinho tinha plena ciência que a Igreja já tinha o livro como canônico, por que escreveu “canonicidade tardia”? Percebe, quem está cometendo erros?

Terceiro erro: “A Igreja Católica adicionou livros

A Igreja Copta, separada de Roma no ano 451 d.C. e a Igreja Ortodoxa, separada em 1054 d.C. possuem essas obras em suas bíblias. Somos nós que adicionamos ou vocês que possuem uma bíblia com livros a menos?

Quarto erro: “Adição tardia da Igreja Romana“.

Bom, aqui, não preciso nem voltar ao texto do próprio Agostinho que você fez o favor de esconder dos seus leitores.  Apenas lembro o que ele próprio disse: “LIDO NA IGREJA DE CRISTO HÁ TANTOS (TANTOS) TANTOS (TANTOS) ANOS“.

Quinto erro (no seu comentário): “Agostinho disse que seu testemunho não foi aceito pelos irmãos

E quem disse que dois irmãos tem qualquer peso na decisão de um Igreja inteira em definir quais livros são ou não inspirados? Próspero e Hilário são um tipo de “~T“. O fato de você desconsiderar a canonicidade de um livro, fará diferença? Na época de Inácio, Justino, Irineu, Orígenes, Ambrósio, Agostinho, Jerônimo, haviam vários judeus que não reconheciam a versão dos 70, mas nem por isso, a Igreja como “coluna e sustento da verdade” (1 Tm 3,15) foi pela opinião dos inimigos de Cristo.

Lembre-se do que o próprio Agostinho disse: “O LIVRO DA SABEDORIA, que mereceu ser LIDO NA IGREJA DE CRISTO HÁ TANTOS ANOS e no qual se encontra esta sentença, NÃO DEVE SER DESPREZADO porque contraria AQUELES QUE SE ENGANAM“. – AQUELES QUE SE ENGANAM – AQUELES QUE SE ENGANAM. 

Por fim: Eu compartilhei um link com inúmeras citações da patrística e o pleno uso da LXX no início da Igreja. Mas, quem disse que vocês vão ler?

Eu te tratei com respeito. Esse papinho de “block” é porque você já percebeu que fez cagada e quer sair pela tangente. Fique tranquilo, não vou ficar aqui discutindo com alguém que não consegue reconhecer o próprio erro.

~T – Só pra começar a canonicidade do livro de sabedoria nada tem a ver com a versão dos 70 que tinha muito mais livros que a Bíblia católica tem hj, então a citação de patrísticos a LXX não significa aprovação de todos os livros que ali estão. Só para título de curiosidade ainda hj todos os teólogos citam a LXX por ser uma fonte antiga de traducao, não por reconhecer todos os seus livros como canônicos. Em segundo os judeus rejeitaram a canonicidade do livro de sabedoria ainda no primeiro século. E vc não respondeu pq Agostinho teve que ratificar a canonicidade de um livro que já era canônico nesse tempo, segundo a sua visão. Só para efeito de informação, João Calvino cita o livro de sabedoria e eclesiástico e nem por isso os considerava canônicos, isso prova que a citação de um livro é sua canonicidade nada tem a ver uma coisa com a outra. E poderia me dizer de qual fonte vc tira que são apenas dois teólogos que não aceitam a canonicidade se sabedoria? E outra, eu nunca vi ninguém duvidar da canonicidade de Mateus ou de Lucas por exemplo, se nessa altura do campeonato, com o cânon já fechado, ainda tinha gente duvidando da canonicidade de um livro, então é pq ele não era canonico mesmo, me desculpa, mas é essa a realidade.

Érick – Sim, a LXX tem muitos outros livros, porém, coube a Igreja definir quais eram os livros inspirados e quais não eram. O problema aqui é que você afirmou que o livro da Sabedoria tinha “canonicidade tardia”, onde na verdade, o próprio Agostinho afirma que o livro era lido, venerado e reconhecido pelos Bispos há anos. Se levarmos em consideração que o santo morreu em 430 d.C., você consegue imaginar o quanto essa obra já estava plenamente enraizada no seio da Igreja anteriormente a essa data? Sendo assim, para que mentir no seu post?

– As citações da patrística só enfatizam o uso da LXX na Igreja primitiva. O próprio NT, possui várias referências a versão grega. O que talvez você ainda não tenha entendido é que um padre citar ou não a septuaginta, não fará a menor diferença se a Igreja, através do seu magistério, não o declarar como canônico. Quando falo do uso abundante dos primeiros padres em relação ao texto grego, é de justamente provar que eles não apareceram milagrosamente em Tentro, como vocês, gostam de sugerir.

– O fato dos judeus aceitarem ou não, isso para mim, pouco importa. Eles rejeitaram a Cristo, o ensino dos apóstolos e a Igreja. O que você queria? Aliás, diga-se de passagem, já vi judeu tirando uma “onda” do NT justamente por possuir clara ligação com a LXX.

– Agostinho não ratificou nada. Na verdade, ele apenas estava dizendo o que eu estou dizendo agora para você e o que os católicos tem dito aos protestantes nos últimos 500 anos: os deuterocanônicos não podem ser rejeitados por contrariar aqueles que continuam no erro.

– Eu não citei que são apenas “dois teólogos”, meu caro. Eu apenas afirmei a questão dos “dois irmãos” na obra de Santo Agostinho.

– Você nunca viu alguém duvidar da canonicidade de Mateus ou Lucas, mas, deveria saber que livros que você possui em sua Bíblia como “Tiago”, “Hebreus” ou “Apocalipse”, tiveram sua canonicidade questionada durante quase 300 anos. Basta ler a história eclesiástica de Eusébio. A questão é que a Igreja, junto do colegiado episcopal, tem autoridade para afirmar se uma obra é ou não canônica. Opiniões individuais, são apenas individuais.

É uma pena que uma publicação dessa, possa enganar a muitos.

Um grande abraço e que Deus ilumine a sua mente!

~T – Então meu chapa, se tem muitos outros livros, então a citação dos pais da igreja à Septuagint significa o que? NADA. E a igreja não definiu nada, ela reconheceu quais eram os livros, não os definiu, até mesmo pq Jesus se referindo ao AT no evangelho de João diz que a “Escritura não pode falhar” atestando a canonicidade do AT muito antes da igreja cristã ser fundada e muito antes da igreja católica romana ser fundada, já que foi fundada tardiamente, então não vale aqui o argumento da “Igreja definiu” quando antes dela mesmo existir Jesus atestou a canonicidade e infalibilidade do AT. Agostinho disse que era lido e venerado, mas disse que era canônico? Pq Sabedoria tbm era lido e venerado por Calvino, como isso se segue que isso torna um livro canônico, eu não sei. Se vc levar em consideração que com o cânon fechado tinha gente questionando a canonicidade desse livro a ponto de Agostinho ter que fazer uma defesa dele sem em hora alguma dizer que ele era canônico, segue-se que ele não era canônico, Simples assim. Quem duvidaria da canonicidade dos 4 evangelhos? Ninguém, mas do de sabedoria já se sabe né? Os judeus rejeitaram a Cristo, mas a Bíblia fala que a eles foram entregues os oráculos de Deus, os apóstolos eram judeus e Jesus era um judeu, e só pra constar foram os livros reconhecidos pelo magistério deles que Jesus reconheceu autenticidade, se Jesus o próprio Cristo reconheceu a autoridade dos judeus em reconhecer quais eram os livros do AT, quem sou eu pra rejeitar tal ensino? Agostinho narra qual fato aí? O que ele quis dizer quando disse que os irmãos negaram a canonicidade do livro de sabedoria? Ele quis dizer na verdade que o livro era definido pela igreja como canônico? Pq ele não apelou para a essa definição? Pq ele não disse que os irmãos rejeitavam essa canonicidade estavam em desobediência? Pelo contrário, ele ainda disse que a doutrina ele ensinava sequer dependia desse livro. Parece me claro que o livro de sabedoria foi reconhecido ou como vc diz, definido tardiamente. Dois irmãos que eram teólogos. Tbm acho que a cota já deu, já que seus argumentos não responde a nenhuma das minhas objeções.

Érick – Cara, você não consegue ler um palmo que está na sua frente, mente no post, diz que eu não respondi nada, mas na verdade, foi você que não respondeu nada do que coloquei.

Os textos estão aí. Qualquer um vai ver que eu respondi o que você colocou.

Aí você volta e diz que “Agostinho não disse que era canônico”.

Para meu velho! Leia a frase dele (que você omitiu propositalmente):

Cujas palavras (livro da Sabedoria) tem merecido ser PROCLAMADAS” (aula de liturgia: você só proclama algo na Igreja se for verdadeiro e canônico) “na Igreja de Cristo (Católica) HÁ TANTOS ANOS” (tempo passado que compreende o presente) “com APROVAÇÃO (canonicidade estampada) dos que na mesma Igreja o tem lido, e serem ouvidos com a veneração” (só se venera algo ou alguém quando este passa pelo crivo magisterial da fé) “devida a autoridade divina (Mt 16,18) tanto por Bispos (colegiado apostólico), tanto por fiéis“.

Coloca essa frase aí no seu post. Seja honesto e edite o sofisma que você lançou!

Agora vou-me.

Não respondeu nada do que eu disse e continua usando de uma erística baixíssima.

Deveria mudar o nome da página para “Abobogética“.

~T – Respostas que é bom nada, quando se perde a razão, começam as ofensas. Pessoas sabias atacam ideias, pessoas católicas atacam pessoas. Pode ir pro banho chorar amigo, pq resposta ao meu questionando vc não vai achar é nunca!

**Nota adicional – Percebam que eu refutei todos os pontos levantados pelo opositor, porém, ao fim, ele continua insistindo que eu não lhe dei as devidas respostas.**

Érick – Os textos estão aí. Qualquer um que ler (isso se você não apagar), vai perceber que todas as suas objeções foram respondidas.

Ao contrário de você, que não respondeu nada e continua mentindo para os seus leitores.

É uma pena.

Já debati e vi páginas melhores.

~T – pq eu apagaria? Só se fosse pra evitar a vergonha que vc passou aqui. Aliás, eu acho que vc tá comentando aqui ainda para que o debate fique para trás e ninguém veja que vc não respondeu a NENHUM dos meus questionamentos. Tática típica dos papistas que passam por aqui. 

**Nota adicional – Aqui, ele diz que não apagaria, porém posteriormente, me expulsa por mais de três vezes da página. A expulsão acarreta o não aparecimento das mensagens**

~J – “É risível. Vocês se esquecem dos Coptas e Ortodoxos que usam a septuaginta.”

Opa… Pegamos o amiguinho na mentira. E, para desmacará-lo, vamos atestar utilizando fontes de blogs de apologistas católicos romanos. Vou deixar eles falarem por mim. Seguem os links de pelo menos dois:

Fonte 1: https://www.google.com.br/…/sobre-o-canon-biblico…/amp/

Fonte 2: 
https://www.google.com.br/…/a-biblia-da-igreja…/amp

Ademais, vamos colacionar aqui as citações, caso o amigo não queira ir até a fonte para consultá-las:

“Não é só o protestantismo que possui uma bíblia diferente da Igreja Católica, os Ortodoxos também.”

Mais:

“Quanto à Igreja Ortodoxa, o cânon difere de muito de uma igreja pra outra. Por exemplo, as Igrejas Não-Calcedocianas (que não aceitaram o Concílio da Calcedônia que determinou a dualidade de naturezas de Cristo) como a Igreja Ortodoxa Etíope, aceitam como canônicos todos os livros aceitos pela Igreja Católica, como também 1, 2 e 3 dos Macabeus, o Salmo 151, 1 Esdras, além dos livros de Enoque e os Jubileus (estes dois últimos não se encontram na Septuaginta). O NT deles também é diferente, eles incluem “Atos de Paulo”, “1 Clemente”, “Pastor de Hermas”.”

Parece que o apelo à suposta tradição “infalível” falhou, não?

E aí, meu amigo? Já que a tradição é “infalível”, quem está com a razão no que tange a definição do cânon do Antigo Testamento? Os romanos ou os ortodoxos? Aliás, as igrejas ortodoxas, para justificar a inclusão dos livros supramencionados, também apelam para a tradição cristã. 

Além disso, a fonte 1 discorda de você quando você assevera que a Septuaginta foi utilizada por Cristo e os apóstolos. Senão vejamos:

“Embora a Septuaginta possua um catálogo bem amplo, não podemos afirmar que Cristo e os Apóstolos reconheciam todos os livros que nela estavam presentes, principalmente porque não deixaram qualquer instrução a respeito.”

Encontramos aqui um ponto de divergência. Acho que vocês primeiro precisam se definir antes de sair por aí esbravejando supostas “certezas” que nem sequer é consenso entre vocês próprios. 

No meio dessa confusão entre os dois segmentos das igrejas cristãs em questão, é exatamente por isso que os protestantes preferiram se filiar ao cânon hebraico do Antigo Testamento, cuja canonicidade já havia sido reconhecida pelo próprio povo judeu bem antes do cristianismo. Cabe ressaltar que foi o povo judeu que recebeu a autoridade para reconhecer os livros inspirados da antiga aliança. E eles ratificaram isso no Concílio de Jâmnia, lá no século I. Disso você não pode fugir. Não é a toa, inclusive, que o apóstolo Paulo afirma que aos judeus é que foram confiados os oráculos de Deus.

É importante registrar que, ao contrário do que o amiguinho quer fazer crer para os mais desavisados, o cânon do Antigo Testamento foi alvo de diversas controvérsias entre os bispos e pais da Igreja, sobretudo nos primeiros séculos. 

Por exemplo, você talvez deva saber que Melito, bispo de Sardes, compôs a primeira lista existente dos livros da antiga aliança, em 170 d.C. Nesta lista, ele incluiu todos os livros da Bíblia hebraica, com exceção de Ester, mas não continha nenhum dos escritos apócrifos (ou deuterocanônicos, como queiram chamar). O cânon de Melito está registrado na CARTA DE MELITO A ONÉSIMO, a qual é mencionada na obra HISTÓRIA ECLESIÁSTICA, do historiador EUSÉBIO DE CESARÉIA. 

Conforme a mesma obra de Eusébio, o cânon de Orígenes (morto no ano 253), também correspondia ao cânon hebraico, exceto pelo fato de que ele incluiu a Carta de Jeremias. No comentário ao Salmo 1, que também foi trazido por Eusébio na sua obra, assim discorreu Orígenes: “Não devemos ignorar que há 22 livros do Testamento, de acordo com a tradição dos hebreus, correspondentes ao número de letras em seu alfabeto (…) – (Fonte: Eusébio, História Eclesiástica, 6.16 1-17.1). Orígenes também foi considerado o maior estudioso bíblico da sua época entre os pais gregos. Os 22 livros a que ele se refere correspondem aos 39 livros que temos hoje na Bíblia protestante. 

Atanásio, em sua Trigésima nona carta da Páscoa (367 d.C), apresenta uma lista de livros do Antigo e Novo Testamentos. E no que respeita ao AT, deu prosseguimento, consoante Orígenes, à tradição daquele contexto e se espelhou no cânon hebraico, com exceção de ter adicionado a Carta de Jeremias e Baruque. Ele também rejeitou Sabedoria, Eclesiástico, Ester, Judite e Tobias. Uma curiosidade: na lista dos livros escriturísticos do Novo Testamento, Atanásio também incluiu a Didaquê e o Pastor de Hermas. 

Cirilo de Jerusalém, na sua obra Catequeses Mistagógicas, a semelhança de Orígenes e Atanásio, também se espelhou no cânon hebraico e listou 22 livros do Antigo Testamento. 

Jerônimo iniciou seu trabalho de tradução para o latim a partir da Bíblia hebraica, e não pela Septuaginta. Inclusive, em seu prefácio a suas traduções dos livros de Samuel e de Reis (que foram os primeiros a serem traduzidos), ele elaborou uma lista da Escritura canônica, que correspondia aos livros da Bíblia hebraica. Junto da lista, adicionou um comentário. Transcrevo: “Este prefácio às Escrituras poderá servir de introdução geral [“capacete”, no original] a todos os livros que traduzimos do hebraico para o latim, de modo que tenhamos certeza de que aquilo que não for encontrado em nossa lista deve ser situado entre os escritos apócrifos.” Fonte: Jerome, Preface to the books of Samuel and Kings (NPNF² 6:490). Logo, Jerônimo não citou Sabedoria, Eclesiástico, Judite, Tobias, 1 Macabeus e 2 Macabeus. Também descartou Baruque e, embora tenha traduzido as partes adicionais de Daniel da Septuaginta, eles as colocou no apêndice do livro. Ao comentar Sabedoria e Eclesiástico, Jerônimo afirmou: “Como na época a igreja lia Judite, Tobias e os livros de Macabeus, mas não os admitia entre as Escrituras canônicas, que esses livros sejam então lidos para edificação do povo, e não para que confiram autoridade às doutrinas da igreja.” Fonte: Jerome, Preface to the books of Proverbs, Eclesiastes, and Song os Songs (NPNF² 6:492). 

Ou seja, Jerônimo nada mais fez do que seguir a tradição que foi traçada a partir de Melito e do qual também faziam parte líderes da igreja como Orígenes, Cirilo de Jerusalém e Atanásio. A própria Enciclopédia Católica reconhece isso. Veja o comentário que comprova o que digo e, em seguida, a justificativa que eles fornecem: “Obviamente, o ranking inferior a que os escritos apócrifos foram relegados por autoridades como Orígenes, Atanásio e Jerônimo se deveu a uma concepção rígida demais de canonicidade, do tipo que exige de um livro, para que seja digno dessa dignidade suprema, que seja acolhido por todos, aprovado pela antiguidade judaica e seja, sobretudo, próprio não apenas para edificação, mas também para a ‘confirmação da doutrina da igreja’, para tomar emprestada a expressão de Jerônimo.” Fonte: Catholic encyclopedia, “Canon of the Old Testament”, disponível em: http://www.newadvent.org/cathen/03267a.htm

Depois, em uma série de cartas trocadas com Jerônimo, é que Agostinho insiste com o mesmo para que este traduza o Antigo Testamento em latim, tomando por base a Septuaginta, e não a Bíblia hebraica, e este assim o faz. Todavia, na concepção do próprio Agostinho, conforme citação do seu seu livro “A cidade de Deus”, tanto a Bíblia hebraica quanto a Septuaginta gozam da mesma autoridade. Vejamos: “Eu também, segundo a minha capacidade, e seguindo as pegadas dos apóstolos, os quais citaram os testemunhos proféticos de ambos, isto é, da Bíblia hebraica e da Septuaginta, creio que ambas devem ser usadas com igual autoridade, já que são uma só e também divinas.” Fonte: Augustine, The city of God 18: 43-44 (NPNF¹ 2:386-387) Aliás, cabe enfatizar aqui que Jerônimo sabia hebraico, e Agostinho não. 

Hugo de São Vítor, que foi cardeal da igreja romana e foi prior e diretor da abadia de São Vítor em Paris, entre 1133 e 1141, seguiu a linha de Jerônimo. Na sua obra “Dos Sacramentos”, num capítulo intitulado “Do número dos livros na Sagrada Escritura”, assim discorreu: “Há também no Antigo Testamento alguns outros livros que de fato são lidos, mas não estão inscritos no corpo do texto, nem no cânon de autoridade: estes são os livros de Tobias, Judite e dos Macabeus, a assim chamada Sabedoria de Salomão e o Eclesiástico.” Fonte: Hugo de São Vítor, Dos Sacramentos, I, Prólogo, 7 (PL 176, cols. 185-186D). Por fim, você sabe em quem Lutero se baseou para não considerar as adições da Septuaginta como canônicas? Em Jerônimo, principalmente. Se você quer ser realmente honesto nas suas observações, não exclua o testemunho dos bispos e líderes da igreja primitiva que não consideraram as adições da Septuaginta como Escrituras canônicas.

Érick – “~J”, Assim como seu colega, você faltou a aula de interpretação de texto?

É por isso que é perda de tempo debater com nécios!

Veja o que eu comentei:

Vocês se esquecem dos Coptas e Ortodoxos que usam a Septuaginta“.

Onde eu menti? Eu disse que eles possuem “apenas” os sete livros que nós o temos por deuterocanônicos?

Eu enfatizei o uso da LXX em contra partida ao cânon defasado que vocês possuem. Os links só comprovam o que o próprio Rogério falou: a versão que vocês usam está em total desacordo com a tradição cristã das antigas Igrejas.

Antes de tornar-me católico, convivi cerca de 2 anos com ortodoxos russos e eles, usam a versão grega em sua totalidade.

Que papelão, em?

Eu acho que você nem leu os links que colocou.

Aliás, quando digo que os apóstolos usaram a LXX, não estou afirmando que a coleção dos livros eram aceitos em sua totalidade, porém, é claro que o texto neotestamentário foi referenciado com base na tradução grega. Basta ver a profecia atestada por Mateus (Mt 1,23) que tem por base a septuaginta.

A grande verdade é que vocês aceitam um cânon posterior e “formado” pós ano 90 d.C.

Independente da versão utilizada, todas as Igrejas Cristãs fazem uso da versão dos setenta. Apenas as seitas posteriores ao século XV, retomaram o uso de listas utilizadas por aqueles que negaram a Cristo. O pior é vocês se gabarem disso.

É engraçado que o próprio Talmud, pelo menos até o século IV, ainda citava o Eclesiástico.

Por fim, você cita “Melitão de Sardes” (170), mas ele, em seus escritos, aceita a sabedoria e não indica Ester como livro canônico.

Volto a reforçar: ainda que existissem divergências quanto ao cânon no princípio (nunca neguei isso), era nítido o uso da LXX por boa parte dos padres (assim como os escritores neotestamentários usaram) e a Igreja atestou o seu uso, mesmo que ainda hoje, persistam diferenças mínimas entre o ocidente e oriente.

Quem possui livros a menos são vocês, não nós.

Sorte que Lutero não retirou a epístola de Tiago do cânon, porque do contrário, estaríamos aqui debatendo com vocês se o texto era ou não canônico.

Antes que eu esqueça:

O cidadão citou alguns padres para atestar um suposto não uso da LXX.

Meu caro, ano passado, eu reuni quase 100 citações do NT e da patrística com relação ao uso da septuaginta.

Tudo foi digitado cuidadosamente e retirado dos livros que possuo em minha biblioteca. Não da nem para discutir com o peso deste texto:

https://accatolica.com/2017/12/27/a-septuaginta-e-os-testemunhos-primitivos-da-igreja/

Última coisa:

Esse “copiou / colou” do seu texto, ~J, eu já refutei em 2013:

https://accatolica.com/2017/08/24/em-defesa-da-biblia-catolica/

Finalizando:

Apenas para que não esqueçam o núcleo desse debate:

O ~T mentiu ao publicar esse post imputando ao texto, algo que não existe.

Por favor, sejam honestos uma única vez e coloquem o que o santo realmente disse, capítulos posteriores em sua obra.

Editem e escrevam que Agostinho afirmou com todas as palavras que o livro da Sabedoria era “venerado, lido HÁ anos na Igreja e era aprovado pelos Bispos” (capítulo 27, página 46).

~T – vc ainda não entendeu o post, impressionante. Cara, o foco não esta´na opinião pessoal de agostinho, eu já falei isso mil vezes, mas no fato narrado por ele. Vc simplesmente nega que Agostinho afirma que o livro de sabedoria foi questionado em sua canonicidade por teólogos da época de agostinho e que isso não aconteceria caso ele fosse canônico. Aí vc fica insistindo em dizer que agostinho via valor no livro de sabedoria, pq ele era lido na igreja, e daí? Calvino tbm cita o livro de sabedoria e ele não o considera canônico, nem os teólogos da época de agostinho consideravam. Vc citou a septuaginta e vemos que a septuaginta não é modelo de canonicidade pois há vários livros na septuaginta que são negados pela igreja católica, logo a citação desse em nada significa canonicidade. O livro de enoque foi citado por São Judas, São João e São Pedro, e ele não é canônico, pq Agostinho citar o livro de Sabedoria tornaria ele canônico? Todas essas foram questões que vc não chegou sequer perto de responder, e a questão central então, vc nem tocou no assunto, que era pq Agostinho narra o fato de que seu argumento foi questionado pq era baseado no livro de sabedoria, se esse livro era um livro canônico? Pq os teólogos da sua época rejeitaram o argumento de agostinho e agostinho teve que dizer que seu argumento poderia ser encontrado na bíblia inteira? É essa análise do texto qeu vc não esta´sabendo fazer, vc está se atendo a opinião pessoal de agostinho, coisa que eu não falei, meu argumento está no fato narrado por agostinho, não pela opinião pessoal dele. Sem mais agora me despeço e serão bloqueados por ofensa ao adm.

Espero que depois dessa se dê por acabado. 

Agostinho não se refere de forma alguma a “Autoridade Canônica” mas a autoridade da igreja e dos Bispos em permitir a circulação e proclamação (citação do livro) pelo seu valor histórico e literário. Ele é mais claro quando diz:

“Salomão também é encontrado por ter profetizado em seus livros, dos quais três são recebidos como de AUTORIDADE CANÔNICA: Provérbios, Eclesiastes e o Cântico dos Cânticos. Mas tem sido costumeiro atribuir a Salomão outros dois, dos quais um é chamado de SABEDORIA, o outro ECLESIÁSTICO, por conta de alguma semelhança de estilo – mas os mais instruídos NÃO TEM DÚVIDA de que não são dele; todavia, antigamente a Igreja, especialmente a ocidental, OS RECEBEU EM AUTORIDADE – na qual, chamada Sabedoria de Salomão, a paixão de Cristo é abertamente profetizada … Mas as coisas que não estão escritas no cânon de os judeus NÃO PODEM SER CITADOS contra suas contradições com TÃO GRANDE VALIDADE”

A Cidade de Deus, XVII, 20.

Agostinho quis dizer que o livro não deve ser desprezado pela riqueza literária, histórica e teológica. Porém, a igreja também devia ser cautelosa em fazer dessa autoridade de circulação e citação virar autoridade Canônica a ponto de contradizer o Cânon dos Judeus (como assim concebemos). Então amigão, vc estava errado, Agostinho nao reconhecia a autoridade canônica de sabedoria.

Érick – Caramba, eu acho que você, ~T, deve sofrer de “esquizofrenia mórbida”.

Vocês me expulsaram daqui três vezes e agora, recolocaram-me aqui mais uma vez. Porém, a tática é muito simples: como não conseguem rebater os meus argumentos, e os textos que escrevi (encontram-se no link acima), bloqueiam o meu perfil até ganhar certo tempo para encontrar alguma resposta e quando encontram qualquer coisa pelo caminho que possa servir de alimento para as pobres almas, recolocam-me mais uma vez e “postam” algo no melhor estilo “ad nauseam” e por fim, gritam como se tivessem vencido o debate.

A sorte (ou azar) de vocês é que pegaram um cara que tem certa paciência em responder esses questionamentos baratos. Afinal, já disse outras vezes que não voltaria aqui, porém, as anedotas são tão grandes que acabo sentindo-me obrigado a retornar aqui pelo bem da Igreja e por desejar ardentemente defender a Jesus Cristo. Quero deixar claro que há muitos outros católicos acompanhando este post e a cada hora que vocês me bloqueiam e colocam-me novamente, aumenta ainda mais, a vergonha de vossas faces.

Darei uma resposta definitiva sobre a questão e já adianto que até o fim do dia, este “debate” (se assim podemos chamar, afinal, alguém que usa de mentiras e sofismas para defender algo indefensável, não passa de um embusteiro) estará publicado no apostolado “ACCATÓLICA”.

Comecemos a destrinchar seus dois últimos comentários:

– Anteriormente, você disse que “o foco não está na opinião pessoal de Agostinho”, porém, agora, você copia e cola (sim, eu vi que outra pessoa havia comentado isso e como você gostou do argumento, trouxe até esta publicação) um texto que vocês encontraram na obra do Santo e agora, querem torna-lo definitivo a respeito. Parece confuso, não é? Bom, no seu caso, não. Você já se contradisse nesta mesma postagem: primeiro, atribuiu a Agostinho a afirmação de que ele “enfatiza” a não canonicidade do livro, depois, percebendo que ele não havia dito absolutamente nada do que vocês queriam na postagem, retornaram com argumentações vazias e sem qualquer respaldo. A verdade é que vocês, foram refutados pelo próprio texto. Enquanto vocês sugerem que o livro não seja canônico, ele (Agostinho) rebate a tese de ~T de forma formidável:

“Sendo verdade tudo isto. não deveria rechaçar a sentença do LIVRO DA SABEDORIA, cujas palavras têm MERECIDO SER PROCLAMADAS NA IGREJA DE CRISTO HÁ TANTOS ANOS COM APROVAÇÃO DOS QUE, NA MESMA IGREJA, O TÊM LIDO, e serem ouvidos com a veneração devida à AUTORIDADE DIVINA TANTO POR BISPOS COMO PELOS FIÉIS“. (Página 46; cap 27, editora projeto castelo forte).

Talvez, algo que vocês estejam relutando em aceitar neste texto é que Santo Agostinho não apenas diz que o livro era “aprovado”, mas que ele era também “venerado devido a autoridade divina tanto por bispos como pelos fiéis”. O livro era canônico pois tinha <autoridade divina> e ainda recebia <aprovação dos bispos> e dos <fiéis>.

O fato dos dois irmãos (Próspero e Hilário) negarem a canonicidade do livro, não o fazem deles apócrifos. Vocês, negam até hoje o uso dos livros deuterocanônicos. Diga-me, caro opositor: qual a diferença de um ~T da vida para um Próspero e Hilário? Com todo respeito, nenhuma.

Na sequência, Agostinho, mais uma vez, afirma o uso pleno da obra e ainda afirma que o livro jamais poderia ser desprezado por aqueles que se enganam (semelhantemente a vocês):

O LIVRO DA SABEDORIA, que mereceu ser LIDO NA IGREJA DE CRISTO HÁ TANTOS ANOS e no qual se encontra esta sentença, NÃO DEVE SER DESPREZADO porque contraria AQUELES QUE SE ENGANAM“. (Página 49; cap 29, editora projeto castelo forte).

Apenas está pequena perícope, já é suficiente para dizer que você foi refutado, mas, você continua.

– Você afirma que os “teólogos da época” de Agostinho não enxergavam valor nenhum no livro. Mas, diga-me, quais são os teólogos? De onde você tirou isso? Qual obra, qual texto, qual citação? Ou você está se baseando no seu achismo barato? Afinal, qual é a verdade documental? Quando digo isso, não estou apenas referindo-me ao livro da Sabedoria, mas também, a todas as outras obras canônicas que constam na Igreja Católica e que vocês rebeldemente a recusaram. Você apresenta palavras pobres e vazias, eu, apresento fatos. Se realmente, a versão grega não possuía seu mérito de uso, por que há tantas provas bíblicas e históricas do uso abundante dos textos pelos escritores do novo testamento e período pós-apostólico? Refute todas essas informações:


São Paulo (55 a 58 d.C)

1 Cor 2,9-11 e Jd 8,14

1 Cor 10,10-11 e Jd 8,23-25

1 Cor 2,7 e Sb 9,9

Rm 10,5-6 e Eclo 24,4 / Br 3,29


São Tiago (62 d.C ou fim do século II)

Tg 3,5-6 e Eclo 28,18-19 ou Eclo 28,22-23.30


Epístola aos Hebreus (67 d.C)

Hb 11,35 e 2 Mc 7,9.13-14

Hb 1,3 e Sb 7,26


São Mateus (70 d.C)

Mt 8,11 e Br 4,36-37

Mt 1,22-23 e Is 7,14 (uso da LXX – termo “virgem”).

Mt 21,15-16 e Sl 8,3 (uso da LXX – da boca dos pequeninos sai um louvor. Compare com a versão hebraica Sl 8,2).


São Lucas (80 d.C.)

Lc 23,35.37.39 e Sb 2,13-20

Lc 12,16-21 e Eclo 11,18-29

At 7,14-15 e Gn 46,27 (uso da LXX – a versão grega adiciona 5 pessoas. Total de 75. Mesmo número informado por Estevão).


São João (90 d.C)

Jo 10,22 e 1 Mc 4,36.59

Jo 1,1-2 e Sb 9,9

Jo 1,3 e Sb 7,21-22

Jo 14,15 e Sb 6,18

Jo 1,5 e Sb 7,30

Ap 8,2 e Tb 12,14-15

Ap 21,18-21 e Tb 13,16-18


Papa Clemente Romano (81 a 96 d.C)

1ª Epístola aos Coríntios 55,4-5; cita o livro de Judite.


São Justino de Roma (155 d.C.)

1 Apologia 31,1-6 – Afirma que a LXX permanece entre os egípcios, judeus e é usada no mundo inteiro.

Diálogo contra Trifão 43,7 – Justino ironiza os “mestres judeus” que ainda usam a versão hebraica.

Diálogo contra Trifão 68,7-8; 71,1-3 e 120,4-5 – Justino continua a defender a septuaginta frente aos judeus heréticos (semelhante a um tal de “tourinho”).

Diálogo contra Trifão 124,3; 131,1 e 137,3 – Justino cita passagens de acordo com a versão dos setenta e enfatiza sua interpretação com base na LXX.

Santo Irineu (180 d.C)

Contra as Heresias [II Livro] 10,2 – Cita 2 Mc 7,28.

Contra as Heresias [III Livro] 21,1 – Irineu usa a LXX para embasar sua argumentação de Is 7,14 (termo virgem).

Contra as Heresias [II Livro] 21,2-3 – Irineu afirma que a versão dos setenta foi traduzida com fidelidade pela graça de Deus.


Orígenes (201 a 230 d.C.)

Tratado sobre os princípios [prefácio 4] – cita Sb 9,9

Tratado sobre os princípios [1º livro], 9 – cita Sb 7,25

Tratado sobre os princípios [1º livro], 10 – cita Sb 7,25

Tratado sobre os princípios [2º livro], 5 – cita Tb 13,18

Tratado sobre os princípios [2º livro], 6 – cita Sb 18,24

Homilia sobre o evangelho de São Lucas 1,3 – Cita Sl 119(118),28 (uso conforme a LXX)

Homilia sobre o evangelho de São Lucas 3,4 – Cita Sb 1,2

Homilia sobre o evangelho de São Lucas 8,1 – Cita Eclo 25,24

Homilia sobre o evangelho de São Lucas 10,2 – Cita Is 5,1 (uso conforme a LXX)

Homilia sobre o evangelho de São Lucas 21,6 – Cita Sb 7,17-20


Eusébio de Cesaréia (303 a 324 d.C)

História Eclesiástica (Livro VI) 25,2 – Eusébio cita o cânon creditado por Orígenes referenciando o livro de Macabeus.


Santo Ambrósio de Milão (387 a 393 d.C)

Sobre a Penitência [I Livro] 9,43 – Cita Br 3,1-2


Santo Agostinho (393 a 394 d.C)

O Sermão da Montanha [Livro I,3] – Cita Eco 1,16 e Eclo 10,15

O Sermão da Montanha [Livro I,8] – Cita Sb 1,1

O Sermão da Montanha [Livro I,11] – Cita Eclo 1,16

O Sermão da Montanha [Livro I,65] – Neste trecho, Santo Agostinho afirma que qualquer livro só pode ser aceito se estiver no cânon da Igreja Católica.

O Sermão da Montanha [Livro II,30] – Cita Eclo 34,10

O Sermão da Montanha [Livro II,32] – Cita Dn 13,1-64 (usa os fragmentos que constam na LXX).

O Sermão da Montanha [Livro I,48] – Cita Eclo 5,5-6

Confissões, (I Livro) 4,4 – Cita Sb 7,27

Confissões, (I Livro) 9,14 – Cita Eclo 40,1

Confissões, (II Livro) 7,15 – Cita Eclo 3,15

Confissões, (V Livro) 3,3 – Cita Sb 11,24

Confissões, (V Livro) 4,7 – Cita Sb 11,20

Confissões, (VI Livro) 12,22 – Cita Eclo 3,27

Confissões, (VII Livro) 11,17 – Cita Sb 7,27

Confissões, (VII Livro) 17,23 – Cita Sb 9,15

Confissões, (VIII Livro) 1,1 – Cita Sb 13,1

Confissões, (VIII Livro) 5,10 – Cita Sb 10,21

Confissões, (IX Livro) 8,17 – Cita Eclo 19,1

Confissões, (X Livro) 31,45 – Cita Eclo 18,30

Confissões, (X Livro) 31,45 – Cita Eclo 23,5-6

Confissões, (X Livro) 34,52 – Cita Eclo Tb 4,2

Confissões, (XII Livro) 15,20 – Cita Eclo 1,4

Confissões, (XIII Livro) 13,14 – Cita Sb 9,17

Fé e Obras, 41 – Cita Sb 5,2

Enquirídio, 1 – Cita Sb 6,24

Enquirídio, 29 – Cita Sb 11,20b

Enquirídio, 64 – Cita Sb9,15

Enquirídio, 66 – Cita Eclo 40,1

Enquirídio, 68 – Cita Eclo 2,5

Enquirídio, 70 – Cita Eclo 15,20a


São Jerônimo (402 d.C.)

Apologia contra Rufino (II Livro) 24 – Jerônimo afirma que sua argumentação está embasada na septuaginta.


Papa Leão Magno (430 a 461 d.C.)

V Sermão das Coletas; 3 – Cita Tb 4,7

XI Sermão sobre a Quaresma; 2 – Cita Eclo 13,1

XI Sermão sobre a Quaresma; 3 – Cita Sb 2,24


Papa Gregório Magno (591 d.C.)

Regra Pastoral, 4 – Cita Eclo 11,10

Regra Pastoral, 6 – Cita Eclo 32,1

Regra Pastoral, 10 – Cita Sb 1,2

Regra Pastoral, 11 – Cita Sb 2,24

Regra Pastoral, 14 – Cita Eclo 20,7

Regra Pastoral, 17 – Cita Eclo 10,9

Regra Pastoral, 20 – Cita Eclo 12,5 e Tb 4,17

Regra Pastoral, 21 – Cita Eclo 34,20

Regra Pastoral, 25 – Cita Eclo 20,30

Agora, ~T, eu te pergunto: onde estão seus teólogos que renegaram a LXX? Citei aqui (nada copiado ou colado – todos os livros são da minha biblioteca) 16 autores diferentes, início no ano 55 d.C. até o ano 600. Só de Santo Agostinho, temos aqui, 4 obras diferentes e mais de 30 citações ligadas a septuaginta.

Quem você ainda quer continuar enganando? A si próprio? Mesmo sabendo que está no erro, você continua.

– Você diz que “Calvino” citou os deuterocanônicos, que Judas, João e Pedro usaram o livro de Enoque. Típico argumento do “desespero”. Quanto a isso, podemos afirmar os seguintes pontos:

1 – Calvino era um herege e o que ele deixa ou não de pensar, não me diz respeito. Lutero desejou ardentemente arrancar a epístola de Tiago e só assim não o fez porque, foi contido por uma massa que ainda conservava um melhor senso.

2 – Paulo citou até mesmo filósofos gregos em seus escritos, porém, não afirmou qualquer doutrina embasada nestes livros e tão pouco tais textos (e aqui eu coloco Enoque) foram classificados como “escritura”. Isso é totalmente diferente das infinitas citações que são usadas, tanto pelos escritores do NT, como pela patrística. Só nas referências que coloquei acima, há mais de 80 textos diretos que são usados para afirmar doutrinas e embasar refutações.

3 – As três grandes tradições cristãs (católicos, ortodoxos e coptas) usam a septuaginta. Sejam com apenas 7 livros (lado ocidental), adições (ortodoxos) ou até mesmo um NT com outras referências (coptas), a grande verdade é que todos usam a versão grega, ao contrário de vocês que escolheram um texto deturpado e em conformidade com a crença judaica que rejeitou a Jesus Cristo. Você, já parou para pensar que vocês usam um cânon que foi reformulado por um grupo que negou o salvador que você diz acreditar?

– Outro ponto importante: os dois concílios que definiram boa parte dos livros que temos em nossas bíblias, foram muito antes de Trento: Hipona (393 d.C.) e Cartago (397 d.C).

– Dessa forma, ainda que possam existir opiniões individuais, o que prevalece é a decisão final da Igreja. É ela que sendo o “sustento da verdade” (1 Tm 3,15) e portadora das “chaves que ligam e desligam” (Mt 16,18), tem autoridade para definir quais livros devem ou não estar presentes na escritura. Você deveria saber que no início da Igreja, houve uma grande quantidade de livros apócrifos (evangelho de Maria Madalena, Atos de Pedro, Atos de Paulo, Evangelho de Tomé, Evangelho de Tiago e etc) e a mesma Igreja caluniada por você ao estabelecer o velho testamento, é a mesma Igreja que forma os escritos canônicos do NT.

Outras informações para o seu interesse:

– O Codex Sinaiticus (pós ano 300 d.C.), escrito na metade do quarto século, possui os livros que católicos, ortodoxos e coptas tem por inspirado (http://www.codexsinaiticus.org/en/).

– A lista de Cheltenham ou Mommsen (360 d.C), também possui os livros deuterocanônicos (http://www.bible-researcher.com/cheltenham.html).

– O Codex Vaticanus (pós ano 300 d.C) também possui os livros deuterocanônicos (http://bibliateca.com.br/site/os-principais-codices-da-biblia/codex-vaticanus).

– O Codex Alexandrinus (Manuscrito A) (1098 d.C – antes de Trento), também possui os livros deuterocanônicos (http://bibliateca.com.br/site/os-principais-codices-da-biblia/codex-alexandrinus).

Mas você ainda quer imputar a Santo Agostinho, algo que ele jamais disse. E você continua e dessa vez, usa a obra “Cidade de Deus”. Curiosamente, você continua interpretando o texto de forma errada. Veja como você faz isso para sua própria destruição. Analisemos parte a parte da frase do santo:

1 – “Salomão também é encontrado por ter profetizado em seus livros, dos quais três são recebidos como de AUTORIDADE CANÔNICA: Provérbios, Eclesiastes e o Cântico dos Cânticos“.

(nota): Não há nada anticatólico neste texto. Os escritos da versão hebraica são carinhosamente chamado por nós de “protocanônicos” (primeiro cânon).

2 – “Mas tem sido costumeiro atribuir a Salomão outros dois, dos quais um é chamado de SABEDORIA, o outro ECLESIÁSTICO, por conta de alguma semelhança de estilo – mas os mais instruídos NÃO TEM DÚVIDA de que não são dele”.

(nota): Qual a finalidade de destacar que os “instruídos” não tem dúvida que não foi Salomão quem escreveu? Como se isso fosse matéria de canonicidade. Vários livros do VT, são atribuídos a alguém, porém, não foi escrito pela mesma pessoa. Assim funciona no NT (ex: Tiago e 2 Pedro – ambos os casos, podem ser apenas pseudônimos).

3 – “Todavia, antigamente a Igreja, especialmente a ocidental, OS RECEBEU EM AUTORIDADE – na qual, chamada Sabedoria de Salomão, a paixão de Cristo é abertamente profetizada”.

(nota): recebeu em autoridade justamente por tratar-se de um livro “deuterocanônico”. Você entendeu que Agostinho disse que a “Igreja o recebeu com autoridade (canônico)”?

4 –  “Mas as coisas que não estão escritas no cânon de os judeus NÃO PODEM SER CITADOS contra suas contradições com TÃO GRANDE VALIDADE

(nota): Quanto a esse comentário, faltam-me risos para descrever a tamanha falta de senso da sua parte. Veja bem, você, acredita na inspiração dos livros deuterocanônicos? Não, certo? Adiantaria eu usá-los contra você uma vez que a sua pessoa não os aceita? É claro que não! É isso que Santo Agostinho está dizendo: “nós não podemos usar esses livros contra os judeus porque eles, não os aceitam!”.

De onde você tirou que a Igreja deveria ser cautelosa no uso do livro?

Vergonhoso, vergonhoso!

Santo Agostinho apenas afirma um problema corrente que inclusive, foi a causa de muito desgosto de São Jerônimo. Este santo que por sinal, usou a LXX muito mais que qualquer outro teólogo da Igreja, privava-se de usar um texto que não poderia servir de argumento contra um judeu pelo fato dele (judeu) não crer na inspiração do texto. É o MESMÍSSIMO caso quando nós, católicos, tentamos argumentar algo com o uso dos livros da septuaginta. Honestamente, eu nem os uso porque sei que o discurso será o mesmo.

Dessa forma, caro opositor, você está devidamente refutado.

Nota final: após isso, fui expulso em definitivo.

Érick Augusto Gomes



Categorias:Debates

2 respostas

  1. Treta Santa. Erick você tem a paciência de Jô. Kkk

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