BATISMO INFANTIL: 2000 ANOS DE MENTIRAS?

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O Batismo é a forma mais sublime de afirmação do fiel na Igreja e no Corpo Místico de Cristo. Segundo o Catecismo da Igreja Católica: “Pelo batismo, somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornamos participantes na sua missão” (CIC* 1213). Porém, este sacramento levanta muitas dúvidas entre os cristãos, inclusive Católicos e, principalmente, pelos nossos irmãos separados, os protestantes.

Qual a diferença do batismo no Antigo Testamento para o Novo Testamento? Qual a diferença do batismo de São João Batista e o batismo ministrado por Jesus e seus discípulos? É correto e necessário batizar crianças? Se não formos batizados na Igreja Católica não fazemos parte da Igreja de Cristo? Se nunca formos batizados seremos condenados?

João Batista pregou um “batismo” de arrependimento (Mt 3, 11): “E eu, em verdade, vos batizo com água, em sinal de penitência […]”, que era algo simbólico. Já o de Cristo nos confere a graça, e o Espírito Santo (“[…] ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo“). Alguns protestantes confundem o batismo de João Batista (antes do calvário) com o batismo dos apóstolos (depois do calvário).

(At 19, 3 – 5): “Então em que batismo fostes batizados? – Perguntou Paulo. Disseram: no batismo de João. Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.”

E as crianças? Elas não merecem ser batizadas? Elas realmente têm que esperar ter entendimento e crer em Jesus para serem batizadas? O argumento protestante é que a criança não tem entendimento para “crer” em Jesus, e, pela lógica protestante, só se pode batizar quem “aceita” Jesus e crê Nele.

“Sou contra o batismo infantil. Algo feito sem a devida consciência não tem validade” – é o que dizem. Será? Então teremos de concluir também que a circuncisão judaica não valia (batismo validado no Antigo Testamento). Esse tipo de raciocínio pode causar consequências bem graves. Quantas decisões seus pais tomaram por você (inclusive na fase adulta) e que, por mais que você tente, não conseguirá invalidá-las? Vale lembrar que os pais protestantes levam as crianças, sem seu consentimento, para cultos, independentemente da idade. Isso seria válido? É difícil encontrar pais protestantes dizerem “deixei meu filho na casa da avó para ir ao culto, pois ela ainda não tem entendimento para frequentar o culto e aceitar Jesus. Na hora de apresentá-la para a congregação a fazem com muito gosto. É óbvio que os pais tem autoridade, direito e dever de escolher pelos filhos em certos momentos de suas vidas. O que o jovem irá fazer depois, aí é de responsabilidade dele. E da Igreja.

São Pedro diz que o batismo também é para as crianças (At 2, 38-39): “Pedro lhes respondeu: ‘arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós e vossos filhos’.
A palavra filho, do grego “teknia“, significa criancinhas de colo.

Os apóstolos batizavam família inteiras: (At 16, 15): “E depois que foi batizada, ela e a sua casa […]”. (At 16, 33): “Imediatamente foi batizado, ele TODA a sua família“. (1Cr 1, 16): “e batizei também a família de Estéfanas […]”. Evidentemente, dentro do termo “TODA”, abrange-se jovens, adultos e crianças.

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Achou mesmo que eu ia ficar sem batizar?

Com isso, pode se levantar a questão: “mesmo assim, para que batizaremos as crianças, se estão sem pecado aparente?” Esse fato é simplesmente explicado pelo fato do batismo infantil acontece para apagar o pecado original e se tornarem membros do corpo de Cristo.

O batismo apaga o pecado original.  O faz um novo homem. Salmos 50, 7: “Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado…” II Coríntios 5, 17 “Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” (Aos Efésios, Inácio de Antioquia).

Vejamos alguns pontos a seguir sobre o batismo:

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Batismo por imersão. Realmente necessário?

1° – Alguns protestantes afirmam que Jesus foi batizado no rio Jordão por imersão. Entretanto, os Evangelhos não falam disso! O batismo pode ter acontecido como apresentam antigas estampas: ficando com os pés no rio, enquanto São João lhe derramava a água, com a mão, na cabeça. Na verdade, o modo de molhar o corpo com a água não tem importância! Se não, seria prescrito!

O batismo de São João se diferenciava do batismo sacramental, que confere o perdão dos pecados e a graça regeneradora da fé justificada (At 2, 38). O batismo de João era um ato simbólico de arrependimento e preparação para vinda do Messias (Is 1, 16; Hb 9, 11; Lc 1, 17; CIC 718)

São João batizava apenas com água, que era sinal de purificação. Mas, como visto na história de Noé, a água, por si só, não pode purificar a alma; o coração pecaminoso do homem permaneceu imutável mesmo depois do dilúvio (Gn 6, 5; 8, 21). E somente o sacramento do batismo que infunde o Espírito Santo (Jo 3,5) e faz uma marca no batizado que o identifica como membro adotivo da família de Deus (Mt 28, 19) (CIC 1265) e com fogo: O fogo é símbolo de Deus e de seu julgamento purificador (Dt 4, 24; Eclo 2, 5; Is 4, 3-5; At 2, 3-4; CIC 696). Como diz o catecismo uma marca indelével, ou seja, nunca mais se apaga. É A Marca: Efésios 1,13 “recebestes a marca“.

No mundo antigo, as marcas eram símbolos de posse e proteção (Efésios , 30; Ez 9, 4-6; Ap 7, 4). Os fiéis são marcados divinamente pelo Espírito (CIC 689; 1272-74; 1269).

Segundo a teologia paulina, o Batismo realiza na alma o que a circuncisão realizava no corpo; ele a marca com o sinal e selo da Aliança (Rm 4,11) Devemos cumprir toda a justiça (Mt 3, 15).

2° – Outros afirmam que “baptizare”, em grego, significa “imergir na água”, logo, é de se pensar que o batismo fosse por imersão. Os biblistas, porém, documentam que em várias passagens da Bíblia esta palavra significa, igualmente, “lavar” ou “molhar” na água as mãos, os dedos, os pés etc.

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Se Moisés quisesse fazer o batismo por “imersão” em seu povo, imaginem o que aconteceria…

São Paulo usa esta palavra em 1 Cor 10, 2: “Todos (os Israelitas) foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar” (como símbolo do batismo cristão). Sabemos, porém, que este batismo não aconteceu por imersão pois os Israelitas junto com todas as crianças, passaram o mar vermelho a pé enxuto, tocando a areia úmida do mar (Ex 14, 22, 29). Quem tomou o tal “batismo por imersão”, foram os soldados egípcios! E todos pereceram! (Ex 14, 26-28). No batismo vale mais a fé em Deus e a obediência a seu legítimo representante do que a maneira de aplicar a água.

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Isso sim que se chama “imersão”.

3° – Alguns textos bíblicos indicam o batismo feito por imposição. Em At 8, 36-38 lemos sobre o batismo do eunuco etíope, feito pelo diácono Filipe, no Caminho entre Jerusalém e Gaza, onde não existe nenhum rio ou lagoa, em que seria possível batizá-la por imersão. Há apenas pequenas nascentes.

At 9, 18-19 relata o batismo de Saulo convertido numa casa de Damasco. Não havia piscina nem tempo para batismo por imersão; pois, lemos: “Imediatamente lhe caíram dos olhos como escamas, e recuperou a vista. Levantando-se, foi batizado, e tomando alimento, recuperou as forças.”

Igualmente em Filipos (At 16, 33) S. Paulo batizou o carcereiro convertido: “Naquela hora da noite (o carcereiro) lavou-lhe as chagas e imediatamente foi batizado ele e toda sua família“. Detalhe: os cárceres romanos não havia piscinas!

4° – Como no caso acima, assim também na ocasião do batismo de Lídia e de Estéfanas, S. Paulo menciona que Lídia recebeu o batismo “com todos os de sua casa ” (At 16, 14-15) e “batizei a família de Estéfanas” (1 Cor 1, 16), onde, certamente, não faltavam crianças pequenas.

Voltando ao assunto crianças. O próprio Jesus afirma a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo, que quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus“. Para os primeiros cristãos esta regra valia igualmente para as crianças. Por isso Santo Irineu (que viveu entre 140 a 204) escreveu: “Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos“(Adv. Haer. livro 2).

Orígenes (185-255) escreve: “A igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo aos recém-nascidos“. (Epist. ad Rom. Livro 5, 9). E. S. Cipriano em 258 escreve: “Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças“. (Carta a Fido).

5° – Na “Nova e Eterna Aliança” o batismo substituiu a circuncisão da “Antiga Aliança”, como rito da entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8° dia depois do nascimento, sem exigir dele uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.

Por isso a Igreja Católica recomenda batizar as crianças dentro do primeiro mês, após o nascimento. Mesmo que as seitas protestantes não dêem valor à Tradição Apostólica, cada homem honesto reconhece que os cristãos dos primeiros séculos conheciam muito bem e observavam zelosamente a doutrina e as práticas religiosas recebidas dos Apóstolos.

Sobre a acusação protestante que afirma que o batismo ministrado pela Igreja Católica não é válido, pois dizem que somente os adultos que crêem podem receber validamente o batismo e ainda dizem que só vale por imersão usamos a argumentação dos mesmo para perguntar onde estão provas bíblicas para esta afirmação, já que somente o que está na bíblia é aceitável? A resposta é simples: Não existem!

As crianças também fazem parte da Nova Aliança. S. Paulo faz conexão entre o batismo e a circuncisão: Colossenses, Capítulo: 2, 11 “Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento do nosso ser carnal.

Israel era a igreja antes de Cristo (Atos 7, 38, Romanos 9, 4). Romanos, Capítulo: 9, 4. “Eles são os israelitas; a eles foram dadas a adoção, a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas.”  Circuncisão, dada ao oitavo dia, foi o selo do pacto com Deus feito a Abraão, que também se aplica a nós (Gálatas 3, 14; 29). Assim a bênção de Abraão se estende aos gentios, em Cristo Jesus, e pela fé recebemos o Espírito prometido. “29 Ora, se sois de Cristo, então sois verdadeiramente a descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.” Ela era o sinal de arrependimento e fé futura (Romanos 4, 11).  Romanos, Capítulo 4, 11 “Depois é que recebeu o sinal da circuncisão, como selo da justiça que tinha obtido pela fé antes de ser circuncidado. E assim se tornou o pai de todos os incircuncisos que crêem, a fim de que também a estes seja imputada a justiça.

Crianças eram parte do pacto tanto quanto os adultos (Genesis 17, 7, Deuteronômio 29, 10-12, Mateus 19, 14). Da mesma forma, o batismo é o selo do Novo Testamento em Cristo. Gênesis, Capítulo: 17 “7. Faço aliança contigo e com tua posteridade, uma aliança eterna, de geração em geração, para que eu seja o teu Deus e o Deus de tua posteridade.” São Mateus, Capítulo: 19, 14 “Disse-lhes Jesus: Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham.” As Crianças são salvas totalmente pela graça de Deus da mesma forma que os adultos são, exceto pelo consentimento intencional racional.

Protestante: “A criança não é considerada um membro pleno, mas é admitida como membro em anos posteriores, sem ter mostrado evidência de regeneração”. O problema é que eles  NÃO especificam que evidência é essa. (Há divergências entre nossos irmãos separados do que seria pecado e o que não seria). No tratado acima mencionado, já foi dito que a graça do batismo pode ser conferida fora da comunhão Católica. Sobre o batismo, contra os donatistas. Entretanto, documentos Católicos evidenciam o contrário:

Concílio de Trento:

  1. Cân. 4. “Se alguém disser que o Batismo, mesmo sendo conferido em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, com a intenção de fazer o que faz a Igreja, mas por um herege, não é verdadeiro Batismo — seja excomungado”.

Outras denominações protestantes batizam crianças: luteranos, presbiterianos, metodistas por exemplo, por que essa contradição? Por exemplo batizar crianças, dê uma olhada, as vezes os argumentos são os mesmos: Tito 3, 5; Atos 2, 38; 22, 16; Romanos 6, 3-6; Gálatas 3, 27; 1Cor 12, 13; Efésios 4, 25; Romanos 6, 4;

É necessário fazer parte do corpo de Cristo: Marcos 16, 16; Mateus 28, 19. Para adultos, é necessário arrependimento para que ocorra a regeneração (isso não anula o batismo Católico), assim o fiel é incorporado pelo batismo de forma imperfeita na Igreja Católica. A Igreja têm: joio e o trigo, em que Jesus afirma que eles crescerão juntos até o Juízo Final ou até os últimos tempos (Mateus 13, 24-30; Mateus 3, 12). Ele compara a Igreja a uma rede de pesca que captura peixes bons e ruins, que serão separados, posteriormente (Mateus 13, 47-50),

Os protestantes (maioria pentecostal) acham que todo batismo é igual ao de São João, entretanto, é válido iniciar falando a diferença que é um do outro, a começar pela Trindade.  Começar pela diferença ou pela validade, não difere, pois um assunto sempre leva ao outro. Em Atos 16, 15 Lemos: “foi batizada, ela é sua casa“. O fato de que esse versículo diz “casa” e não simplesmente “marido” é uma clara indicação de envolvimento de outras pessoas. As famílias, mesmo em nossa antevida incluem crianças.

Vamos além: muitas passagens bíblicas conectam a ideia de “família” a presença de “crianças” (Gênesis 18, 19; 31, 41; 36, 6; 47, 12; Números 18, 11; 1 Crônicas 10, 6; Mateus 19, 29; 1 Timóteo 3, 12).

Passagens bíblicas são muito convincentes para nós Católicos, mas infelizmente os protestantes não crêem que o batismo produza na alma do batizando o que nós cremos que produz. Sacramento. Para nós, ao ser batizado, somos incorporados no corpo místico de Cristo, Para eles, é apenas um consentimento, não uma aderência a fé em Cristo, e sim uma aderência a “Igreja”, ou denominação.

Isso é literal: “Levante-se, seja batizado e lave os seus pecados, invocando o nome Dele.”.

Para um protestante, por exemplo batista, primeiro ocorre a regeneração e depois o batismo, sendo assim simbólico, mas na bíblia o batismo produz regeneração como agente ou como meio:

Esta é a ordem em Atos 2.38-39:

1) arrependimento;

2) batismo;

3) perdão dos pecados;

4) recebimento do Espírito Santo.

Jesus replicou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus. Nicodemos perguntou-lhe: Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e nascer pela segunda vez?” (São João 3, 3-4). São Lucas 17, 21 “Nem se dirá: Ei-lo aqui; ou: Ei-lo ali. Pois o Reino de Deus já está no meio de vós.

O Dr Scott Hahn (ex pastor presbiteriano, convertido a católico – um dos maiores especialistas em Sagrada Escritura do mundo) diz que esse nascer de novo seria tornar-se filho de Deus como cita em Romanos e no Evangelho de São João: 1, 13 “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.” O mesmo acontece em Romanos 8, 14 “pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”.

Algo sobrenatural, demonstrando que é muito mais que simbólico, ou seja, sacramento, sob ação do Espírito Santo. “O batismo é um sacramento, ou seja, um meio de graça instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo,”

“A teologia católica conhece a ideia de sacramento válido e lícito mas “ligado”. Um sacramento se diz “ligado” se o seu fruto fica vinculado, não usufruído, por falta de certas condições que impedem sua eficácia. Um exemplo extremo é o sacramento do matrimônio ou o da ordem sacra recebidos em estado de pecado mortal. Nessas condições, tais sacramentos não podem trazer nenhuma graça às pessoas; removido porém o obstáculo do pecado, com a penitência, disse que o sacramento revive (reviviscit) graças à fidelidade e à irrevogabilidade do dom de Deus. […]”

O caso do matrimônio ou o da ordem sacra recebidos em estado de pecado é, dizia, um caso extremo, mas são possíveis outros casos nos quais o sacramento mesmo não sendo completamente ligado não é tampouco completamente desatado, isto é, livre para operar os seus efeitos. No caso do batismo, o que faz com que o fruto do sacramento permaneça ligado? É o arrependimento e perdão dos pecados para os adultos e a inclusão das crianças ao corpo místico de Cristo. É necessário aqui lembrar novamente a doutrina clássica dos sacramentos. Os sacramentos não são rituais que agem mecanicamente sem que o homem o saiba ou prescindindo de qualquer colaboração sua. A eficácia deles é fruto de uma sinergia, ou colaboração, entre a onipotência divina (concretamente: a graça de Cristo ou o Espírito Santo) e a liberdade humana, porque disse Santo Agostinho: “Quem te criou sem a tua ajuda não te salva sem a tua colaboração” (Sermão, 169, 11;PL 38, 923).

 Ainda mais precisamente, “o fruto do sacramento depende completamente da Graça divina; só que essa graça divina não age sem o “sim”, ou seja, sem o consenso e ajuda da criatura que é mais uma conditio sine qua non do que uma causa concomitante.  Deus se comporta como esposo que não impõe seu amor forçadamente mas aguarda o sim livre da esposa.” (Padre Raniero Cantalamessa, pregador Oficial da casa Pontifícia, Trecho retirado do Livro: A Poderosa Unção do Espírito Santo, Ed. Raboni, p. 41-42).

Valendo-se da sacralidade do batismo, a história conta que o Imperador Constantino quis se batizar urgentemente, cerca de duas semanas para morrer. Será que todos os seus pecados foram limpos? Vale lembrar que o imperador tinha cometido grandes pecados. Isso quer dizer que no batismo todos os pecados dele foram perdoados? A resposta é simples: Se ele tiver se arrependido, sim! Mas muitos podem questionar, dizendo que ele pode ter utilizado desse sacramento como desculpa para ser absolvido de seus pecados sem se arrepender. Será que essa estratégia dele funcionou? Será que não foi uma tentativa de burlar a lei? No caso dele, sendo um adulto, ele seria incorporado, mas precisa se arrepender para ter remissão e estar na graça. Não burlaria a lei, se feito com o coração contrito.

O que dizer sobre as vários significados bíblicos e a compreensão dos primeiros cristãos sobre o batismo que não é outra além daquela que o define como sendo um sinal visível de um arrependimento interior, significando coisas como o Sacramento da regeneração (Tito 3, 5), a incorporação ao Corpo de Cristo (1 Coríntios 12, 13), uma passagem do reino de Satanás para a autoridade de Cristo (Romanos 6, 17), a expressão da manifestação de Deus (Lucas 3, 21-22), uma admissão na aliança de Deus (Colossenses 2, 11), o ato de adoção pelo Senhor e a ligação a Cristo (Gálatas 3, 26-27)? Por que uma pequena criança pertencente a uma família cristã estaria privada destas coisas?

Ezequiel 36, 25 nos diz como será a Nova Aliança: “E derramarei sobre vós uma água pura” “e porei um novo Espírito dentro de vós” – Pra que propósito? “Para q obedeçais minhas leis“. A Nova Aliança será como água e Espírito.

Agora, Jesus surge e João Batista está no deserto. E João Batista está pregando e Jesus se aproxima e diz “batizai-me” “Ele desceu ás águas e o Espírito desceu: água e Espírito! Jesus sobe a Jerusalém. Todos os de lá descem para ver João. (…) Todo mundo sabia que Jesus havia descido à água e um espírito veio sobre Ele.  Nicodemos aproxima-se de Jesus logo após isso, dizendo ” o que devo fazer para nascer de novo?” E diz Jesus “a menos q um homem nasça da água e do Espírito, não verá o Reino de Deus”

Fogo desceu… E Pedro sai para pregar! E ele falou de Jesus às pessoas, e todos eles perguntaram “o q devemos fazer“? Isso não me parece muito batista, me parece muito Católico. “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.” (Efésios 5: 26): “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra”, 1 Pedro 1:22,23: “22 Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; 23 Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre”.

Lavagem da alma (regeneração batismal) a palavra (fórmula batismal). Novos gerados, nascemos filhos de Adão, pelo batismo nascemos filhos de Deus devido fazermos parte do corpo de Cristo.

Calvino acreditava e aceitava o Batismo infantil mas não acreditava na regeneração batismal (semelhante a maioria pentecostal q rejeita a regeneração batismal), Já Lutero acreditava na regeneração batismal e batismo infantil.

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 O BATISMO INFANTIL

Dentro do Protestantismo há uma forte corrente (cuja origem histórica se encontra no Movimento Anabatista do séc. XVI) que nega a validade do batismo infantil. A título introdutório, diremos que Scott Hahn nasceu e foi criado num lar presbiteriano, mas essa seita significou pouco para ele até que, durante a sua juventude, se converteu graças ao testemunho da organização protestante Young Life. A seguir, estudou teologia numa universidade protestante, a Grove City College, onde conheceu Kimberly, com quem posteriormente se casou. Vejamos agora como Scott Hahn descobriu que a doutrina da invalidade do batismo infantil não é bíblica:

– “Na residência, alguns de meus amigos começaram a falar em ser ‘rebatizados’. Estávamos todos crescendo juntos na fé e frequentávamos a congregação local. O ministro – orador fantástico – estava ensinando que aqueles batizados enquanto crianças nunca teriam sido realmente batizados; e meus amigos pareciam segui-lo em tudo o que dizia. No dia seguinte, nos reunimos para marcar a data em que ‘mergulharíamos de verdade’, mas antes eu lhes dei a minha opinião:

– Vocês não acham que deveríamos, nós mesmos, estudar a Bíblia para nos assegurarmos de que ele está certo?

Parecia que não me ouviam.

– Qual o problema do ministro dizer isso, Scott? Além do mais, você se lembra do seu batismo? O que vale o batismo para os bebês se eles ainda não podem crer?

Eu não tinha certeza, mas sabia que a resposta não era ‘seguir o líder’ e basear crenças somente em sentimentos, como eles pareciam fazer, de modo que respondi:

– Não sei o que vocês irão fazer, mas eu vou estudar a Bíblia cuidadosamente antes de me batizar novamente.

Na semana seguinte eles se ‘rebatizaram’. Enquanto isso, eu fui procurar um dos meus professores de Bíblia e lhe expliquei o que estava acontecendo. Ele, porém, não quis me dar a sua opinião; ao contrário, me incentivou a estudar o tema mais a fundo:

– Scott, por que você não aborda o tema do batismo infantil em seu trabalho de pesquisa por escrito?

Me senti em apuros. Para ser honesto, não queria estudar o tema tão a fundo assim, mas suponho que o Senhor sabia que eu precisava de um empurrãozinho. Dessa forma, durante os meses seguintes, li tudo o que pude encontrar a respeito.

Até então, eu já tinha lido a Bíblia umas três ou quatro vezes e estava convencido de que a chave para compreendê-la era o conceito de Aliança. Está em toda página e Deus estabelece uma em cada época. Estudar a Aliança me deixou clara uma questão: durante 2.000 anos, desde o tempo de Abraão até a vinda de Cristo, Deus tinha mostrado ao seu Povo que queria que as crianças estivessem em aliança com Ele. O modo era simples: bastava dar-lhes o sinal da Aliança.

No Antigo Testamento, o sinal de entrada na Aliança com Deus era a circuncisão. No Novo Testamento, Cristo tinha substituído esse sinal pelo Batismo. Porém, não li em nenhum lugar que Cristo havia dito que as crianças deviam ser excluídas da Aliança. Na verdade, o encontrei falando justamente o contrário: ‘Deixai que as crianças se aproximem de mim e não as impeçais, por que o Reino dos Céus é [dos que são como] delas’ (Mateus 19, 14).

Também encontrei os Apóstolos imitando-o. Por exemplo: em Pentecostes, quando Pedro terminou o seu primeiro sermão, chamou todos a aceitar Cristo, ingressando na Nova Aliança: “Arrependei-vos e batizai-vos no nome de Jesus Cristo, para a remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo; porque esta promessa é para vós e para os vossos filhos…” (Atos 2, 38-39).

Em outras palavras: Deus queria que as crianças estivessem em Aliança com Ele e, visto que no Novo Testamento apenas o Batismo figura como sinal para ingresso na Nova Aliança, por que as crianças, filhas dos fiéis, não deveriam ser batizadas? Não era, pois, de se estranhar – como descobri em minha pesquisa – que a Igreja praticasse o batismo infantil desde que foi instituída.

Apresentei aos meus amigos os resultados da minha investigação bíblica, mas não quiseram me ouvir e muito menos discutir. De fato, percebi que o simples fato de ter estudado o tema não os agradou em nada.

Nesse dia, fiz duas descobertas: por um lado, comprovei que muitos dos chamados “cristãos bíblicos” preferem basear as suas crenças em sentimentos, sem orar nem ler com cuidado a Bíblia; por outro lado, descobri também que a Aliança era verdadeiramente a chave para se compreender toda a Bíblia” (HAHN, HAHN, pp. 30-32).

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Um argumento protestante é não aceitar que a matéria pode ser usada por Deus para transmitir graça: (…) Calvino joga jogos semelhantes com Atos 22,16, fingindo que Deus não pode usar a matéria para transmitir Sua graça – devido seus próprios preconceitos e falsas dicotomias, não um dado bíblico, pois o próprio Deus “se fez carne em Jesus Cristo “(…) somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas” (Hebreus 10, 5-10) CIC 606. Ora, o corpo é uma matéria! O lenço de Paulo curou doentes (At 19, 12), também a sombra de Pedro (At 5, 15), ambas matérias. Deus não é contraditório!

Mais argumentos sobre regeneração batismal. Hebreus 10. O contexto da passagem é poder entrar no santuário celestial:  “Por esse motivo, irmãos, temos ampla confiança de poder entrar no santuário eterno, em virtude do sangue de Jesus” (versículo 19). Em Êxodo 30, 20, há um requisito de ser lavado com água antes de se aproximar do altar:  “Quando entrarem na tenda de reunião, deverão lavar-se com essa água, para que não morram. Igualmente quando se aproximarem do altar para o serviço, para oferecer um sacrifício ao Senhor.” A passagem de Hebreus é uma referência a esta prática do Antigo Testamento: podemos nos aproximar do santuário celestial de Deus sem morrer, pois somos lavados através da água.

O batismo de Crianças é importante pois as “livra” do Pecado Original e nos permite ir para o paraíso. Na Bíblia, quando uma família se convertia, TODA a família se batizava. Por isso a Igreja permite que qualquer pessoa batize em caso de a pessoa estar morrendo. Mas de modo geral, quem pode batizar é um Diácono, Padre, Bispo…

Outra coisa importante é que a questão da parte da consciência dos atos é sanada no Crisma, ou seja, tudo o que falaram por a pessoa no Batismo ela fala por si só no Crisma. Usa-se água limpa e as palavras “Eu te Batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém”. Se um jovem estiver disposto a não participar da Igreja por vontade própria, este seria o momento, mas estes jovens são inteligentes, não farão isso.

Só necessário a intenção de fazer o que a Igreja faz quando batiza, a Igreja vê isso devido como a vontade salvífica universal de Deus: I Timóteo, Capítulo: 2, 4. “o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.

Se uma pessoa estiver morrendo e naquele lugar não existe água e aquela pessoa não ser batizada e quiser ser batizado como fazer já que não tem água? Por exemplo no meio do deserto do Saara. Em casos extremos, entraria o chamado Batismo de desejo. Batismo de desejo segundo concílio de Trento Sessão VII. Cân. 4. “Se alguém disser que os sacramentos da Nova Lei não são necessários para a salvação, mas supérfluos; e que sem eles ou sem o desejo deles, só pela fé os homens alcançam de Deus a graça de justificação — ainda que nem todos [os sacramentos] sejam necessários para cada um — seja excomungado.” Explicação: quem disser que o batismo é só simbólico e não é necessário para a salvação, quem não desejar ou não possuir tais sacramentos, como o batismo, está fora da comunhão com o corpo místico.

Existem três tipos de batismo, a saber:

  1. a) De água: é aquele no qual nós fomos batizados.
  2. b) De sangue: se eles morressem por causa do Nome de Jesus, mesmo sem serem batizados em água, eram considerados batizados no sangue. Mártires.

O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé; designa um testemunho que vai até a morte.  O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade.  Dar testemunho da fé e da doutrina cristã. Enfrenta a morte num ato de fortaleza.  “Deixa-me ser comida das feras.  É por elas que me será concedido chegar até Deus”  (Epístola aos Romanos. Santo Inácio, Bispo de Antioquia (35-110 d.C).

Naquele tempo, os cristãos eram perseguidos. Se eles morressem por causa do Nome de Jesus, mesmo sem serem batizados em água, eram considerados batizados no sangue. O batismo de sangue é válido até hoje.

“13. Então um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm? 14. Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. 15. Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, 16. porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos.” (Apocalipse 7, 13 – 16)” Eis a grande prova do batismo de Sangue.

E o “bom ladrão” (São Dimas) que morreu ao lado de Cristo? Muitos protestantes argumentam, usando este exemplo para falar que não precisamos do batismo. Bem, se alguém quiser ser salvo seguindo os passos deste ladrão, vá uma loja que tem madeira e pregos na promoção! Aqui vemos um modelo claro de batismo de desejo. O homem era ímpio, mas se arrependeu dos seus pecados e clamou a Jesus por salvação (São Lucas 23, 40 – 43).

  1. c) De desejo: se os pais de uma criança desejarem que ela seja batizada, mas a criança nasce morta ou morre antes de ser batizada, considera-se batizada graças ao desejo dos pais.

Davi exprimiu UM DESEJO: Quem me dará de beber, disse ele, DA ÁGUA da cisterna que está às portas DE BELÉM? Os três homens atravessaram acampamento dos filisteus e tiraram água da cisterna que está à porta de Belém[…]; Eles tomaram e a levaram a Davi, mas Davi não quis bebê-la e fez dela uma libação ao Senhor: Deus me livre, disse ele, de beber semelhante coisa! Haveria eu de beber o sangue desses homens? Pois foi ARRISCANDO A PRÓPRIA VIDA que me trouxeram. E recusou bebê-la. Eis o que fizeram esses três bravos.” (I Crônicas 11, 17 – 19)

Desde sempre, a Igreja mantém a firme convicção de que as pessoas que morrem em razão da fé, sem terem recebido o Batismo, são batizadas por sua morte por e com Cristo. Este Batismo de sangue, como o desejo do Batismo, acarreta os frutos do Batismo, sem ser sacramento.” (CIC 1258).

Para os catecúmenos, que morrem antes de seu Batismo, seu desejo explícito de recebe-lo, juntamente com o arrependimento de seus pecados e a caridade, garante-lhes a salvação que não puderam receber pelo sacramento. (CIC 1259)

Outra questão: Em caso de morte de alguém que não batizou. E só teria leigos lá no momento. Esta pessoa leiga poderia batizar? Sim, pode, é validado pela igreja.

Uma curiosidade: Se a criança está para nascer e pode morrer, pode batizar o pé, não precisa ser a cabeça.

Na Idade Média, muitos teólogos acreditava que os povos para além dos mares, que jamais venham a ter acesso à mensagem do evangelho de Jesus Cristo, estão na mesma situação salvífica que a humanidade antes da Encarnação de Cristo, e que sua fé em um Deus que governa o universo com misericórdia e justiça, deve ser interpretada como batismo de desejo. Quem morreu na intenção de ser batizado é de fato batizado.

Quem leva uma vida reta (Lumen Gentium 6), a salvação é para toda humanidade é não só para quem é batizado. O conceito de batismo de desejo entende, portanto, tornar compreensível a existência de uma ação salvífica e santificadora de Jesus na humanidade, fora dos limites visíveis da Igreja.

Sendo que Cristo morreu por todos, e que a vocação última do homem é realmente uma só, a saber, divina, devemos sustentar que o Espírito Santo oferece a todos, sob forma que só Deus conhece, a possibilidade de se associarem ao Mistério Pascal”. Todo homem que, desconhecendo o Evangelho de Cristo e sua Igreja (ignorância invencível), procura a verdade e pratica a vontade de Deus segundo seu conhecimento dela pode ser salvo. Pode-se supor que tais pessoas teriam desejado explicitamente o Batismo se tivessem tido conhecimento da necessidade dele. (CIC 1260).

Jesus salvou a todos de maneiras diferentes, os que já haviam morrido. Quando, segundo a antiga Tradição, arrebentou as portas do inferno é levou a luz aos que não o conheciam. E a nós por meio do Batismo. Também ele salvou Maria livrando-a do Pecado Original antes mesmo que ela fosse concebida.

O Bom Ladrão recebeu os méritos do sacrifício de Cristo no próprio calvário. E alcançou a salvação porque se arrependeu. Então quer dizer que os povos americanos que viveram nessas terras antes dos espanhóis e portugueses chegarem podem ter sido salvos, pois Cristo conhece o coração das pessoas. No Batismo de Desejo fora batizado São Dimas, o ladrão arrependido. Esse batismo se dá ainda, na conjunção desses fatores:

Primeiro: na impossibilidade absoluta de acesso à água ou ignorância daqueles que, alcançados espiritualmente pela Graça, ainda não discerniram no intelecto a Sagrada Doutrina;

Segundo: na manifestação expressa e inequívoca da VONTADE de receber Cristo como salvador, através da qual são ligados INDIRETAMENTE na água originária do Batismo, que como já dito, escorreu do Coração de Cristo, perfurado por lança romana durante a crucificação.

Outro argumento junto com o Batismo de desejo é:

 As exceções não são regras. “É evidente que o ladrão da cruz não foi batizado, e mesmo assim Jesus garantiu a ele que naquele dia ainda estaria com ele “…no paraíso” (Lc 23,43). Temos de considerar dois fatores nesta passagem: primeiro, Cristo nem sequer havia morrido naquele momento. A Antiga Aliança ainda estava em pleno vigor. A Nova Aliança só começou a vigorar e ter pleno efeito após a ressurreição do Senhor.  E você lembra o que marcava a entrada de alguém na velha aliança? Sim, a circuncisão. Algumas pessoas confundem os rituais do AT, que não conferiam a graça, com os rituais do NT que Cristo instituiu. Exemplo de rituais NT: São Mateus, Capítulo: 28, 19. “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Eucaristia (Lc 22, 19) Unção dos Enfermos (Tiago 5, 14-16)

Mas os índios que moravam aqui eram idólatras adoravam a Lua, Sol, as estrelas, algum animal e aí como fica isso? A idolatria não é pecado? Mas eles não conheciam a verdade. Se eles conhecessem a verdade, aí o ato de idolatria teria pesado na balança como pecado grave. Como Deus é conhecedor de tudo, ele sabe sobre os índios, que se tivessem a oportunidade de conhecer o evangelho e Eles o teriam aceitado. É o que conhecemos como Ignorância invencível. Bem diz o evangelho que eles conheçam a ti o pai o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo que enviaste. O BATISMO DE DESEJO restou prefigurado nas Antigas Escrituras, pela “ÁGUA” que viria de “BELÉM:”

No caso dos índios e dos povos que não conheceram e nem conhecem o evangelho existe o julgamento pela consciência, como podemos ler em Romanos 2 “1 Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.2 E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem. 3 E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus? 4 Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento? 5 Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; 6 O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: 7 A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; 8 Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade; 9 Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego; 10 Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego; 11 Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas. 12 Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. 13 Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. 14 Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; 15 Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; 16 No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.”  O verso 14, frisa para o caso, por exemplo, como os índios ou de qualquer outro povo que não tenha conhecimento do Evangelho.

O maior problema com a Ignorância Invencível é que a palavra diz que todo o mundo recebeu o Evangelho pregado pelos apóstolos. Por exemplo, os conquistadores Católicos da América do Norte e do Sul, dos séculos XV e XVI, que também derrubaram o império satânico asteca, encontraram uma abundância de evidências de uma antiga presença do cristianismo no Novo Mundo.

Atos 1,8: [Jesus disse-lhes] “…mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até às extremidades da Terra.

Colossenses 1, 23: “… se perseverardes fundados e firmes na fé. E inabaláveis na esperança que vos dá o Evangelho que ouvistes e que foi pregado a todas as criaturas, que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, fui constituído ministro.”

Colossenses 1, 4-6: “… conhecedores da vossa fé em Jesus Cristo… da qual tivestes conhecimento pela palavra da verdade do Evangelho, o qual chegou até vós, como a todo o mundo…

1 Tessalonicenses 1, 9: “Por meio de vós se difundiu a palavra do Senhor, não só pela Macedónia e pela Acaia, mas também se propagou por toda a parte…”

Romanos 10, 13-18: “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo. Como invocarão, pois, aquele em quem não creram (ainda)? Ou como crerão naquele, de quem não ouviram falar? E como ouvirão, sem haver quem lhes pregue? (…) a fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo. Mas digo: Porventura não ouviram? Sim, por certo, pois por toda a terra se espalhou a sua voz, e até aos limites da redondeza da terra (chegaram) as suas palavras”.

Entretanto, ao estudar a versão grega do Evangelho, percebeu-se que os apóstolos diziam em passagens como “chegou às extremidades da Terra” (Atos 1), “a todas as criaturas que há debaixo do céu” (Col 1), e “aos limites da redondeza da Terra” (Rom 10), querendo se referir a apenas o império romano, e não o mundo todo (é importante saber que os apóstolos não sabiam da existência de outros territórios que não as posses do império (nada de Américas ou norte da Europa, etc).  Mas isso não exclui a possibilidade da existência da ignorância invencível, devido ao fato de que em algumas passagens mostram que é bem possível que os Apóstolos tenham sido miraculosamente transportados às “extremidades da terra” para pregar o Evangelho e batizar, no mesmo carro com o que o profeta Elias foi miraculosamente levado da Terra por um carro de fogo. 2 Reis 2, 11: “Continuando o seu caminho, entretidos a conversar, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no meio dum redemoinho.” De fato, sabemos que São Filipe Apóstolo foi transportado de uma maneira similar à de Elias, após Filipe ter batizado o eunuco de Candace. Atos 8, 38-39: “Mandou parar o carro, e desceram os dois à água, Filipe e o eunuco, e Filipe o batizou. Tendo saído da água, o Espírito Santo arrebatou Filipe, e o eunuco não o viu mais. E continuava alegremente o seu caminho.”

Os índios representavam um terço da humanidade; era, logo, teologicamente, é impossível que não tivessem sido evangelizados por um apóstolo de Cristo. São Tomás (que pregou supra Gangem, para além do Ganges). Uma vez que a evangelização de São Tomás foi uma parte integral da revelação, que sinais materiais temos da sua viagem ao Novo Mundo? Estas são as indeléveis marcas da sua presença -ou da de outros apóstolos. Os milagrosos chafarizes e cruzes encontrados em todo o lado, desde Baía no Brasil a Huatulco, a variedade de ritos nativos que evocam vagamente o cristianismo – confissão, jejum… a crença em um único Deus e Criador, numa virgem que foi maravilhosamente concebida, no Dilúvio Universal; as arrojadas interpretações de símbolos em formato de uma cruz nos templos e manuscritos… Tudo parece atestar à existência de remanescentes de um cristianismo corrompido com o tempo. A figura omnipresente de Zumé no Paraguai e Brasil, Viracocha no Peru, Bochica na Colombia, Quetzalcóatl no México, Kukulcán entre os maias, está repleta de um grande número de analogias cristãs.” Partindo desse princípio, apenas os povos que nunca tiveram contato algum com pregadores cristãos têm a oportunidade de salvação por ignorância invencível. Do contrário, só seriam salvos com o batismo de desejo, ou estarão condenados.

Fórmula batismal. Sim, há metodologia para isso!

Dependendo da denominação protestante, se batiza em nome da Santíssima Trindade, em nome de Jesus ou os dois. Há aqui um argumento do porquê seria somente em nome da Santíssima Trindade:

At 2, 38; 8, 16; 10, 48 e 19, 5 são passagens que não usam a mesma designação (alguns dizem “Senhor Jesus” outros dizem “Jesus Cristo”), indicando assim que não eram fórmulas usadas no batismo, mas simples descrição de Lucas. A frase ” batizado em nome de Jesus” É simplesmente a maneira de Lucas distinguir o Batismo cristão de outros batismos do período, como o batismo de João (que Lucas menciona em Atos 1, 5, 22; 10, 37; 11,16). Essa frase também indica a pessoa cujo corpo Místico, se incorpora através do batismo (Rm 6,3)

Para provar que o batismo infantil NÃO é invenção recente da Igreja Católica, como muitos protestantes, intelectualmente desonestos gostam de acusar, na Patrística, está exposto o testemunho dos primeiros cristãos acerca do batismo infantil, regeneração batismal e fórmula batismal.

1- O batismo por imersão realiza-se mergulhando totalmente a batizando na água.

2-O batismo por infusão realiza-se derramando água sobre a cabeça do batizando.

Outro ponto interessante do batismo é: Por que foi necessário “batizar” Jesus? Jesus é imaculado e não precisa do batismo de João (Hb 4, 15; 1 Pd 2, 22). No entanto, Ele se submete ao ritual (assim como muitos outros comportamentos e práticas) para se identificar com os pecadores e alinhar-se aos planos de Deus. Jesus realiza as práticas estabelecidas com a Antiga Aliança justamente para cumpri-las e aperfeiçoá-las na nova Aliança (Mt 5,17; Lc 2, 21-28, CIC 536). O Catecismo da Igreja Católica diz que “Nosso Senhor submeteu-se voluntariamente ao Batismo de São João, destinado aos pecadores, para “cumprir toda justiça”. Este gesto de Jesus é uma manifestação de seu “aniquilamento”. O Espírito que pairava sobre as águas da primeira criação desce então sobre Cristo, preludiando a nova criação, e o Pai manifesta Jesus como seu “filho amado” (1224). Jesus não precisava se batizar. Mas se batizou nas águas por João, também para purificar toda água do Rio Jordão.  Santo Tomás de Aquino oferece-nos as seguintes razões para provar a conveniência do batismo de Jesus (cf. S. Th. III, q. 39, a. 1, co.):

Em primeiro lugar, Jesus, ao ser batizado, purificou a água, deixando-a limpa com o contato de sua carne santíssima e conferindo-lhe, assim, a virtude de santificar os que depois dele haviam de ser batizados. Por isso, podemos dizer que Jesus foi batizado, não para purificar-se, mas para purificar-nos. Além disso, embora Cristo não fosse pecador, assumiu a semelhança da carne de pecado, como diz S. João Crisóstomo, e quis, com o seu batismo, que todo o velho Adão submergisse nas águas da regeneração. Por fim, Jesus, modelo de todas as virtudes e fiel cumpridor da Lei tanto antiga como nova, quis fazer ele mesmo o que nós, por ordem sua, estamos obrigados a fazer. Assim, serviu-nos de exemplo e estimulou-nos a receber o verdadeiro batismo que ele havia de instituir mais tarde. Porque Jesus não precisava do batismo e se batizou nas águas para purifica-las. Assim toda a justiça. Porque João não queria batiza-lo. Sim, se Jesus salvou o mundo com sua vida logo então purificou todas as águas com seu Corpo Santo.

Agora, com revisão, colocaremos aqui algumas respostas à objeções protestantes sobre batismo Católico:

Objeção:

1 O Batismo infantil não é ensinado no Novo Testamento.

 Resposta:

Grego original. “A palavra filho do grego “teknia” significa: Criancinhas de colo ou de peito.” At 2, 38-39, S. Pedro fala que a promessa é para “nós e nossos filhos”. Por isso famílias são   batizadas em conjunto. (At 2, 38-39; 16, 15; 33; 1 Cor 1, 16).

 Crianças fazem parte da aliança. Paulo em Colossenses 2, 11-13 faz conexão entre o batismo e a circuncisão. Israel era a igreja antes de Cristo (Atos 7, 38, Romanos 9, 4). Circuncisão, dada ao oitavo dia, foi o selo do pacto com Deus feito a Abraão, que também se aplica a nós (Gálatas 3, 14; 29). Ela era o sinal de arrependimento e fé futura (Romanos 4, 11). Crianças eram parte do pacto tanto quanto os adultos (Genesis 17, 7, Deuteronômio 29, 10-12, cf. Mateus 19, 14). Da mesma forma, o batismo é o selo do Novo Testamento em Cristo. Ela significa a purificação do pecado, precisamente o que a circuncisão fez (Deuteronômio 10, 16, 30, 6, Jeremias 4, 4; 9, 25, Romanos 2, 28 – 29, Filipenses 3, 3).

Mais: muitas passagens bíblicas conectam a ideia de “família” à de “crianças” (Gênesis 18, 19; 31,41; 36,6; 47,12; Números 18,11; 1 Crônicas 10,6; Mateus 19,29; 1 Timóteo 3,12).

Objeção:

  1. O Batismo seria só por imersão:

Rsposta:

Vejamos alguns pontos a seguir sobre este batismo:

1° – Alguns protestantes afirmam que Jesus foi batizado no rio Jordão por imersão. Mas, os Evangelhos não falam disso! Pode ter sido batizado como o apresentam antigas estampas: ficando com os pés no rio, enquanto S. João lhe derramava a água, com a mão, na cabeça. Na verdade, o modo de molhar o corpo com a água não tem importância, senão seria prescrito!

2° – Outros afirmam que “baptizare”, em grego, significa “imergir na água“, logo… Os biblistas, porém, documentam que em várias passagens da Bíblia esta palavra significa, igualmente, “lavar” ou “molhar” na água as mãos, os dedos, os pés etc. São Paulo usa esta palavra em 1 Cor 10, 2: “Todos (os Israelitas) foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar” (como símbolo do batismo cristão). Sabemos, porém, que este batismo não aconteceu por imersão pois os Israelitas junto com todas as crianças, passaram o mar vermelho a pé enxuto, tocando a areia úmida do mar. Como foi dito acima, quem tomou o “batismo por imersão”, foram os soldados egípcios e todos pereceram! (Ex 14, 19-29). No batismo vale mais a fé em Deus e a obediência a seu legítimo representante do que a maneira de aplicar a água.

3° – Alguns textos bíblicos indicam o batismo feito por imposição. Em At 8, 36-38 lemos sobre o batismo do eunuco etíope, feito pelo diácono Filipe, no Caminho entre Jerusalém e Gaza, onde não existe nenhum rio ou lagoa, em que seria possível batizá-la por imersão. Há apenas pequenas nascentes.

At 9,18-19 relata o batismo de Saulo convertido numa casa de Damasco. Não havia piscina nem tempo para batismo por imersão; pois, lemos: “Imediatamente lhe caíram dos olhos como escamas, e recuperou a vista. Levantando-se, foi batizado, e tomando alimento, recuperou as forças.” Igualmente em Filipos (At 16,33 ) S. Paulo batizou o carcereiro convertido: “Naquela hora da noite ( o carcereiro ) lavou-lhe as chagas e imediatamente foi batizado ele e toda sua família“. E nos cárceres romanos não havia piscinas!

Objeção:

  1. “Sou contra o batismo infantil. Algo feito sem a devida consciência não tem validade”

Resposta:

 Será? Então teremos de concluir também que a circuncisão judaica não valia. Já pararam para pensar nas consequências deste tipo de raciocínio? Quantas decisões os seus pais tomaram e, talvez, ainda tomam por você, mesmo depois de adulto e que, por mais que você tente, não conseguirá invalidá-las?

Objeção:

  1. O batismo é realizado só uma vez?

Resposta: Sim! Efésios 4,5: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.”  Segundo a Igreja Católica, se o fiel for batizado em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ele está em comunhão com o Corpo Místico de Cristo, independentemente de onde isso aconteceu. Assim sendo, é considerada heresia o “rebatismo”.

De posse de tantos argumentos a favor do batismo Católico, podemos elaborar algumas perguntas aos oponentes do batismo infantil:

  1. Se o batismo infantil é uma invenção tardia, quando ele começou e quem o iniciou? Onde ele se originou?
  2. Por que não há protestos contra a validade do batismo infantil em quem quer que seja na igreja primitiva?
  3. Onde se encontra qualquer coisa nas Escrituras que proíba expressamente o batismo de infantes ou de crianças?

4 . Como se dá isso de Deus ter estabelecido um relacionamento coletivo de aliança com as tribos de Israel no Antigo Testamento, mas você interpretar o Novo Testamento como uma abolição da fé de uma casa inteira com um pai encabeçando-a em favorecimento de uma fé puramente individualista?

 5 . Em que lugar as Escrituras prescrevem qualquer idade para o batismo?

 6 . Ainda que exista uma idade especial por meio da qual a fé de alguém possa ser tida por madura, como alguém poderia discernir isso? A fé não é sempre madura? Quando a fé é suficientemente madura para o batismo e quando ela não o é? Quem pode julgar isso?

  1. Onde, nas Escrituras, é dito que as crianças estão livres dos efeitos da queda, simplesmente, porque elas não têm idade suficiente para crer? (Até mesmo a criação está sob efeito da Queda do homem — Romanos 8, 19-21)
  2. O que dizer sobre as vários significados bíblicos e a compreensão dos primeiros cristãos sobre o batismo que não é outra além daquela que o define como sendo um sinal visível de um arrependimento interior, significando coisas como o Sacramento da regeneração (Tito 3, 5), a incorporação no Corpo de Cristo (1 Coríntios 12, 13), uma passagem do reino de Satanás para a autoridade de Cristo (Romanos 6, 17-18), a expressão da manifestação de Deus (Lucas 3, 21-22), uma admissão na aliança de Deus (Colossenses 2, 11), o ato de adoção pelo Senhor e a ligação a Cristo (Gálatas 3, 26-27)? Por que uma pequena criança pertencente a uma família cristã estaria privada destas coisas?
  3. Se era uma norma batizar crianças em idade tardia, por que não há evidência nas Escrituras ou na história da igreja primitiva sobre instruções dadas aos pais sobre como ajudar seus filhos adolescentes a prepararem-se para o batismo?
  4. Em essência, deixando de lado todo tipo de polêmica, de preconceitos e de complexidades acadêmicas, que princípio escriturístico está sendo violado se uma criança é batizada e amadurece na sua fé?.

Para finalizar,  gostaríamos de colocar um breve resumo sobre o batismo real Católico e sua importância:

1-Batismo de Cristo superior ao de João batista, Cristo realiza as práticas da antiga aliança para cumpri-las e aperfeiçoá-las na Nova (Mt 3, 11; 5, 17; Lc 2, 21);

 2-Por isso os discípulos batizaram novamente os q tinham se batizado. (At 19, 3-5);

3-Confere o Espírito Santo. (Mt 3, 11; Jo 3, 5…);

4- Deus pode usar a matéria. O próprio Deus se fez carne em Jesus Cristo. O lenço de Paulo curou doentes (At 19, 11-12), também a sombra de Pedro (At 5, 15);

5- O Espírito Santo regenera (Tito 3,5; Atos 2, 38; 22, 16; Romanos 6, 3-6; Gálatas 3, 27);

6 – Os fiéis são marcados divinamente pelo Espírito (Ef 1, 13) (Rm 4, 11). No mundo antigo, as marcas eram símbolos de posse e proteção (Efésios 3 , 30; Ez 9, 4-6; Ap 7, 4);

7 – Crianças fazem parte da aliança;

8 – Passagem que inclui família inteiras sendo batizadas (At 2, 38-39; 16, 15; 33; 1Cor 1, 16);

 9 – No grego original, a palavra filho do grego “teknia” significa: Criancinhas de colo.” At 2, 38-39;

10 – Pelo batismo fazemos parte do Corpo de Cristo 1Cor 12, 13; Ef 4, 25; Rm 6, 4; É necessário fazer parte do corpo de Cristo Marcos 16, 16; Mateus 28, 19; Para adultos, é necessário arrependimento para que ocorra a regeneração (isso não anula o batismo);

11 – Em casos de batismo fora da Igreja Católica, o fiel é incorporado ao Corpo de Cristo pelo batismo de forma imperfeita na Igreja;

12 – É válido o batismo por Aspersão ou Imersão, além de que, em casos extremos há também os batismos de Sangue e de Desejo;

O batismo infantil é, sem dúvida alguma, amparado pela Bíblia e também pela Tradição. Porém, estamos em um tempo de contexto cultural em que os seus efeitos não tem acontecido na vida do fiel verdadeiramente, por uma questão de fé não desenvolvida, tanto por negligência dos pais como por dos padrinhos que costumam batizar pura e simplesmente por uma questão social e não religiosa.

Como uma questão teológica é plenamente defensável e justificável, porém como uma questão pastoral, gerando assim “Católicos pagãos” Já que, para a população, todo batizado é considerado Católico, pelo menos formalmente falando, porém ao mesmo tempo a questão de uma boa catequese para explicar o real valor e importância do batismo surge. Vemos muitos casos, de protestantes inclusive, batizados, e não tem uma vida de “crente” que costumamos ver. Isso também é devido a um fraco aprendizado e comprometimento com a fé.

Felizmente, alguns padres já estão se pronunciando em favor de um batismo com um comprometimento completo dos fiéis, tanto pais como padrinhos, que muitas vezes vão ao batizado sem conhecer o real sentido desse sacramento. É necessário que os fiéis sejam melhores preparados para o que irá acontecer. CIC 1248, 1255.

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Portanto, irmãos fiéis, não tenham medo ou dúvidas em batizar suas crianças. Não importa o que foi dito fora da nossa Igreja. Tudo que é falado em relação ao não batismo infantil é mais uma das velhas manobras desonestas para arrebanhar “crentes” para as diversas denominações Protestantes. Deus se alegra sim das criancinhas como membros da Igreja que ele fundou e, seja pela escritura, pela tradição ou pelo magistério, essa prática sempre foi estimulada e realizada ao longo dos quase 2000 anos de vida da Igreja Católica, que sempre apoiou, realizou e defende. Não tenhamos medo de fazê-lo também.

Amém!

Escrito por: Marcus Vinícius Martins Gonzaga

 

*CIC = Catecismo da Igreja Católica (Livro)



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