“O CONCÍLIO QUE NUNCA EXISTIU”

O mito de Jâmnia e o cânon do velho testamento

Por: Steve Ray – 01/09/2004
Tradução Adaptada: Érick Augusto Gomes

Texto Original (1): https://www.catholic.com/magazine/print-edition/the-council-that-wasnt
Texto Original (2):https://www.catholicconvert.com/wp-content/uploads/Jamnia-for-Website.pdf

Muitos mitos são cridos, não porque eles sejam verdades, mas, simplesmente porque as pessoas querem acreditar neles. Mas, o pensamento desejoso é um pobre substituto da verdade. É sempre preferível aprofundar-se e descobrir os fatos e não acreditar em coisas, somente porque você quer que elas sejam verdadeiras.

Por exemplo, é popular entre alguns círculos protestantes reivindicar que os Judeus possuíam um cânon fechado das escrituras no primeiro século (d.C.) e que os primeiros cristãos aceitaram a decisão final da coleção dos escritos judaicos e vincularam-a Igreja.

Geralmente, o concílio de Jâmnia (usualmente chamado na literatura católica de Jâmina), é declarado como a prova para esta afirmação. No “Concílio de Jâmnia”, como vemos, os rabinos judeus supostamente se reuniram – algo como um concílio ecumênico na Igreja Católica – para definir critérios específicos de inspiração das escrituras e finalmente, definir e fechar o cânon do antigo testamento.

Mas, isso seria verdade? Primeiramente, nós iremos olhar os variados autores que defendem a exclusão protestante dos sete livros baseados em uma falha interpretativa do chamado “Concílio de Jâmina”. Segundo; os membros desse “concílio”, na verdade, discutiram os limites do cânon do antigo testamento e terceiro, se sim, eles tinham autoridade para findar o cânon? Quarto, eles copilaram uma lista final de textos aceitos e quinto – importantíssimo – se tal decisão foi tomada, seriam os cristãos obrigados a aceita-la?

Pois bem, mediante a estas perguntas, nós concluiremos com os ensinos da Igreja Católica e o porquê poderemos confiar nela (Igreja).

Vamos entender alguns termos. O cânon das escrituras refere-se à coleção final de livros inspirados e incluídos na bíblia. A bíblia católica contem sete livros que não aparecem no antigo testamento protestante. Estes sete escritos são chamados de “deuterocanônicos” ou, “segunda lei”. Os protestantes, usualmente chamam essas obras de “apócrifas” (significado: escondido), cujos livros são considerados ilegítimos para o cânon. Estes sete livros incluem: 1º e 2º Macabeus, Tobias, Judite, Eclesiástico, Sabedoria e Baruc, além das passagens adicionais em Daniel e Ester. Antes de Cristo, estes livros estavam inclusos na versão grega, chamada de “Septuaginta” (LXX) – a tradução grega da escritura judaica – mas, tais obras não estavam incluídas no texto massoreta hebreu.

O CÂNON JUDEU

A grande maioria dos Judeus nos primeiros séculos antes e depois de Cristo, viveram fora de Israel. Todos aqueles que estavam dispersos pelo Império Romano, eram chamados de “judeus da diáspora”. Muitos haviam se tornado helênicos – isto é, tinham assumido para si a cultura greco-romana, incluindo a língua (grega). A septuaginta, contém os livros deuterocanônicos e era a principal bíblia usada por esses judeus (diáspora).

Muitos judeus não cristãos do primeiro século (d.C.), consideraram que a Igreja realizava um tipo de culto judeu, porém, herético e mal formado. Provavelmente, muito similar como nós cristãos, olhamos os mórmons ou as testemunhas de jeová atualmente. No primeiro século, muitas décadas depois do Cristo, a grande maioria dos primeiros cristãos eram gentis e eles usavam a septuaginta grega com o antigo testamento, seguindo o exemplo dos judeus de língua grega, incluindo Jesus e os apóstolos (1).

Quando os cristãos começaram a usar a tradução grega para converter os judeus para fé, eles (judeus) passaram a destestá-los (2). Não seria uma surpresa para ninguém que eles condenariam o cânon e as traduções cristãs usadas, mesmo que elas fossem originalmente traduzidas, aprovadas e colocadas pelos próprios judeus 350 anos antes de Cristo? A Igreja Primitiva, seguindo a tradução grega da septuaginta e o uso extensivo dos apóstolos (São Paulo usou diversos textos do antigo testamento), receberam os livros deuterocanônicos. Quando o cânon foi finalmente chegado pelos concílios da Igreja Católica, estes livros já estavam incluídos.

O chamado “Concílio de Jâmnia”, foi na verdade um grupo de judeus eruditos que solicitaram permissão de Roma por volta do ano 90 para assim, reunirem-se na Palestina perto do mar Mediterrâneo em “Jabneh” (ou Jâmina).

Dessa forma, estabeleceram, sem qualquer autoridade, uma reconstituição do antigo sinédrio (3). Entre as coisas discutidas, estava o status de muitos escritos questionáveis da bíblia hebraica. Eles também rejeitaram os escritos cristãos e fizeram uma nova tradução da septuaginta. Desde então, muitos autores protestantes têm apelado para este concílio e se opõem aos livros contidos na bíblia católica.

De qualquer forma, isso nos servirá para olhar mais alguns exemplos:

Eu seu popular livro “Católicos Romanos e Evangélicos: concordâncias e diferenças (4)”, Norman Geisler, reitor do seminário evangélico do Sul, nega o cânon católico do antigo testamento, alegando que os rabinos judeus em Jâmina, excluíram os livros deuterocanônicos recebidos pelos católicos confirmando-os (bíblia sem os livros da versão grega – grifo meu) neste concílio.

Geisler escreve: “Os estudiosos judeus em Jâmina (90 d.C.), não aceitaram os apócrifos como livros divinamente inspirados. Desde o novo testamento, é explicitamente afirmado que a Israel foi confiada os oráculos de Deus e eles foram os receptores da lei e da aliança (Rm 3,2). Os judeus devem ser considerados os guardiões do cânon e eles sempre rejeitaram as obras apócrifas”. Apesar de Geisler parecer negar a autoridade dos rabinos em Jâmina em seu outro livro “Introdução Geral da Bíblia” (com W. E. Nix [Moody Press, 1996]), mais tarde, ele retoma sua posição inicial.

Geisler não está sozinho em suas afirmações ao alegar que os apócrifos foram rejeitados no cânon do antigo testado fixado em Jâmina. Na verdade, isso parece ser uma lenda comum que é usada como uma prova para reforçar uma histórica e incorreta suposição.   Antes de olhar o mito propriamente dito, nós iremos demonstrar como isso é frequentemente usado. Alguns exemplos rápidos serão suficientes:

Ao fim do primeiro século, os rabinos judeus, no concílio de Jâmina, findaram o cânon hebreu (livros considerados inspirados)” – Jimmy Swaggart, Catolicismo e Cristianismo [Jimmy Swaggart Ministries, 1986], 129.

Após a destruição de Jerusalém, Jâmina tornou-se a casa do grande sinédrio. Por volta do ano 100, um concílio de rabinos estabeleceu a lista final do antigo testamento” (Ed. Martin, Ralph P., and Peter H. Davids, Dicionário do Novo Testamento e seu Desenvolvimento InterVarsity Press, 2000, c1997], 185.

Embora muitos estudiosos passaram a reconhecer que Jâmina não excluiu os livros deuterocanônicos ou tenha fixado um cânon do antigo testamento, há ainda muitas outras fontes que reivindicam e assumem o pensamento tradicional protestante.

O CONCÍLIO DE JÂMINA TINHA AUTORIDADE?

De acordo com o “Dicionário de Oxford da Igreja Cristã”, o concílio em Jâmina em 90 d.C., não foi um “concílio oficial” com autoridade representativa para tomada de decisões:

Após a queda de Jerusalém (70 d.C.), uma assembleia de professores religiosos foi estabelecida em Jâmina. Este corpo foi considerado em certa medida como os ‘substitutos do sinédrio’, ainda que eles não possuíssem a mesma representatividade nacional ou autoritativa. Ao que parece, um dos tópicos discutidos entre os rabinos foi o status de certos livros bíblicos no qual a canonicidade ainda estava aberta para discussões no primeiro século da era cristã. A sugestão de que este particular sínodo – mantido até o ano 100 d.C. – finalmente tenha estabelecido os livros do cânon do antigo testamento, foi feita por H.E. Ryle; ‘apesar de existir uma suposta afirmação, não há evidências substanciais para provar esta tese’ (ed. by F. L. Cross and E. A. Livingston [Oxford Univ. Press, 861], emphasis added)”.

Não é interessante que os judeus não possuíssem um “cânon fechado” das escrituras durante o período em que Cristo estava vivo, antes do ano 100 d.C., ou até mesmo depois de Jâmina? Mesmo durante o ministério de Cristo, haviam variadas opiniões sobre quais livros pertenciam a bíblia judaica. Haviam várias coleções existentes. Os saduceus e samaritanos, aceitavam somente o pentateuco – cinco primeiros livros – sendo que os fariseus, aceitavam o cânon completo incluindo os salmos e os profetas. O texto massoreta não continha os deuterocanônicos, já a LXX, amplamente usada, possuía.

Está incerteza continuou até o segundo século. A discussão sobre os livros do antigo testamento prosseguiu entre os judeus, mesmo após o concílio de Jâmina, no qual, demonstra que o cânon ainda estava em discussão até mesmo no terceiro século – bem além do período apostólico.

O desafio da canonicidade em Jâmina, envolveu somente os livros de Eclesiastes e Cantares de Salomão, mas, o debate sobre o cânon passou do concílio e transcendeu o segundo e terceiro século. Mesmo que o cânon hebreu tenha sido aceito por protestantes atualmente, houve grande disputa entre os judeus por ao menos duzentos anos depois de Cristo.

Alguns importantes pontos devem ser notados:

1 – Embora alguns autores cristãos pareçam pensar na existência de um concílio formal em Jâmina, não há nada que prove tal afirmação. Houve de fato, uma escola que procurava estudar a lei em Jâmina e os rabinos exerciam funções legais na comunidade judaica;

2 – Assim como não houve um concílio formal, não há evidências de uma lista de livros elaboradas pelos estudiosos em Jâmina;

3 – Uma discussão específica da aceitação de Jâmina é atestada somente pelos livros de Eclesiastes e Cantares de Salomão. Até mesmo, argumentos relacionados a estes livros persistiram no judaísmo séculos após o período do concílio. Houve, também, debates subsequentes sobre o livro de Ester.

4 – Nós não conhecemos nenhum livro que tenha sido excluído em Jâmina. De fato, a obra do eclesiástico, no qual foi copiada por judeus após o período do suposto concílio, não se tornou parte do padrão bíblico dos escritos hebraicos (cf. Raymond Edward Brown, Joseph A. Fitzmyer, and Roland Edmund Murphy, The Jerome Biblical Commentary [Prentice-Hall, 1996, c. 1968], vol. 2, 522).


POR QUE A IGREJA REJEITA O CÂNON DO JUDEU?

Mesmo que os rabinos em Jâmina tivessem autoridade para determinar a canonicidade e fixassem o cânon, quem haveria de dizer que eles tinham o chamado de Deus para realizar essa determinação como obrigatória? Poderiam os cristãos, aceitar suas alegações? Deus havia rejeitado-os publicamente vinte anos antes, ainda quando Jerusalém fora destruída e arrasada pelo fogo. Deus julgou-os e rejeitou seus antigos odres. O antigo vinho e odres (judaísmo) foram substituídos pelo novo vinho (o evangelho) e o novo odre (a Igreja). Sendo assim, por que aceitar a autoria dos rabinos em relação a autoridade da Igreja?

Há mais uma razão pela qual nós não devemos confiar nas alegações dos judeus no primeiro século sobre o cânon, mesmo que eles tivessem deixado alguma determinação: os rabinos de Jâmina, eventualmente, providenciaram uma nova tradução do grego para substituir a antiga tradução da septuaginta. E por qual motivo? Porque os cristãos gentílicos estavam utilizando da versão grega para fazer apologética e evangelismo, em outras palavras, eles (cristãos) estavam convertendo os judeus usando sua própria versão grega das escrituras.

Por exemplo, eles estavam usando determinado verso de Isaías para provar o nascimento virginal de Jesus. Na bíblia hebraica, Isaías 7,14 diz: “Uma jovem mulher conceberá um filho”, entretanto, a Septuaginta, usada por São Mateus (1,23), enfatiza: “A virgem está grávida e dará luz a um filho (5)”. Os rabinos que supostamente determinaram a lista final dos protestantes, autorizaram a nova tradução grega, especificamente por dificultar a mensagem evangélica. Aquila, tradutor da nova versão, negou o nascimento virginal de Jesus e alterou a termo grego “virgem” para “jovem mulher”.

Uma das chaves interpretativas do primeiro século a respeito do que os judeus tinham em mente é essa: o cânon bíblico não deveria ser necessariamente inspirado, mas, resistir a evangelização cristã aos judeus e gentis. Foi uma questão entre “judeus” contra “cristãos e seus respectivos ensinos” realizados através da versão grega da escritura judaica. Seria estranho para um protestante, escolher entre o mutilado cânon formado pelos líderes judeus e ao mesmo tempo, fazê-los cair ao lado dos judeus anticristãos, desprovidos de direitos em relação a esse assunto (6).

Nós não sabemos ao certo as deliberações em Jâmina, mas, nós conhecemos que eles (judeus), mencionaram os evangelhos do novo testamento. Eles mencionaram-os especificamente para rejeitá-los.

F.F. Bruce escreve:

Alguns presentes também perguntaram se a ‘Sabedoria de Jesus, filho de Sirach (Eclesiástico)’ e os evangelhos (escritos aramaicos) e outros livros produzidos por judeus convertidos ao cristianismo, poderiam ser admitidos, porém, a resposta foi negativa”. (The Books and the Parchments [Fleming H. Revell, 1984], 88).

Muitos protestantes aceitam as alegações judaicas em relação ao cânon católico, justamente para manter suas posições anticatólicas. Católicos, por outro lado, tem aceitado as determinações do cânon da nova aliança de Deus, daqueles que são os novos sacerdotes (1 Pe 2,9), os novos odres.

Como nós mostramos anteriormente, Geisler afirma:

Desde que o novo testamento explicitamente afirma que a Israel foi confiada os oráculos de Deus e os receptáculos da aliança e da lei, os judeus devem ser considerados os guardiões do cânon (7)” (Roman Catholics and Evangelicals, 169).

Dessa forma, deveria eu aceitar as determinações dos rabinos como autoritativas, quando o manto da autoridade foi passado à Igreja por um ato do Espírito Santo?

Geisler concede aos seus leitores esta “histórica informação”, relembrando-os que Deus tinha rejeitado os judeus e destruído o templo antes deste “canônico concílio” no qual, foram rejeitados os evangelhos e todo o cânon cristão incluindo o novo testamento. Faz sentido?

Os judeus não tinham qualquer prioridade em fechar o cânon até o ano 100 d.C. Eles “construíram uma parede em torno deles” para manter o cristianismo afastado. Dessa forma, por que deveríamos nós confiar neles? Eu aceito o cânon dos apóstolos e da Igreja Primitiva, no qual, foi determinado pelos Bispos, além de que, eu não poderia aceitar uma lista anticristã elaborada por líderes judeus. Alguns padres, como São Jerônimo, aceitaram o texto massoreta, porém, ações pessoais, nunca foram vinculadas as decisões da Igreja – somente os concílios poderiam fazer isso.

O cânon do antigo testamento não foi “fechado” em Jâmina, nem os livros deuterocanônicos foram excluídos. Quem tem a autoridade de Deus para determinar a lista de livros inspirados? Simplesmente, a Igreja. A hierarquia judaica durante o ministério de Cristo, reivindicou a autoridade para “ligar e desligar”, no qual era claramente um termo técnico, mas Jesus, especificamente, apontou para uma nova hierarquia, a “nova Israel” – a Igreja – e transferiu para este novo magistério o poder de ligar de desligar (Mt 16,19 e 18,18). A Igreja foi, portanto, apontada para intermediar através de Deus, e o cânon final das escrituras seria, dessa forma, estabelecido sob a sua autoridade.

O autor protestante Paul Achtemeier nos diz:

A tradição oriental e católica romana, geralmente, considera o antigo testamento ‘apócrifo’ como canônico. Não foi somente na reforma protestante que estes livros foram claramente negados em seu status de canonicidade. De qualquer forma, A Igreja Romana, continua afirmando o lugar deles (livros) no cânon das escrituras” (Harper’s Bible Dictionary, 1st ed. [Harper & Row, c1985], 69).

No Concílio de Trento, a Igreja definiu a lista final dos livros inspirados, incluindo as obras deuterocanônicas. O CIC (catecismo) confirma está lista no parágrafo 120. Está é a versão atual da “bíblica católica” que possuímos nos dias de hoje.

Não é interessante pensar que Matinho Lutero, reconhecia a Igreja Católica como a guardiã da escritura sagrada quando ele próprio escreve:

Nós admitimos – assim como devemos – que muito do que eles (Igreja Católica) dizem é verdade: que o papa tem a palavra de Deus e o ofício apostólico. Nós recebemos a sagrada escritura, batismo, sacramento e o altar deles. O que nós conheceríamos destas coisas, se não fosse por eles?(Sermons on the Gospel of John, Chap. 14-16 (1537), in vol. 24 of Luther’s Works [St. Louis, Missouri: Concordia Publ. House, 1961], 304).


BIBLIOGRAFIA

(1)A septuaginta foi o padrão do antigo testamento usado pelos primeiros cristãos. Com a expansão da Igreja gentílica, foi necessária uma tradução na língua comum utilizada na época (grego). Durante o ministério de Cristo, mesmo entre os judeus, a maioria das pessoas falavam o aramaico e o grego, não o hebreu. Os escritores do novo testamento inclinam ao uso da septuaginta quando fazem referência ao antigo testamento” (Mark R. Norton, editor of the Bible Department at William Tyndale Publishers, The Origin of the Bible, ed. by Philip W. Comfort [Wheaton, IL: Tyndale House Publ., 1992], 165).

(2) F. F. Bruce writes, “‘Greek Judaism’, it has been said, ‘with the Septuagint had ploughed the furrows for the gospel seed in the Western world; but it was the Christian preachers who sowed the seed. So thoroughly, indeed, did Christians appropriate the Septuagint as their version of the scriptures that the Jews became increasingly disenchanted with it. The time came when one rabbi compared ‘the accursed day on which the seventy elders wrote the Law in Greek for the king’ to the day on which Israel made the golden calf. New Greek versions of the Old Testament were produced for Jewish use” (F. F. Bruce, The Canon of Scripture [Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1988], 50).

(3) “When the destruction of the city and temple was imminent, a great rabbi belonging to the school of Hillel in the Pharisaic party—Yochanan ben Zakkai, by name—obtained permission from the Romans to reconstitute the Sanhedrin on a purely spiritual basis at Jabneh or Jamnia, between Joppa and Azotus (Ashdod). Some of the discussions which went on at Jamnia were handed down by oral transmission and ultimately recorded in the rabbinical writings” (F. F. Bruce, The Books and the Parchments [Old Tappan, NJ: Fleming H. Revell, 1950, 1984], 88). If one wants to base their confidence in the Protestant Old Testament canon upon the discussions in Jamnia, isn’t it interesting that they are placing their trust in oral tradition passed down from anti-Christian Jewish rabbis?

(4) Norman Geisler and Ralph MacKenzie, Roman Catholics and Evangelicals: Agreements and Differences (Grand Rapids, MI: Baker Books, 1995).

(5) Não é interessante pensar que São Mateus, um Judeu, que fazia parte do povo escolhido, não defendeu a doutrina do nascimento virginal de Cristo através da bíblia hebraica, mas, ao invés, citou o texto grego da septuaginta? Este foi  o texto usado pela Igreja Primitiva.

(6) F. F. Bruce writes, “‘Greek Judaism’, it has been said, ‘with the Septuagint had ploughed the furrows for the gospel seed in the Western world; but it was the Christian preachers who sowed the seed. So thoroughly, indeed, did Christians appropriate the Septuagint as their version of the scriptures that the Jews became increasingly disenchanted with it. The time came when one rabbi compared ‘the accursed day on which the seventy elders wrote the Law in Greek for the king’ to the day on which Israel made the golden calf. New Greek versions of the Old Testament were produced for Jewish use” (F. F. Bruce, The Canon of Scripture [Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1988], 50.

(7) Geisler, Roman Catholics and Evangelicals, 169.



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