REFUTAÇÃO AO “EX PADRE” NIVALDO

O texto abaixo foi copilado a fim de responder um vídeo que tem circulado na internet onde um suposto “ex-padre”, apresentando-se atualmente como “pastor”, dispara acusações contra a Santa Igreja Católica.

Antes de ler o texto, assista o vídeo que pode ser encontrado no seguinte link:

1º Erro – “Deixei-o Pregar”.

Como um sacerdote, permite que um leigo, não católico, ocupe o presbitério e faça a homilia da leitura do dia, previsto no missal? Neste caso houve clara quebra do protocolo (isso se de fato, foi verdade) no que se refere o Missal romano e o Dei Verbum.

Vejamos:

Um ponto importante sobre o foco central da homilia é “Deve resultar claramente aos fiéis que aquilo que o pregador tem a peito é mostrar é Cristo, que deve estar no centro de cada homilia”. (VD nº59)

Quanto a isso, a Instrução geral do Missal Romano é clara e direta (IGMR 46 a 90), indicando assim que a Santa missa consta das seguintes partes:

*Ritos Iniciais (entrada, saudação, ato penitencial, Kyrie, Glória e oração coleta);

*Liturgia da Palavra (leituras bíblicas, salmo responsorial, aclamação do evangelho, proclamação do evangelho, homilia, profissão de Fé e oração universal);

*Liturgia Eucarística (preparação dos dons oração sobre as oblatas, oração eucarística, rito da comunhão, oração dominical, rito da paz, fração do pão e comunhão);

*Rito de Conclusão (notícias breves, saudação e benção do sacerdote, despedida da assembleia, beijo no altar).

Nem dentro e nem fora destes momentos, a liturgia aceita quaisquer inovações. Algumas celebrações, em especial as pontificais, possuem de fato momentos adicionais, mas, no entanto, foram especificamente descritas pela Santa Sé nos livros litúrgicos (Cerimonial dos Bispos, Pontifical Romano, Ritual de Bênçãos e etc.) e se prestam à finalidade Sacramental para a qual foram criadas, em conformidade com a Doutrina e Tradição de sempre.

2º Erro – “Eu rezava Missa para os mortos” / “Missa para tirar alma do purgatório” / “A Bíblia diz que não adianta rezar para quem já morreu” / “Na Bíblia não fala de purgatório.

2.1 – Purgatório

Na Bíblia, de fato, não se encontra o termo “purgatório”, como também não achamos os termos “sacramento da confissão”, “eucaristia” ou “crisma”, no entanto, a escritura descreve situações, estados ou lugares que se identificam com a ideia de purgatório.

Em 2 Mc 12, 43-46, lemos: “Judas, tendo feito uma coleta, mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém, para oferecer um sacrifício pelo pecado”. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição. Santo e salutar pensamento de orar pelos mortos. “Eis por que ele ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres de seus pecados.” Ora, ser livre de seus pecados, depois da morte, pelo sacrifício expiatório, indica a existência de um tempo/lugar, uma espécie de antessala do céu, que se convencionou chamar “purgatório”.

Alguns biblistas percebem a confirmação do purgat6rio nas palavras de Jesus em Mt 5,2526:

e-te depressa de acordo com o teu adversário, enquanto estas ainda em caminho (da vida) com ele, a fim de que teu adversário não te entregue ao juiz, e o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: não sairás de lá, enquanto não pagares até o último centavo“.

É claro que Jesus fala do justo juízo divino, depois da morte.  Ora, esta “prisão” depois da morte, depois de ter pago 0 último centavo (seja pelo sofrimento próprio, seja pelas orações e expiações dos vivos), identifica-se com a ideia e a crença na existência do purgat6rio.

Outra alusão à existência do purgatório pode ser encontrada 1 Cor 3, 1215: “...Aquele, cuja obra (de ouro, prata, pedras  preciosas) sobre 0 alicerce resistir, esse receberá a sua paga; aquele, pelo contrario, cuja obra, de madeira,feno, ou palha, for queimada, esse ha de sofrer o prejuízo; ele pr6prio, porem, poderá salvarse, mas como que através do fogo”.

Entre outras testemunhas cristãs dos primeiros séculos, escreve Tertuliano:

A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunirse com ele na ressurreição; oferece sufrágios todos os dias e aniversários de sua morte. (De Monogamia, 10).

As sagradas letras também testificam:

Ap 21,27 – “Nada de impuro entrará no céu.”

Mt 12,31 – “Por isso, eu vos digo: todo pecado e toda blasfêmia serão perdoados; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada.”

Lc 12, 45-48.58-59 – “Ora se um outro servo pensar: ”Meu senhor está demorando” e começar a bater nos criados e nas criadas, a comer, a beber e embriagar-se, o senhor daquele servo chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o excluirá e lhe imporá a sorte dos infiéis.” Quando, pois, está indo com seu adversário apresentar-se diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto caminha. Senão ele te levará ao juiz, e o juiz te entregará ao oficial de justiça, e o oficial de justiça te jogará na prisão. “Eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo.”

Lc 16,9“Eu vos digo: usai o dinheiro, embora iníquo, a fim de fazer amigos, para que, quando acabar, vos recebam nas moradas eternas.”

1 Cor 3,12-15 –  “Se então alguém edificar sobre este alicerce com ouro, prata, pedras preciosas ou com madeira, feno, palha, a obra de cada um acabará sendo conhecida; o Dia a manifestará, pois ele se revelas pelo fogo, eo fogo mostrará a qualidade da obra de cada um. Aquele cuja construção resistir ganhará o prêmio- mas ele mesmo será salvo, como que através do fogo.”

A Tradição da Igreja testifica em favor do purgatório:

 – Nas catacumbas de São Sebastião (século II D.C.), em Roma, Itália, há grafites dos primeiros cristãos solicitando a intercessão dos santos e solicitando o perdão dos pecados.

Para mais informações, acesse:

 – Igreja primitiva século II D.C.: Bispo de Hierápolis, na Frígia, Abércio mandou esculpir numa lápide os dizeres que recobriam o seu túmulo; “Estas coisas quem compreende, “ORE POR ABÉRCIO, todo o que comunga por ele”.

São Gregório Magno, Papa e doutor da Igreja, fala sobre o Purgatório:

“No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma Aquele que é a verdade, dizendo que se alguém tiver cometido uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,31).

Desta afirmação, podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro.

A palavra purgatório não figura textualmente nas Sagradas Escrituras, porém isto não é suficiente para negá-lo, assim como o termo “Trindade” não consta e nem por isso, deixamos de crer na existência do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

2.2 – Oração pelos mortos


A Igreja de Cristo é formada por 03 categorias de membros:

Igreja Militante

                      A dos católicos na terra.

Igreja Triunfante

                       A dos Santos no céu.

Igreja Padecente

                      Das almas no purgatório.

As 03 Igrejas formam um só corpo, corpo místico o qual Cristo é a cabeça. Ainda que muitos, diz São Paulo, formamos um único corpo (Rm 12, 5).

Esta união não é uma utopia, é uma realidade. Os santos do céu oram por nós que aqui labutamos na terra. Nós invocamos na terra, aqueles que são os nossos amigos e irmãos no céu, e oramos pelas almas do purgatório que lá sofrem e expiam as faltas da vida. É o laço de caridade que une todos os que professam a mesma fé no mesmo Deus.

Eis o que a Igreja ensina, o que o bom-senso nos indica e o que a Bíblia nos mostra pelo seu ensino e pelos exemplos dos santos.

Judas Macabeu mandou doze mil dracmas de prata para Jerusalém, a fim de serem oferecidos sacrifícios pelos pecados dos defuntos, dizendo ser um pensamento santo e salutar orar pelos defuntos, para que sejam livres de seus pecados (2 Mc 12,46).

É verdade que os protestantes, para se verem livres de um texto tão esmagador e expressivo, perpetuam o ardil criado por Lutero, que por sua vez, perdeu um debate com o teólogo católico John Ecch, na cidade de Lacke city,cujo, que com argumentos irrefutáveis, defendeu os dogmas da Autoridade Papal; Purgatório e a Penitência, baseados no textos deuterocanônicos. A partir daí, Lutero passou a adotar um cânon criado por rabinos fariseus, no ano 70 D.C., no Concílio de Jamie, cânon este criado para frear o cristianismo.

É obrigação de todo católico orar pelos mortos, a exemplo de São Paulo, que implorou com fervorosa oração a misericórdia de Deus pelo seu intrépido amigo, Onesíforo, já falecido.

O Senhor lhe conceda que, naquele dia, ache misericórdia, diante doo senhor.” (2 Tm 1, 18; 4, 9)

Protestantes eruditos já reconheceram a veracidade destes dogmas. A oração pelos mortos, – diz Forbes – usada desde os tempos dos Apóstolos, nunca deveria ser rejeitada pelos chefes da reforma (Cons. Controv. 1858)

Tcheldon, outro intelectual protestante diz “A oração pelos mortos é umas das práticas mais eficazes da religião cristã.” (Unterredung, 1822)

Collier, famoso teólogo protestante, diz: “Negando a oração pelos mortos, rompemos desta maneira com a Igreja Universal, mutilando nossa crença repelindo um dos artigos da fé cristã”.

 3º erro – “Eu Aceitei Jesus”

Caro ex-padre, saiba que o “aceitar Jesus” protestante é falso, cilada do demônio para perder as almas menos esclarecidas. Falsa doutrina criada por John Wesley, com o claro objetivo de fazer proselitismo religioso e sem sustento nas Sagradas Escrituras:

Vejamos:

Rm 15,7 – “Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para glória de Deus”.

Jo 15,16 – Não fostes vós que me escolhestes; fui eu vos escolhi e vos designei, para dardes fruto e para o vosso fruto permaneça”.

Gl 1,15 – “Quando, porém, àquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça, agradou”.

Ef 1,4 – “Nele, Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo para sermos santos e íntegros diante dele, no amor”.

Is 43,10 – Minhas testemunhas sois vós – oráculo do Senhor – sois vós o meu servo, o meu escolhido, para entenderdes e acreditardes em mim, para compreenderdes que EU SOU. Antes de mim não se fez outro deus e depois de mim nenhum outro haverá.”

Mt 10,24 – “O discípulo não está acima do mestre e nem o servo acima do seu senhor”

Como um Padre não sabe disto? Ou finge que não sabe? Nada mais maligno que ver um padre abandonar a Sã Doutrina para viver de proselitismo, pondo almas de inocentes em pecado mortal. Ora “Aceitar” Jesus não é um convite feito por humanos, mas pelo próprio Senhor e a decisão é diária. É uma constante batalha. É Deus quem escolhe os seus.

Vejamos:

Hb 5,4 – “Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão aquele que foi chamado por Deus, como Aarão”.

At 1,1-2 – “No meu primeiro livro, ó Teófilo, tratei de tudo o que Jesus ensinou, desde o começo até o dia em que foi elevado ao céu, depois de ter dado instruções, pelo Espírito Santo, aos Apóstolos que havia escolhido”.

Jo 12,26 – “Se alguém quer me servir, siga-me, e onde Eu estiver, estará também aquele que me serve. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”.

Rm 9,21-23 – “Acaso não pode o oleiro, da mesma massa, fazer um vaso de luxo e outro vulgar?” “Se, a fim de tornar conhecida a riqueza de sua glória para com os “vasos da misericórdia que DE ANTEMÃO PREPAROU PARA SUA GLÓRIA…”

2 Cor 4,1-7 – “Por isso, não desanimamos no exercício deste ministério que recebemos da misericórdia divina. Rejeitamos todo procedimento dissimulado e indigno, feito de astúcias, e não falsificamos a palavra de Deus. Pelo contrário, manifestamos a verdade e, assim, nos recomendamos a toda consciência humana, diante de Deus. E se nosso evangelho está velado, é só para aqueles que perecem que ele está velado. O deus deste mundo cegou a inteligência desses incrédulos, para que eles não vejam luz esplendorosa do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. De fato, não é a nós mesmos que pregamos, a Jesus Cristo, o Senhor. Quanto a nós, apresentamo-nos como servos vossos, por causa de Jesus. Com efeito, Deus, que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz”, é o mesmo que fez brilhar a luz em nossos corações, para que resplandeça o conhecimento da glória divina que está sobre a face de Jesus Cristo. Ora, trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós.”


4º erro – “O fiel se confessava ajoelhado aos meus pés.”

Tendo em vista que o Padre atua em “Persona Christi”, ajoelhar-se não apresenta qualquer problema. Ainda assim, se “ajoelhar aos seus pés” é um tanto quanto antiquado, não acha? A Igreja sempre teve confessionários onde o fiel se ajoelhava ao menos 70 cm afastado do sacerdote, sem que esse (padre) visse o rosto do fiel. Estranho, não? Ou talvez, mentira? Deixemos que o leitor julgue.

No mais, tratar a questão (ajoelhar-se) como algo pejorativo, só demonstra o pleno desconhecimento sobre a própria escritura. A bíblia compartilha de diversos exemplos onde pessoas se prostravam perante outras sem qualquer indício de adoração.

Quem desejar se profundar no tema, poderá acessar esse texto:

Ou, ler esses textos:

Gn 18,2; Gn 19,1; Gn 33,3; Gn 33,6-7; Gn 42,6; Gn 43,26-28; Gn 44,14; Gn 47,31; Ex 14,31; Ex 18,7; Ex 30,29; Nm 10,33; Js  7,6; Jz 5,7; 1 Sm 6,21; 1 Sm 7,1; 2 Sm 6,5; 2 Sm 7,18; 2 Sm 9,6-8; 2 Sm 16,4; 1 Rs 1,23; 1 Rs 2,19 ; 1 Cr 13,8; 1 Cr 15,27-28; 1 Cr 21,21; 2 Cr 35,25; Dn 2,37; Dn 2,46-49; Dn 6,22. 

Complementando: 0 padre perdoa os pecados em nome do Cristo, e você deveria saber disso conforme Jo 20,21-23:

“Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoado, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos”. Deveria ter vergonha de mentir e se permitir gravar, mentindo.


5º erro – “Eu ensinava os Dez Mandamentos errados”.

Na verdade, o senhor está ensinando errado agora, para a infelicidade dos que lhe ouvem.

Afirmar que a Santa Igreja católica adulterou a numeração dos dez Mandamentos, é uma piada pronta tal qual é o protestantismo o qual atualmente professa. A Igreja vive a Nova Aliança e vivemos por que Jesus veio cumprir e aperfeiçoar a Lei, como pode ver em São Marcos 2,2-28:                                                     

“Reuniu-se uma tal multidão, que não podiam encontrar lugar nem mesmo junto à porta. E ele os ins­truía. Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens. Como não pudessem apresentar-lhe por causa da multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde Jesus se achava e, por uma abertura, desceram o leito em que jazia o paralítico. Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: “Filho, perdoados te são os pecados”. 6.Ora, estavam ali sentados alguns escribas, que diziam uns aos outros: “Como pode este homem falar assim? Ele blasfema. Quem pode per­doar pecados senão Deus?”. Mas Jesus, penetrando logo com seu espírito nos seus íntimos pensamentos, disse-lhes: “Por que pensais isto nos vossos corações? Que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Os pecados te são perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te, toma o teu leito e anda? Ora, para que conheçais o poder concedido ao Filho do Homem sobre a terra (disse ao paralítico), 11.eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para casa”. No mesmo instante, ele se levantou e, tomando o leito, foi-se embora à vista de todos. A multidão inteira encheu-se de profunda admiração e puseram-se a louvar a Deus, dizendo: “Nunca vimos coisa semelhante”. (= Mt 9,9-17 = Lc 5,27-39) Jesus saiu de novo para perto do mar e toda a multidão foi ter com ele, e ele os ensinava. Quando ia passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto da arrecadação e disse-lhe: “Segue-me”. E Levi, levantando-se, seguiu-o. Em seguida, pôs-se à mesa na sua casa e muitos cobradores de impostos e pecadores tomaram lugar com ele e seus discípulos; com efeito, eram numerosos os que o seguiam. Os escribas, do partido dos fariseus, vendo-o comer com as pessoas de má vida e publicanos, diziam aos seus discípulos: “Ele come com os publicanos e com gente de má vida?” Ouvindo-os, Jesus replicou: “Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos; não vim chamar os jus­tos, mas os pecadores”. Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam. Por isso, foram-lhe perguntar: “Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam?” Jesus respondeu-lhes: “Podem porventura jejuar os convidados das núpcias, enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não lhes é possível jejuar. Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então jejuarão. Ninguém prega retalho de pano novo em roupa velha; do contrário, o remendo arranca novo pedaço da veste usada e torna-se pior o rasgão. E ninguém põe vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho os arrebentará e se perderá juntamente com os odres; mas para vinho novo, odres novos”. (= Mt 12,1-8 = Lc 6,1-5) 23. Num dia de sábado, o Senhor caminhava pelos campos e seus discípulos, andando, começaram a colher espigas. Os fariseus observaram-lhe: “Vede! Por que fazem eles no sábado o que não é permitido?”. Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando se achou em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Ele entrou na casa de Deus, sendo Abiatar príncipe dos sacerdotes, e comeu os pães da proposição, dos quais só aos sacerdotes era permitido comer, e os deu aos seus compa­nheiros”. E dizia-lhes: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado; 28.e, para dizer tudo, o Filho do Homem é senhor também do sábado”. (= Mt 12,9-21 = Lc 6,6-11)”

Vemos os fariseus condenando NSJC; afirmando que não é o Filho de Deus por não guardar o sábado. E o que a Lei da Antiga Aliança ensinava? Consultemos Ex. 22, 24: “Olho por olho e dente por dente.” E isto também encontramos em Levítico e em Deuteronômio, porém, Cristo institui o “dar a outra face” conforme São Mateus 5,39.

Ora, só por aqui vemos que há algo de errado com sua “revelação bombástica”. Se consultarmos São Mateus 22,36-40, veremos que toda Lei e os profetas são resumidas em apenas 02 mandamentos.

Agora se consultarmos o CIC – Catecismo da Igreja Católica, e o senhor como “padre”, deveria conhecê-lo bem, desfere um cruzado sancto na cara do protestantismo, nos parágrafos 1961 à 1965 onde explica a Lei e como o próprio Cristo a aperfeiçoou e nos parágrafos 1965 à 1974, expõe toda a nova Lei e à partir dela, interpreta os Dez mandamentos e tal qual os judeus, entende os mandamentos à partir da antiga lei. Sim, sua “igreja’ incorre na heresia judaizante. Achou ruim? Reclame com Jesus, afinal quem resumiu a Lei foi Ele e não a Igreja. Nós, apenas repetimos seus ensinamentos.

Impressiona-me alguém que estudou teologia por 7 anos, abrir mão de tudo para simplesmente protestar por protestar e ainda insinuar que a Igreja de Cristo omite a proibição a idolatria. Mentira! A Igreja nunca fez isto e você como sacerdote ordenado sabe disto, o senhor com contumácia ao afirmar que ensinava errado por ignorância, pois a Igreja permanece ensinando tal qual Cristo a ensinou, conforme São Mateus 19, 16-22, onde o próprio Cristo não cita a parte de “não farás…’ ou vai dizer que Jesus omitiu o versículo? Na verdade, Deus nunca proibiu a fabricação de imagens, mas, condenava a idolatria e permanece condenável no novo testamento e a Igreja ratifica a proibição há 2000 anos, afinal, os novos mandamentos ensinam a “amar a Deus sobre todas as coisas”, logo, aí está implícita a condenação a idolatria.

Quando você afirma, falsamente, que há discordância na ordem numérica dos mandamentos, ignora o fato de que quem enumerou os mandamentos foi Santo Agostinho, ou, vai dizer que não sabia disto?

Dessa forma, ficam aqui alguns questionamentos:

Quem disse que existiam numerações na Bíblia?

R: Não existia, a Igreja criou estas numerações.

Quem disse que existia Bíblia?

R: Não existia, a compilação foi feita pela Igreja Católica ao definir o cânon.

Quem batizou o compendio de 73 livros de Bíblia?

R: A Igreja Católica no século IV.

Quem dividiu os 04 Evangelhos em capítulos?

R: A Igreja Católica, ao definir o cânon e eliminar os apócrifos.

Quem dividiu o A T do N T e o dividiu em versículos numerados?

R: A Igreja Católica, através do Bispo Estevan Lancgton e depois santo Paganino que dividiu por versículos numerados.

6º erro – “Crente não faz o sinal da Cruz”

O “ex-Padre” cita Colossenses 2,14-20 para alegar que “ama a mensagem da cruz”. Infelizmente, ao que parece, a leitura foi feita, mas, está totalmente incompreendida. De fato, você ficou 7 anos em um seminário?

Vamos a escritura e as refutações.

A Cruz de Cristo é:

O que era sinal de maldição (Dt 21,23), é transformado em bênção e sinal de salvação do qual nos veio a redenção, pelos méritos infinitos do sacrifício de Cristo nele realizado.

A Cruz de Cristo é:

Loucura para os que se perdem e uma ‘força divina’.

A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina.” (1 Cor 1,18);

Nossa sabedoria e inteligência, força de Deus e sabedoria do mesmo.

Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos – quer judeus quer gregos -, força de Deus e sabedoria de Deus.” (1 Cor 1,22-24);

Nossa razão de ser e existir.

Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado.” (1 Cor 2,2);

Nosso primeiro amor pelo qual fomos salvos, de forma singular e sem merecermos.

Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi apresentada a imagem de Jesus Cristo crucificado?” (Gl 3,1);

Nova Aliança e nossa redenção.

Gl 3,13 – Cristo remiu-nos da maldição da lei, fazendo-se por nós maldição, pois está escrito: Maldito todo aquele que é suspenso no madeiro (Dt 21,23).”

Nossa glória e regozijo.

“Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” (Gl 6,14).

Insígnia de pertença a Cristo.

Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.” (Mt 10,38);

Distintivo sinal do verdadeiro discípulo, consequência do “renunciar-se a si mesmo”, para uma pertença total a Cristo

Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” (Mt 16,24);

Meio necessário e inequívoco sinal que representa e distingue os verdadeiros dos falsos cristãos.

E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.” (Lc 14,27);

Requisito necessário para o verdadeiro seguimento de Jesus

Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mc 8,34; Lc 9,23);

Lugar onde Ele nos deu Maria Santíssima, sua mãe, por nossa mãe.

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” (Jo 19,25-27).

Muito mais eu poderia escrever sobre esse infame vídeo, mas para não me alongar, encerro com as palavras de um Santo:

O herege que descrê de um artigo de fé não tem o hábito da fé, nem da fé formada nem da fé informe. E a razão disso é que a espécie de qualquer hábito depende da razão formal do objeto. Se esta desaparece, desaparece também a espécie do hábito. O objeto formal da fé é a verdade primeira manifestada nas Sagradas Escrituras e na doutrina da Igreja. Por isso, aquele que não adere como a uma regra infalível e divina revelada nas Sagradas Escrituras, não tem o hábito da fé, mas aceita as verdades da fé de modo diferente que pela fé. Como alguém que tivesse em sua mente alguma conclusão sem conhecer o meio que serve para demonstrá-la; é evidente que não tem dela ciência, mas somente uma opinião. Ora, é claro que quem adere à doutrina da Igreja como à regra infalível, dá seu assentimento a tudo o que a Igreja ensina. Ao contrário, se do que ela ensina, aceitasse como lhe apraz, umas coisas e não outras, já não aderiria à doutrina da Igreja como regra infalível, mas à própria vontade. E assim é claro que o herético que descrê pertinazmente um artigo, não está disposto a seguir em tudo a doutrina da Igreja (se, porém, não houver pertinácia, não é herético, mas apenas errado). Daí ser manifesto que o herético sobre um artigo da fé não tem fé a respeito de outros artigos, mas uma certa opinião dependendo de sua vontade própria.”

São Tomás de Aquino.

Escrito por Sandro Pinto de Jesus e Marcus Vinícius.

Contribuições: Fábia dos Santos Andrade, Priscila Gonçalves e Bruna Balmant.

Fontes utilizadas para essa refutação:

– Canção Nova

– Bíblia Católica Ave Maria (versão on-line)

– A CRUZ DE CRISTO NA ESCRITURA SAGRADA E NA HISTÓRIA.  Klemer Ferreira

– Apologética católica (e-book) Autor anônimo

– Objeções e erros protestantes com as respectivas respostas irrefutáveis padre – Padre Júlio Maria Ed. 1932

– A Igreja de Cristo – Citações patrísticas Ed. Eletrônicas Veritatis Esplendor Carlos Martins Nabeto

– Manual de Defesa da Fé Católica Érick Augusto Gomes



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