QUEM SÃO OS SETE ESPÍRITOS DE DEUS?

Escrito por Lucas Falango.

Logo no primeiro capítulo do Apocalipse, João saúda as igrejas com uma curiosa saudação:

“João, às sete Igrejas que estão na Ásia: a vós graça e paz […] da parte dos SETE ESPÍRITOS que estão diante do seu trono” (Apocalipse 1,4)

Essa passagem é alvo de certa especulação, com duas principais interpretações. Seriam esses sete espíritos uma maneira de se referir ao Espírito Santo? Ou seriam eles os sete arcanjos da tradição judaica e da tradição apostólica? Muitos interpretes preferem ver aí uma referência ao Espírito Santo, pois suas concepções religiosas são profundamente incomodadas com a noção de que o autor abençoa os fiéis por intermédio dos anjos (Hb 1,14). Porém, isso é algo comum nas igrejas apostólicas (católicas e ortodoxas), que abençoam seus fiéis com orações como: “A Trindade Santa vos abençoe, pela intercessão dos Santos Anjos, em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, Amém.”

Se esses sete espíritos forem os sete arcanjos da tradição judaica e cristã, temos então nessa passagem uma explicita petição pela bênção dos santos anjos. Por isso a maioria irá apelar a uma visão que é anacrônica. Mas até mesmo alguns interpretes protestantes confessam ser pouco provável que isso seja uma referência ao Espírito Santo:

“Também há os estudiosos que veem aqui tão-somente uma alusão aos «sete Espíritos de Deus», ou seja, uma espécie de alusão mística ao Espírito Santo, quiçá do ponto de vista das «perfeições» de seu poder e de suas operações, representadas pelo número sete. O trecho de Isaías 11,2 é aludido [por esses estudiosos], onde, presumivelmente, o Espírito Santo, em sua atuação em sete aspectos, por assim dizer é, «sete espíritos em um». […] O máximo que se pode dizer em apoio a essa interpretação é a observação que se está em foco o Espírito Santo, então o Deus Triúno é visto a saudar as igrejas— o Pai (aquele que era, é e será), o Filho (Jesus Cristo, ver o quinto versículo), e o Espírito Santo (em suas sete diferentes manifestações de poder). Entretanto, Charles (in loc.), um dos maiores expositores de todos os tempos do livro do Apocalipse, objeta a essa interpretação ao dizer que a mesma ignora o «meio ambiente» daquela época. Trata-se de uma interpretação suspeita, pois procura aliviar o autor sagrado de fazer alusão às ideias comuns à época, «cristianizando» seus pensamentos, em acordo com o meio ambiente da cristandade moderna, quanto a seu pensamento cosmológico.” (O Novo Testamento Interpretado: versículo por versículo, Russell Norman Champlin (PhD), página 370, Apocalipse 1,4 – Hagnos, 2002)

Se fosse uma referência ao Espírito Santo, não seria mais provável João ter dito algo como: “graça e paz da parte do Espírito Septiforme de Deus”? E não “sete espíritos”, no plural? São João parece claramente falar de sete espíritos distintos, e não de sete manifestações de um único Espírito.

“Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo…” (Efésios 4,4)

E sobre os dons do Espírito Santo em Isaías 11, na maioria das traduções são citados seis dons, apenas a Vulgata Latina acrescenta a “Piedade” como desdobramento do Temor de Deus, totalizando então sete. Porém, a maioria dos críticos modernos torcem o nariz para a tradução da Vulgata, e sempre exaltam os supostos “originais”, fica contraditório então apelarem a Isaías 11 para varrerem essa passagem para debaixo do tapete. O próprio apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12,8-11 ao falar dos dons do Espírito lista mais do que sete dons, por isso é pouco provável que os sete espíritos sejam sete “características” ou “operações” da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

Após mencionar os sete espíritos no primeiro capítulo, João vai menciona-los novamente no capítulo quatro.

“Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões, e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo: são os sete espíritos de Deus.” (Apocalipse 4,5)

“João, às sete Igrejas que estão na Ásia: a vós graça e paz […] da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono” (Apocalipse 1,4)

Vemos que os sete estão diante do trono de Deus, no capítulo oito é dito que os sete diante de Deus são anjos!

“Vi então os sete anjos que estão diante de Deus…” (Apocalipse 8,2)

Isso nos remete ao livro de Tobias, onde Rafael, considerado pela tradição como um dos sete arcanjos, diz a Tobias:

“Porque eu sou Rafael, um dos sete anjos que assistimos diante do Senhor” (Tobias 12,15)

E também ao Evangelho de Lucas, onde Gabriel, também considerado um dos sete arcanjos, diz a Zacarias:

“Respondeu-lhe o Anjo: “Eu sou Gabriel; assisto diante de Deus e fui enviado para anunciar-te essa boa nova.” (Lucas 1,19)

A citação do capítulo quatro: “diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo…” (Ap 4,5), nos remete ao livro do profeta Zacarias:

“O anjo que falava comigo retornou e despertou-me, como um homem que é despertado de seu sono. Ele me disse: “Que vês?” E eu disse: “Vejo um lampadário todo de ouro com um reservatório em sua parte superior; sete lâmpadas estão sobre ele e sete canais para as lâmpadas que estão em sua parte superior. E junto dele estão duas oliveiras, uma à sua direita e outra à sua esquerda”. Então eu perguntei ao anjo que falava comigo: “O que significam estas coisas, meu Senhor?” E o anjo que falava comigo respondeu-me: “Não sabes o que significam estas coisas?” Eu disse: “Não, meu Senhor!” E ele respondeu-me: “Estes sete são os olhos de Iahweh, que percorrem toda a terra“.” (Zacarias 4,1-10 – Bíblia de Jerusalém)

“Eu tive uma visão durante anoite. Eis: Um homem montando um cavalo vermelho estava parado entre as murtas que havia num vale profundo; atrás dele estavam cavalos vermelhos, alazões e brancos. E eu disse: “Quem são eles, meu Senhor?” Disse-me o anjo que falava comigo: “Vou mostrar-te quem são eles”. E o homem que estava entre as murtas respondeu: “Estes são os que Iahweh enviou para percorrerem a terra“. Então eles se dirigiram ao Anjo de Iahweh, que estava entre as murtas e lhe disseram: “Acabamos de percorrer a terra e eis que toda a terra repousa e está tranquila!” (Zacarias 1,8-11)

Vemos que as Sete Lâmpadas são os enviados que percorrem a terra, eles são múltiplos indivíduos, e eles se reportam ao Anjo que acompanhava Zacarias e falam no plural. O Espírito Santo não se reportaria a um Anjo, nem a outra pessoa da Trindade, pois eles são unos, são oniscientes, não tem sentido pensar que Deus enviaria o Espírito Santo, que ele tomaria múltiplas formas individuais para percorrer um espaço físico e depois reportar o que observou. Não há logica em alguém onipresente, onisciente, onipotente e que é um com o Pai e o Filho, operar dessa forma. Fica óbvio que as lâmpadas são espíritos enviados, seres poderosos, anjos que cumprem missões especiais para Deus, elas são as mesmas sete lâmpadas que ardiam diante do Trono (Ap 4,5), os sete espíritos (1,4), os sete anjos diante de Deus que recebem as trombetas (Ap 8,2), e as taças com as pragas (Ap, 15,1.7).

Essas sete figuras peculiares aparecem também no livro do profeta Ezequiel, onde são enviados por Deus justamente em uma missão para ‘percorrer’Jerusalém.

“Surgiram então, do pórtico superior que olha para o norte, seis homens trazendo cada um na mão o instrumento de destruição. Encontrava-se no meio deles um personagem vestido de linho, trazendo à cintura um tinteiro de escriba. Entraram para se colocar de pé ao lado do altar de bronze. Então, a glória do Deus de Israel se elevou de cima do querubim, onde repousava, até a soleira do templo. Chamou o Senhor o homem vestido de linho, que trazia à cintura os instrumentos de escriba, e lhe disse: “Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem”. Depois, dirigindo-se aos outros em minha presença, disse-lhes: “Percorrei a cidade, logo em seguida, e feri! Não tenhais consideração, nem piedade.” (Ezequiel 9,2-5)

Eram seis homens com instrumentos de destruição, e um que trazia instrumentos de escriba, totalizando sete homens. Para não deixar dúvida de que eram sete, deixo a opinião de dois conhecidos comentários bíblicos, um católico e um protestante:

homem vestido de linho: este é o vestuário típico dos altos oficiais na arte do Egito (ANEP 408-9). Em Israel, era as vestes exigidas para o Sumo Sacerdote (Lv 16,4) e os outros sacerdotes (Ex 28,42). O escriba e os seis homens encarregados da destruição somam sete, o número simbólico da completude, neste caso, o tempo total da destruição.” (Novo Comentário Bíblico São Jerônimo: Antigo Testamento, página 632, § 33 – Paulus, 2007)

“Seis homens. Seres Semelhantes ao Homem. Estes seres estranhos chegaram do Norte, seguindo o modus operandi do trono-carro (Ez 1,4). Com eles, veio um anjo de alto poder e prestígio, vestido em linho fino. Cf. os sete anjos de Tobias 12,14; Enoque 20,1-8; Apo. 4,5 e 11,19. O Portão superior é o do Norte. Os seis seres celestiais carregam armas e têm olhar ameaçador. O anjo vestido em linho carrega à cintura um estojo de escriba. Este anjo-escriba fará um relatório dos acontecimentos, apresentando a Yahweh todos os detalhes da realização de suas ordens.” (O Antigo Testamento Interpretado: versículo por versículo, Russell Norman Champlin (PhD), página 3221, Ezequiel 9,2 – Hagnos, 2001)

Se eles se colocaram ao lado do altar é porque tinham acesso a ele, eram então sacerdotes, a veste de linho também evidencia esse papel, são os sacerdotes do templo celeste, como vemos no Apocalipse (Ap 7,15; 11,19; 15,5). Tanto no capítulo oito e quinze do Apocalipse, quanto no capítulo nove e dez de Ezequiel, os anjos são enviados para levar os flagelos de Deus sobre o mundo, ambos param diante o altar, de bronze em Ezequiel (Ez 9,2), de ouro no Apocalipse (Ap 8,3), ambos recebem de seres misteriosos em volta do trono de Deus os flagelos que deveriam trazer ao mundo. Quanto a esses seres misteriosos, em Ezequiel são Querubins (Ez 1,10; 10,20), no Apocalipse são chamados de Viventes (Ap 4,7), ambos têm características similares (seres alados, faces de Leão, Touro, Homem e Águia). Vejamos então os paralelos das passagens do Apocalipse e Ezequiel:

“Depois disso, o anjo tomou o turíbulo, encheu-o de brasas do altar e lançou-o por terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e terremotos.” (Apocalipse 8,5)

Os sete Anjos que tinham os sete flagelos saíram do templo, vestidos de linho puro e resplandecente, cingidos ao peito com cintos de ouro. Um dos quatro Animais deu-lhes então sete taças de ouro, cheias da ira de Deus que vive pelos séculos dos séculos. Encheu-se o templo de fumaça provinda da glória de Deus e do seu poder. E ninguém podia entrar, enquanto não se consumassem os sete flagelos dos sete Anjos” (Apocalipse 15,6-8)

“O Senhor disse então ao homem vestido de linho: “Passa no meio das rodas, debaixo do querubim; enche a mão de carvões ardentes que tomarás entre os querubins, e espalha essas brasas sobre a cidade”. E ele se foi sob as minhas vistas. […] Apenas havia ordenado ao homem de linho tomar o fogo no intervalo das rodas entre os querubins, este veio postar-se junto de uma roda, e um dos querubins estendeu a mão para o fogo que se encontrava em meio dos querubins. Daí ele retirou brasas, que colocou na mão do homem vestido de linho…” (Ezequiel 10,2.6-7)

A mesma ação litúrgica feita em Ezequiel, acontece também no Apocalipse. Em ambos são sete figuras sacerdotais, no templo de Deus, vestidas de linho, que param diante do altar e levam ao mundo as brasas /flagelos recebidas da mão de quatro criaturas misteriosas. Existem algumas diferenças, as cenas não são idênticas, mas as semelhanças são espantosas, o paralelo é inegável, esses sete de Ezequiel são as mesmas figuras do Apocalipse e Zacarias.

Já mostramos a relação dos anjos mencionados em Tobias com os do Apocalipse, mas é conveniente apresentar uma variante textual que acentua ainda mais esse paralelo:

“Eu sou Rafael, um dos sete santos anjos, que apresenta as orações dos santos e que entra e sai dianteda glóriado altíssimo.” (Tobias 12,15 – Septuaginta)

“Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas. […] Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos…” (Apocalipse 8,3)

Porque essas sete figuras são tão prevalentes no relato do Apocalipse? Se lermos o Apocalipse como uma liturgia celeste, estes seriam ministros do santuário, mas existe também uma questão monárquica, o céu não é apenas o Templo (o santuário celeste), mas também é a sala do trono de Deus (Ap 4,2), nas culturas antigas a sala do trono é onde ficavam a volta do Rei os seus principais ministros, generais e conselheiros, isso é visto até mesmo nas escrituras:

“Foste enviado pelo rei e seus sete conselheiros para fazer uma inspeção em Judá e em Jerusalém e para ver como está sendo observada ali a Lei de teu Deus.” (Esdras 7,14)

“Os que estavam junto dele eram […] sete oficiais persas e medos que viam pessoalmente o rei e se assentavam nos primeiros lugares do reino.” (Ester 1,14)

A corte dos homens refletia a corte celeste (Sl 82,1; 89,7-8; Jó 1,6). Assim como os oficiais da corte persa tinham um lugar de destaque, com acesso privilegiado ao rei, também os sete anjos possuem acesso privilegiado, entram e saem junto à glória (Tb 12,15) daquele que habita em luz inacessível (1 Tm 6,16). A literatura do segundo templo demonstra a grande importância dada a eles, o livro de Enoque registra justamente sete anjos, chamados de Sentinelas:

“Estes são os nomes dos Anjos Sentinelas: Uriel, um dos santos anjos, que preside sobre o clamor e o terror. Rafael, um dos santos anjos, que preside sobre os espíritos dos homens. Raguel, um dos santos anjos, o qual inflige punição ao mundo e às luminárias. Miguel, um dos santos anjos, o qual, presidindo sobre a virtude humana, comanda as ações. Suriel, um dos santos anjos, que preside sobre os espíritos dos filhos dos homens que transgridem. Gabriel, um dos santos anjos, que preside sobre o paraíso, sobre os serafins, e sobre os querubins. Remiel, um dos santos Anjos, foi por Deus incumbido de presidir aos ressuscitados.” (1 Enoque 20,1-8)

Na tradição católica apenas três deles são nomeados. Há uma referência aos Sentinelas (ou Vigilantes) no livro de Daniel (Dn 4,10.14), que os coloca como seres de grande poder, com autoridade do Altíssimo de declarar sentenças, eles auxiliam o governo divino sobre o mundo.

“Nas visões que tive deitado em minha cama, olhei e vi diante de mim uma Sentinela, um anjo que descia do céu.[…] Eis a decisão anunciada pelos Sentinelas, os anjos declaram o veredicto, para que todos os que vivem saibam que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens …” (Daniel 4,13.17)

Mais adiante Miguel e Gabriel aparecem para o profeta lhe explicando as visões proféticas, em uma das visões o anjo que lhe aparece é descrito como um homem revestido de linho (Dn 10,5), assim como os descritos no Apocalipse (Ap 15,6) e em Ezequiel (Ez 9,2), o contexto do livro (Dn 8,13; 9,21; 10,13) parece indicar que Miguel e Gabriel são um dos Sentinelas, assim como o livro de Enoque os identifica. Esses mesmos homens vestidos de linho aparecem no capitulo noventa de Enoque, também são sete no total, um deles executa a função de escriba assim como em Ezequiel, é mais um paralelo notável:

“Então o Senhor chamou aqueles homens, os sete primeiros brancos como a neve […] Ele falou ao homem que escrevia na sua presença, aquele homem sendo um daqueles sete brancos como a neve […]” (1 Enoque 90,21.22)

 “Surgiram então […] seis homens trazendo cada um na mão o instrumento de destruição. Encontrava-se no meio deles um personagem vestido de linho, trazendo à cintura um tinteiro de escriba. […] o Senhor chamou o homem vestido de linho, que trazia à cintura os instrumentos de escriba…” (Ezequiel 9,2.3)

As evidencias se empilham em favor da interpretação de que os sete espíritos de Deus são os sete arcanjos da tradição cristã, os Sentinelas/Vigilantes da tradição judaica. O Apocalipse é justamente escrito nesse contexto, para comunidades de cristãos gentios e judeus convertidos, que estavam familiarizados com essas simbologias e conceitos. Um dos erros que vemos o autor de Hebreus corrigindo (Hb 1,4-8.13) na comunidade de judeu-cristãos era justamente o de entender que Jesus era um dos anjos do velho testamento.

Dizer que Jesus tem os sete espíritos é dizer que ele é como o Pai, pois os sete espíritos (na concepção judaica da época) estavam entre os seres mais poderosos da criação e serviam apenas ao Altíssimo. Dizer que Jesus os tinha na mão (Ap 1,16-20) sob o seu poder (Ap 3,1) era afirmar a divindade e o poderio de Cristo sob todas as coisas e sua igualdade com o Pai; demonstrando claramente que Jesus era muito maior que os príncipes (Js 5,14; Dn 10,13; 12,1) e chefes da hierarquia angélica.

Por isso o Cordeiro é descrito como tendo “sete olhos (espíritos), que percorrem toda a terra”, pois como já vimos anteriormente em Zacarias, eles são anjos, e são os olhos de Iahweh, se o Cordeiro os tem sob seu poder é porque ele é Iahweh.

“Eu vi no meio do trono […] um Cordeiro de pé, como que imolado. Tinha ele sete chifres e sete olhos “que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra.” (Apocalipse 5,6)

“Estes sete são os olhos de Iahweh, que percorrem toda a terra.” (Zacarias 4,1-10)

Conclusão:

Tudo indica que os sete espíritos são sete anjos de Deus, todas as referências externas e internas ao livro, no resto da escritura e fora dela. A interpretação de ver aí o Espírito Santo, apesar de tradicional, empalidece diante das evidencias. Sendo assim, termino esse artigo desejando “a vós graça e paz da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono: Miguel, Gabriel, Rafael e os outros quatro arcanjos inominados, e da parte de Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém.”



Categorias:Bíblia, Santos, Tradição

Tags:, , ,

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: