Dois dogmas marianos revelados na anunciação à Virgem Maria

Por Fellipe Yoshio Menezes Sugimoto

1. A saudação do Anjo Gabriel

            Em primeiro lugar, vamos entender o significado da saudação do Anjo Gabriel à Virgem Maria, para entendermos como essas palavras nos revelam a imaculada conceição da mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo:

«Entrando onde ela estava disse-lhe: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo”» (Lucas 1, 28).

            Assim a Bíblia de Jerusalém, tradução feita por católicos e protestantes, explica sobre essa passagem:

«[…] ‘cheia de graça’, lit.: ‘tu que foste e permaneces repleta do favor divino’ […]”» (p. 1787, nota g).

            Ao traduzir para o latim essa passagem, São Jerônimo Traduziu assim:

«Et ingressus angelus ad eam dixit: “Ave gratia plena: Dominus tecum: benedicta tu in mulieribus”» (Lucas 1, 28 – Vulgata Latina).

            “Gratia plena” significa “plena da graça”. Dom José Francisco Falcão de Barros, bispo auxiliar do Ordinariado Militar do Brasil, assim explicou a saudação do anjo:

«Quanto à graça que Deus concedeu a ela (Maria), e nesse sentido eu lamento profundamente que a palavra grega que o arcanjo Gabriel pronunciou no mistério da anunciação, no capítulo primeiro do Evangelho segundo Lucas, “Ave, cheia de graça”, em grego “kekharitoméne”, em grego essa expressão é tão forte, que não é exato traduzir “cheia de graça”, porque “kekharitoméne” em grego significa uma realidade tão repleta da graça, que a graça transborda. Ou seja, em língua portuguesa, você pode, para descrever um copo cheio, dizer que ele está cheio, mas não que ele está agraciado de água. O copo recebeu água, correto. A água não é mérito dele, a água foi colocada nele. Muito bem, ele foi favorecido com a água que foi colocada no copo. Percebam, por favor, lamentavelmente, nas Bíblias protestantes, eu não conheço todas as traduções, mas em muitas, o que o arcanjo diz, a tradução é “Ave, agraciada”. Ora, “agraciada” não, não traduz fielmente o termo “kekharitoméne”. “Kekharitoméne”, aqui é língua grega, é “graça transbordante”, é mais do que “cheia”, é uma plenitude, ou seja, está cheia que ultrapassa a plenitude, que derrama, que transborda, que esparrama, se você quiser. Portanto, ela não é uma criatura qualquer, porque a nenhuma criatura essa palavra, mesmo que a tradução nas Bíblias protestantes esteja bem empobrecida, não é uma criatura qualquer a criatura que Deus quis cumulá-la com a plenitude transbordante da graça» (Curso Bíblico: A Palavra de Deus – Aula 221 – A Intercessão de Nossa Senhora – Aula 7, minutos 8:17 – 10:33 in: Canal “Dom José Francisco Falcão”).

            Ao longo dos dois mil anos de Igreja, vários santos, padres e doutores enxergaram na saudação do anjo a revelação da plenitude da graça que há em Maria:

            Orígenes de Alexandria (185 – 254):

«Pois, na verdade, o anjo saudou Maria com uma fórmula nova, que não pude encontrar em [nenhuma] outra parte da Escritura e da qual pouca coisa se deve dizer. Eis, de fato, o que diz: “Ave, cheia de graça”, que em grego se diz: “kekharitoméne”. Não me recordo em que outra parte da Escritura eu tenha lido. Nunca essa fórmula foi dirigida a um homem: “Salve, cheio de graça”. Somente a Maria essa saudação estava reservada. Se, com efeito, Maria tivesse sabido que uma fórmula semelhante havia sido dirigida a algum outro – ela tinha, com efeito, o conhecimento da Lei e era santa e havia conhecido, por suas meditações quotidianas, os anúncios dos profetas –, nunca a haveria espantado uma saudação que lhe parecesse estranha. É por isso que o anjo lhe disse: “Não temas, Maria, porque encontraste graça aos olhos de Deus. Eis que conceberás em teu ventre, e darás à luz um filho, e o chamarás pelo nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo”» (Homilia sobre Lucas 6, 7 in: Patrística Vol. 34, p. 31).

            São Gregório Taumaturgo (213 – 270):

«[…] Apropriadamente, portanto, o anjo disse a Maria, a santa virgem, antes de tudo: “Salve, tu que és altamente favorecida, o Senhor está contigo”, na medida em que com ela estava armazenado todo o tesouro da graça […]» (Primeira homilia, sobre a anunciação à Santa Virgem Maria in: New Advent. The Fathers of the Church).

            Santo Ambrósio de Milão (340 – 357):

«Esta saudação é reservada só a Maria; pois só ela é apropriadamente chamada cheia de graça, ela que fora a única a alcançar a graça que nenhuma outra merecera, a ponto de ser repleta do autor da graça» (Exposição sobre o Evangelho de Lucas 2, 9 – PL 15, 1556 A in: Ignace de la Potterie. Κεχαριτωμένη en Lc 1,28 Étude exégétique et théologique, in Biblica 68, nº4 (1987) pp. 480-508, II, 2) [PL: Patrologia Latina].

            São Sofrônio de Jerusalém (560 – 638):

«Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo (Lc 1, 28). Que pode haver de mais sublime que esta alegria, ó Virgem Mãe? Que pode haver de mais excelente que esta graça com a qual somente vós foste por Deus cumulada? Que de mais jubiloso e esplêndido se pode imaginar? Tudo está longe do milagre que em vós se contempla, muito aquém de vossa graça. As maiores perfeições, comparadas convosco, ocupam um plano secundário, possuem um brilho bem inferior […]» (Sermão 2, sobre a Anunciação à Bem-aventurada Virgem Maria – PG 87, 3.3250 in: Liturgia das Horas Vol. III, pp. 1514 – 1515) [PG: Patrologia Grega].

            Papa Alexandre III (vida: 1100 – 1181; pontificado: 1159 – 1181):

«[Maria] concebeu sem que houvesse vergonha, deu à luz sem dor e emigrou deste mundo sem corrupção, em conformidade com a palavra do anjo, aliás, de Deus por meio do anjo, para que fosse provado que ela é plena, não semiplena de graça, e para que Deus, seu Filho, realizasse fielmente o antigo mandamento que uma vez fez conhecer, a saber, honrar pai e mãe, e para que a carne virginal de Cristo, que foi assumida da carne da virgem mãe, não se diferenciasse totalmente da sua» (Carta “Ex litteris tuis”, ao sultão residente em Icônio, em 1169 in: Denzinger-Hünermann, n. 748).

            Santo Tomás de Aquino (1225 – 1274):

«Primeiramente, a bem-aventurada Virgem ultrapassou todos os Anjos por sua plenitude de graça, e para manifestar esta preeminência o Arcanjo Gabriel inclinou-se diante dela, dizendo: ‘cheia de graça’; o que quer dizer: a vós venero, porque me ultrapassais por vossa plenitude de graça. A Virgem, cheia de graça, ultrapassou os Anjos, por sua plenitude de graça. E por isto é chamada Maria, que quer dizer, «iluminada interiormente», donde se aplica a Maria o que disse Isaias: (58, 11) “O Senhor encherá tua alma de esplendores”. Também quer dizer: “iluminadora dos outros”, em todo o universo; por isso, Maria é comparada, com razão, ao sol e à lua» (A saudação angélica, 5.10).

            São Luís Maria Grignion de Montfort (1673 – 1716):

«Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as suas graças e chamou-as Maria […]. Só Maria achou graça diante de Deus (Lc 1, 30) sem auxílio de qualquer outra criatura. E todos, depois dela, que acharam graça diante de Deus, acharam-na por intermédio dela e é só por ela que acharão graças os que ainda virão. Maria era cheia de graça quando o arcanjo Gabriel a saudou (Lc 1, 28) e a graça superabundou quando o Espírito a cobriu com sua sombra inefável (Lc 1, 35). E de tal modo ela aumentou essa dupla plenitude, de dia a dia, de momento a momento, que chegou a um ponto imenso e inconcebível de graça, de sorte que o Altíssimo a fez tesoureira de todos os seus bens, dispensadora de suas graças […]» (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, nn. 23.44).

            Santo Afonso Maria de Ligório (1696 – 1797):

«[…] Eis por que, enquanto a humilde virgem suspirava em sua cela, com mais fervor que nunca, pela vinda do Redentor – conforme uma revelação a S. Isabel de Turíngia – vem o arcanjo Gabriel com a grande embaixada. Entra e saúda-a dizendo: Ave, Maria, cheia de graça; o Senhor é convosco e bendita sois entre as mulheres (Lc 1,28). Deus vos saúda, ó Virgem cheia de graça, pois fostes sempre rica da graça, acima de todos os santos […]» (Glórias de Maria, Parte II, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, 1 – p. 220).

            São João Paulo II (vida: 1920 – 2005; pontificado: 1978 – 2005):

«A expressão “cheia de graça” traduz a palavra grega “kexaritomene”, que é um particípio passivo. Assim, para expressar mais precisamente a nuance do termo grego, não se deve simplesmente dizer cheia de graça, mas “feita cheia de graça” ou “repleta de graça”, o que indica claramente que é um presente feito por Deus para a virgem. O termo, na forma de um particípio perfeito, expressa a imagem de uma graça perfeita e duradoura que implica plenitude. O mesmo verbo, no sentido de “preencher com graça”, é usado na carta aos Efésios para indicar a abundância de graça que o Pai nos concede em seu Filho amado (cf. Ef 1, 6). Maria a recebe como primícias da redenção (cf. Redemptoris Mater, 10)» (Audiência Geral, 8 de maio de 1996, n. 2).

            Além disso, estudiosos protestantes também enxergam a revelação da plenitude da graça de Maria na saudação do anjo:

            Matthew Henry (1662 – 1714), pastor presbiteriano e comentarista bíblico:

«[…] Ela é digna: “Tu és altamente favorecida. Deus, em sua escolha de ti para ser a mãe do Messias, colocou uma honra sobre ti peculiar a ti mesmo, acima daquela de Eva, que era a mãe de todos os viventes”. O latim vulgar traduz isto gratia plena – cheia de graça, e daí vem a saber que ela tinha mais das graças inerentes do Espírito que qualquer um jamais teve […]» (Comentário sobre toda a Bíblia, Volume V, Lc 1 in: Christian Classics Ethereal Library. Bringing Christian classic books to life).

            Archibald Thomas Robertson (1863 – 1934), teólogo batista:

«[…] Altamente favorecida [kecharitōmenē]. Particípio passivo perfeito de [charitoō] e significa “dotado de graça” [charis], “enriquecido com graça” como em Efésios 1:6 […]. O gratiae plena da Vulgata está certo, se significa “cheio de graça que tu tens recebido”; errado, se isso significa “cheio de graça que tu tens a doar” […]» (Imagens da Palavra no Novo Testamento – Lucas, Lc 1 in: Ibidem).

            Assim, podemos concluir que a saudação do Anjo Gabriel à Virgem Maria revela-nos a plenitude de graça que há nela, plenitude de graça essa que ela recebeu de Deus, e não por seu próprio mérito. Maria é plena da graça de Deus, e sendo assim ela é imaculada, pois a graça e o pecado não podem estar juntos, como ensinou São Paulo:

«Que diremos, então? Que deveremos permanecer no pecado a fim de que a graça de multiplique? De modo algum! Nós, que morremos para o pecado, como haveríamos de viver ainda nele?» (Romanos 6, 1 – 2).

            Graça e pecado não podem caminhar juntos. Se Maria foi plenificada de graça por Deus, então nela não pode haver pecado algum, nem mesmo o pecado original. Logo, ela foi imaculada desde a concepção.

2. A pergunta da Virgem Maria

            Um ponto muito importante sobre a virgindade perpétua de Maria é o fato de que ela fez um voto de virgindade a Deus. Isso não faz parte do dogma da virgindade perpétua, já que o mesmo diz apenas que a mãe de Jesus foi virgem até o fim de sua vida terrena, nada fala sobre um voto de virgindade.

            Não era absolutamente necessário um voto para que Maria pudesse ter sido sempre virgem, mas os católicos, de modo geral, creem nisso. Eu também creio e vou mostrar os fundamentos dessa crença. O voto de virgindade está implícito na pergunta de Maria ao Anjo Gabriel:

«Maria, porém, disse ao anjo: “Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?”» (Lucas 1, 34).

            Maria não teria feito essa pergunta se realmente quisesse ter uma vida conjugal normal com São José, pois, nesse caso, ela teria presumido que esse filho viria da relação com seu marido. Sobre isso, explica Santo Agostinho (354 – 430):

«[…] É o que indicam as palavras de Maria em resposta ao anjo que lhe anunciava a maternidade: “Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?” (Lc 1,34). Por certo, ela não teria falado assim, se não houvesse consagrado anteriormente sua virgindade a Deus […] Ainda que ela apenas tivesse dito: “Como é que vai ser isso”, sem acrescentar: “se eu não conheço homem algum”, não ignorava que, como mulher, não precisaria perguntar como daria à luz esse filho prometido, no caso de estar casada para ter filhos. […] Assim, consagrou sua virgindade a Deus, enquanto ainda ignorava de quem havia sido chamada a ser mãe […]» (A santa virgindade, 4 in: Patrística Vol. 16, p. 66).

            Esse raciocínio de Santo Agostinho faz todo o sentido, até porque o anjo não disse à Maria se ela ficaria grávida antes ou depois de se casar com José. Se ela não sabia quando ficaria grávida, então não tem sentido dizer que ela perguntou aquilo ao anjo simplesmente por causa de seu estado de virgindade naquele momento.

            Maria não sabia se ficaria grávida antes ou depois de seu casamento com José, mas sabia que ainda seria virgem quando isso ocorresse, como se pode inferir de sua pergunta ao anjo. Isso significa que ela tinha o desejo de continuar virgem, caso contrário ela não teria feito tal pergunta sem saber quando ficaria grávida. Sobre isso, comenta o site Apologistas Católicos:

«[…] O anjo, empregando o futuro, afirma que Maria «conceberá» uma criança. Ora, estando ela prestes a se casar (e supondo que ela tinha a intenção de relacionar-se sexualmente), o natural era que ela entendesse que conceberia este filho com seu futuro marido, e deixasse o fardo de qualquer outra revelação ao próprio mensageiro. No entanto, ao receber a mensagem que seria um dia mãe, a jovem Maria questiona o anjo: “Como se fará isso se não conheço homem?”. Tal frase, empregada no indicativo, indica um estado permanente: Maria não conhece varão. Uma analogia semelhante pode ser feita com a questão do fumo. Se alguém me anunciasse: “Tu irás fumar” (no futuro), e eu questionasse: “Como será isso se eu não fumo?” (no presente), minha frase indicaria que eu não só não fumo (estado atual) como também que eu não pretendo fumar (estado futuro), indicando uma opção permanente. […]

Os protestantes argumentam que nesta passagem Maria apenas está falando a respeito de seu estado atual e não sobre o seu estado futuro.

Ora, tal argumentação só seria razoável caso o anjo dissesse que ela já havia concebido. Se assim fosse, faria sentido Maria perguntá-lo como isto havia se procedido, afinal, ela não mantinha relações sexuais até então (ou seja, seu estado atual). No entanto, o anjo a informou que ela conceberá uma criança (no futuro). Ora, como o anjo ainda não havia dito que ela iria conceber do Espírito Santo (pois esta revelação só vem no vs. 35), caso Maria pretendesse ter relações sexuais com José, não faria sentido fazer esta pergunta, afinal, ela sabia que a única maneira de se conceber um filho era através do sexo com seu marido» (Klautau, Gabriel. Uma análise bíblica da virgindade perpétua de Maria, A. Lucas 1,34: Maria tinha um voto de não conhecer varão).

            Podemos entender a pergunta de Maria se compararmos o anúncio do nascimento de Jesus com o do nascimento de João Batista:

«Zacarias perguntou ao Anjo: “De que modo saberei disso? Pois eu sou velho e minha esposa é de idade avançada”» (Lucas 1, 18).

            Zacarias, no momento em que recebeu a visita do Anjo Gabriel, já não mantinha relações sexuais com sua esposa Isabel há alguns anos, como se pode depreender de algumas informações sobre os pais de João Batista fornecidas por São Lucas:

«Nos dias de Herodes, rei da Judeia, houve um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. Ambos eram justos diante de Deus e, de modo irrepreensível, seguiam todos os mandamentos e estatutos do Senhor. Não tinham filhos, porque Isabel era estéril e os dois eram de idade avançada» (Lucas 1, 5 – 7).

            Zacarias e Isabel eram idosos, o que significa que já não tinham mais vigor sexual e que Isabel já tinha passado da menopausa (última menstruação, que marca o fim da fase reprodutiva da mulher). Isabel era estéril, ou seja, se já não era fértil na juventude, muito menos fértil seria na velhice, depois da menopausa, quando, humanamente falando, já se tinham esgotado todas as possibilidades de eles terem filhos.

            Além disso, Lucas afirma que eles seguiam todos mandamentos e estatutos do Senhor, segundo os quais, a finalidade do matrimônio é a formação de uma família pela procriação (cf. Gênesis 1, 28), o que significa que o ato sexual deveria ser voltado a essa finalidade e não poderia ser praticado por mero prazer.

            Zacarias e Isabel não praticariam o ato sexual não tendo mais vigor sexual e não tendo mais, humanamente falando, possibilidades de terem filhos. Zacarias, no momento do anúncio do Anjo, não estava tendo vida sexual, como Maria também não tinha, quando foi visitada pelo Anjo.

            No entanto, ao receber o anúncio, Zacarias não levantou nenhum questionamento quanto ao fato de ele não ter mais vida sexual com a esposa, como Maria levantou questionamento quanto ao seu estado de virgindade. Se Maria perguntou ao Anjo como a concepção ocorreria em seu estado de virgindade, Zacarias deveria ter perguntado como ocorreria na ausência de vida sexual entre ele e sua esposa.

            Se Zacarias não fez essa pergunta, enquanto Maria fez, então a questão não era a ausência de vida sexual de ambos no momento do anúncio, mas a possibilidade de vir a ter relações sexuais, Zacarias com Isabel e Maria com José. Zacarias não fez a pergunta que Maria fez porque ele não tinha nenhuma objeção quanto a voltar a ter relações sexuais com a esposa.

            Maria fez a pergunta porque ela sim tinha uma objeção quanto a ter relações com José, que era o seu voto de virgindade. Por isso, Zacarias presumiu que seu filho João Batista seria fruto de uma relação sexual com Isabel, enquanto Maria não presumiu que Jesus viria de uma relação sexual com José, já que o Anjo, até a sua pergunta, não tinha lhe dito como Jesus seria concebido (cf. Lucas 1, 28 – 33). Como podemos ver, a pergunta de Maria indica sim um voto de virgindade.

3. Referências

BÍBLIA de Jerusalém. Nova edição, revista e ampliada. São Paulo: Paulus, 2016.

CHRISTIAN Classics Ethereal Library. Bringing Christian classic books to life. Disponível em: https://ccel.org/. Acesso em: 20/mai/2020.

CONGREGAÇÃO para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Liturgia das Horas Vol. III. São Paulo: Editora Ave-Maria, 2000.

DENZINGER, Heinrich & HÜNERMANN, Petrus. Denzinger-Hünermann: Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral da Igreja católica. Disponível em: https://apostoladonovosmares.files.wordpress.com/2016/05/compc3aandio-dos-sc3admbolos-definic3a7c3b5es-e-declarac3a7c3b5es-de-fc3a9-e-moral.pdf. Acesso em: 06/set/2021

DOM JOSÉ FRANCISCO FALCÃO DE BARROS, Bispo. Curso Bíblico: A Palavra de Deus – Aula 221 Tema: A Intercessão de Nossa Senhora – Aula 7. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Jy-vOkbpDCc&list=PLxIUg5dQKhLyAdxvtJ5bA-CSGdSF5j3q7&index=8. Acesso em: 20/mar/2022.

IGNACE de la Potterie. Κεχαριτωμένη en Lc 1,28 Étude exégétique et théologique, in Biblica 68, nº4 (1987) pp. 480-508. Disponível em: http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/virgem-maria/976-em-lc-1-28-estudo-exegetico-e-teologico. Acesso em: 20/mar/2021.

KLAUTAU, Gabriel. Uma análise bíblica da virgindade perpétua de Maria. Disponível em: http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/virgem-maria/965-uma-analise-biblica-da-virgindade-perpetua-de-maria. Acesso em: 07/ago/2020.

NEW Advent. The Fathers of the Church. Disponível em: https://www.newadvent.org/fathers/. Acesso em: 13/jan/2022.

ORÍGENES de Alexandria. Coleção Patrística Ed. Paulus Vol. 34: Homilias sobre o Evangelho de Lucas. Disponível em: https://catolicotridentino.files.wordpress.com/2017/11/patrc3adstica-vol-34-homilias-sobre-o-evangelho-de-lucas-orc3adgenes.pdf. Acesso em: 02/out/2018.

SÃO JOÃO PAULO II, Papa. Audiencia general – Miércoles, 8 de mayo de 1996. Disponível em: https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/es/audiences/1996/documents/hf_jp-ii_aud_19960508.html. Acesso em: 20/mar/2021.

SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT, Presbítero. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 46. ed. Petrópolis: Vozes, 2015.

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, Bispo. Glórias de Maria. Disponível em: https://lelivros.love/book/baixar-livro-glorias-de-maria-santo-afonso-maria-de-ligorio-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online/. Acesso em: 20/mar2021.

SANTO AGOSTINHO DE HIPONA, Bispo. Coleção Patrística Ed. Paulus Vol. 16:  Dos Bens do Matrimônio, A Santa Virgindade, Dos Bens da Viuvez. Disponível em: https://forumturbo.org/wp-content/uploads/wpforo/attachments/34853/4926-Patrstica-vol-16-Santo-Agostinho.pdf. Acesso em: 22/jun/2021.

SANTO TOMÁS DE AQUINO, Presbítero. O Pai Nosso e a Ave Maria. Disponível em: https://sumateologica.files.wordpress.com/2009/07/santo-tomas-de-aquino-sermoes-sobre-o-pai-nosso-e-a-oracao-angelical.pdf. Acesso em: 20/mar/2021.



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